31. Por que Jesus Cristo se definiu "o Filho do Homem"?  

 

Jesus Cristo se difiniu "o Filho do Homem" para indicar e sublinhar que Ele além de ser o Filho de Deus e portanto participar da natureza divina de Deus Pai, era também participante da natureza do homem porque participava do sangue e da carne dos homens, em outras palavras para indicar que ele tinha se tornado "semelhante aos homens" (Fil. 2:7). Obviamente este ser participante da natureza humana comportava limitações, fraquezas, tudo coisas estas que se podem encontrar na vida de Jesus Cristo. Ele comia, bebia, dormia, cansava-se, chorava, como qualquer outro homem sobre a terra.

É de notar que Jesus como não se chamou ‘um’ Filho de Deus, também não se chamou ‘um’ filho do homem, porque Ele é o Filho de Deus e o Filho do homem.

O Filho de Deus porque existe desde toda eternidade com Deus Pai, o Filho do homem porque Ele que estava junto do Pai desde sempre tomou a nossa natureza humana, foi feito carne para poder destruir mediante a morte aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo (cfr. Heb. 2:14). Nada de semelhante tinha acontecido antes de então, e nada de semelhante acontecerá depois, Ele era Deus manifestado em carne (cfr. João 1:1,14).

Ser ‘filho de’ algo ou de alguém, na Bíblia significa ser participante de alguma coisa ou ter alguma relação com alguém. Por exemplo os crentes são chamados "os filhos do Reino" (cfr. Mat. 13:38) porque são participantes do reino de Deus: aqueles que participarão na ressurreição dos justos tornando-se iguais aos anjos são chamados "filhos da ressurreição" (Lucas 20:36). O homem do pecado, ou seja, o anticristo que deve vir é chamado "o filho da perdição" (cfr. 2 Tess. 2:3), nome este que tinha também Judas Iscariotes (cfr. João 17:12), porque está destinado a ir para a perdição (cfr. Apoc. 17:8). Aqueles que fazem parte deste mundo e que portanto estão debaixo do poder das trevas são chamados "os filhos deste mundo" (Lucas 16:8), enquanto os santos tendo sido resgatados do poder das trevas e transportados para o reino do Filho onde há a luz são chamados "os filhos da luz" (Lucas 16:8; cfr. Ef. 5:8). Jesus é chamado o Filho de Davi porque descendia segundo a carne do rei Davi e portanto era parte da sua descendência, ou melhor, porque era "a geração de Davi" (Apoc. 22:16). A mesma coisa deve ser dita também a propósito do facto que Jesus não era simplesmente um descendente de Abraão mas "a descendência de Abraão" (Gal 3:16) na qual – segundo a promessa de Deus – serão benditas todas as nações.

O Filho de Deus existente desde toda eternidade no céu com Deus Pai, para tornar-se semelhante aos homens nasceu de uma mulher como os outros homens, mas de uma mulher virgem que não tinha ainda conhecido homem e isto para que não contraísse o pecado. Ele de facto devia nascer puro e imaculado para poder oferecer-se a si mesmo pelos nossos pecados. Segundo o relato de Mateus e de Lucas, a virgem escolhida para pôr no mundo o Filho do Altíssimo foi uma certa Maria de Nazaré, uma cidadã da Galiléia. Esta jovem enquanto estava desposada com um varão cujo nome era José da casa e família de Davi, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe anunciou que ficaria grávida e daria à luz o Filho de Deus. O anjo lhe disse que isso aconteceria porque o Espírito Santo viria sobre ela, e o poder do Altíssimo a cobriria com a sua sombra. E assim aconteceu. Maria ficou grávida por virtude do Espírito Santo, e no tempo fixado por Deus, enquanto se encontrava em Belém com o seu marido por causa de um recenseamento, deu à luz o seu filho primogénito a quem foi dado o nome de Jesus.

A Cristo Jesus, o Filho do homem, seja a glória agora e eternamente. Amen

 

 

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