5. É verdade que Jesus Cristo foi à Índia para aprender a filosofia indiana?


Não, não é verdade, com efeito, segundo esta teoria Jesus entre os doze e os trinta anos, isto é, nos anos de que a Bíblia não diz nada quanto a eventos particulares da sua vida - se excluirmos o facto do templo em que foi encontrado pelos seus pais sentado no meio dos doutores da lei que ouvia e a quem fazia perguntas (cfr. Lucas 2:41-50) -, teria ido à Índia junto dos 'mestres' yoghi para aprender a sua filosofia que depois teria ensinado aos seus discípulos, enquanto Jesus em todos os seus ensinamentos nunca acenou a doutrinas indianas como por exemplo o panteísmo e a reencarnação que são as mais conhecidas da filosofia indiana. Pelo contrário, Jesus ensinou claramente que Deus é uma pessoa distinta da criação (e portanto o homem não é Deus ou parte de Deus como dizem os 'gurus' indianos), de facto, chamou o céu 'o trono de Deus' e a terra 'o escabelo de seus pés' (cfr. Mat. 5:34-35); e depois que o homem uma vez morto não vai encarnar num animal ou em outra pessoa conforme o seu comportamento, mas vai ou para o Hades ou para um lugar de consolação (cfr. Lucas 16:19-31; faço presente porém que este lugar de consolação antes da sua ressurreição era o seio de Abraão, mas depois o paraíso no céu, cfr. Ef. 4:8-10;) conforme está perdido ou salvo. Se Jesus tivesse ido à Índia para aprender filosofia indiana, não deixaria certamente de anunciá-la aos seus discípulos; portanto Jesus Cristo à luz de quanto ensinou mas também à luz de como viveu não pôde ter ido à Índia na sua juventude. 

Hoje, há muitos jovens ocidentais que vão à Índia aos pés destes 'gurus' indianos para aprenderem a sua doutrina, e quando voltam à sua pátria se põem a difundir de várias maneiras as doutrinas aprendidas lá. Se portanto Jesus Cristo nunca acenou a doutrinas indianas é porque ele nunca as aprendeu nesse período de tempo da sua vida que vai dos doze anos aos cerca de trinta, nem na Índia e nem em Israel. Deste período, a propósito do seu crescimento espiritual está dito que "crescia Jesus em sabedoria" (Lucas 2:52), e que era "cheio de sabedoria" (Lucas 2:40). Naturalmente isso acontecia pelo poder de Deus e seu Pai que o estava preparando em vista do seu ministério que ele iniciou cerca dos trinta anos.

Os ensinamentos de Jesus são sãos, privados de toda a escória, privados de qualquer falsidade; enquanto os ensinamentos dos chamados 'gurus' indianos são corruptos, falsos, cheios de mentiras. Os ensinamentos de Jesus edificam, os dos 'gurus' destroem; os ensinamentos de Jesus libertam os homens do pecado, enquanto os dos 'gurus' os mantêm presos ao pecado mais do que nunca tendo sido gerados pelo diabo que deseja manter os homens escravos do pecado. A palavra de Cristo é uma lâmpada que resplandece neste mundo, lâmpada que ilumina as trevas e que as faz dissipar da mente do homem no momento em que ela é aceite por fé, enquanto a palavra dos 'gurus' é trevas, escuridão profunda que não traz alguma luz à vida daqueles que a aceitam. Antes direi mais, a filosofia indiana tem o poder de fazer confluir nos homens que a aceitam os demónios, com efeito, o yoga, a meditação transcendental e qualquer outra prática meditativa que se funda na filosofia indiana não são mais do que instrumentos através dos quais o diabo consegue introduzir os seus demónios no corpo de quem as pratica. E quando estes demónios tomam o controle dos homens, começam a suceder coisas estranhas e incompreensíveis, também sinais e prodígios, mas sobretudo a pessoa vai de abismo em abismo, porque a possessão demoníaca leva à destruição da pessoa sob todos os aspectos. E há só um caminho para ser libertado destes demónios, o nome de Jesus Cristo; só no seu nome estes demónios deixarão o corpo daqueles em que vieram residir. 

Um advertimento pois a todos aqueles que de uma maneira ou de outra estão em contacto com pessoas que são dadas à filosofia indiana, rejeitai-a porque é do diabo. Confutai-a mediante a Palavra de Deus.

 

 

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