11. Tenho também eu uma pergunta a pôr-te: a respeito dos crentes que não devem ir à praia, não te parece exagerar?


Não, não penso exagerar a respeito do ir à praia definindo-o um mau costume porque a Escritura mo faz perceber e a minha consciência mo testifica pelo Espírito. Eu sei o que significa ir à praia, à piscina, ao lago, etc., porque a seu tempo, quando ainda não conhecia Deus, aí fui também eu e te posso assegurar que é um charco de lodo através do qual nos contaminamos espiritualmente. Não percebo como se pode tolerar um comportamento tão inconveniente que arrasta o homem para a impureza porque lhe faz ver mulheres nuas ou meio nuas e de maneira inevitável, e repito inevitável, o leva a pensar coisas más, e em alguns casos também à fornicação e ao adultério. Lembra-te de Davi que depois de ter visto Bate-Seba banhar-se a mandou chamar e se deitou com ela engravidando-a. O que arrastou Davi ao adultério? A concupiscência dos olhos. Ele viu aquela belíssima mulher banhar-se (a mesma coisa que se vê hoje nas praias) e depois a desejou tão ardentemente a ir-se deitar com ela. Portanto, não te enganes, ir à praia é algo de errado porque através da vista de mulheres seminuas ou nuas nos contaminamos. 

Mas se alguém considera ter o direito de ir apascentar os seus olhos das nudezes das mulheres, e que o seu corpo embora sendo o templo do Espírito pode ser descoberto a seu agrado e dá-lo em refeição aos olhares das mulheres; ou se é casado que ele tenha o direito de fazer despir a sua mulher e de fazê-la ser vista meia nua pelos homens, então saiba que chegará o dia que Deus lhe dará uma lição que não esquecerá, naturalmente porque o ama e quer o seu bem. Não penses que Deus fica indiferente à nossa teimosia de coração, porque ele nos castiga quando o merecemos.

 

 

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