12. Por que Paulo diz a Timóteo que Jesus destruiu a morte (cfr. 2 Tim. 1:10), enquanto aos Coríntios diz que o último inimigo a ser destruído será a morte (cfr. 1 Cor. 15:26), fazendo entender neste segundo caso que esta destruição deve ainda acontecer e não aconteceu já?


A razão é porque Jesus Cristo quando ressuscitou dentre os mortos destruiu a morte física na sua vida mas não a morte física que experimentaram os santos. Não é porventura verdade de facto que os santos que morreram no passado e os que morrem no presente ainda não ressuscitaram? Não é porventura verdade que os seus corpos agora estão num estado de putrefacção ou já estão completamente putrefactos e reduzidos a cinzas, e que aguardam a ressurreição? Certamente que assim é. Portanto, se por um lado é verdade que Jesus destruiu a morte, por outro é também verdade que Ele deve ainda destruí-la porque Ele deve ainda ressuscitar todos os santos que dormem. Só quando todos os santos ressurgirem (e os santos vivos forem transformados) se poderá dizer que a morte foi tragada na vitória, conforme está escrito: "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (1 Cor. 15:52-55), não antes desse dia. Antes desse dia, de facto, a morte continuará a atingir os santos. Mas nós temos a confiança que ela nesse dia será sujeita debaixo dos pés do Senhor juntamente com todos os outros inimigos que ainda não vemos lhe estarem sujeitos.
Devemos portanto reconhecer que embora esteja escrito que Deus sujeitou todas as coisas debaixo dos pés de Jesus Cristo "agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas" (Heb. 2:8).
Deus é fiel e acabará a obra que começou, não a deixará incompleta. O seu plano subsistirá, Ele efectuará toda a sua vontade, e ninguém lho poderá impedir. A Ele seja a glória agora e eternamente. Amen.

 

 

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