3. É justo que o pastor não trabalhe mas seja sustentado financeiramente e materialmente pela Igreja que pastoreia?


Sim, é justo porque o pastor tem este direito no Senhor, isto é, tem o direito de não trabalhar para se dedicar a tempo inteiro ao cuidado das ovelhas que lhe tocaram em sorte pelo que tem o direito de ser sustentado financeiramente pela Igreja que cuida. Quando se diz que ele tem este direito quer-se implicitamente dizer que a Igreja tem o dever de suprir a todas as suas necessidades assim como está escrito aos Gálatas: "O que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui " (Gal. 6:6). 

O salário que a Igreja lhe dá não é mais do que o salário de que é digno o trabalhador do Senhor conforme disse Jesus Cristo: "Digno é o trabalhador do seu salário" (Lucas 10:7). O apóstolo Paulo confirma este direito que tem o trabalhador do Senhor ao dizer: "Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Porventura digo eu isto como homem? Ou não diz a lei também o mesmo? Pois na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi quando debulha. Porventura está Deus cuidando dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante....Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho " (1 Cor. 9:7-10,13-14). Como se pode ver o apóstolo toma para sustento deste direito, que têm os ministros de Deus, a lei tanto quando diz que não se deve atar a boca ao boi quando debulha (cfr. Deut. 25:4) como também quando diz que os sacerdotes viviam do que era oferecido sobre o altar e que os que faziam o serviço sagrado no templo comiam do que era oferecido no templo que consistia nos dízimos e nas ofertas que os Hebreus deviam trazer à casa de Deus para que houvesse mantimento nela (cfr. Mal. 3:10) para aqueles que administravam os vários serviços no templo. Obviamente, dado que agora estamos debaixo da graça e não mais debaixo da lei, e os ministros do Senhor devem viver do Evangelho e não da lei de Moisés, o princípio do dízimo não é mais válido. Permanece todavia válido o princípio de base que é o de repartir dos próprios bens materiais com quem foi separado por Deus para a pregação do Evangelho e pa ra a  instrução do povo de Deus. Portanto o pastor deve ser feito idóneo, se ainda não o foi, para cumprir o ministério que Deus lhe confiou da maneira que prescreve a Escritura, isto é, a tempo inteiro. Tanto ele como a Igreja receberão o bem disso.

 

 

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