2. Por que razão nas pregações se ouve falar tão pouco do inferno?


Porque muitos não crêem que existe e alguns dos que crêem nele não acham que, no fundo, seja um lugar assim tão terrível!!! Por que pois advertir os pecadores deste lugar se não existe ou se lá não se está assim tão mal depois de morto? E depois 'é hora de deixar de aterrorizar as pessoas com o anúncio deste fogo que arde ininterruptamente no inferno com as almas dos pecadores envoltas nele que choram e rangem os dentes!', dizem alguns. 'Esta é uma pregação que se adequava à idade média'. E depois, 'Deus nos chamou para anunciar o Evangelho às almas perdidas e não o inferno!', prosseguem estes. Não, eu não creio, de modo nenhum, que é preciso deixar de advertir solenemente os pecadores que se recusarem arrepender-se dos seus pecados e crer em Jesus Cristo quando morrerem irão para o inferno onde chorarão e rangerão os seus dentes no meio de atrozes sofrimentos causados pelas chamas do fogo que se encontra nele, porque a recusa de crer no Evangelho, como também a sua aceitação, implica consequências não só terrenas mas também ultraterrenas. Se quem aceita o Evangelho recebe a vida eterna e quando morrer irá para o paraíso gozar paz e fartura de alegria, forçosamente quem o recusa terá de ir de encontro a um após morte terrível e horrível onde as dores e as aflições terrenas são multiplicadas à enésima potência. É assim, e de facto Jesus Cristo disse muitas vezes a respeito da sorte dos ímpios que lá para onde irão haverá choro e ranger de dentes. Estas palavras porém metem medo aos pecadores e hoje também quem crê que exista o inferno prefere não citá-las justamente para não atemorizar as pessoas. Estes porém esqueceram que o Evangelho nos salvou não só do pecado mas também da perdição ou do fogo do inferno, pelo que é justo fazer saber que quem o recusa, uma vez morto, não poderá de modo nenhum escapar ao fogo do inferno.

 

 

Índice