Capítulo 7

Outros seus ensinamentos, falsificações aportadas à Bíblia, interpretações peculiares 

 

 

OUTROS SEUS ENSINAMENTOS  

O nome de Deus 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . As Testemunhas de Jeová afirmam que o nome pessoal de Deus é Jeová: ‘O nome "Jeová" é um verbo hebraico e quer dizer literalmente "Ele ordena o que seja", isto é, para um propósito. Ao fazer conhecido este nome de maneira especial ao seu profeta Moisés, fê-lo ao mesmo tempo em que declarou seu propósito relativo ao seu povo escolhido, que estava então em escravidão ao Egipto’ ( Seja Deus verdadeiro, pag. 30). O nome Jeová ‘é a mais conhecida forma, em português, do nome divino’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 1023), ou seja, YHWH, o tetragrama - do grego tetra ‘quatro’, e gramma ‘letra’ -, o nome de Deus em hebraico. As Testemunhas de Jeová reconhecem porém que ‘os hebraístas em geral preferem ‘Yahweh’ considerando-a a pronúncia mais provável’ (op. cit., pag. 1025). Todavia, elas dizem, que ‘parece não haver nenhum motivo para abandonar, em português, a forma bem conhecida, "Jeová", em favor de alguma outra forma sugerida’ ( ibid ., pag. 1025). Mas então é apenas uma questão de pronúncia dado que elas preferem pronunciar o Tetragrama sagrado YHWH ‘Jeová’ em vez de ‘Yahweh’? Não, não é simplesmente uma questão de pronúncia. Há algo mais. As Testemunhas de Jeová acusam tanto os Católicos como os Protestantes de ter privado o povo do conhecimento do nome de Deus, porque o teriam tirado das várias traduções da Bíblia por eles feitas. ‘O nome de Deus é pois JEOVÁ. Mas muitos que professam adorar a Deus desrespeitaram tal nome. Alguns até o tiraram das suas traduções da Bíblia, substituindo-o com os títulos ‘Senhor’ e ‘Deus’. Esta prática não só esconde o ilustre nome de Deus, mas também confunde o Senhor Jeová com o Senhor Jesus Cristo e com outros ‘senhores’ e ‘deuses’ a que a Bíblia se refere’ (‘ Venha o Teu Reino’, Impresso na  Rep. Fed. da Alemanha 1981, pag. 16-17), e ainda: ‘Portanto, fazendo as modernas traduções da Bíblia, os teólogos e os tradutores da cristandade preferem abandonar o Tetragrama ou o mais compreensível Jeová ou Yahweh e substituí-lo com alguma expressão que soe mais neutral como Senhor’ (A Sentinela , 15 de Abril de 1969, pag. 250). Isto constitui uma profanação do nome de Deus, coisa que vai contra as palavras que Jesus disse para dizer a Deus: "Santificado seja o teu nome" (Mat. 6:9). Que fizeram pois as Testemunhas de Jeová? Consideraram oportuno recolocar no seu lugar o Tetragrama, que com base nos seus cálculos na Bíblia apareceria cerca de 7.000 vezes. No Antigo Testamento, por elas chamado também Escrituras Hebraicas, ‘este nome, simbolizado por estas quatro consoantes hebraicas, ocorre num total de 6.823 vezes’ (Seja Deus verdadeiro , pag. 23), no Novo Testamento, por elas chamado também Escrituras Gregas Cristãs, ocorre 237 vezes. Por quanto diz respeito aos motivos com que explicam a falta do Tetragrama tanto nos manuscritos do Antigo Testamento como nos do Novo eles são os seguintes. ‘As Escrituras Hebraicas foram traduzidas primeiro para o grego cerca de 285-247 A.C.; mas algum tempo antes os Hebreus já haviam começado a deixar de pronunciar o nome, devido ao medo supersticioso de tomá-lo em vão. Por isso quando liam e chegavam ao nome, pronunciavam em seu lugar a palavra Adonai (Senhor) ou Elohim (Deus). Eis por que ao fazerem a primeira tradução para o grego conhecida como a Versão dos Setenta (LXX) os tradutores seguiram o costume hebraico e traduziram os supracitados substitutos do nome de Deus na sua versão grega’ (op. cit. , pag. 23) [ 1 ]. ‘Por que, então, o nome não aparece nos manuscritos das Escrituras Gregas Cristãs, o chamado Novo Testamento, que nos chegaram? Evidentemente porque quando foram feitas essas cópias (a partir do III século E.C) o texto original dos escritos dos apóstolos e dos discípulos já tinha sido alterado. Portanto copistas posteriores devem ter substituído o nome divino na forma do Tetragrama com Kyrios e Theos ...’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 1028). Estando assim as coisas para o Novo Testamento, segundo a Torre de Vigia, os seus tradutores consideraram oportuno repor o Tetragrama, na forma de Jeová, no seu lugar. E se gabam de ter feito isso: ‘Uma tradução que corajosamente restabelece o nome de Deus com boa autoridade é a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs ’ (O nome divino que durará para sempre , pag. 27). Eis, pois, por que substituíram Kyrios ‘Senhor’, ou Theos ‘Deus’ com Jeová em 237 casos. Além de tudo isto as Testemunhas de Jeová sustentam que para estabelecer um relacionamento pessoal com Deus é preciso conhecer e usar o seu nome: ‘Conhecer e usar o nome de Deus é o único modo para achegar-se a Deus e estabelecer com ele um relacionamento pessoal’ (A Sentinela , 15 de Outubro de  1982, pag. 31); ‘O único modo em que alguém pode achegar-se a Deus e ter um relacionamento pessoal com ele é conhecê-lo por nome, Yahweh ou Jeová, e aprender a usar respeitosamente tal nome ao adorá-lo’ ( A Sentinela , 1 de Maio de 1982, pag. 9). Isto explica o porquê de elas se esforçarem tanto para fazer conhecer o nome Jeová às pessoas, pois só desta maneira elas podem instaurar uma relação pessoal com Deus. Só desta maneira elas podem ser salvas: ‘Se quiser obter a salvação, precisará também conhecer e honrar o nome de Deus’ ( A verdade que conduz à vida eterna, pag. 127); ‘Porque aqueles que não o usam não podem ser identificados com os que Deus escolhe como ‘povo para o seu nome’ ( Poderá viver para sempre no paraíso na terra , pag. 44). Fazendo esta obra de divulgação do nome Jeová elas consideram seguir o exemplo de Cristo que disse: "E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer ainda" (João 17:26). ‘Jesus tornou conhecido a outros o nome de Deus, Jeová...’ ( Poderá viver para sempre no paraíso na terra , pag. 184). 

Confutação. Antes de tudo consideramos ter que falar, se bem que brevemente, da origem da palavra portuguesa Jeová. O nome de Deus era escrito em hebraico apenas com as consoantes YHWH, o Tetragrama, e a uma certa altura, como se tinha difundido entre os Hebreus a ideia que era errado até pronunciar o nome de Deus (sobre o período em que esta ideia se afirmou há grande incerteza e as ideias entre os estudiosos variam), o Tetragrama começou a ser normalmente lido Adonay (Senhor), ou Elohim (Deus) [ 2 ] no caso em que o Tetragrama já era precedido por Adonay, para evitar a repetição deste último termo. Sobre as quatro consoantes que formam o Tetragrama foram colocadas as vogais de Adonay de maneira que quando o leitor se deparava com o Tetragrama pronunciava Adonay. Entre o V e o VIII século depois de Cristo os Massoretas (um grupo de copistas hebreus) vocalizaram o Tetragrama com as vogais de Adonay , isto é,  a o a , só que a primeira a , por uma lei fonética hebraica tornou-se e com as novas consoantes. Eis assim que o Tetragrama foi feito Ye -Ho -Wa- H. Assim o nome de Deus YHWH, na língua hebraica, tornou-se YEHOWAH [ 3 ]. É necessário dizer, porém, que os Hebreus não aceitam esta pronúncia do nome de Deus, porque consideram que a pronúncia mais correcta do Tetragrama seja YAHWEH. Na Jewish Encyclopedia por exemplo na palavra ‘Jehovah’ lê-se: ‘A mispronunciation (introduced by Christian theologians, but almost entirely disregarded by the Jews) of the Hebrew ‘YHWH’, the (ineffable) name of God (the tetragrammaton or ‘Shem ha-Meforash’). This pronunciation is gramattically impossible...’ ( Jewish Encyclopedia , New York 1904, vol. VII), ou seja: ‘Uma pronúncia incorrecta (introduzida por teólogos cristãos mas quase inteiramente desprezada pelos Hebreus) do Hebraico ‘YHWH’ o nome (inefável) de Deus (o tetragrama ou ‘Shem ha-Meforash’). Esta pronúncia é gramaticalmente impossível...’. Jeová é a adaptação portuguesa da forma distorcida YEHOWAH do nome hebraico de Deus. Jeová é portanto na realidade uma palavra fictícia. Mas como também vimos as Testemunhas de Jeová movem acusações contra os tradutores das Bíblias porque omitiram o Tetragrama, ou pelo menos Yahweh, todas as vezes que ele ocorre tanto no Antigo Testamento como no Novo. A este propósito dizemos as seguintes coisas. Por quanto diz respeito às Escrituras do Antigo Pacto, sem querer entrar em discussão se as primeiras versões da Setenta continham ou não o Tetragrama hebraico, dizemos que teria sido oportuno que os modernos tradutores dos Escritos do Antigo Pacto se ativessem escrupulosamente aos originais hebraicos e portanto que pusessem Yahweh, que é a pronúncia correcta do Tetragrama hebraico, ou pelo menos o seu significado que é ‘Aquele que é’ onde estava o Tetragrama [ 4 ]. Por quanto diz respeito porém aos Escritos do Novo Testamento as coisas são diferentes, porque não há a mínima prova que nos originais havia 237 vezes o Tetragrama e que os copistas o substituíram com Senhor e com Deus, com efeito, entre as muitas cópias em grego do Novo Testamento não há nenhuma cópia em que aparece o Tetragrama. Aqui verdadeiramente é preciso dizer que a inserção da palavra Jeová por parte dos ‘tradutores’ da Novo Mundo foi um acto não corajoso, mas presunçoso (Como veremos a seguir, em alguns casos a inserção de Jeová no lugar de Senhor teve o objectivo de não fazer crer que Jesus Cristo é Deus. Portanto o que esses tradutores fizeram foi tudo menos restabelecer o nome divino no seu lugar!!). Estando, pois, assim as coisas a respeito dos Escritos do Novo Testamento, isto é, que originariamente em nenhum deles em algum sítio no lugar de Senhor ( Kyrios ) ou Deus (Theos) aparecia o Tetragrama, deve ser feita esta necessária observação. Ainda que muitos tradutores do Antigo Pacto no lugar do Tetragrama tenham posto, conforme os casos, ‘Senhor’ ou ‘Deus’, o facto de diversos versículos do Antigo Pacto (onde é mencionado o sagrado Tetragrama) quando são citados no Novo Testamento serem citados com ‘Senhor’ no lugar do Tetragrama [ 5 ], faz perceber que nos dias de Jesus e dos apóstolos pronunciar em voz alta ou escrever no lugar do Tetragrama (presente em muitos versículos do Antigo Pacto) o nome Senhor era uma coisa comum e normal que não constituía uma ofensa ou um ultraje ao nome de Deus. Após ter portanto demonstrado que a palavra Jeová é uma palavra fictícia e que a sua inserção nos Escritos do Antigo Testamento no lugar do Tetragrama não constitui algo de louvável porque os ‘tradutores’ da Novo Mundo deveriam colocar ‘Yahweh’ e não ‘Jeová’ [ 6 ], e que a sua inserção no Novo Testamento foi presunção, alguém perguntará: o que importa, pois, responder às Testemunhas de Jeová quando nos perguntam como se chama Deus? Para nos atermos escrupulosamente à Escritura era preciso repetir-lhes o Tetragrama YHWH cuja pronúncia é Yahweh, isto é, Aquele que é. Ele é o Eu sou o que sou como disse a Moisés (cfr. Ex. 3:14) [ 7 ] e o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Por experiência sei que quando se lhes responde desta maneira as Testemunhas de Jeová ficam admiradas e agradadas de encontrar finalmente alguém que ‘conhece’ o nome de Deus. E portanto não insistem mais sobre a questão do nome.

Mas a este ponto temos de confutar a asserção das Testemunhas de Jeová segundo a qual se alguém não conhece o nome hebraico de Deus não pode instaurar uma relação pessoal com Ele e não pode obter a salvação e não se pode identificar com o povo para o seu nome. Porque se é verdade que o nome de Deus é Yahweh , já não é verdade que quem não conhece que o nome hebraico de Deus é Yahweh não pode instaurar uma relação com Ele e ser por ele salvo e agradável aos seus olhos. E para demonstrar isto tomarei os exemplos de Abraão, Isaque e Jacó. Por que razão tomar eles? Porque segundo quanto disse Deus a Moisés eles não conheciam o nome de Deus, ou seja Yahweh . "Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o Senhor. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como El-Shadday (o Deus Todo-Poderoso); mas pelo meu nome, Yahweh (Aquele que é), não lhes fui conhecido" (Ex. 6:2-3). No entanto, apesar disso Deus "não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus..." (Heb. 11:16). Isto porquê? Porque eles agradaram a Deus pela sua fé. De Abraão está dito que pela fé, "sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia" (Heb. 11:8), que "creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça" (Gen. 15:6), que pela fé, "ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado..." (Heb. 11:17). De Isaque é dito que pela fé "abençoou Jacó e a Esaú, no tocante às coisas futuras" (Heb. 11:20). De Jacó é dito que pela fé "quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou, inclinado sobre a extremidade do seu bordão" (Heb. 11:21). Eis de que maneira agradaram a Deus os patriarcas, porque creram n`Ele (não porque conheciam o seu nome YHWH). E esta ainda é a maneira para agradar a Deus, crendo n`Ele. Com efeito, o escritor aos Hebreus diz que "sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Heb. 11:6). Com toda a importância, portanto, que tem o facto de o nome de Deus ser YHWH, não se pode dizer que para agradar a Deus é preciso conhecer este seu nome, da maneira que entendem as Testemunhas de Jeová. Abraão foi chamado amigo de Deus porque creu em Deus e fez o que é justo aos seus olhos, sem conhecê-lo com o nome de Yahweh . E o homem pode ainda ser chamado amigo de Deus como o foi Abraão; se seguir as pisadas de fé do patriarca. Em outras palavras se ele crer n`Aquele que ressuscitou dentre os mortos Jesus Cristo nosso Senhor. Para ser salvo, justificado, regenerado e entrar assim a fazer parte do povo sobre o qual é invocado o nome de Deus não é necessário conhecer o nome hebraico de Deus, isto é, Yahweh. O que é necessário fazer é crer com o próprio coração em Jesus Cristo, com efeito, Paulo e Silas assim responderam ao carcereiro de Filipos quando este todo trémulo lhes perguntou: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (Actos 16:31). Paulo diz aos Romanos: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rom. 10:9). Mais uma vez o apóstolo Paulo, que conhecia o nome hebraico de Deus e o respeitava, não fala de ter que conhecer o nome de Deus e usá-lo apropriadamente para ser salvo. Eu o posso dizer por experiência pessoal, porque na noite que fui salvo por Deus e entrei num relacionamento pessoal com Ele porque me tornei um seu filho não fui salvo porque depois que me disseram que o nome de Deus é Yahweh eu o invoquei com esse nome, mas fui salvo porque depois que ouvi falar pela enésima vez do que Jesus Cristo tinha feito também por mim morrendo sobre a cruz e ressuscitando ao terceiro dia me reconheci diante de Deus um pecador e invoquei Deus para que me perdoasse todos os meus pecados; coisa que Ele logo fez mediante o sangue de Jesus Cristo. Por quanto diz respeito ao nome de Deus, que Ele se fez conhecer a Moisés com o nome de Yahweh o vim a saber com o passar do tempo. Mas isto não acrescentou nada ao meu relacionamento com Deus porque eu já o conhecia mediante o seu Filho Jesus. O repito, com a devida importância que damos à questão do nome hebraico de Deus, com todo o respeito que nutrimos pelo santo nome de Deus, temos de dizer que nós não fomos salvos porque viemos a saber que YAHWEH é o seu nome em hebraico. 

Vimos antes que as Testemunhas de Jeová tomam as palavras de Jesus que disse ter feito conhecer o nome do seu Pai aos seus discípulos para sustentar não só que Jesus se esforçou para fazer conhecer o nome hebraico de Deus YHWH mas também que elas como seus fiéis seguidores fazem o mesmo em relação aos religionistas deste tempo! Mas as coisas são verdadeiramente assim como elas dizem? Não, de modo nenhum, porque quando se lê que Jesus disse: "E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer ainda..." (João 17:26) não se deve entender com isso que Jesus veio para fazer saber aos Judeus que o nome de Deus era YHWH porque os Judeus já sabiam que Deus era Aquele que é, de facto tinham as Escrituras do Antigo Pacto onde estava dito que a Moisés Deus se revelou como Aquele que é, o Eu sou. Mas antes que Jesus veio para fazer conhecer pessoalmente Deus, porque só através dele os Judeus podiam conhecer pessoalmente Deus. Ele disse de facto: "Ninguém conhece... quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Lucas 10:22). E que é assim o demonstra também o facto de Jesus àqueles Judeus que consideravam conhecer o nome de Deus mas que o contrastavam ter dito: "Vós não o conheceis" (João 8:55) e também: "Não me conheceis a mim, nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai" (João 8:19). Portanto o facto de saber que o nome hebraico de Deus é YHWH não significa automaticamente conhecer Deus ou conhecer o seu nome, porque muitos Judeus embora sabendo-o não conheciam ainda Deus. E as coisas não mudaram, porque os Judeus ainda hoje embora podendo dizer que YHWH é o nome original de Deus, e embora podendo dizer que a sua pronúncia mais correcta seja YAHWEH, na realidade não o conhecem porque recusam crer no seu Filho. E isto se pode dizer além dos Judeus também das Testemunhas de Jeová, elas sabem que o nome hebraico de Deus é YHWH, mas apesar disso não o conhecem pessoalmente. Porquê? Porque não conhecem Jesus Cristo. E portanto elas na realidade ainda não conhecem o nome de Deus. Conhecer o seu nome significa portanto conhecer a pessoa de Deus, conhecimento que se adquire só quando alguém se arrepende e aceita Jesus Cristo. E que por fazer conhecer o nome de Deus não se deve entender fazer saber que o seu nome original hebraico é YHWH o se pode também deduzir pela pregação de Paulo no Areópago em Atenas, de facto Paulo depois de ter dito aos Atenienses que tinha encontrado até "um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO" (Actos 17:23) e que lhes anunciaria esse que eles adoravam sem conhecê-lo, na sua pregação não mencionou o nome hebraico de Deus YHWH, mas disse que Ele era Aquele que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, que dava a todos a vida, a respiração e todas as coisas, que de um só homem fez todas as raças dos homens determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que os homens o buscassem. Depois disse-lhes que não deviam crer que a Divindade seja semelhante ao ouro, à prata, ou à pedra esculpida pela imaginação do homem, e por fim anunciou-lhes o arrependimento, o dia do juízo e a ressurreição d`Aquele que Deus estabeleceu para julgar os homens naquele dia. 

Vejamos agora como Jesus chamou Deus. Jesus o chamou Pai, Deus, Senhor do céu e da terra, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e sobre a cruz Eloí ou Elí. E como nos disse ele para nos dirigirmos a Deus quando lhe oramos? Nos disse para chamá-lo "Pai nosso" (Mat. 6:9). Se ele, pois, que conhecia plenamente Deus não disse que quando nós invocamos Deus o devemos chamar com o seu nome original YHWH, consideramos que não seja indispensável usar este apelativo quando nos dirigimos a Deus. Para dar um exemplo que explique este conceito dizemos que acontece aquilo que acontece quando um filho (seja pequeno ou já adulto) se dirige ao seu pai terreno. Como o chama? O chama papá, ou pai. Mas não tem também ele um nome? Certamente que tem, mas o seu filho o chama papá e pai porque tem com ele uma relação filho-pai. Pode-se dizer porventura que um filho não honra o seu pai porque não o chama com o seu nome de registo civil? E quem ousaria dizer isso? Qual é o pai que se o seu filho o chamar papá o censuraria porque não o chamou José, ou Tiago ou outro? Julgo que não exista. E portanto, queríamos perguntar às Testemunhas de Jeová: e por que é que Deus, que é o nosso Pai celestial, não iria gostar ou iria ficar indignado connosco porque não o chamamos YHWH? Por que é que haveria de acusar-nos de não santificar o seu nome só porque não usamos o seu nome quando nos dirigimos a Ele? Não se percebe como Deus que é bom possa censurar os seus filhos por não o chamarem com o seu nome hebraico YHWH ou Yahweh , enquanto os pais segundo a carne, que Jesus chamou maus, não ousariam censurar os seus filhos por lhes chamarem papá! Não, não é como dizem as Testemunhas de Jeová, porque santificar o nome de Deus não significa chamar Deus com o Tetragrama, mas observar os seus mandamentos que ele nos deu através do seu Filho. Desta maneira se santifica o nome de Deus que é invocado sobre nós. 

 

O pré-conhecimento e a predestinação 

A doutrina das testemunhas de Jeová . Eis sumariamente o que dizem as Testemunhas de Jeová sobre a presciência de Deus e sobre a predestinação. ‘Se Deus tivesse já pré-conhecido e preordenado com milénios de antecipação exactamente quais indivíduos receberiam a salvação eterna e quais a destruição eterna, se poderia perguntar que sentido teria a sua ‘paciência’ e quanto seria sincero o seu desejo que ‘todos alcancem o arrependimento’ ( Estudo perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 643). Por quanto diz respeito aos ‘eleitos’, ou seja, aos 144.000 a Torre de Vigia afirma: ‘Deus tem pré-conhecimento do eleito; mas isso não significa que ele escolheu pré-conhecer os indivíduos, mas que propôs ou predestinou que houvesse uma tal companhia eleita. (...) Ele não precisava preocupar-se com os indivíduos ou os seus nomes e identidades pessoais. Ele simplesmente determinou de antemão ou predestinou quais seriam os requisitos para a comunidade desta classe e que padrões teriam de atingir e que qualidades teriam de manifestar’ (The Kingdom Is at Hand, 1944, pag. 291-292), e ainda: ‘Deus pré-conheceu e preordenou a formação desta classe (mas não dos indivíduos particulares que a constituiriam). (...) ele preestabeleceu ou preordenou o ‘modelo’ ao qual deveriam conformar-se todos os que a seu tempo seriam chamados a fazer parte dela, tudo segundo o seu propósito. Deus preordenou também as obras que eles deveriam fazer e previu que seriam provados por causa dos sofrimentos que o mundo lhes proporcionaria’ (Estudo perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 648). E para testificar que aquele que foi chamado para fazer parte desta ‘classe’ não está automaticamente seguro da sua salvação, precisamente porque não foi pré-conhecido e predestinado individualmente à salvação eterna tomam o exemplo de Paulo e dizem que ‘não se considerava individualmente predestinado à salvação eterna’ (op. cit. , pag. 648) e ainda que ‘o apóstolo Paulo exprimiu a confiança que lhe seria reservada a coroa da justiça, mas o fez apenas quando teve a certeza de estar próximo do fim da sua vida humana’ (ibid. , pag. 648). Por quanto diz respeito às ‘outras ovelhas’ a Torre de Vigia afirma que ‘qualquer um pode fazer parte desta grande multidão de pessoas semelhantes a ovelhas que hão-de ganhar a vida eterna numa terra paradisíaca’ (Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado , pag. 196) [ 8 ].

Por quanto diz respeito àqueles que recusarão converter-se ao Senhor até ao fim (se tenha presente porém a respeito, a sua doutrina sobre a ‘segunda possibilidade’ para muitos daqueles que não obedeceram a Deus durante a sua vida) a Torre de Vigia diz que Deus não os predestinou à destruição eterna endurecendo-os, porque o seu destino é fruto apenas da sua decisão. Segundo a Torre de Vigia, na verdade, Deus não endurece os corações de alguns segundo o beneplácito da sua vontade. De Judas Iscariotes por exemplo dizem que ‘não se pode dizer que Deus tenha preordenado ou predestinado Judas a comportar-se assim’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 646). As razões que são adoptadas são que Deus fez o homem totalmente livre de escolher ou rejeitar Deus, e que Ele é justo e por isso uma tal conduta não se lhe ajusta. Se ele agisse assim seria injusto. E depois a lógica, com efeito, um semelhante modo de agir de Deus não é razoável! [ 9 ] E por fim, mas não por isso menos importante, a razão que Deus não é omnisciente, ou melhor, que Ele não pré-conheceu todas as coisas nos mínimos detalhes. Eis quanto dizem: ‘Ele tem a capacidade de ver e conhecer todas as coisas, passadas presentes e futuras, mas pode também afastar de si certo conhecimento se quiser. Portanto, pode recusar olhar para o futuro se quiser. E parece efectivamente que ele preferiu não olhar para o futuro no caso de Adão e Eva. Porquê? Porque exercer o pré-conhecimento sem que existissem certas condições precedentes com base nas quais determinar o resultado lógico a esperar-se equivaleria à predestinação ao destino eterno da criação’ (Despertai !, 22 de Março de 1974, pag. 29-30). Esta presciência de Deus é chamada pela Torre de Vigia ‘presciência selectiva’: ‘Por presciência selectiva entende-se que Deus podia decidir não pré-conhecer indiscriminadamente todas as acções futuras das suas criaturas’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 642). Eis por que, segundo a Torre de Vigia, Jesus não foi predestinado a se oferecer a si mesmo como sacrifício de resgate pelos pecados dos homens: ‘A seu tempo Jeová Deus encarregou o seu próprio Filho primogénito de assumir o profetizado papel de ‘descendente’ e tornar-se o Messias. Nada indica que este Filho fosse ‘predestinado’ a tal papel ainda antes da sua criação ou antes da rebelião no Éden’ (op. cit., pag. 647). 

Confutação. Nos encontramos pela enésima vez diante de estranhos ensinamentos que somos obrigados a confutar por amor da verdade e para fazer justiça à Palavra de Deus. Começamos por dizer que é falso que Deus decidiu não pré-conhecer uma parte das coisas futuras, porque se fosse assim Ele não seria mais Omnisciente como diz a sua Palavra. "O Senhor é um Deus que sabe tudo" (1 Sam. 2:3), e neste tudo estão todas as coisas passadas, todas as coisas presentes, e todas as que acontecerão e que ainda não aconteceram. Entre estas últimas por exemplo estão todas as palavras que nós ainda havemos de proferir, com efeito, Davi diz: "Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda" (Sal. 139:4), todos os dias que nós havemos de viver porque no seu livro foram escritos todos os dias ordenados para nós quando nem um deles havia ainda (cfr. Sal. 139:16). Entre elas estão também todos aqueles eventos descritos no Apocalipse que devem acontecer, e lendo-os se pode dar conta da abundância de detalhes que Deus pré-conheceu. Poderíamos prosseguir, mas nos ficamos por aqui. Portanto também a queda de Adão foi por Deus pré-conhecida, e com a sua queda a entrada no mundo do pecado? Certamente, Deus sabia perfeitamente tudo o que sucederia no jardim do Éden ainda antes de criar todas as coisas. Eis por que Jesus Cristo é chamado "o cordeiro sem defeito e sem mancha, preordenado antes da fundação do mundo..." (1 Ped. 1:19-20); porque Deus já tinha formado em si mesmo, antes de fundar o mundo, o desígnio de enviar na plenitude dos tempos o seu Filho para resgatar os homens do pecado que passaria a eles através daquele único homem, isto é, Adão. Nada o apanhou de surpresa. Não é verdade, portanto, que Deus decidiu enviar o seu Filho ao mundo depois que Adão pecou, porque esta sua decisão remonta a tempo antes da fundação do mundo. Mas porquê negar a Deus a presciência de todas as coisas que devem acontecer? O vimos; porque as Testemunhas de Jeová desta maneira querem demonstrar que o destino dos homens não foi já estabelecido por Deus. Em outras palavras, elas reduziram a presciência de Deus para não ter que admitir a predestinação. Modo este de agir que nos ensina ainda uma vez como todas as vezes que se procura fazer prevalecer a lógica em vez da Palavra de Deus se começa a falar contra Deus. Tendo portanto demonstrado que não existe esta ‘presciência selectiva’ de Deus, segundo a qual algumas coisas as teria pré-conhecido e outras teria recusado pré-conhecê-las, passemos à predestinação. É claro que tendo Deus o conhecimento de todas as coisas que acontecerão e sendo Omnipotente ele pode a seu agrado fazer acontecer todas as coisas que quer e que pré-conheceu sem que alguém lho impeça. A sagrada Escritura está cheia de exemplos que mostram que Deus efectua tudo o que pré-conheceu e preanunciou, seja de bom ou de mau. Nós não os citaremos todos por brevidade, mas só alguns que têm relação com a predestinação para salvação e a para perdição. Isaque tinha casado com Rebeca, e depois que ela ficou grávida aconteceu que as crianças lutavam dentro dela. Vendo isto, ela foi consultar Deus que lhe respondeu: "... o maior servirá ao menor" (Gen. 25:23). Porquê esta inversão na ordem das coisas, feita por parte de Deus, dado que sabemos que habitualmente é o menor a ter que servir o maior? A esta pergunta responde Paulo dizendo: "Para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama" (Rom. 9:11). Isto é, para que todos compreendessem que Deus elege para salvação quem Ele quer, independentemente das obras daquele que Ele elege, porque a sua eleição depende exclusivamente da Sua vontade. Mas então Deus é injusto? Porque a Escritura diz que amou Jacó, mas aborreceu Esaú ainda antes que nascessem e que tivessem feito algum bem ou mal. De modo nenhum, porque Ele disse a Moisés: "Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer" (Ex. 33:19). Ele portanto tem misericórdia de quem quer, mais precisamente daqueles que ele pré-conheceu e predestinou para serem justificados. Paulo diz de facto: "Porque os que pré-conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou" (Rom. 8:29-30). 

Mas Deus também endurece quem quer a fim de mostrar a sua ira e o seu poder para com uma parte da humanidade. E naturalmente tudo isto foi estabelecido por Ele ainda antes que os indivíduos que ele escolher ou rejeitar tivessem nascido ou ouvido falar dele e das suas ordens. Isto o ensina, além do exemplo de Esaú supracitado (porque depois que nasceu ele foi endurecido para que vendesse a sua primogenitura a Jacó), também o exemplo de Faraó que ainda antes que Moisés fosse ter com ele para dizer-lhe que deixasse ir livre o povo de Israel (mas é claro que podemos dizer ainda antes que ele nascesse) tinha sido predestinado por Deus a ser endurecido. O motivo? O disse o próprio Deus a Faraó através de Moisés: "Para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (Ex. 9:16). Além destes dois exemplos temos também o exemplo de Judas Iscariotes e da besta que deve vir. Com efeito, de Judas se deve dizer que foi endurecido por Deus para que traísse o Mestre e fosse para a perdição, e tudo isto, como disse Jesus, "para que a Escritura se cumprisse" (João 17:12). Dizer que Judas não foi predestinado por Deus a ir para a perdição significa não manejar bem a Escritura para própria confusão. E da besta também se deve dizer que será endurecida por Deus quando vier para que vá para a perdição porque está escrito que "está para subir do abismo, e vai-se para a perdição" (Ap. 17:8), o seu destino já foi marcado por Deus. Após ter visto isto, não nos surpreende ouvir Paulo dizer que a salvação não depende "do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia" (Rom. 9:16), ou Jesus dizer: "Ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido" (João 6:65), ou Lucas dizer que em Antioquia: "Creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna" (Actos 13:48). 

Algumas palavras do apóstolo Paulo agora para confutar a asserção que Paulo não se sentia individualmente predestinado à salvação eterna. O apóstolo disse "Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tess. 5:9); e: "Para mim ... o morrer é ganho" (Fil. 1:21); e ainda: "... cremos, por isso também falamos, sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus, e nos fará comparecer convosco na sua presença" (2 Cor. 4:13-14). Como se pode bem ver, à luz apenas destas poucas Escrituras deve-se afirmar que Paulo estava seguro da sua salvação. 

Não há nenhuma injustiça em Deus se ele, ainda antes da fundação do mundo, decidiu eleger alguns e rejeitar outros, porque Ele faz tudo o que quer. Mas quem somos nós para opormo-nos a Deus por ter estabelecido da mesma massa de barro fazer vasos para uso honroso e outros para uso desonroso? Porventura o barro se porá a dizer a Deus, por que fizeste assim? Mas nós não somos mais do que cacos entre outros cacos; como ousaremos contender com o nosso Criador? Não, não há absolutamente nada a dizer "se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória" (Rom. 9:22-23), os quais chamou não só dentre os Judeus, mas também dentre nós Gentios.

Que dizer então da vontade do homem se todos os seus caminhos dependem de Deus e o seu destino já foi marcado por Deus? Diremos que ela, com o desconhecimento do homem que vive ainda debaixo do poder das trevas, é moldada por Deus e dirigida na direcção por ele decretada, pelo que quem ele predestinou a ser justificado será feito idóneo por Deus (no tempo por ele fixado) para crer em Jesus Cristo através de uma infinita série de circunstâncias, enquanto quem foi preparado para a perdição não será por ele feito idóneo para crer. 

E que dizer então do após ter crido? Diremos isto. Quem creu deve procurar fazer firme a sua vocação e eleição perseverando na fé e sendo zeloso nas boas obras, porque esta é a vontade de Deus. Mas há a possibilidade que ele perca a justificação obtida? A resposta é sim, e a Escritura isso o ensina. Isso acontecerá no caso de ele recuar cometendo o pecado que é para a morte. Como se pode pois conciliar a doutrina da predestinação com a doutrina que diz que alguém que creu pode também perder a salvação? Certamente se pode conciliar, ainda que aparentemente pareça o contrário. Efectivamente, parece que estas doutrinas se anulam uma à outra, que são contraditórias, mas na realidade sabemos que não é assim. Nos encontramos diante de um daqueles mistérios presentes nas Escrituras que um dia nos será desvendado, mas que agora nos faz ficar pensativos. Pensativos, mas tranquilos, porque Deus conserva a paz aos que amam a sua palavra e a põe em prática. 

 

A Omnipresença de Deus  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Para as Testemunhas de Jeová Deus não é omnipresente. Eis o que dizem: ‘O verdadeiro Deus não é omnipresente, de facto é dito que tem um lugar de residência. (...) O seu trono está no céu’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 699) [ 10 ].

Confutação. Deus disse a Jeremias: "Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu o céu e a terra? diz o Senhor" (Jer. 23:23-24). E ainda Deus disse a Jó: "Quem prepara ao corvo o seu alimento, quando os seus pintainhos clamam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?" (Jó 38:41) Jó depois disse: que Deus "anda sobre as ondas do mar" (Jó 9:8); e: "Eis que ele passa junto a mim, e, não o vejo; sim, vai passando adiante, mas não o percebo" (Jó 9:11). Como poderia portanto Deus encher o céu e a terra e preparar aos corvos que existem sobre a face de toda a terra o seu alimento, e andar sobre as ondas do mar, não importa se estas ondas estão no oceano Atlântico, no Pacífico, ou no Índico, e como poderia passar junto de nós sem que nós o percebêssemos, se Ele não fosse omnipresente? O facto de Jesus ter dito que o céu é o trono de Deus e que o seu Pai estava nos céus não anula de modo nenhum a omnipresença de Deus porque o mesmo Jesus disse também: "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto" (Mat. 6:6), e: "Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta" (Mat. 6:26). Como poderia um Deus que não é omnipresente estar em secreto todas as vezes que um crente ora a ele no seu quarto? Como poderia um Deus que não é omnipresente alimentar todas as aves do céu que fazem os seus ninhos na terra? É claro que se Deus não é omnipresente, não o é também Jesus Cristo porque para elas Ele é apenas uma criatura. Mas então queríamos perguntar às Testemunhas de Jeová: Se é assim como vós dizeis como pôde Jesus dizer: "Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat. 28:20) e: "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mat. 18:20)? É lógica a resposta: Porque Ele é omnipresente, Ele é Deus. 

 

O Novo Pacto e a mediação de Jesus  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Para as Testemunhas de Jeová, dado que Deus estabeleceu o Novo Pacto com o Israel espiritual, ou seja, os 144.000, e o mediador deste pacto é Jesus, ‘em sentido estritamente bíblico Jesus é o ‘mediador’ apenas para os cristãos ungidos’ ( A Sentinela , 1 de Outubro de 1979, pag. 31). Portanto, com base neste seu ensinamento, da mediação de Jesus podem beneficiar apenas os membros do restante dos 144.000 ainda em vida, enquanto aqueles que fazem parte das ‘outras ovelhas’ não podem usufruir da mediação de Cristo. Destes é dito quanto se segue: ‘Reconhecem não ser israelitas espirituais incluídos no novo pacto de que Jesus é mediador e não fazer parte da ‘raça escolhida, do sacerdócio real, da nação santa’. De qualquer modo, tiram efectivamente benefício da actividade do novo pacto. Tiram benefício dele precisamente como no antigo Israel o ‘residente forasteiro’ tirava benefício por residir entre os israelitas que estavam incluídos no pacto da Lei. Para conservar a sua relação com o ‘nosso Salvador, Deus’, a ‘grande multidão’ deve permanecer unida ao remanescente dos Israelitas espirituais’ (A Sentinela , 1 de Junho de 1980, pag. 27). Em outras palavras, enquanto o mediador entre Deus e os ‘ungidos’ é Jesus, o mediador entre Deus e ‘as outras ovelhas’ é constituído por estes ‘ungidos’. Notai, de facto, que ‘as outras ovelhas’ para manter o relacionamento com Deus devem permanecer unidas ao remanescente dos 144.000. Mas há uma coisa mais que ensinam as Testemunhas de Jeová a propósito do Novo Pacto e da obra de mediação de Jesus, a saber, que o Novo Pacto um dia terá fim pelo que cessará também a mediação de Jesus. Eis as suas palavras: ‘Esse novo pacto entre o ‘nosso Salvador, Deus’ e o Israel espiritual continua enquanto houverem israelitas espirituais em carne e osso como ‘homens’ na terra. (...) Evidentemente o novo pacto se aproxima do fim da sua actividade que tem o objectivo de produzir 144.000 israelitas espirituais aprovados por Deus para que sejam unidos a Jesus Cristo no reino celestial, o governo ideal para a humanidade. Quando os últimos destes israelitas espirituais aprovados cessarem de ser ‘homens’ morrendo na terra e ressuscitando para participarem no reino celestial, então cessará também a função de Jesus Cristo como mediador’ ( ibid., pag. 26-27). Em outras palavras, para sermos mais precisos, o Novo Pacto e a mediação de Jesus cessarão quando o último dos 144.000 morrer e ‘ressurgir’! 

Confutação. Confutemos estas enésimas doutrinas de demónios. Não é assim como diz a Torre de Vigia porque Cristo Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, como diz Paulo a Timóteo (cfr. 1 Tim. 2:5); não existem no meio daqueles que crêem em Cristo pessoas de quem Jesus é o mediador e pessoas de quem não o é. Como todo o cristão pode dizer: Cristo me amou e se deu a si mesmo por mim, assim ele pode dizer: Cristo está à direita de Deus e intercede por mim. O apóstolo Paulo aos Romanos diz de facto: "Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rom. 8:34). Por quem morreu Jesus? Pelos pecados só dos 144.000? De modo nenhum, mas pelos pecados de todos os homens. E por quem Ele ressuscitou? Só pelos 144.000? Não, mas por todos, para a sua justificação. E por quem pois intercede ele à direita de Deus? Só por uma parte dos seus filhos? De modo nenhum, mas por todos eles, sem acepção de pessoas. Glória a ele pelos séculos dos séculos. Amen. Vejamos agora a duração do Novo Pacto e da mediação de Jesus Cristo. A Escritura ensina que o Novo Pacto é eterno; diz de facto o escritor aos Hebreus: "Ora, o Deus da paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda boa obra..." (Heb. 13:20-21); e se tenha presente que Deus tinha predito este pacto eterno dizendo: "Convosco farei um pacto perpétuo" (Is. 55:3). Estando assim as coisas, também a mediação de Cristo jamais terá fim em prol daqueles que creram nele. É evidente o motivo; se o Novo Pacto de que ele é o mediador é eterno tem de ser, por conseguinte, eterna também a obra de mediação feita pelo seu mediador. E, de facto, isto é o que diz a Palavra de Deus quando testifica que Cristo foi feito por Deus Sumo Sacerdote para sempre: "Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Sal. 110:4). Aliás, uma das coisas que torna superior o Novo Pacto ao anterior é a sua duração, pois enquanto o primeiro pacto devia desaparecer o segundo deve durar eternamente. Paulo diz aos Coríntios por exemplo que "se aquilo que se desvanecia era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece" (2 Cor. 3:11). A mesma coisa deve ser dita também a respeito do mediador do Novo Pacto; ele é superior aos mediadores do Antigo Pacto, isto é, aos sumos sacerdotes, porque o seu sacerdócio é eterno. Aqueles pela morte eram impedidos de permanecer, enquanto o Sumo sacerdote do Novo Pacto, tendo ressuscitado, não pode mais morrer, pelo que pode interceder para sempre em favor daqueles que se chegam a Deus por meio dele. A ele seja a glória e o louvor eternamente. Amen [ 11 ].

 

O repouso sabático de Deus   

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Eis quanto afirmam as Testemunhas de Jeová sobre o sétimo dia em que Deus repousou: ‘Na época do apóstolo o sétimo dia durava há milhares de anos, e ainda não tinha terminado. O Reino milenário de Jesus Cristo, que as Escrituras identificam como ‘o Senhor do Sábado’ (Mt 12:8), faz evidentemente parte do grande Sábado, o dia de repouso de Deus. (Re 20:1-6) Isto indicaria que do início ao fim do dia de repouso de Deus passam milhares de anos (...) E porque o sétimo dia está em curso há milhares de anos, se pode racionalmente concluir que cada um dos seis períodos ou dias criativos seja longo e envolva no mínimo milhares de anos’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 596) [ 12 ].

Confutação. Mas as coisas não são assim como diz a Torre de Vigia porque esse dia que Deus santificou e abençoou e no qual repousou era um dia de vinte e quatro horas; como aliás o eram também os da criação conforme está escrito no fim de cada um deles: "E foi a tarde e a manhã" (Gen. 1:5,8,13,19,23,31) [ 13 ], e logo depois é precisado o número do dia passado. 

 

As calamidades naturais   

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Num artigo de título ‘Calamidades naturais Castigos de Deus?’ na revista Despertai! lê-se: ‘Hoje o Deus Todo-Poderoso julga comunidades inteiras? Não se pode negar que no passado Deus o tenha feito. (...) Mas que dizer de hoje? Em Mateus capítulo 24, Marcos capítulo 13 e Lucas capítulo 21, Cristo Jesus predisse que haveria um período de calamidades mundiais. Nestes capítulos deu um aviso profético acerca de acontecimentos e condições próprios da terminação do sistema de coisas, para que as pessoas reflexivas pudessem dar-se conta que ele tinha começado a reinar invisivelmente desde o céu. Estas profecias estão-se cumprindo hoje. Deve ser notado, porém, que no caso de cada um dos juízos acima mencionados, Jeová Deus deu avisos claros e repetidos antes que viesse a destruição [são os do dilúvio, da destruição de Sodoma e Gomorra e de Jerusalém, mencionados pouco antes] (Amós 3:7). Todavia, no caso das calamidades naturais do nosso tempo, os avisos vêm habitualmente de fontes seculares e se baseiam em observações científicas. (...) Com o aumento da população mundial, o homem foi morar para perto de muitos perigos potenciais. A procura de espaço onde viver e cultivar produtos alimentares leva a desmatar zonas que anteriormente estavam cobertas por florestas, o que às vezes agrava certas calamidades naturais provocadas por excessivas precipitações e pelo rápido escoamento superficial das águas pluviais. Não seria portanto justo dizer que as calamidades naturais são enviadas directamente pelo Deus Todo-Poderoso para punir os habitantes das zonas atingidas (...) não é o Deus Todo-Poderoso a causar estas calamidades..’ (Despertai! , 8 de Fevereiro de 1992, pag. 18-19). No seu livro Raciocínios à base das Escrituras lê-se: ‘ Não é Deus a causar terremotos, furacões, inundações, secas e erupções vulcânicas, coisas de que frequentemente hoje se tem notícia. Deus não se serve destes meios para punir as populações’ ( Raciocínios à base das Escrituras , pag. 359). 

Confutação. Ora, como vimos a Torre de Vigia não nega que no passado Deus tenha julgado populações inteiras e, de facto, considera que o dilúvio nos dias de Noé, a destruição de Sodoma e Gomorra e a da cidade de Jerusalém foram juízos divinos. Mas quando se trata das calamidades que atingem hoje populações inteiras então as coisas são diferentes, porque não é Deus que as envia mas trata-se apenas do cumprimento de predições feitas por Jesus. São, como já vimos, os sinais pelos quais os discípulos de Cristo perceberiam que Ele tinha começado a reinar desde o céu (esta sua asserção já a confutámos). Jesus as predisse somente, mas não é Deus que as envia. E depois, estas calamidades de hoje (terremotos, fomes, etc.) são preditas pelos cientistas que têm meios tecnológicos muito avançados, e já não pelo Senhor como fez no caso do dilúvio, da destruição de Sodoma e Gomorra e de Jerusalém. Mas as coisas não são assim, pelo simples motivo que a Escritura testifica que Deus não muda, que o seu modo de agir é o mesmo de há milhares de anos. Mas vamos por ordem. É absurdo afirmar que Jesus simplesmente predisse que neste nosso tempo (para as Testemunhas de Jeová desde 1914 em diante, enquanto na realidade esses eventos dizem respeito aos últimos dias em que já se encontravam os apóstolos e nos quais nos encontramos também nós) haveriam terremotos, fomes e pestilências mas não é Deus que as envia sobre os homens. Porquê? Porque Jesus tudo o que disse nos dias da sua carne o disse por ordem de Deus. Eis o que ele disse a propósito daquilo que dizia: "Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei-de dizer e sobre o que hei-de falar... Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito" (João 12:49-50), e também: "A palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou" (João 14:24). E dado portanto que a palavra de Jesus era a Palavra de Deus, e Deus vela sobre a sua palavra para a cumprir conforme Ele disse a Jeremias: "Eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la" (Jer. 1:12), e a Isaías: "Sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei" (Is. 46:11), por conseguinte, também todas as calamidades preditas por Jesus, como os terremotos, fomes e pestilências, são coisas que Deus faz acontecer. E depois nós dizemos: não se perceberia por que razão a destruição de Jerusalém, predita também ela por Jesus no mesmo discurso (cfr. Lucas 21:20-24) em que predisse terremotos, pestilências e fomes, e verificada no ano 70 por obra do exército romano, deva ser considerada um juízo de Deus contra a sua cidade por não ter conhecido o tempo no qual tinha sido visitada, enquanto os outros eventos desastrosos preditos contra as nações, como os terremotos, fomes e pestilências, não devam ser considerados juízos enviados por Deus contra as nações. Se Deus puniu Jerusalém enviando-lhe contra ela as legiões romanas, por que não haveria de ser ainda Ele a punir as nações enviando-lhes contra elas terremotos, pestilências e fomes? E depois dizemos ainda: é verdadeiramente sinal de falta de conhecimento das Escrituras fazer semelhantes afirmações quando no livro do Apocalipse estão preditos tantos juízos divinos contra a humanidade. Por exemplo quando foi aberto o quarto selo foi dado à morte e ao Hades o poder sobre a quarta parte da terra "para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra" (Ap. 6:8), e quando o sétimo anjo derramou a sua taça no ar (taça cheia da ira de Deus) "houve também um grande terremoto, qual nunca houvera desde que há homens sobre a terra, terremoto tão forte quão grande" (Ap. 16:18), para citar apenas alguns dos juízos de Deus que se devem ainda abater sobre a terra. Portanto, à luz das Escrituras os terremotos, as pestilências e as fomes são juízos enviados por Deus contra os homens rebeldes e iníquos ainda hoje. Como diz Amós: "Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?" (Amós 3:6) [ 14 ] E não há só estes juízos, mas também há as inundações devastadoras, os relâmpagos, doenças incuráveis de todo o género, etc. Em Jó de facto está escrito: "Ele retém as águas, e elas secam; solta-as, e elas inundam a terra" (Jó 12:15), e também: "Enche as mãos de relâmpagos e os dardeja contra o adversário" (Jó 36:32). Nas Crónicas está escrito do rei de Judá Jeorão que "o Senhor o feriu nas suas entranhas com uma enfermidade incurável" (2 Cron. 21:18). Ninguém pois vos engane irmãos com os seus vãos raciocínios; Deus é o mesmo de quando feria o mundo antigo com o dilúvio, de quando feriu Sodoma e Gomorra e Jerusalém por causa da maldade dos seus habitantes. Os seus juízos ainda hoje são por ele executados sobre a terra de variadas maneiras: demonstração esta que ele ainda ama a justiça e odeia a iniquidade; abençoa os justos, mas amaldiçoa os malvados; dá graça aos humildes mas resiste aos soberbos. Estes seus juízos são executados por ele quer a nível individual, quer a nível nacional; exactamente como nos tempos antigos sob os profetas. E não só, por vezes Ele preanuncia também aos seus servos os seus juízos contra terceiros com uma palavra de sabedoria. Em verdade, nada mudou no seu modo de agir. Glória ao seu nome eternamente. Amen.

 

Os milagres, as curas, e a expulsão dos demónios  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Por quanto diz respeito aos milagres, às curas e às expulsões dos demónios as Testemunhas de Jeová admitem que Jesus e os apóstolos nos seus dias os fizeram, mas hoje, dizem elas, Deus não concede mais fazer estas coisas, pelo que as que são feitas em nome de Jesus são falsas. Eis algumas suas afirmações. ‘Milagres semelhantes marcaram a transferência do favor de Deus para o novo sistema cristão. Uma vez estabelecido este facto, também tais milagres cessariam’ ( Despertai ! , 22 de Agosto de 1978, pag. 27)  e: ‘Uma vez estabelecido isto e o facto que Deus estava usando a congregação cristã, os milagrosos dons do espírito, incluindo o das curas, não foram mais necessários. Que dizer porém dos supostos milagres feitos hoje em nome de Jesus? Jesus mesmo disse que muitos lhe diriam: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demónios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ O que responderia Jesus? ‘Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei’. Jesus não negou que haveriam obras poderosas. Mas elas não seriam feitas mediante a sua autoridade, ‘em seu nome’. Seriam feitas mediante algum outro poder; por isso as definiu contra a lei..’ (A Sentinela , 15 de Dezembro de 1981, pag. 7).  

Confutação. Consideramos que também com esta sua doutrina as Testemunhas de Jeová mostram abertamente não crer na Palavra de Deus. O nosso Deus, o Deus de que falam as sagradas Escrituras, é um Deus vivo que não muda e hoje, como antigamente, faz curas e milagres no seio do seu povo. Jesus enquanto estava na terra disse aos Judeus: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5:17), e estas palavras, apesar de o Filho de Deus ter voltado para o Pai, são ainda verdadeiras, porque o Pai do nosso Senhor Jesus continua a operar milagres e curas, e por isso também o Filho continua a operar milagres e curas juntamente com o Pai, e com isto concordam as palavras do escritor aos Hebreus: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje, e eternamente" (Heb. 13:8). Se Deus não quisesse mais realizar curas e fazer milagres nesta geração porque cessou de operá-los, a Escritura seria anulada e Deus seria considerado um mentiroso; mas a Escritura diz: "Seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso" (Rom. 3:4). Portanto, seja reconhecido Deus verdadeiro, mas sejam reconhecidas mentirosas as Testemunhas de Jeová que contrastam a verdade. Elas mentem contra a verdade e se gloriam contra a verdade porque estão cheias de contenda e de toda a malícia e de todo o engano; não lhes deis ouvidos [ 15 ]. As Testemunhas de Jeová afirmam também que tanto aqueles que curam os doentes em nome de Jesus como aqueles que repreendem os demónios em nome de Jesus Cristo o fazem pela ajuda espiritual do diabo, o que equivale a dizer que o diabo ajuda os ministros de Deus a curar os enfermos e a expulsar os espíritos malignos. Mas isto não pode ser verdade porque o diabo é tanto contra aqueles que oram sobre os doentes em nome de Jesus para que eles sejam curados como contra aqueles que expelem os demónios em nome de Jesus. Ele não presta nenhuma ajuda nesta sua obra antes os contrasta. No tempo de Jesus haviam pessoas que raciocinavam como as Testemunhas de Jeová a respeito das obras poderosas de Deus realizadas pelo Espírito Santo, de facto encontramos escrito no Evangelho que os Fariseus caluniaram Jesus dizendo: "Este não expulsa os demónios senão por Belzebu, príncipe dos demónios" (Mat. 12:24). A esta sua absurda afirmação o Senhor respondeu assim: "Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demónios por Belzebu. E, se eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demónios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus. Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?" (Lucas 11:17-19; Mat. 12:28-29). Irmãos, ninguém vos engane, porque os demónios são expulsos pela ajuda do Espírito Santo e não pela ajuda de alguma força espiritual diabólica, porque Satanás não pode expulsar Satanás. Por quanto diz respeito à afirmação que Jesus teria dito que no futuro não seriam feitas obras poderosas em seu nome isso é falso porque Jesus na noite em que foi traído disse aos seus: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai" (João 14:12), e depois de ter ressuscitado disse aos seus discípulos: "E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demónios... porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão" (Mar. 16:17,18). Como podeis ver Jesus com estas palavras predisse que os que creriam nele expulsariam os demónios em seu nome e curariam os enfermos em seu nome. Estas palavras excluem da maneira mais categórica que hoje os que creram nele não podem expulsar os demónios e curar os enfermos em nome de Jesus. Que dizer então das palavras de Jesus citadas pelas Testemunhas de Jeová para sustentar que Jesus predisse que as obras poderosas que se fariam em seu nome seriam contra a lei? Dizemos que essas palavras não têm esse significado, de facto importa notar que Jesus não dirá a estes que essas coisas não as fizeram em seu nome, mas sim que a sua conduta era iníqua, o que é diferente. Aqueles a quem Jesus dirá essas palavras são homens que depois de terem recebido dons do Espírito Santo e tê-los exercitado por um tempo, se desviaram, se corromperam como animais irracionais e com as suas obras renegaram o Senhor que os tinha resgatado. São também os que embora orem sobre os doentes e repreendam os demónios em nome de Jesus conduzem uma vida no pecado e na rebelião. 

 

As línguas  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘O dom das línguas foi muito útil aos cristãos do século I para pregar a pessoas que falavam outras línguas’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 721); ‘Visto que o apóstolo inspirado disse que este dom cessaria, a prática moderna de falar em línguas não poderá vir da mesma fonte de que vieram as línguas dos primeiros cristãos’ (Despertai! , 22 de Agosto de 1978, pag. 28). Eis o que dizem as Testemunhas de Jeová a respeito das línguas. 

Confutação. Antes de tudo queremos fazer notar que elas erram ao dizer que o dom das línguas foi dado aos primeiros cristãos para pregar a pessoas de outra língua porque segundo a Escritura "o que fala em outra língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios" (1 Cor. 14:2). Em outras palavras os crentes que falavam em línguas não pregavam aos homens mas falavam a Deus, dando-lhe graças, bendizendo-o e orando pelos santos (cfr. Rom. 8:26-27; 1 Cor. 14:14-18; Ef. 6:18). Além disso não é verdade que as línguas cessaram porque Paulo diz aos Coríntios: "Havendo línguas, cessarão" (1 Cor. 13:8) referindo-se a algo que deve ainda ocorrer e não a algo já ocorrido. Mas quando cessarão? Quando vier a perfeição; isto o diz o próprio Paulo. E juntamente com as línguas cessarão também o conhecimento e as profecias (cfr. 1 Cor. 13:8-10) [ 16 ]. Mas enquanto não vier a perfeição as línguas continuarão a existir e com elas também o conhecimento e as profecias. 

 

As visões  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Para as Testemunhas de Jeová as visões de hoje são manifestações que não vêm de Deus; e de facto quando ouvem crentes dizer que tiveram visões que predizem eventos futuros ou que confirmam que os que morreram em Cristo estão no céu, a sua imediata reacção é que essas manifestações são do diabo. Porquê esta rejeição? Porque para elas a capacidade de predizer acontecimentos futuros cessou com a morte dos apóstolos: ‘Aqueles, que tinham o dom milagroso de profetizar eram capazes de predizer acontecimentos futuros, como fez Ágabo (...) Com a morte dos apóstolos não se transmitiram mais os dons do espírito, e tais dons milagrosos cessaram completamente quando aqueles que os tinham recebido desapareceram da cena terrestre’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, pag. 721,720) [17 ]. E os cristãos depois de mortos não podem ir para o céu com a alma porque eles não têm uma alma. Quem tem interesse em fazer crer semelhantes coisas é Satanás e não Deus: ‘O próprio Satanás continua a transformar-se em anjo de luz (...) Se é capaz de perpetuar a mentira fundamental que sempre sustentou - ‘Positivamente não morrereis’ - pode fazê-lo com os meios aparentemente mais inocentes e iluminantes’ (Despertai!, 22 de Abril de 1985, pag. 8). A propósito das visões de anjos elas dizem: ‘Desde que o apóstolo João recebeu a Revelação por volta do fim do primeiro século da nossa Era Comum, as aparições angélicas cessaram’ ( A Sentinela , 15 de Março de 1964, pag. 170). Portanto nem os anjos de Deus podem aparecer em visão!  

Confutação. Deus continua a falar por via de visões (como fazia exactamente nos dias dos profetas e dos apóstolos) porque a Escritura diz em Joel: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos" (Actos 2:17). E nós somos testemunhas disso que Deus prometeu através do profeta Joel. Com efeito, Deus dá visões acerca de coisas que hão-de acontecer, ainda antes que aconteçam, e por vezes por meio de visões faz ver crentes que morreram enquanto estão lá em cima no reino dos céus, e outras vezes em visões apareceram anjos de Deus. Por isso nós não podemos aceitar esta outra doutrina desta seita. Alucinações? Certo é que se aqueles que estão cheios de Espírito Santo são reputados bêbedos é inevitável que ao ouvi-los dizer que tiveram visões sejam considerados homens que têm alucinações. Os bêbedos de vinho esses sim têm alucinações, porque está escrito a propósito de quem se embebeda: "Os teus olhos verão coisas estranhas.." (Prov. 23:33); mas aqueles que pelo Espírito recebem visões não têm alucinações porque se encontram num perfeito estado de lucidez mental à diferença do bêbedo. Aqueles que dizem ter visões da parte de Deus são loucos enganados pelo diabo? Para as Testemunhas de Jeová sim, mas para nós que não somos deste mundo não. É de admirar estas suas afirmações? Não, porque elas não têm o Espírito de Deus, e por isso não podem receber as coisas do Espírito de Deus porque para elas são loucura. Paulo dizia: "Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio" (1 Cor. 3:18); isto é o que devem fazer os sábios deste mundo, isto é o que devem fazer os que se crêem inteligentes, para se tornarem sábios aos olhos de Deus; eles devem tornar-se loucos. Como? Arrependendo-se e crendo no Evangelho, e depois recebendo o dom do Espírito Santo e os dons do Espírito Santo. É melhor ser considerado louco e ir para o céu, do que ser considerado inteligente e ir para os tormentos do inferno. 

 

Os sonhos 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘Aqueles que procuram um significado nos seus sonhos frequentemente apontam os sonhos inspirados por Deus e narrados na Bíblia, perguntando: ‘Não poderiam haver também hoje alguns sonhos inspirados por Deus?’ É verdade que nos tempos bíblicos Deus se serviu de sonhos para comunicar com os seus servos (...). Todavia, o apóstolo Paulo escreveu: ‘Deus, que há muito, em muitas ocasiões e de muitos modos [também mediante sonhos], falou aos nossos antepassados por intermédio dos profetas, no fim destes dias nos falou por intermédio do Filho’. (Heb. 1:1,2) Na Bíblia temos o relato do que Deus nos disse por intermédio de seu Filho. Portanto não há necessidade que Jeová Deus nos fale por intermédio de sonhos. Se portanto vos perguntais o que vos reserva o futuro, ou se procurais a solução dos vossos problemas, podeis encontrar a resposta ou a solução não na interpretação dos vossos sonhos, mas na Palavra de Deus’ (Despertai! , 8 de Outubro de 1981, pag. 28).  

Confutação. Também este ensinamento é falso porque em nenhum lugar é dito que com a vinda do Filho de Deus à terra para anunciar-nos o Evangelho da paz, Deus tenha cessado de falar aos homens por via de sonhos. O facto de aos Hebreus estar escrito que nestes últimos dias Deus nos falou mediante o seu Filho, não significa que agora não se deve mais esperar sonhos da parte de Deus, tanto é que o profeta Joel disse: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos" (Actos 2:17). Note-se que Deus disse que derramaria o seu Espírito e que os velhos teriam sonhos. Quando aconteceria isso? Nos últimos dias. E em que dias nós estamos? Nos últimos. Portanto Deus prometeu dar sonhos também nestes dias. E Ele está fazendo isso na sua fidelidade. Por via de sonhos fala a pessoas que estão longe d`Ele para trazê-las ao seu Filho Jesus Cristo e serem assim salvas; por via de sonhos fala aos seus filhos para consolá-los, exortá-los, e predizer-lhes eventos futuros (o matrimónio, o nascimento, a morte, a cura de alguém, etc.) ou revelar-lhes com quem se devem casar, qual ministério devem cumprir na sua casa, e muitas outras coisas. Ninguém pense que tudo isto seja contrário ao ensinamento da Palavra de Deus porque se enganaria; Deus não mudou, o seu modo de agir é o mesmo de há séculos, milénios atrás. O facto de hoje nós possuirmos a Escritura completa; no sentido que temos os Escritos do Antigo Testamento (a lei, os salmos e os profetas) nos quais há a promessa da vinda do Cristo, do Salvador do mundo; e os do Novo nos quais está relatada a vinda do Cristo, a sua mensagem, as suas obras e também muitas coisas que devem ainda acontecer; todos Escritos que formam um todo bem compacto e harmonioso, que nos ensinam, corrigem, instruem em justiça, exortam; digo, este facto não anula minimamente o falar de Deus através dos sonhos, porque os sonhos fazem parte das vias de que Deus se usa para falar aos homens. Como debaixo do Antigo Pacto, apesar de os Israelitas possuírem a lei de Moisés escrita em que estava revelada a vontade de Deus para o seu povo, Deus em muitas circunstâncias para dizer certas coisas a alguns se serviu de sonhos, assim ainda hoje debaixo do Novo Pacto, apesar de Deus ter querido que fosse escrita a vida de Jesus, as suas palavras, os seus milagres, e os ensinamentos dos apóstolos, Ele em diversas circunstâncias fala por via de sonhos. Glória ao seu nome eternamente. Amen. 

 

O divórcio 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . As Testemunhas de Jeová em caso de fornicação admitem o divórcio e que o cônjuge inocente passe a novas núpcias. Elas dizem: ‘...o adultério constitui um motivo válido para romper o vínculo conjugal em harmonia com os princípios divinos, e quando este motivo existe, o divórcio obtido determina a formal e definitiva dissolução da legítima união conjugal, consentindo ao cônjuge inocente recasar honradamente’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 715); e ainda: ‘...as palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9 indicam que o único motivo de divórcio que realmente rompe o vínculo conjugal é porneia por parte do próprio cônjuge. O seguidor de Cristo, tem neste caso a faculdade de se divorciar, se o desejar, e este divórcio lhe permitirá recasar com um cristão idóneo’ (op. cit ., pag. 714) [ 18 ]. É de ter presente por fim que para as Testemunhas de Jeová durante o milénio não será mais possível para os que forem casados e para os que se casarão se divorciarem e recasarem. ‘O profeta Moisés, por causa da dureza de coração dos israelitas decaídos, teve licença de lhes conceder a provisão de divórcio. Mas, o Moisés Maior, Jesus Cristo, o Rei, soerguerá a humanidade decaída à perfeição humana, e ele não fará a concessão de divórcio na nova terra’ ( Novos céus e uma Nova terra, pag. 359). Por esta afirmação se deduz que para elas Jesus Cristo cumprirá a lei durante o milénio, porque só então não permitirá o divórcio!  

Confutação. A Escritura não ensina de modo nenhum o que dizem as Testemunhas de Jeová porque ela permite ao marido traído repudiar a mulher que lhe foi infiel mas não lhe permite passar a novas núpcias. Jesus disse de facto: "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério" (Mat. 19:9). Porventura alguém dirá que ele dizendo "não sendo por causa de fornicação" subentendeu que neste caso lhe é lícito além de repudiá-la também recasar, mas a coisa não pode ser assim porque num outro lugar ele disse: "Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera" (Lucas 16:18). Como podeis ver nestas outras suas palavras, o marido é chamado adúltero não importa por qual razão deixa a sua mulher e casa com uma outra mulher. Portanto, também no caso de ele a repudiar por causa de fornicação e casar com uma outra ele comete adultério. Naturalmente o discurso vale também para a mulher; isto é, também ela se deixar o marido, porque lhe foi infiel, e for de outro homem, comete adultério, de facto Jesus disse: "E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera", e Paulo: "A mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver... De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem..." (Rom. 7:2,3). Só a morte do marido (infiel neste caso) lhe permite voltar a casar conforme está escrito: "Mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido... mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido" (Rom. 7:2,3). A mesma coisa deve ser dita para o marido cuja mulher lhe foi infiel, só a morte desta lhe permite casar-se licitamente com uma outra mulher. Por quanto diz respeito por fim ao facto de que só no novo mundo Jesus não permitirá o divórcio dizemos isto. O Filho de Deus quando veio à terra disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir..." (Mat. 5:17), e em particular em relação ao divórcio disse: "Foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério" (Mat. 5:31-32). Portanto, se Jesus disse ter vindo para completar a lei e os profetas, isso quer dizer que desde a sua vinda a lei e os profetas se devem considerar cumpridos. Em relação ao divórcio as coisas são claras; Jesus disse que é permitido repudiar a própria mulher por fornicação mas não recasar. Por isso sobre o divórcio não é necessário esperar o milénio para poder dizer que ele não será permitido por Jesus, porque ele foi abolido com a sua vinda. Em outras palavras Ele já proíbe divorciar e recasar também por causa de fornicação.  

 

O adorno das mulheres  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘As Escrituras não condenam o uso fino e modesto de cosméticos e adornos’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 592) [ 19 ]; ‘A Bíblia não proíbe vestir trajes elegantes ou usar jóias, mas manda que isso seja feito com modéstia e decoro’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 725). Eis por que muitas mulheres entre as Testemunhas de Jeová usam trajes elegantes, colares, brincos, braceletes, pintam-se em volta dos olhos, e põem batom nos lábios.

Confutação. A Escritura diz quanto se segue: "Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e pudor, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras" (1 Tim. 2:9-10); e também: "O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito benigno e pacífico, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam antigamente também as santas mulheres que esperavam em Deus..." (1 Ped. 3:3-5). Por quanto diz respeito ao uso da maquilhagem, não importa se creme ou pó para colorir o rosto, batom, ou outro produto, também ela não convém a uma mulher que faz profissão de servir a Deus. Na Escritura se diz sim que uma mulher pintou-se em volta dos olhos, mas ela não era uma santa mulher, mas Jezabel (cfr. 2 Re 9:30) conhecida pelas suas feitiçarias, pelas suas fornicações, e pela sua sede do sangue dos profetas de Deus. Os cosméticos, na altura parece que embelezam as mulheres, mas na realidade as destroem e as desfiguram. A mulher não deve mascarar-se maquilhando-se, mas deve conservar a pele do seu rosto assim como Deus lha deu, sem alterá-la de nenhuma maneira. As irmãs se lembrem que o seu corpo não é propriedade sua, sendo o templo de Deus. E quem destrói o templo de Deus será punido por Deus porque o templo de Deus é santo e Deus ordena não contaminá-lo mas conservá-lo em santidade e honra. 

 

O véu como cobertura na cabeça da mulher quando ora ou profetiza    

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Num artigo na Sentinela de título ‘A mulher cristã necessita da cobertura na cabeça: quando?’ lê-se: ‘...a cobertura na cabeça é necessária à mulher quando faz alguma função ou dever que deveria ser feito normalmente por um cristão dedicado, e que ela faz temporariamente ou por causa de circunstâncias especiais. (...) Há três situações fundamentais em que é necessário que a mulher dedicada use uma cobertura na cabeça. Estas são: 1) quando tem de orar ou ensinar na presença de seu marido, 2) se ensina a um grupo que inclui um irmão dedicado, e 3) quando, não havendo um homem qualificado, tem de orar ou presidir numa reunião da congregação. (...) Quanto à necessidade de as mulheres usarem uma cobertura na cabeça nas reuniões das testemunhas de Jeová, normalmente ela não surge na maioria das congregações. Como já foi notado, o princípio a aplicar é este: A cobertura na cabeça é necessária quando, em ausência de um homem qualificado, uma irmã tem de orar ou presidir numa reunião de congregação’ ( A Sentinela, 1 de Outubro de 1964, pag. 584,585,591). 

Confutação. As Testemunhas de Jeová como haveis podido ver consideram em algumas circunstâncias necessário que a mulher use uma cobertura na cabeça. Queremos, porém, fazer notar os erros que cometem também a respeito do ensinamento sobre a cobertura na cabeça da mulher. Antes de tudo erram em permitir à mulher ensinar porque a Escritura diz: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio" (1 Tim. 2:11-12). Portanto, é um contra-senso tornar necessário uma cobertura na cabeça para a mulher quando faz algo que não lhe é permitido pela Palavra de Deus. O apóstolo Paulo disse que "a mulher, por causa dos anjos, deve ter sobre a cabeça um sinal da autoridade da qual depende" (1 Cor. 11:10), e isto quando ora ou profetiza (e não também quando ensina). Mas é claro que dado que para as Testemunhas de Jeová a oração ainda subsiste pelo que uma mulher se pode encontrar a orar, mas o dom de profecia acabou de uma vez para sempre, não existe entre elas uma mulher que profetiza. Mas existem mulheres que ensinam; isto significa que Deus segundo elas não dá mais o dom de profecia às mulheres mas o dom de ensino sim. Quando é o contrário, isto é, que Deus não dá de modo algum o dom de ensinar às crentes, mas o de profecia sim. Em verdade as Testemunhas de Jeová desvirtuaram de novo a Palavra de Deus fazendo-lhe dizer coisas que não diz. E depois, nós dizemos, mesmo que uma mulher se pusesse a ensinar, fazendo algo que não lhe é permitido, porque alguns lho permitem, é preciso dizer que ela ensinando ou, melhor dizendo, tentando ensinar, com a cabeça descoberta não desonra a sua cabeça, porque é só no caso em que ela ora ou profetiza com a cabeça descoberta que desonra a sua cabeça. "Toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça" (1 Cor. 11:5), que é o homem em geral e portanto, mesmo se não está presente o seu marido porque está sozinha ou está em presença de outros irmãos, ela deve ter a cabeça coberta.   

O outro erro que as Testemunhas de Jeová fazem é que dizem que se há um ‘irmão’ qualificado que faz a oração, e portanto não há necessidade que a mulher a faça (por aqui se vê que o seu modo de orar difere notavelmente do nosso, porque nas nossas reuniões à mulher é sempre permitido orar - naturalmente ordenadamente e quando é o momento de orar em conjunto), à mulher não é necessário usar uma cobertura na cabeça. Mas é claro que nas nossas reuniões, como no momento de oração há a liberdade de orar em voz baixa juntamente com outros, e isto diz respeito tanto às mulheres como aos homens, as mulheres devem usar uma cobertura na cabeça quando oram. E mesmo que uma irmã orasse de maneira a que os outros que estão perto dela na sala não a ouvissem, isto é, mesmo que orasse em seu coração, como fez Ana, ela deve usar uma cobertura na cabeça. Portanto neste segundo caso por nós tomado em exame, se enquanto o testemunha de Jeová qualificado faz a oração a Deus, e a mulher que assiste participa em voz baixa na oração a Deus, ou participa nela orando em seu coração, ela deve usar uma cobertura na cabeça. Em outras palavras, para dizer que uma mulher testemunha de Jeová desonra a sua cabeça quando ora é necessário verificar-se que também ela está orando de alguma maneira enquanto o homem faz a oração. Nós consideramos que também quando o homem faz a oração entre elas é o momento da oração, portanto a mulher é bom que use uma cobertura na cabeça.  

Este nosso discurso teve o único fim de demonstrar como o Corpo Governante de certa maneira anulou também a ordem para a mulher de pôr o véu todas as vezes que há a oração. Mas é evidente que as Testemunhas de Jeová, estando ainda nas trevas, necessitam antes de tudo converter-se e sair desta seita. Portanto mesmo que ensinassem tudo de maneira correcta a respeito do véu para a mulher, o que de qualquer modo devem fazer é converter-se e sair do meio desta pseudo-igreja. 

 

O controle dos nascimentos   

A doutrina das Testemunhas de Jeová. ‘Há alguma objecção escritural acerca do uso das pílulas para o controle dos nascimentos? O uso de anticoncepcionais é uma coisa que diz respeito à decisão pessoal do casal interessado, porque a própria Bíblia não condena o controle dos nascimentos. (...) Quanto à questão das pílulas para o controle dos nascimentos, se forem usadas por uma mulher casada, ela deve ter o consentimento de seu marido. (...) a prática do controle dos nascimentos mediante o uso de pílulas fabricadas para tal objectivo não é proibida: a decisão de usar ou não usar tal produto é deixada ao casal’ (A Sentinela, 1 de Outubro de 1964, pag. 607).  

Confutação. Também este ensinamento da Torre de Vigia é falso porque se opõe à Escritura. Está escrito claramente que Deus disse no princípio da criação ao homem e à mulher: "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra..." (Gen. 1:28). Portanto, toda a tentativa humana de pôr um obstáculo à multiplicação é pecado. Não importa se esta tentativa é natural ou artificial, ela se opõe à vontade de Deus para o casal humano de procriar. E não nos venham dizer os contenciosos que a terra agora está cheia pelo que esta ordem já não é para os homens desta geração, porque a terra contém ainda muito lugar que não é habitado. E também não nos venham dizer que temem pôr no mundo filhos porque temem não lhes poder dar um futuro, porque quem confia em Deus não tem destes temores porque crê firmemente que Deus tomará conta de todos os filhos que lhe der protegendo-os e não lhes fazendo faltar nada. Se nem um pássaro está esquecido diante de Deus, como pode Deus esquecer-se dos filhos que deu a um casal que o teme? Se Deus prepara ao corvo o seu alimento para os seus pintainhos, se caça a presa para a leoa, quanto mais preparará o que comer aos seus filhos que confiam nele! Portanto não há desculpas diante de Deus. E por fim lembremos que Paulo disse a Timóteo que a mulher "salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer na fé, no amor e na santificação com modéstia" (1 Tim. 2:15), confirmando que é da vontade de Deus que a mulher dê à luz filhos. Quantos Deus quiser naturalmente e não quantos decide ter juntamente com o seu marido. Nos Salmos está escrito: "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum homem valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta" (Sal. 127:3-5). Portanto ó mulheres, tende filhos; não vos recuseis a serdes visitadas por Deus para não atrairdes um juízo de Deus sobre vós. E igualmente vós maridos, não impeçais a concepção, para não serdes punidos por Deus pela vossa rebelião. 

 

O juramento  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘Quando em tribunal é convidado a levantar a mão ou a pô-la sobre a Bíblia durante um juramento, o cristão, se o desejar, pode fazê-lo, recordando os exemplos bíblicos nos quais um juramento foi acompanhado por um gesto’ ( A Sentinela, 15 de Novembro de 1977, pag. 703). 

Confutação. Não, não é assim como diz a Torre de Vigia, porque nós, estando debaixo da lei de Cristo e não mais debaixo da de Moisés, somos chamados em qualquer circunstância a não prestar algum tipo de juramento. Jesus disse de facto: "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna" (Mat. 5:33-37). Como podeis ver Jesus Cristo proibiu jurar; portanto o preceito da Torre de Vigia que permite o juramento é um preceito de homens que se desvia da verdade que está em Cristo Jesus. O motivo pelo qual nós não devemos jurar com nenhum juramento? No-lo diz Tiago: "Para que não caiais em condenação" (Tiago 5:12). Nós Cristãos somos chamados a dizer a verdade em todas as circunstâncias; sabemos que Deus aborrece a mentira e que ele pune a falsa testemunha quer diga o falso testemunho depois de ter jurado, quer o diga sem fazer algum juramento, e isto nos incute temor. 

 

A dança 

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Num artigo em Despertai! de título ‘Os jovens perguntam... A dança não é um divertimento inócuo?’ lê-se: ‘Pode-se dizer que todas as danças rápidas sejam apropriadas ou inocentes? Não, e importa ser cauteloso. O poder da música pode desencaminhar-te . Embora seja correcto encontrarem-se para se divertirem, em tais reuniões é necessário manter o certo refreio. (...)  Portanto quando se reúnem os jovens devem estar atentos para não abandonarem todo o refreio e ‘para não se deixarem levar pela música’ ( Despertai! , 8 de Outubro de 1984, pag. 11). Mais adiante é dito que quem segue os princípios cristãos evita sabiamente aquelas danças que são sexualmente provocantes. Falando depois da música que acompanha a dança é dito: ‘Igualmente importante é o tipo de música que se dança. É possível que gostes da música com o ritmo acentuado. Mas para desfrutá-la é preciso tocá-la num volume ensurdecedor? E é sábio tocar este tipo de música ininterruptamente?’ ( ibid., pag. 12). E a respeito das danças de música lenta é dito: ‘Se pois decidires executar danças lentas, cuida dos potenciais perigos. Alguns foram induzidos a cometer fornicação porque danças imodestas os tinham estimulado’ ( ibid. , pag. 12). Mas então uma Testemunha de Jeová pode dançar ou não? Pode dançar, mas ‘numa atmosfera sã e ao som de uma música apropriadamente escolhida’ (ibid., pag. 13). O artigo diz no fim: ‘Se fizeres uma festa em que se dança, por que não convidar os teus pais e algumas pessoas anciãs? Talvez possam ensinar-te um passo ou dois, e tu podes sentir a alegria de dançar junto com eles (...) Evita toda a música degradante e as canções com palavras discutíveis! Mantém a distracção no seu lugar para que não te roube demasiado tempo e atenções. Se seguires estas sugestões poderás divertir-te, e a dança será verdadeiramente um divertimento inócuo’ ( ibid., pag. 13). Como podeis ver está-se diante, na substância, da já vista dança num clima de são divertimento permitido pela igreja católica romana. 

Confutação. A Escritura diz: "Abstende-vos de toda espécie de mal" (1 Tess. 5:22) ou como traduziram outros "de toda a má aparência". Ela diz ainda que a graça de Deus que se há manifestado nos ensina a renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas (cfr. Tito 2:12), e que devemos despojar-nos "do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano" (Ef. 4:22), entre cujas concupiscências está também a da dança. Paulo diz também aos Coríntios: "Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (1 Cor. 6:19-20). Um discípulo de Cristo deve portanto abster-se de ir dançar seja para a discoteca ou para algum salão de dança, como também de organizar festas dançantes em sua casa. Não importa se a música será tocada por um grupo musical que tem fama de fazer música limpa em vez de algum cantor ou grupo satanista que usa palavras indecentes ou incita à violência ou ao sexo; não importa se a música será lenta em vez de acelerada, não importam estas diferenças, porque a música deste mundo jaz toda no maligno e qualquer dança que a acompanha, não importa de que género ela seja, é uma manifestação da carne. E quem está no Espírito, inclinando-se para as coisas do Espírito, evitará estas manifestações carnais que não glorificam a Deus. Sim, porque ele sabe que qualquer coisa que faz deve fazê-la para a glória de Deus e a dança mundana não leva a glorificar a Deus. Uma coisa completamente diferente deve-se dizer sobre a dança que glorifica a Deus conforme está escrito para louvar a Deus com danças (cfr. Sal. 150:4). Ela é consentida, mas porque é um tipo de dança impulsionada pelo Espírito de Deus que é santo. Mas quando se verifica este tipo de dança? Ela se verifica quando há uma autêntica manifestação de alegria por parte do povo de Deus. Por exemplo quando um cego recupera a vista, quando um coxo se põe a andar ou um morto ressuscita, ou quando um crente que se tinha desviado da verdade após muitos anos volta para o Senhor, ou quando um pecador se converte ao Senhor ou em outros eventos particulares. Não é algo de preparado, mas de extemporâneo que surge no momento porque se é movido pelo Espírito de Deus e para exprimir a alegria, e o louvor a Deus se começa a saltar e a dançar. Mas repito isto acontece só em ocasiões particulares. 

 

Piadas e anedotas  

A doutrina das Testemunhas de Jeová. ‘Piadas e anedotas limpas e sãs são óptimas no tempo e no lugar apropriados e divertem, e todos às vezes necessitamos de relaxar’ (Despertai!, 8 de Fevereiro de 1981, pag. 28). Isto é o que se lê num artigo em Despertai! intitulado ‘O sentido do humor: um dom de Deus’. Num outro artigo de um outro número de Despertai! lê-se: ‘... temperai a vida com uma pitada de humor. Descobri o sentido do humor. Cultivai-o. Vereis que fará maravilhas por vós e por quem vos está próximo’ (Despertai!, 22 de Maio de 1994, pag. 27). 

Confutação. A sagrada Escritura ensina que o nosso falar deve ser um falar grave, irrepreensível, para que os nossos adversários nada tenham que dizer contra nós. Eis quanto diz Paulo a Tito: "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós" (Tito 2:6-8). Também a Timóteo, que era também ele um ministro do Evangelho, Paulo diz uma coisa semelhante, de facto lhe diz para ser um exemplo para os crentes no falar (cfr. 1 Tim. 4:12). Ainda Paulo confirma que o nosso falar deve ser são e irrepreensível quando dirige esta exortação aos santos de Colossos: "A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um" (Col. 4:6); e também quando diz aos santos de Éfeso: "Mas a fornicação, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, acções de graças" (Ef. 5:3-4). Estas Escrituras excluem portanto que o nosso falar deva ser temperado com piadas e anedotas, porque estas coisas não fazem parte do sal de que deve ser temperado o nosso falar; estas coisas são na verdade chamadas pela Escritura chocarrices. Ninguém vos engane irmãos; as chamadas piadas e anedotas limpas e sãs na realidade não são sãs e limpas porque nelas estão presentes a mentira e a falsidade, como nas que são definidas porcas. São todas coisas porcas, contaminadas; na verdade elas não conferem graça a quem as ouve; não edificam. Alguém porventura dirá: Mas então sois por uma vida sempre de semblante carregado, trombudo? De modo nenhum, nós somos por uma vida feliz, alegre, mas esta felicidade e esta alegria da qual queremos esteja cheia a nossa vida é a que produz o Espírito Santo que habita em nós. Mas é evidente que para que esteja presente esta felicidade e esta alegria nós devemos andar pelo Espírito, isto é, seguindo os seus impulsos que nos empurram sempre a fazer o que é justo aos olhos de Deus. Nós portanto nos regozijamos no Senhor ao falar da sua salvação aos pecadores, ao falar com os irmãos das suas obras poderosas passadas e presentes, das suas revelações passadas e presentes, ao fazer boas obras, ao magnificar a Deus com os nossos louvores; nós nos regozijamos no Senhor ao ver os crentes andar na verdade, na santidade, no temor de Deus; nós nos regozijamos no Senhor ao meditar sobre as suas maravilhas que fez na nossa vida até ao presente; nós nos regozijamos ao meditar a sua palavra. Sim, o nosso coração transborda de alegria quando fazemos todas estas coisas. E não só, nos regozijamos também quando somos injuriados, vituperados, perseguidos por causa de Cristo; para nós portanto também as aflições são fonte de alegria. Seja pois posto de lado o humor das Testemunhas de Jeová e de quaisquer outros (entre os quais também o de muitos pregadores que estão presentes no meio das igrejas), que não faz mais do que entristecer o coração do justo, que não faz mais do que fazer a sabedoria perder todo o valor conforme está escrito: "Um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra" (Ecl. 10:1). Sei que se passa por louco ao recusar até o chamado humor limpo, mas não podemos fazer doutra forma; Jesus não brincava e não entretia os seus discípulos e as pessoas do mundo com piadas e anedotas ‘limpas’; também o falar dos apóstolos era privado destas piadas e destas anedotas. E nós queremos seguir o exemplo de Cristo e dos seus santos apóstolos; mesmo a custo de sermos rotulados de loucos. Antes dizemos: É inevitável que ao querer seguir o seu exemplo se seja definido louco. Não é alguma coisa que pode acontecer, mas algo que acontece forçosamente.  

 

As transfusões de sangue

A doutrina das Testemunhas de Jeová. As Testemunhas de Jeová, como já assinalamos, proíbem as transfusões de sangue, sob pena de expulsão da organização. Elas dizem: ‘Jeová Deus disse: ‘A alma [néphesh ] de todo tipo de carne é o seu sangue pela alma nele. Por conseguinte, eu disse aos filhos de Israel: "Não deveis comer o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é o seu sangue" (A Sentinela , 1 de Novembro de 1984, pag. 12) pelo que quem recebe o sangue de uma outra pessoa no seu corpo come o sangue e na lei Deus tinha dito que exterminaria do meio do povo quem comesse o sangue de qualquer animal (cfr. Lev. 17:10) [ 20 ].

Confutação. A propósito deste seu ensinamento deve ser dito isto. Antes de tudo é errado dizer que o sangue de uma pessoa é a sua alma ou que no sangue de uma pessoa esteja a alma dela porque, como vimos anteriormente, segundo a Escritura, a alma é algo de espiritual no interior do corpo do ser humano que quando ele morre sai dele e vai ou para o céu ou para o Hades conforme o indivíduo estiver salvo ou perdido. No sangue da pessoa está a vida biológica e não a alma. Façamos um exemplo com a Escritura: no livro do Apocalipse João diz: "Vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap. 6:9-10). Ora, como se pode bem compreender por estas palavras de João, ele viu as almas desses cristãos no céu; mas não viu o seu sangue no céu porque o sangue dessas pessoas ficou na terra. Não pode ser de outra forma dado que está escrito "que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus" (1 Cor. 15:50). Essas almas pediam a Deus para vingar o seu sangue e não a sua alma. E Deus vingará o seu sangue a seu tempo, com efeito, no Apocalipse está dito que quando o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas; as águas se tornaram em sangue. E o anjo das águas disse: "Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores" (Ap. 16:5-6). O erro das Testemunhas de Jeová é portanto o de chamar alma o sangue do homem quando ele não o é. Por quanto diz respeito à transfusão de sangue é necessário dizer que embora não consista em comer sangue de uma pessoa porque não lhe entra pela boca, pelo que não se pode citar para proibi-la a decisão dos apóstolos e dos anciãos em Jerusalém porque não é sangue de animal e nem se trata de ingeri-lo (se se tratasse de ingeri-lo então as coisas seriam diferentes: portanto não se pode pôr um crente que recebe uma transfusão de sangue nas veias ao mesmo nível de um outro que come o sangue de animais), importa contudo dizer que se um crente se abstém dela porque considera que o Senhor é poderoso para criar-lhe todo o sangue que ele necessita no corpo sem ter necessidade de receber sangue de terceiros, ele faz bem. Porque neste caso ele com a sua conduta mostra ter posto a sua confiança totalmente em Deus e não nos médicos. Este é um acto de fé que Deus premeia. Portanto abster-se das transfusões de sangue na necessidade porque se tem plena confiança em Deus é uma boa coisa. Ele é o Todo-Poderoso. Ele pode dar a quem necessita todo o sangue que precisa. 

 

O serviço militar e o civil 

A doutrina das Testemunhas de Jeová. As Testemunhas de Jeová recusam fazer o serviço militar, fazendo presente que os cristãos devem seguir a paz e não aprender a guerra. Mas além disso, elas recusam também fazer o serviço civil no lugar do militar. Elas dizem que ‘não é que elas sejam contrárias ao serviço civil como tal, mas, antes, é uma questão de estrita neutralidade. Por isso, qualquer trabalho que seja uma simples substituição do serviço militar não seria aceitável (...) O cristão é contrário a aceitar voluntariamente tal trabalho devido ao que a lei de Deus diz sobre o assunto: ‘Vós fostes comprados por um preço; parai de vos tornardes escravos de homens’ (l Cor. 7:23) A servidão civil em substituição do serviço militar seria igualmente censurável para o cristão. Com efeito, desta forma se tornaria parte do mundo, ao invés de manter-se separado, como Jesus ordenou’ (Despertai! , 8 de Junho de 1975, pag. 13). Eis, pois, o porquê de elas recusarem prestar também o serviço civil, porque segundo elas se tornariam escravos de homens e parte do mundo!  

Confutação. Estamos de acordo que os cristãos não devem fazer o serviço militar, porque a Palavra de Deus nos ordena que nós como filhos da paz devemos seguir a paz com todos, e não nos pormos a aprender a guerrear os homens com armas carnais. Mas nós não estamos de acordo com as Testemunhas de Jeová quando dizem não querer fazer também o serviço civil alternativo pelas referidas razões. Nós dizemos que dado que nesta nação há a oportunidade de se usar deste direito de fazer o serviço civil no lugar do obrigatório militar, o crente deveria aproveitá-la. Não se trata de embraçar armas ou de aprender a guerra e por isso pode ser realizado. Por quanto diz respeito às palavras de Paulo citadas pela Torre de Vigia dizemos que se se lerem no seu contexto se verá que Paulo não disse para não prestar este serviço ao Estado para não ficar escravo de homens, mas disse sim para não deixar impor a circuncisão se se foi chamado por Deus incircunciso, e não deixar remover a circuncisão se se foi chamado por Deus quando se era circunciso. Neste caso sim fica-se escravo de homens. Também no caso de se começarem a observar festas, dias e meses e preceitos como não proves, não toques e não manuseies se ficaria escravo de homens, porque se recairia debaixo da escravidão dos rudimentos pobres e fracos deste mundo que para nada servem [ 21 ]. Quanto ao facto de dizer que no caso de o cristão fazer o serviço civil se tornaria parte do mundo, dizemos que isso não é verdade. Antes consideramos que precisamente ali onde o cristão desempenharia o serviço civil teria uma grande oportunidade de fazer resplandecer a luz que está nele, testemunhando do Evangelho da graça a muitas pessoas que jazem nas trevas, e tendo uma conduta santa e pia. Naturalmente, este não é o caso das Testemunhas de Jeová porque elas não são cristãs por isso onde quer que estejam poderão no máximo mostrar apenas a aparência da piedade tendo negado o poder dela, mas não a luz do Senhor. Não estão salvas, não têm a vida eterna, se vestem mais ou menos como todos (em alguns casos os homens estão vestidos tão elegantemente, e as mulheres de maneira tão provocante que não se pode deixar de dizer que correm atrás das concupiscências do mundo [ 22 ]) vão para a praia pôr-se meias nuas e divertir-se no verão (e note-se que nos seus baptismos de massa as mulheres fazem-se baptizar até em fato de banho e em alguns casos estão em fato de banho também os homens que baptizam: que indecência!), têm a televisão, vão ao cinema, brincam e chocarreiam, que luz podem ver os outros nelas. Não verão antes trevas? E depois nos vêm falar de mundo, de separação do mundo? Mas se arrependam e se convertam a Cristo primeiro e então poderão começar a falar de separação do mundo; mas enquanto forem membros desta organização serão, para todos os efeitos , também elas parte deste mundo. Para concluir, é preciso dizer que o motivo verdadeiro pelo qual as Testemunhas de Jeová recusam fazer o serviço militar e o civil é porque elas consideram todo o serviço prestado ao Estado um serviço prestado a Satanás; e portanto na realidade elas não recusam ser militares porque são filhas da paz. Os filhos da paz são só aqueles que conheceram o Príncipe da paz; e elas não o são porque não o conhecem. Falai com elas da sã doutrina e vereis que elas não são pela paz mas são pela guerra; estão continuamente a resistir à verdade! "Eu sou pela paz; mas quando falo, eles são pela guerra" (Sal. 120:7).  

 

O ódio pelos inimigos 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Segundo quanto diz a Torre de Vigia alguns homens são odiáveis e não se devem honrar. ‘Aqueles que odeiam Jeová e o seu povo devem ser objecto de ódio, mas isto não quer dizer que aproveitaremos para fazer-lhes mal materialmente num espírito de malícia ou de desprezo, qualidades características do maligno, ao passo que o ódio puro não o é. Devemos odiar no sentido mais verdadeiro, isto é, nutrir extrema e activa aversão, considerar desprezível, odioso, nojento, detestar (...) Não odiamos aqueles que odeiam Jeová? Não podemos amar esses inimigos odiosos porque os espera somente a destruição. Nós elevamos a oração do salmista: ‘Até quando, ó Deus, continuará a vituperar o adversário? Acaso o inimigo continuará para sempre a tratar teu nome com desrespeito? Por que manténs a tua mão, sim, a tua direita, retirada? Tira-a de dentro do teu seio, e destroi-os’ (A Sentinela , 1 de Outubro de 1952; citado por Walter Martin in op. cit. , pag. 116-117); ‘...em certas condições e em determinados momentos é justo odiar (...) Por lealdade a Jeová, os seus servidores odeiam as pessoas e as coisas que ele odeia (...) Mas este ódio não procura prejudicar outros e não é sinónimo de desprezo ou rancor. (...) Os cristãos justamente odeiam os inveterados inimigos de Deus, como o Diabo e os seus demónios, e também os homens que voluntariamente e conscientemente se opõem a Jeová (...) não sentem algum amor por aqueles que transformam a benignidade imerecida de Deus numa desculpa para ter uma conduta dissoluta...’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 418). Esta sua doutrina é chamada do ‘ódio puro pelos inimigos’. 

Confutação. Debaixo da graça esta doutrina não existe mais porque foi anulada por Cristo. Ele mesmo disse de facto: "Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos..." (Mat. 5:43-45). As Testemunhas de Jeová portanto ao odiar os seus inimigos não se atêm à ordem de Cristo mas a anulam demonstrando assim não ser filhos de Deus. Porquê? Porque os verdadeiros filhos de Deus seguem as pisadas de Cristo, o Filho de Deus, o qual não odiou os seus inimigos mas orou por eles até próximo da morte dizendo a Deus: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34). Jesus não orou a Deus para tirar a sua mão direita do seu seio e destruí-los; e não eram porventura aqueles que o crucificaram inimigos de Deus? Certamente que o eram porque Jesus tinha dito deles na noite em que foi traído: "... odiaram tanto a mim como a meu Pai" (João 15:24). Eis o exemplo a seguir.  

 

A defesa 

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Vimos que as Testemunhas de Jeová quando falam da sua recusa de fazer o serviço militar dizem que os Cristãos sendo pela paz e não pela guerra não podem aprender a guerra, mas também vimos que elas são chamadas a odiar os seus inimigos. A respeito deste ódio, porém, fazem questão de dizer que ‘isto não quer dizer que aproveitaremos para fazer-lhes mal materialmente num espírito de malícia ou de desprezo, qualidades características do maligno’. Mas é mesmo verdade que este ódio que devem nutrir pelos seus inimigos não lhes fará fazer-lhes materialmente mal? De modo nenhum, porque em caso de perseguição elas são chamadas a opor-se aos seus inimigos com a violência. Eis o que se lê num artigo em Despertai! intitulado: ‘Defesa pessoal. Até onde pode chegar o cristão?’: A Bíblia portanto não encoraja a tentar impulsivamente defender-se a si mesmo. Todavia não apoia o pacifismo, pois indica que há casos em que há que defender-se. Os cristãos podem impedir as agressões físicas contra si mesmos, as suas famílias ou outros que verdadeiramente necessitam de ser defendidos’ (Despertai! , 8 de Julho de 1991, pag. 13). Mas como esta sua declaração não dá muito bem a ideia de qual é o seu ensinamento sobre a defesa citarei algumas palavras de Rutherford tomadas do seu livro Religião : ‘Se as testemunhas de Jeová estão no serviço de testemunho do Senhor, distribuindo a literatura pertencente à sua Palavra ou fazendo qualquer outro serviço legal semelhante, e são assaltadas por um motim, parecendo necessário que as testemunhas empreguem força para repelir ou parar uma agressão, então podem empregar propriamente essa força conforme lhes parecer necessário para proteger e defender tanto a si como a sua propriedade. Devem empregar força física só no último recurso para legítima defesa contra os malfeitores. Mas ninguém, por ser cristão, é obrigado a submeter-se voluntariamente sem resistir aos assaltos de um bandido ou de outros que tentam impedir que saia legalmente fazendo o trabalho de pregar o evangelho’ (J. F. Rutherford, Religião, Brooklyn 1940, pag. 256).

Confutação. Este ensinamento é falso porque Jesus disse: "Não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil" (Mat. 5:39-41). O apóstolo Paulo confirmou este ensinamento dizendo: "A ninguém torneis mal por mal" (Rom. 12:17). Nenhuma violência física é pois permitida ao discípulo de Cristo contra o seu inimigo; mesmo quando este procura impedi-lo de pregar o Evangelho do Reino de Deus num determinado lugar. Neste caso ele é chamado a ir para um outro lugar. Os apóstolos Paulo e Barnabé nos deixaram o exemplo, de facto em Antioquia da Pisídia quando os Judeus incitaram as mulheres devotas de alta posição e os principais homens da cidade e suscitaram uma perseguição contra eles e os lançaram fora dos seus termos, eles "sacudindo contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icónio" (Actos 13:51). 

 

A intercessão do Espírito 

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Em Estudo Perspicaz das Escrituras a propósito da intercessão do Espírito lê-se: ‘Em Romanos 8:26,27, Paulo explica que quando os servidores de Deus oram, nem sempre sabem exactamente pelo que deveriam orar. Mas Deus sabe que desejam que seja feita a sua vontade. Além disso sabe o que é preciso para os seus servidores. No passado Deus fez escrever na sua Palavra muitas orações inspiradas, que exprimem a sua mente ou vontade para eles. Por isso aceita estas orações inspiradas como se fossem aquilo que o seu povo queria pedir em oração, e portanto as atende’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 256). Como porém estas palavras não explicam de maneira satisfatória esta sua doutrina cito-vos estas outras palavras tomadas do livro Holy Spirit-The Force Behind the Coming New Order!: ‘Simplesmente não sabemos como invocar ou suplicar a Deus com frases apropriadas ou que expressões dirigir ao nosso Socorredor celeste. De qualquer modo, Deus compreende a nossa situação e percebe com exactidão aquilo que sinceramente desejaríamos ter. Se nós próprios não podemos formular orações, então, orações já foram compostas a favor de nós. Onde? Nas proféticas Sagradas Escrituras que foram inspiradas pelo espírito santo de Deus. Deus está plenamente em conhecimento das orações referidas na sua Palavra. Conhece o ‘significado’ delas. Conhece as que convêm a nós que queremos orar correctamente. Portanto Deus considera tais apropriadas orações escritas como se fossem pronunciadas pelos próprios cristãos que gemem. Tais orações não foram pronunciadas pelos próprios cristãos que estão em necessidade, mas Deus ouve como se o espírito santo lhe implorasse segundo as orações inspiradas pelo espírito que estão na Bíblia. (...) Porque o espírito santo inspirou a redacção das orações originais nas quais Deus é invocado, pode-se dizer que o espírito intercede ‘de acordo com Deus, a favor dos santos’. De tal modo ‘o espírito também se junta com ajuda para a nossa fraqueza’. Deus não deixa de responder a tais invocações do seu espírito santo como intercessor’ (Holy Spirit-The Force Behind the Coming New Order!, pag. 135). Como portanto podeis ver, ainda que o povo de Deus não faça petições precisas a Deus, como por exemplo aquelas que estão escritas nas epístolas de Paulo, Deus atende essas orações a favor dele. Em outras palavras, é como se essas orações tivessem sido feitas na mesma, e Deus as atende. 

Confutação. As palavras de Paulo aos Romanos não têm de modo nenhum o significado lhes dado pela Torre de Vigia. Paulo quando diz que "o Espírito ajuda as nossas fraquezas" (Rom. 8:26) e que "o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos" (Rom. 8:26-27), se refere ao orar mediante o Espírito Santo, isto é, em outras línguas. Com efeito, nós sabemos por aquilo que ele diz aos Coríntios que quem fala em outra língua entre outras coisas faz também isto, ora a Deus conforme está escrito: "Se eu orar em outra língua, bem ora o meu espírito, mas o meu entendimento fica infrutífero. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento..." (1 Cor. 14:14-15). Mediante este tipo de oração o crente é capacitado para pedir a Deus coisas para outros crentes dos quais ele não conhece nem a identidade e nem as necessidades. Por exemplo, se um crente em África se encontra de repente num perigo de morte, o Espírito pode induzi-lo a orar em outra língua a favor dele, sem que ele saiba que está orando precisamente a favor dele. Este modo de orar pelo Espírito constitui portanto uma poderosa arma fornecida por Deus ao seu povo. Por quanto diz respeito às orações escritas por Paulo pelo Espírito, que ele naturalmente na realidade elevou a Deus, elas certamente são orações inspiradas que os crentes fazem bem em elevar a Deus com fé, porque elas estão de acordo com a vontade de Deus. Mas não se pode dizer que quem ora dessa mesma maneira, isto é, repetindo as mesmas palavras de Paulo, esteja orando pelo Espírito, porque quem ora pelo Espírito o faz em outra língua e não na língua por ele conhecida. E depois se tenha presente, que se se quiser que Deus atenda essas orações, é necessário fazê-las por nós próprios. Como podeis ver as Testemunhas de Jeová erram grandemente por falta de conhecimento também a respeito da intercessão feita pelo Espírito Santo. 

 

A revelação progressiva

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Vimos antes como a Torre de Vigia no curso da sua existência falhou muitas vezes ao predizer certos eventos. Tinha predito o fim do mundo para 1914, e este não aconteceu; predisse depois o fim do mundo para 1925, e nem ainda desta vez veio o fim; e por fim o predisse para 1975, e também desta vez a sua predição caiu por terra. Como explica ela então estas faltas de cumprimento? Desta maneira. Ela diz que a Bíblia é o resultado de uma progressiva revelação da vontade de Deus à humanidade, pelo que também aos seus adoradores modernos Deus revela o seu propósito progressivamente. Deus dispensa as suas verdades no tempo e no modo por Ele querido, e porque ele é progressivo ao revelar as suas verdades, os homens têm de corrigir os seus pontos de vista sobre os vários assuntos escriturais. ‘É de se esperar, portanto, que por vezes haja mudanças de ponto de vista. A nossa crença básica pode ser legítima verdade escritural, mas pode haver alguns detalhes que não compreendêssemos completamente no passado. A seu tempo, com a ajuda do espírito de Jeová, essas coisas são esclarecidas’ (A Sentinela, 15 de Abril de 1967, pag. 255). Constatei pessoalmente este seu modo de raciocinar quando fiz notar a algumas Testemunhas de Jeová como as suas datas sobre o fim do mundo já mudaram diversas vezes. A resposta na substância foi esta: Deus fornece gradual entendimento espiritual ao Corpo Governante de modo que este progressivamente compreenda o sentido de uma verdade. E para sustento desta resposta citam estas palavras dos Provérbios: "A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Prov. 4:18).  (Este raciocínio é feito também para sustentar a radical mudança de ponto de vista a respeito de certas doutrinas, como por exemplo daquela do número dos que estão destinados a ir para o céu). 

Confutação. É verdade que Deus revelou o seu propósito no curso do tempo e nem todas as coisas as predisse logo. Por exemplo ele predisse a vinda do Cristo já a Abraão dizendo-lhe que na sua descendência seriam abençoadas todas as nações, mas ainda não tinha dito onde nasceria este seu Cristo porque isso o anunciará o profeta Miquéias, ou como ele abençoaria todas as nações porque isso Ele o começou a simbolizar na Páscoa, e depois nas funções do sumo sacerdote e nos sacrifícios expiatórios que ele deveria oferecer por si e pelo povo. E ainda não tinha preanunciado a ressurreição do Cristo porque esta será preanunciada através do rei Davi. Também Jesus quando veio não anunciou aos seus discípulos todas as coisas que deviam acontecer depois que fosse elevado ao céu, porque lhes disse que quando o Espírito Santo viesse lhes anunciaria as coisas vindouras. Mas este modo de agir de Deus não se verifica nas predições da Torre de Vigia porque aí encontramos datas sobre o fim do mundo que resultaram falsas, e anúncios de eventos catastróficos que depois não se cumpriram. E "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa" (Núm. 23:19). Portanto todas as predições feitas pela Torre de Vigia, em nome de Deus, que pontualmente e inexoravelmente caíram por terra não eram de modo nenhum reveladas por Deus aos seus servidores, mas mentiras vendidas (por verdades reveladas por Deus) por homens corruptos de entendimento sem temor de Deus que enganados pelo diabo enganaram por sua vez muitas outras pessoas induzindo-as a confiar na vaidade. Nelas não há a constatação de nenhuma revelação gradual do propósito de Deus, mas apenas a constatação que elas foram vãos presságios feitos por presunção. Impostores, não servos de Deus, foram aqueles que fizeram essas predições e como Isaías tinha dito, Deus desfez os seus presságios confundindo-os (cfr. Is. 44:25) [ 23 ]. De Deus ninguém pode escarnecer; Ele as imposturas e as mentiras as faz cair sobre a cabeça de quem as diz a seu tempo. Mas não é que se deva ficar admirado com a conduta da Torre de Vigia porque Jesus disse que muitos viriam em seu nome dizendo: "O tempo está próximo" (Lucas 21:8). Mas também nos disse para não sermos enganados pelos seus discursos, para não irmos após eles. Em resposta à passagem dos Provérbios tomada pela Torre de Vigia para sustento da ‘revelação progressiva’ concedida ao chamado escravo fiel e discreto, dizemos que está também escrito: "O caminho dos ímpios é como a escuridão: não sabem eles em que tropeçam" (Prov. 4:19). Eis quais são as palavras da Escritura que descrevem o caminho no qual se encontra o seu chamado escravo fiel e discreto! E quem pode dizer que não é assim? Reflecti: não é porventura verdade que aqueles que guiam este povo de cegos andam nas trevas pelo que não podem saber em que tropeçam? Não disse porventura Jesus que "se alguém andar de noite, tropeça, porque nele não há luz" (João 11:10)? Eis pois por que os dirigentes desta seita tropeçaram e fizeram tropeçar muitos já diversas vezes com as suas datas, porque neles não há luz; são filhos da noite e das trevas. Portanto irmãos, não deis ouvidos a ninguém que vos queira fazer crer que o fim do mundo está previsto para um particular ano, mês ou dia, e que a vinda do Senhor deve verificar-se para essa específica data, porque quem estabelece datas a respeito destes eventos não fala da parte de Deus. Ele faz falar a sua língua; mas certamente não é Deus a falar através dele. Dizemos até que Deus vos prova através de quem tem a presunção de fazer semelhantes predições. Estai pois firmes na fé; ficai tranquilos, permanecei no Senhor a fim de que quando ele vier sejais achados sinceros e irrepreensíveis e não fiqueis confundidos diante dele. 

 

A estrela aparecida no Oriente por ocasião do nascimento do rei dos Judeus  

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Os ‘astrólogos que vieram ‘das regiões orientais’, portanto das proximidades de Babilónia, cuja visita ao rei Herodes depois de Jesus ter nascido provocou a matança de todos os meninos de Belém, evidentemente não eram servidores ou adoradores do verdadeiro Deus. (...) Por praticarem a astrologia, embora fosse condenada, e pelos péssimos resultados da sua visita, que pôs em perigo a vida do futuro Messias, é certamente consentido, ou melhor, oportuno, considerar que eram guiados por uma fonte adversa aos propósitos de Deus relativos ao prometido Messias. É certamente razoável questionar-se se aquele que ‘persiste em transformar-se em anjo de luz’, cuja acção é marcada por ‘toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos’, que foi capaz de fazer parecer que uma serpente falasse, e que foi definido por Jesus ‘homicida quando começou’, não poderia fazer ‘ver’ aos astrólogos um objecto semelhante a uma estrela que primeiro os guiou não a Belém, mas a Jerusalém, onde residia um acérrimo inimigo do prometido Messias’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 1049-1050). 

Confutação. Também este ensinamento da Torre de Vigia é falso. Agora o demonstraremos. Não pode ser verdade que os magos provenientes do Oriente foram guiados pelo diabo primeiro a Jerusalém e depois a Belém onde tinha nascido naquele tempo Jesus, por esta razão. Porque quando eles chegaram a Jerusalém perguntaram onde estava o Rei dos Judeus que tinha nascido pois eles tinham visto a sua estrela no Oriente e tinham vindo para adorá-lo, e de facto fizeram isso quando foram a Belém e o acharam envolto em faixas na casa. E nós sabemos que o diabo nunca guiaria homens ao lugar onde tinha nascido Jesus para adorá-lo. Porque ele não quer que Jesus seja adorado. Ele quer que Ele seja escarnecido, ultrajado, odiado, mas não adorado. A estrela portanto que lhes apareceu no Oriente e os conduziu ao lugar preciso onde se encontrava o menino Jesus não apareceu por obra do diabo mas por obra de Deus. Eles não foram guiados por uma força adversa a Cristo; se há alguém que é guiado por uma força adversa a Cristo são as Testemunhas de Jeová porque recusam adorá-lo. Respondamos agora à asserção segundo a qual a aparição dessa estrela pôs em grande perigo a vida de Jesus e portanto não podia ser de Deus. Para confutar este raciocínio humano dizemos que tudo fazia parte do desígnio de Deus, com efeito, Deus tinha estabelecido fazer saber a Herodes, por meio dos magos, que na Judeia tinha nascido o Rei dos Judeus; e tinha também estabelecido fazê-lo enfurecer por meio do comportamento dos magos que depois de terem adorado Jesus e lhe terem oferecido as dádivas que tinham trazido "sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho" (Mat. 2:12). Os motivos são os seguintes. Ele devia enviar José com sua mulher e o menino para o Egipto e cumprir assim a palavra dita através do profeta Oséias: "Do Egipto chamei o meu Filho" (Mat. 2:15; cfr. Oséias 11:1). Com efeito, como vós sabeis, depois que os magos partiram de Belém um anjo do Senhor apareceu a José e lhe disse para fugir para o Egipto até que morressem os que procuravam a morte do menino. E depois se devia cumprir a matança dos meninos que havia em Belém e arrabaldes porque isso tinha sido predito pelo profeta dizendo: "Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles já não existem" (Mat. 2:18). As Testemunhas de Jeová portanto erram por falta de conhecimento também a propósito dos magos do Oriente e da aparição da estrela no Oriente. 

 

Enoque e Elias

A doutrina das Testemunhas de Jeová. ‘Enoque foi ‘transferido para não ver a morte’, o que pode significar que Deus o fez cair num estado de êxtase profética e pôs fim à sua vida enquanto ele estava em êxtase, assim que Enoque não provou as dores da morte (...) Seja como for não foi levado para o céu (...) Parece que, como no caso do corpo de Moisés, Jeová tenha feito desaparecer o corpo de Enoque, visto que ‘não foi achado em parte alguma’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, pag. 824). ‘Elias não morreu no tempo desta ascensão, mas continuou a viver por alguns anos após ter sido transportado por ‘via aérea’ para longe do seu sucessor Eliseu. Elias não ascendeu aos céus espirituais também na sua morte...’ (op. cit., pag. 489); ‘Elias não morre nesse tempo, nem vai para o reino espiritual invisível, mas é transferido para receber um outro encargo profético...’ (ibid., pag. 807). Como podeis ver para as Testemunhas de Jeová tanto Enoque como Elias morreram. Mas por que ‘tiveram que’ forçosamente também eles morrer? Porque não sendo parte dos 144.000 eles não podiam ser levados para o céu. 

Confutação. A Escritura testifica claramente que tanto Enoque como Elias não viram a morte. De Enoque está escrito no Génesis: "Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou" (Gen. 5:24), e na carta aos Hebreus: "Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus" (Heb. 11:5). E a propósito de Elias está escrito: "E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho" (2 Re 2:11). Enoque e Elias foram portanto trasladados para o céu sem ver a morte: julgamos que eles "são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra" (Zac. 4:14); "as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra" (Ap. 11:4). 

 

Os filhos de Deus que copularam com as filhas dos homens   

A doutrina das Testemunhas de Jeová. As Testemunhas de Jeová ensinam que os filhos de Deus que tomaram por mulheres as filhas dos homens (o facto é relatado em Génesis 6:1-2,4) eram anjos que deixaram a sua habitação e depois de se terem materializado copularam com as filhas dos homens e desta união nasceram os homens valentes. Por quanto diz respeito ao fim que tiveram estes anjos de Deus rebeldes elas dizem: ‘Os anjos desobedientes são agora ‘espíritos em prisão’, tendo sido ‘lançados no Tártaro’ e ‘reservados com laços sempiternos, em profunda escuridão, para o julgamento do grande dia’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. II, pag. 380). É bom porém citar estas outras suas palavras para explicar o fim deles: ‘Mas que aconteceu aos anjos vindos à terra? Não se afogaram. Se desembaraçaram dos corpos carnais e voltaram para o céu como pessoas espirituais. (....) Esses anjos maus não foram lançados num lugar literal chamado Tártaro. O Tártaro (...) é a condição decaída, degradada, destes anjos’ (Poderá viver para sempre no paraíso na terra, pag. 94-95). Esta é a razão pela qual segundo a Torre de Vigia esses anjos maus ‘podem ainda exercer um perigoso poder sobre homens e mulheres’ (ibid., pag. 95); ‘se mantêm apegados o mais possível à humanidade, principalmente às mulheres, sobre as quais prevalecem para que sirvam de médiuns espíritas, leiam a sorte, façam prognósticos, e por aí afora’ (Coisas em que é impossível que Deus minta , pag. 169).  

Confutação. A Escritura ensina que anjos de Deus, chamados filhos de Deus no Génesis, copularam com as filhas dos homens conforme está escrito: "E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram" (Gen. 6:1-2), e que desta sua ilícita relação nasceram os homens valentes conforme está escrito: "Os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes..." (Gen. 6:4). Alguém porventura dirá: ‘Como se pode estabelecer que os filhos de Deus de que se fala nestas passagens são anjos de Deus?’ Com base nestas palavras que Deus disse a Jó: "Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?" (Jó 38:6-7). É evidente que quando Deus estabeleceu a terra ainda o homem não existia; existiam porém os anjos de Deus que foram criados antes do homem. Eis por que está dito que os filhos de Deus jubilavam quando Deus assentava a pedra de esquina sobre a qual fundou o globo terrestre. Mas há outras Escrituras que confirmam que esses filhos de Deus eram anjos, e são estas. O apóstolo Pedro diz que "Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno [Gr. Tártaro], os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo" (2 Ped. 2:4), e Judas diz que Deus "aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, os reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia" (Judas 6) e mais adiante diz que Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas se entregaram "à fornicação como aqueles" (Judas 7), isto é, como os anjos rebeldes. Por quanto diz respeito ao fim que tiveram esses anjos nas Escrituras recém-citadas é dito claramente: eles foram lançados no inferno, e reservados na escuridão em prisões eternas para o dia do juízo. O lugar onde foram encerrados é chamado Tártaro, e é um lugar subterrâneo situado no mais profundo abismo do Hades. Isto exclui que estes anjos maus possam influenciar negativamente os homens sobre a terra, em outras palavras que sejam livres de agir malvadamente às ordens de Satanás. Portanto as Testemunhas de Jeová ensinam o falso quando dizem que estes anjos hoje se mantêm apegados o mais possível à humanidade. Em outras palavras estes anjos não podem estar entre os espíritos maus que às ordens de Satanás dominam as pessoas induzindo-as a fazer toda a espécie de iniquidade, porque eles foram encerrados num lugar tenebroso onde estão guardados em prisões eternas à espera do juízo. Certamente, Satanás tem ao seu serviço fileiras de anjos que um dia se rebelaram também eles a Deus, e estes espíritos operam iniquamente sobre a terra; mas entre eles não se podem pôr também os anjos que cometeram fornicação com as filhas dos homens. 

 

O Israel segundo a carne  

A doutrina das Testemunhas de Jeová. ‘Agora surge a pergunta crítica: Para o cumprimento das promessas  divinas da Bíblia Sagrada, devia haver de novo um renascimento desta nação do Israel carnal, dos circuncisos Judeus naturais? É o nascimento da República de Israel ocorrido a 15 de Maio de 1948 o cumprimento moderno da profecia, e devia a promessa que Jeová fez a Abraão acerca da bênção de todas as famílias e nações da terra cumprir-se nesta democrática República de Israel? Segundo as Sagradas Escrituras, a resposta é Não! Não há nenhuma necessidade de tal renascimento da nação do circunciso Israel natural. Por que não? Porque trinta e sete anos antes da destruição de Jerusalém e do seu templo no ano 70 E.C. Jeová Deus já tinha dado à luz a verdadeira nação em que devem cumprir-se as profecias ulteriores das suas ‘proclamações sagradas’ para o benefício de toda a humanidade, viva e morta. (...) Por Jeová Deus ter rejeitado a nação do circunciso Israel natural pelo facto de ela ter rejeitado Jesus como Cristo e Senhor, esta nova nação cristã tomou o lugar dela diante de Deus. (...) quando as legiões romanas às ordens do general Tito destruíram Jerusalém e o seu templo e devastaram a terra da Judeia e foi destruída assim a nação do circunciso Israel natural, não foi necessário que Jeová Deus fizesse renascer essa nação rejeitada, nem então nem hoje’ (A Sentinela , 15 de Maio de 1969, pag. 307,308,310). Em substância as Testemunhas de Jeová não consideram que o retorno à terra de Israel dos Judeus segundo a carne e a fundação do estado de Israel em 1948 seja parte do plano de Deus para este mundo. Para elas Deus rejeitou o Israel segundo a carne e o substituiu com o Israel espiritual, que é preciso ter presente para elas não é constituído por todos os cristãos mas só pelos 144.000 [ 24 ].

Confutação. Antes de tudo deve ser dito que quando Deus disse a Abraão: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gen. 12:3) não quis dizer que as nações da terra seriam benditas através do Israel segundo a carne, mas sim através de Cristo Jesus, o Messias (o descendente de Abraão) (cfr. Gal. 3:16) que devia surgir segundo a carne da descendência de Davi, e no qual os Gentios, crendo, seriam benditos juntamente com o crente Abraão. Isto o explica Paulo aos Gálatas quando diz: "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão" (Gal. 3:8-9). Dizemos isto para que seja claro que segundo as Escrituras para que a bênção a todas as nações prometida a Abraão se cumprisse não se tinha que esperar a fundação do Estado de Israel em 1948, porque ela começou a cumprir-se quando os Gentios entraram a fazer parte da Igreja mediante a fé no Cristo de Deus. Mas o quanto dito nada tira ao facto de os Judeus segundo a carne permanecerem o povo que Deus pré-conheceu que continua a ser amado por causa dos seus pais e por isso não foi rejeitado por Deus. Paulo isto o testificava ainda antes que as legiões romanas destruíssem Jerusalém e o templo que estava nela, e levassem em cativeiro milhares e milhares de Judeus; em outras palavras antes do ano 70. Eis o que escreveu aos santos de Roma: "Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que pré-conheceu" (Rom. 11:1-2), e depois ele menciona o facto de nos dias de Elias em Israel haver um remanescente de sete mil homens que não tinham dobrado os joelhos diante de Baal, para dizer que também então (como agora) restava um remanescente de Judeus eleito segundo a graça (cfr. Rom. 11:2-6). Em outras palavras, Paulo diz que o facto de haverem Judeus de nascença que creram que Jesus é o Messias testifica que Deus não rejeitou o seu povo. Prosseguindo, ele fala da queda de Israel, isto é, dos que caíram porque foram endurecidos por Deus, dizendo que por ela "veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação" (Rom. 11:11). E depois de ter falado do enxerto de nós ramos provenientes do natural zambujeiro na oliveira legítima mediante a nossa fé, e da quebra da oliveira legítima de alguns ramos naturais (os Judeus desobedientes) para que nós fôssemos enxertados no seu lugar diz: "Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti também. Considera pois a benignidade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado. E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na oliveira legítima, quanto mais esses, que são ramos naturais, serão enxertados na sua própria oliveira?" (Rom. 11:21-24). E prosseguindo ainda diz: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles, assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada. Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia" (Rom. 11:25-32). O quanto dito pelo apóstolo Paulo nos induz a considerar por coisa certa que Deus não rejeitou os Judeus segundo a carne ainda que a maior parte deles não reconheceu e não reconhece que Jesus é o Messias. E se se lerem os dois capítulos anteriores se perceberá que esta recusa do Evangelho por parte da maior parte dos Israelitas faz parte do desígnio de Deus para este povo, com efeito, foi Ele que os endureceu para que não cressem. Mas Deus também estabeleceu um dia em que lhes abrirá os olhos e o entendimento para que creiam em Jesus Cristo. Isto acontecerá quando Cristo voltar. Então os Judeus crerão nele, e reconhecerão que aquele que os seus pais perseguiram e mataram era verdadeiramente o Messias lhes prometido. Mas vejamos agora o regresso dos Judeus à terra de Israel que levou em 1948 à proclamação do Estado de Israel;  o que se deve dizer deste evento? Foi arquitectado pelo inimigo ou aconteceu por vontade de Deus para que se cumprissem certas Escrituras? É de excluir-se que ele tenha sido arquitectado pelo inimigo, de outra maneira, se teria que dizer que o diabo quer ajudar Deus a levar a cumprimento as Escrituras, o que nós sabemos é absurdo pensá-lo pois a Escritura nos ensina que o diabo é o inimigo de Deus e se pudesse impediria Deus de cumprir as suas promessas e assim fazê-lo passar por mentiroso e infiel. Dizendo isto implicitamente respondemos que foi antes por vontade de Deus que muitos Judeus a partir do fim do século dezanove começaram a regressar à Palestina para depois chegar a proclamar o Estado de Israel em 1948. Mas nós dizemos: mas como se poderia dizer que isto não aconteceu por vontade de Deus quando sabemos que nem sequer um pássaro cai em terra sem a vontade de Deus? Mas vejamos agora quais são as Escrituras que se cumpriram com este regresso dos Judeus e a fundação do Estado de Israel em 1948? Isaías disse: "Porque o Senhor se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra..." (Is. 14:1). Jeremias disse: "Eis que os trarei da terra do norte, e os congregarei das extremidades da terra; entre os quais haverá cegos e aleijados, grávidas e as de parto juntamente; em grande congregação voltarão para aqui" (Jer. 31:8). E Ezequiel disse: "Dize portanto à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Não é por respeito a vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes... Vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra...", e ainda: "Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel..." (Ez. 36:22,24; 37:21-22). Zacarias disse: "Eu os farei voltar da terra do Egipto, e os congregarei da Assíria;..." (Zac. 10:10). Estas não são senão algumas das Escrituras que predisseram o retorno dos Judeus à sua terra. As Testemunhas de Jeová portanto à luz de todas estas Escrituras erram grandemente.   

 

O homem do pecado  

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Eis o que ensinam as Testemunhas de Jeová a propósito do homem do pecado. ‘O homem de 2 Tessalonicenses 2:1-12 não é pois um indivíduo particular, mas um ‘homem’ composto, colectivo, como indicam os referidos versículos, um ‘homem’ que devia continuar a existir após a morte dos apóstolos e até ao tempo da presença do Senhor. A ilegalidade que este apóstata ‘homem’ composto comete é ilegalidade contra Jeová Deus, o Soberano Universal. Este ‘homem’ é culpado de traição. (...) Como Judas, será aniquilado, eliminado para sempre. Este ‘homem’ não é ‘Babilónia a Grande’, que também combate contra Deus, pois esta é uma mulher, uma meretriz. Mas porque ele leva avante uma rebelião religiosa contra Deus, evidentemente faz parte da Babilónia mística. (...) Com os seus ensinamentos mentirosos contrários à lei de Deus, ou que por assim dizer se substituem a ela, o homem que é contra a lei se ergue acima de Jeová Deus e dos outros ‘deuses’, os poderosos da terra, e também contra os santos de Deus, os verdadeiros irmãos espirituais de Jesus Cristo. Porque é um hipócrita, um falso mestre que se faz passar por cristão, ele ‘se assenta no templo de O Deus’, isto é, naquele que tais falsos mestres afirmam ser o templo de Deus’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. II, pag. 1167). Para quem ainda não percebeu este ‘homem que é contra a lei’ para as Testemunhas de Jeová é formado também por todos aqueles que crêem na Trindade, na imortalidade da alma, na salvação por graça, etc. que dado que permanecerão firmes nestas suas doutrinas ensinando-as até Armagedom serão destruídos e aniquilados para sempre pelo furor do Senhor!! 

Confutação. A sagrada Escritura não permite absolutamente dizer semelhantes coisas porque diz claramente quem é este homem. "Porque não será assim [a vinda do dia do Senhor] sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus... Esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem" (2 Tess. 2:3-4,9-10). E se não fossem suficientes estas palavras de Paulo para perceber que se trata de um homem, fazemos notar que este homem é chamado da mesma maneira do que Judas Iscariotes, ou seja, "o filho da perdição" (2 Tess. 2:3; João 17:12). Pelo que, como o filho da perdição de que Jesus falou, dizendo que era o único que se tinha perdido dentre todos os que o Pai lhe tinha dado, era um indivíduo particular, isto é, Judas Iscariotes, assim também o filho de perdição que há-de manifestar-se antes da gloriosa aparição de Cristo será um indivíduo particular. Coisa esta que é confirmada por aquilo que diz João no Apocalipse quando afirma que viu uma besta semelhante a um leopardo "e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio" (Ap. 13:2), besta que será depois lançada viva no lago ardente de fogo e enxofre, juntamente com o falso profeta que o assistirá nesta obra de engano para com os habitantes da terra (cfr. Ap. 19:20). Este indivíduo é chamado também o anticristo de quem João diz na epístola "há-de vir" (1 João 4:3).  

 

Conclusão sobre esta parte

O apóstolo Paulo disse que "se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras..." (1 Tim. 6:3-4), e as Testemunhas de Jeová estão entre estes homens soberbos que nada sabem, absolutamente nada. São filhas da loucura que a sabedoria diz "é uma mulher alvoroçadora; é simples e nada sabe" (Prov. 9:13). 

 

FALSIFICAÇÕES APORTADAS À BÍBLIA 

A Bíblia que as Testemunhas de Jeová possuem é uma versão falsificada pelo Corpo Governante de Brooklyn, ou seja, pelo principal organismo daquele que é chamado ‘escravo fiel e discreto’. Nada de novo debaixo do sol porque já no tempo dos apóstolos existiam homens abomináveis que contorciam as Escrituras para sua perdição, como fizeram os tradutores da Comissão de tradução da Bíblia do Novo Mundo, conforme está escrito na epístola de Pedro: "Tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Ped. 3:15-16). Também no tempo do profeta Jeremias, e portanto ainda antes da vinda de Cristo, haviam os que tinham falseado o sentido da Palavra de Deus, com efeito, Deus, censurando o povo, disse aos Judeus: "Como podeis vós dizer: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está connosco? Sim, certamente, mas a pena mentirosa dos escribas falseou o sentido dela" (Jer. 8:8). Assim, também a pena mentirosa dos tradutores da versão denominada Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas falsearam o sentido de muitas passagens da Escritura que examinaremos dentro em pouco. Mas antes de passar a este exame quero citar algumas declarações da Torre de Vigia sobre um dos motivos pelo qual foi feita a Tradução do Novo Mundo , e sobre o juízo que elas fazem das outras traduções da Bíblia e da Tradução do Novo Mundo. ‘A questão do correcto entendimento da Bíblia (...) é um dos motivos principais pelo qual foi feita a Tradução do Novo Mundo. As convicções religiosas de qualquer tradutor influem inevitavelmente na sua tradução. Não pode ser doutra forma (...) por às vezes os tradutores, voluntariamente ou involuntariamente, fazerem violência à língua original nos trechos que parecem estar em contraste com as suas crenças, fez-se absolutamente necessário ter uma versão produzida por homens que se ativessem lealmente à Palavra de Deus’ (A Sentinela, 15 de Junho de 1982, pag. 24); ‘As Testemunhas de Jeová reconhecem-se endividadas para com todas as muitas versões da Bíblia que usaram para chegar à verdade da Palavra de Deus. De qualquer modo, todas estas traduções, até à mais recente, têm os seus defeitos. Há incoerências ou versões de trechos não satisfatórias, contaminadas por tradições sectárias ou filosofias mundanas, e portanto não em plena harmonia com as sagradas verdades que Jeová fez escrever na sua Palavra (...) Muitos tradutores da Bíblia (...) abandonando a tradução literal se afastaram muitas vezes da exactidão da original declaração de verdade. Efectivamente corromperam os pensamentos de Deus’ (Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa , Brooklyn 1971, pag. 319, 322); ‘O Comité de Tradução fez uma tradução nova da Bíblia, e isto deu lugar a um texto claro e vivo, permitindo adquirir um mais profundo e satisfatório entendimento da Palavra de Deus’ (ibid. , pag. 321). Não pomos em dúvida que há traduções contaminadas e corrompidas porque sabemos que há; mas também não pomos em dúvida que a Tradução do Novo Mundo é precisamente uma destas; as provas que exibiremos agora o demonstram abundantemente. Faremos referência às edições em português da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas de 1967 e de 1984; quando não for especificada, a edição é a de 1984.

 

A divindade de Cristo

Como vimos antes, há muitas passagens das Escrituras que testificam de uma maneira ou de outra que Jesus Cristo é Deus, mas os tradutores dentre as Testemunhas de Jeová, para sustentar que Jesus não é Deus mas apenas uma criatura de Deus, contorceram não poucas passagens; de facto na sua Bíblia encontramos muitas passagens que testificam a divindade de Cristo traduzidas de uma maneira errada. Na verdade, temos que dizer que a New World Bible Translation Committee ao traduzir as sagradas Escrituras usou a astúcia da antiga serpente porque conseguiu fazer dizer à Escritura aquilo que ela não diz, isto é, que Cristo não é igual a Deus e por isso não é Deus; ela adulterou a Palavra de Deus para adaptá-la às perversas doutrinas enunciadas pela Torre de Vigia. 

• A sagrada Escritura diz em João: "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus" (João 1:1). Transliterado em grego este versículo é: "En arche(i) en ho Logos, kai ho Logos en pros ton Theon, kai Theos en ho Logos". 

A sua tradução diz em contrapartida: ‘No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era um deus’. É de notar porém que a versão de 1967 é diferente, de facto diz: ‘...a Palavra era deus’. Neste caso eles acrescentaram o artigo ‘um’ e o deus minúsculo para fazer parecer Cristo, a Palavra feita carne, um deus inferior ao único e verdadeiro Deus, e não o Deus que é de eternidade a eternidade. É bom recordar que o facto de a Palavra nesta passagem ser definida pelas Testemunhas de Jeová ‘um deus’ em vez de Deus, é desmentido não só pelo texto original grego (que diz: ... kai Theos en ho Logos = e Deus era a Palavra) mas pela própria Escritura. Porquê? Porque se Jesus fosse um deus como elas afirmam, isto significa que no princípio com o único verdadeiro Deus, que é de eternidade a eternidade, havia um deus inferior a ele e que mediante este deus inferior foram feitas todas as coisas, e isso é desmentido por estas palavras escritas nos Salmos: "Pela palavra do Senhor foram feitos os céus" (Sal. 33:6) (a Palavra portanto não pode ser um deus inferior a Deus ou um outro deus mas tem que ser forçosamente Deus porque nós sabemos que está escrito que foi Deus a criar no princípio os céus e a terra e não um outro deus inferior a ele); e também por estas palavras escritas em Isaías: "Eu sou o Senhor que fiz todas as coisas, que sozinho estendi os céus, e espraiei a terra (quem estava comigo?)" (Is. 44:24) (este "quem estava comigo?" testifica que não havia algum outro deus com Deus quando Ele criou os céus e a terra mas só Deus; naturalmente nós sabemos que a Palavra estava com Deus quando este criou os céus e a terra, mas a Palavra era Deus e não um deus, por isso Deus diz ter sozinho estendido os céus). E depois nós dizemos ainda: se todas as coisas foram feitas por intermédio da Palavra e sem ela nada do que foi feito se fez, assim - seguindo o raciocínio das Testemunhas de Jeová - também Jesus Cristo como primeira criatura feita por Deus deveria ter sido feito através da Palavra. Mas isto não pode ser porque antes de ser criado não havia a Palavra sendo ele próprio a Palavra! Portanto ele através de que coisa teria sido feito se não foi feito através da Palavra? Como se pode bem ver não se pode admitir que a Palavra, antes de se fazer carne, era um deus feito por Deus num longínquo passado porque isso anularia a Escritura que diz que todas as coisas foram feitas por intermédio dela e sem ela nada foi feito. Na verdade, teria que se dizer que todas as criaturas, excepto o Filho de Deus, foram feitas através da Palavra!! Mas como justificam as Testemunhas de Jeová esta sua distorção? Desta maneira: ‘..Na realidade no texto grego o termo ‘Deus’ na primeira ocorrência está precedido do artigo determinativo ho, ‘o’, enquanto na segunda ocorrência está sem artigo. Outras traduções dão a ideia de modo correcto. A versão interlinear do Emphatic Diaglott diz: ‘No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e um deus era a Palavra (...) Estas versões apoiariam o facto que Jesus, sendo o Filho de Deus que Deus usou ao criar todas as outras coisas..., é positivamente um ‘deus’, um poderoso, mas não o Deus Todo-Poderoso (...) de facto a tradução de Moffatt diz: ‘O Logos era divino’. A American Translation tem: ‘A Palavra era divina’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. II, pag. 490). Começamos por rebater que o facto de não haver o artigo determinativo ho = ‘o’ antes de Deus na segunda parte deste versículo não significa que este Deus não precedido do artigo seja um Deus inferior por natureza ao Deus precedido pelo artigo determinativo, porque há outras passagens no mesmo Evangelho escrito por João onde a palavra Deus não é precedida pelo artigo determinativo e indica sempre o único verdadeiro Deus e não um outro deus. Por exemplo, quando pouco depois, João fala dos que têm o poder de se tornarem "filhos de Deus" (João 1:12) o grego tem tekna theou , e quando diz que "nasceram…de Deus" (João 1:13) o grego tem ek theoou egenneetheesan. Como é que então as Testemunhas de Jeová nestes casos colocaram também elas ‘filhos de Deus’ e ‘nasceram…de Deus’ não tendo em conta este seu raciocínio sobre o artigo determinativo antes de Deus? Por que não traduziram ‘filhos de um deus’ e ‘nasceram de um deus’ como o seu raciocínio impunha? A razão é clara: estas traduções fiéis do grego não anulavam nenhuma sua doutrina, enquanto o traduzir as palavras de João kai Theos en ho Logos com "e Deus era a Palavra" não correspondia com a sua heresia que Jesus não é Deus, e portanto tiveram que adulterá-las. Por quanto diz respeito às traduções por elas mencionadas para sustento da sua distorção, dizemos que a versão interlinear do Emphatic Diaglott é citada pela Torre de Vigia porque quem publicou originariamente essa versão em 1864, a saber, Benjamin Wilson, tinha acerca de Cristo ideias erradas semelhantes às da Torre de Vigia. Por quanto diz respeito às traduções Moffat e American Translation onde em vez de "a Palavra era Deus" lê-se que a ‘Palavra era divina’, também estas traduções estão erradas porque João não disse: ‘kai theios [ 25 ] en ho logos ‘e divina era a Palavra’, mas sim: kai theos en ho logos (e Deus era a Palavra). Em outras palavras Theos não significa ‘divina’ mas ‘Deus’, e por isso a tradução correcta é "e a Palavra era Deus". Queremos por fim dizer que quando João diz que a Palavra era Deus, isto é, que Jesus Cristo era Deus desde o princípio, não pretende dizer que ele é o único verdadeiro Deus que criou todas as coisas e por isso fora dele não há outro Deus, mas apenas que ele era da mesma natureza de Deus Pai e co-eterno com Ele. Notai, com efeito, que está dito também que a Palavra estava com Deus. Em outras palavras queremos dizer que Jesus, embora fosse o Filho que estava no seio do Pai, era Deus juntamente com seu Pai desde sempre. Ele, isto é, a Palavra de Deus, no céu era um ser distinto de Deus Pai, mas juntamente com ele Deus, e por isso juntamente com ele Criador de todas as coisas. Eis por que João não colocou o artigo antes de Deus, quando diz: "e Deus era a Palavra", para distinguir a Palavra do Pai. Em outras palavras para testificar que a Palavra não é toda a Divindade mas parte d`Ela. Se ele colocasse o artigo ‘ho’ (o) antes de ‘Theos’ (Deus) faria entender que a Palavra era Deus Pai e se contradiria porque pouco antes tinha dito que Ela estava com (ou junto de) Deus (Pai), e depois diz que "a Palavra se fez carne" (João 1:14). Não pondo o artigo não caiu em nenhuma contradição porque Ele afirmou que a Palavra era Deus juntamente com o Pai, era um Ser divino distinto do Pai mas ao mesmo tempo um com o Pai, isto é, da mesma natureza do Pai. 

• A sagrada Escritura diz em Tito: "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus..." (Tito 2:13).  

A sua tradução recita em contrapartida assim: ‘Ao passo que aguardamos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande Deus e [do] Salvador de nós, Cristo Jesus’. Neste caso acrescentaram o artigo ‘do’, fazendo perceber que do céu aparecerão tanto Deus como Jesus Cristo. Como podeis ver, assim como foi deformada esta passagem, parece que Jesus Cristo não é o nosso grande Deus. 

• No Evangelho escrito por João está escrito que Jesus disse aos Judeus: "Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8:58). 

Na sua versão lê-se em contrapartida: ‘Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido’. Também aqui os astutos tradutores colocando ‘eu tenho sido’ procuraram anular a verdade, a saber, que Jesus Cristo é eterno com o Pai e portanto não pode ser uma criatura. As raposas sabiam que se traduzissem correctamente o texto grego (que transliterado é: prin Abraam genesthai egó eimí = antes que Abraão fosse eu sou) ficariam depois perante um problema, a saber, o de provar que aquele que disse "Eu sou" aos Judeus não podia ser considerado como Aquele que disse a Moisés na sarça ardente ser o "Eu sou" (Ex. 3:14). Rapidamente e sem nenhum temor de Deus essas raposas distorceram as palavras de Jesus. É claro que as palavras ‘eu tenho sido’, embora não sejam as certas, não anulam a preexistência de Jesus mas é também verdade que elas não exprimem a preexistência do Filho de Deus da mesma maneira que fazem as palavras "eu sou". Elas fazem sim perceber que Jesus Cristo existia antes de Abraão, mas deixam sempre às Testemunhas de Jeová a possibilidade de afirmar que o Filho existia antes de Abraão mas não é eterno porque em algum tempo na eternidade foi também ele criado. Enquanto as palavras "eu sou" fazem perceber que o Filho nunca teve um princípio antes que descesse do céu.  

• Em João está escrito: "Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Disse-lhes Jesus: Muitas obras boas da parte de meu Pai vos tenho mostrado; por qual destas obras ides apedrejar-me? Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfémia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus" (João 10:30-33). Os Judeus perseguiam Jesus e queriam matá-lo porque "dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" (João 5:18), mas aliás Jesus dizia a verdade porque Ele era Deus. 

Mas como distorceram a passagem referida os falsificadores das Escrituras? Desta maneira: ‘Eu e o Pai somos um. Mais uma vez, os judeus apanharam pedras para o apedrejarem. Jesus replicou-lhes: "Eu vos apresentei muitas obras excelentes da parte do Pai. Por qual destas obras me apedrejais?" Os judeus responderam-lhe: "Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfémia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus’. Mais uma vez encontramos este ‘um deus’ inventado pelas Testemunhas de Jeová para fazer crer às pessoas que Jesus não era Deus mas um deus. Mas os homens abomináveis esqueceram-se que se Jesus se tivesse definido um deus os Judeus não procurariam apedrejá-lo porque não teria blasfemado contra Deus. Completamente falsa é também a explicação que as Testemunhas de Jeová dão às palavras de João de que os Judeus procuravam matar Jesus porque se fazia igual a Deus. Elas dizem que os Judeus ‘como erravam ao definir Jesus um violador do Sábado, erravam também ao afirmar que Jesus se fizesse igual a Deus por chamar Deus de seu próprio Pai’ ( A Sentinela , 15 de Fevereiro de 1975, pag. 110). Mas não pode ser que os Judeus erravam em pensar que Jesus se fazia igual a Deus, porque na verdade perceberam bem que Jesus chamando a Deus seu Pai se fazia igual a Deus. Em outras palavras, ainda que neste caso Jesus não tenha dito explicitamente ser igual a Deus o fez perceber muito bem aos Judeus. Para os Judeus quem se proclamava Filho de Deus se fazia igual a Deus e não inferior a Deus; portanto Jesus, para eles, dizendo ser Filho de Deus ou chamando a Deus seu Pai blasfemava porque segundo a lei ninguém é igual a Deus mas todos são inferiores a Deus. Em outras palavras para os Judeus merecia a morte quem se proclamava Filho de Deus ou chamava a Deus seu Pai porque se fazia igual a Deus, de facto diante de Pilatos eles lhe disseram: "Nós temos uma lei, e segundo esta lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus" (João 19:7). Esta é a razão pela qual quando o Sumo Sacerdote ouviu Jesus responder ser o Filho do Deus Bendito rasgou as suas vestes e disse que ele tinha blasfemado e todos o condenaram como réu de morte; porque Ele se tinha feito igual a Deus segundo eles. E não inferior a Deus como dizem as Testemunhas de Jeová; doutra forma por que razão os Judeus o condenariam? Em suma, os Judeus pensavam bem que Jesus declarando-se Filho de Deus se fazia igual a Deus, mas agiram mal em condená-lo. Em contrapartida as Testemunhas de Jeová pensam mal em considerar Jesus inferior a Deus no sentido que não pode ser igual a Deus e agem igualmente mal em definir no erro aqueles que crêem que Jesus Cristo é Deus.  

• No Evangelho escrito por João lemos: "Respondeu-lhe Jesus:... Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" (João 14:9).  

Mas na sua versão lê-se: ‘Quem me tem visto, tem visto [também] o Pai. Como é que dizes: ‘Mostra-nos o Pai? ’. Esse ‘também’ inexistente no texto original altera a frase porque desta maneira a Torre de Vigia faz dizer a Jesus que quem o viu a ele viu não o Pai, mas também o Pai. Mas não está porventura escrito que Jesus "é a imagem do Deus invisível" (Col. 1:15) e "a expressa imagem do seu Ser" (Heb. 1:3)? Mas não se dão conta das contradições em que caem as Testemunhas de Jeová quando lêem estas passagens distorcidas pelos seus dirigentes? E assim pela enésima vez às Testemunhas de Jeová, mediante uma distorção das palavras de Jesus, é ocultada essa estreita união que há entre o Filho e o Pai, que faz dos dois um só Deus. 

• No livro dos Actos dos apóstolos entre as palavras que Paulo dirigiu aos anciãos da igreja de Éfeso estão estas: "Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue" (Actos 20:28). 

Enquanto na sua tradução lê-se assim: ‘Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio [Filho]’. Neste caso, acrescentando primeiro ‘do’ (sem parênteses), e depois ‘Filho’ (entre parênteses) conseguiram fazer dizer implicitamente à Escritura que Jesus não é Deus. Com efeito, enquanto das fiéis palavras de Paulo se evidencia claramente que Cristo é Deus, das palavras de Paulo contorcidas emerge que Jesus não é Deus. 

• No mesmo livro dos Actos dos apóstolos a propósito da morte de Estêvão está escrito: "Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado" (Actos 7:59-60). Ora, Estêvão antes de morrer teve uma visão porque viu "os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus" (Actos 7:56), e enquanto era apedrejado dirigindo-se ao Senhor Jesus lhe disse que recebesse o seu espírito [ 26 ]. Mas além disso lhe disse também que não imputasse aquele pecado aos Judeus que o apedrejavam, portanto por duas vezes dirigiu uma invocação directamente a Jesus. Notai que na segunda invocação de Estêvão dirigida ao Senhor Jesus ele lhe pediu que não imputasse aos seus assassinos aquele pecado, o que demonstra que Estêvão cria que Jesus podia também não imputar o pecado ao homem, e portanto ele cria que Jesus era Deus. Por que dizemos isto? Porque Davi nos Salmos diz a Deus: "Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade" (Sal. 32:2) (Paulo cita este versículo aos Romanos assim: "Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado" [Rom. 4:8]), por isso só Deus tem o poder de não imputar o pecado ao homem. 

Mas que fizeram as raposas? Mudaram a segunda invocação assim: ‘Jeová, não lhes imputes este pecado’, fazendo crer que Estêvão se tenha dirigido a Deus e não ao seu Filho que estava em pé à sua direita. No original grego está escrito Kyrie, isto é, ‘Senhor’ mas eles para evitar a todo o custo que os seus leitores pensassem que Estêvão se tivesse dirigido a Jesus, e que portanto Ele possuía  o poder de não imputar o pecado como o tem o Pai, o fizeram desaparecer colocando ali ‘Jeová’  

• Pedro em casa de Cornélio disse de Jesus Cristo: "Este é o Senhor de todos" (Actos 10:36). 

Enquanto na sua versão lê-se: ‘Este é Senhor de todos [os demais]’. Assim mediante este ‘os demais’ colocado entre parênteses diminuem o Senhorio de Cristo porque o fazem inferior ao Senhorio de Deus. 

• Na carta aos Romanos está escrito: "De quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém" (Rom. 9:5). 

Enquanto na sua ‘tradução’ das Escrituras lê-se: ‘A quem pertencem os antepassados e de quem [procedeu] o Cristo segundo a carne: Deus, que é sobre todos, [seja] bendito para sempre. Amém’. Neste caso adulteraram o significado do versículo mudando-lhe a pontuação (colocando dois pontos após "segundo a carne") e colocando entre parênteses aquele ‘seja’. Notai, de facto, que da maneira como se lê na sua versão Cristo não é o Deus que é bendito eternamente. 

• Na epístola aos Hebreus está escrito: "Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos.." (Heb. 1:8). 

Mas na Tradução do Novo Mundo lê-se: ‘Mas, com referência ao Filho: "Deus é o teu trono para todo o sempre’. Notai como desta maneira eles definiram Deus o trono sobre o qual está sentado o Filho! Isto é uma absurdidade porque dado que o trono é inferior àquele que se senta nele eles fazem passar o Filho como superior a Deus Pai! Desta vez na tentativa de diminuir o Filho, o fizeram nada menos do que superior ao Pai! 

• Ainda nesta carta está escrito: "E outra vez, quando introduz no mundo o primogénito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem" (Heb. 1:6). Portanto, como é sabido que só Deus deve ser adorado pelos anjos, segue-se que também o Filho é Deus e não pode ser inferior a Deus. Ele não pode ser uma criatura porque aos anjos está ordenado adorarem só a Deus conforme está escrito: "Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos!" (Sal. 148:2) e ainda: "Bendizei ao Senhor, vós anjos seus..." (Sal. 103:20), e de facto isso é o que fazem no céu conforme está escrito: "E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e acções de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém" (Ap. 7:11-12).  

Mas que fizeram os manipuladores das Escrituras? Distorceram estas palavras tornando-as assim: ‘Mas, ao trazer novamente o seu Primogénito à terra habitada, ele diz: "E todos os anjos de Deus lhe prestem homenagem’. Porquê? Ainda para não fazer parecer Jesus o Deus que é digno de ser adorado. Eles, sabendo que a adoração é devida só a Deus enquanto a homenagem se pode prestar a qualquer pessoa importante distorceram as referidas palavras. Sabei porém que na versão de 1967 a tradução desta passagem estava correcta; mas provavelmente no curso do tempo os seus tradutores se deram conta que como ela testificava a divindade de Cristo Jesus era necessário manipulá-la como as outras. Mas como justificam esta enésima distorção as Testemunhas de Jeová? Dizendo que a palavra grega proskuneo não significa sempre ‘adorar’ mas significa também ‘prostrar-se, dobrar-se, inclinar-se, prestar homenagem’. E isso é verdade. De facto, proskuneo é traduzido assim (com ‘prostrar-se’) algumas vezes como nestas: "Então, o servo, prostrando-se reverente (proskuneo ), rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei" (Mat. 18:26), ".. eis que os farei vir e prostrar-se (proskuneo ) aos teus pés..." (Ap. 3:9). Mas este mesmo verbo grego é usado também quando significa adoração dirigida a Deus como por exemplo quando Jesus disse a Satanás: "... Ao Senhor teu Deus adorarás (proskuneo) ..." (Mat. 4:10), quando o anjo disse a João: "Adora (proskuneo ) a Deus" (Ap. 22:9), e em muitas outras passagens. Portanto, o facto de este verbo quando é usado em referência a Jesus, para os dirigentes da Torre de Vigia ele significar, ‘prostrar-se ou prestar homenagem’ e não ‘adorar’ significa apenas que eles quiseram fazer dizer à Palavra aquilo que eles querem, a saber, que os anjos (e as pessoas) devem prostrar-se diante de Jesus mas não adorá-lo porque ele não é Deus mas apenas uma criatura de um mais alto grau do que eles (de maneira que - segundo esta gente - quem adora Jesus se faz culpado de idolatria!). E assim tiram a Cristo a adoração que lhe é devida pelos anjos por ordem de Deus; atenção que esta adoração lha tiram na teoria, aparentemente diante das pessoas, mas não nos factos, porque no céu os anjos de Deus adoram Cristo Jesus e continuarão a fazê-lo pela eternidade. Isto demonstra que ainda que os homens contorçam as Escrituras fazendo-lhes dizer aquilo que eles querem, a Palavra de Deus saída da sua boca permanece estável para sempre. Pode ter sido adulterada, manipulada, mas a original saída da boca de Deus permanece sempre igual no curso dos séculos. Em outras palavras mesmo que uma promessa ou uma ordem de Deus seja modificada Deus continua a cumprir sempre a verdadeira promessa, e confirmará a verdadeira ordem e nunca a manipulada pelos homens para os seus interesses [ 27 ].

• Em Mateus está escrito: "E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram" (Mat. 2:11), enquanto na sua versão lê-se: ‘E, ao entrarem na casa, viram a criancinha com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, prestaram-lhe homenagem’. 

Ainda em Mateus está escrito: "E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram" (Mat. 28:9), mas os seus tradutores puseram: ‘Elas aproximaram-se e agarraram-no pelos pés, e prestaram-lhe homenagem’

Também a outra passagem de Mateus que diz: "Quando o viram, o adoraram" (Mat. 28:17), sofreu uma modificação na sua versão porque diz: ‘Quando o viram, prestaram-lhe homenagem’. 

Estas três passagens do Evangelho escrito por Mateus estavam adulteradas também na versão de 1967. Também nestes casos, sabendo que a adoração deve ser dirigida só a Deus, enquanto a homenagem se pode prestar a qualquer pessoa importante eles puseram ‘prestaram-lhe homenagem’ em vez de "o adoraram". As Testemunhas de Jeová recusam-se a adorar Jesus, mas como vimos por estas passagens da Escritura supracitadas é perfeitamente escritural; o fizeram antes de nós os antigos discípulos e o fazem continuamente os anjos de Deus no céu. E porquê? Porque Jesus é Deus e não uma criatura. 

• Na carta aos Coríntios está escrito: "Todos comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da rocha espiritual que os acompanhava; e a rocha era Cristo" (1 Cor. 10:3-4). 

Enquanto na sua tradução lê-se: ‘E essa rocha significava o Cristo’. 

• Ainda nesta epístola lê-se: "... E não tentemos o Senhor, como alguns deles o tentaram, e pereceram pelas serpentes" (1 Cor. 10:9. A King James Version e a edição Corrigida Fiel de J.F.Almeida têm ambas "Cristo" e não "Senhor"). Como se pode bem ver a Escritura nos alerta para que não tentemos Cristo, o Senhor. Portanto Jesus Cristo é Deus porque na lei está dito: "Não tentareis o Senhor vosso Deus..." (Deut. 6:16). 

Mas na versão da Torre de Vigia lê-se: ‘Nem ponhamos Jeová à prova, assim como alguns deles [o] puseram à prova, só para perecerem pelas serpentes’. Mais uma vez um Jeová que não existe no original colocado no lugar de Senhor. O objectivo é evidente; não fazer crer que Cristo é Deus. 

• Paulo diz aos Filipenses: "Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação o ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens..." (Fil. 2:5-7). Ora, com estas palavras Paulo testificou pela enésima vez a Divindade de Cristo porque afirma que Jesus Cristo antes de vir a este mundo era em forma de Deus, isto é, da mesma substância de Deus, em outras palavras Ele era igual a Deus. Mas embora fosse igual a Deus, Ele não estimou que esta sua igualdade a Deus devesse ser retida por ele com avidez, isto é, não pensou em reter a todo o custo a sua natureza divina recusando-se a assumir também a natureza humana. E, de facto, este seu sentimento o demonstrou humilhando-se. De que maneira? Tomando a forma de servo (permanecendo quanto à natureza divina igual a Deus) e fazendo-se semelhante aos homens para morrer na cruz por todos nós. Portanto Aquele que era igual a Deus desde toda a eternidade não recusou deixar a sua glória no céu, não recusou participar do sangue e da carne como participamos nós, mas esteve disposto até a ser feito por um pouco de tempo pouco menor do que Deus (quanto à sua natureza humana) assumindo a forma de servo e de homem por amor a nós. Com este seu comportamento o Filho de Deus nos mostrou o que significa humilhar-se para que nós sigamos o seu exemplo. 

Mas que fizeram neste caso os manipuladores das Escrituras? Obscureceram estas palavras de Paulo fazendo-lhe dizer uma coisa diferente. Eis, de facto, como se lêem na sua versão de 1984: ‘Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus, o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens..’. Desta maneira (dizendo ‘não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus’) eles fazem crer às pessoas que Jesus não era igual a Deus e que ele não procurou usurpá-lo fazendo-se igual a Ele. Em outras palavras, segundo a sua arbitrária tradução destas palavras, Jesus não se comportou como o diabo o qual era inferior a Deus mas procurou usurpá-lo porque queria tornar-se igual a Deus dizendo: "Serei semelhante ao Altíssimo" (Is. 14:14)! Mas o Filho nunca teve nenhuma ambição do género em si mesmo ou, melhor dizendo, Ele não podia tê-la porque Ele antes da fundação do mundo já era igual a Deus. Eis mais uma prova de como os homens ignorantes e abomináveis contorcem para sua perdição as coisas difíceis de entender que estão contidas nas epístolas de Paulo. Como se vê também por esta sua astuta distorção os tradutores da Bíblia desta seita procuraram de todas as maneiras anular as passagens que falam da igualdade do Filho com o Pai. 

• Na mesma epístola está escrito pouco depois: "Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome" (Fil. 2:9); portanto o nome de Jesus Cristo é um nome que está acima de todo o nome (isto é confirmado pelas seguintes Escrituras: "Ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, acima de todo o principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro" (Ef. 1:20-21); e: "Assentou-se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles" [Heb. 1:3-4]) e como só Deus possui um nome que está acima de todo o nome, por conseguinte, Jesus é Deus. 

Mas as Testemunhas de Jeová, não lhes agradando as passagens da Escritura que testificam de uma maneira ou de outra que Jesus Cristo é igual a Deus e por isso Deus, tornaram as palavras de Paulo aos Filipenses assim: ‘Por esta mesma razão, também, Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo [outro] nome’. Tornaram o texto menos forte; elas acrescentaram entre parênteses a palavra ‘outro’, para evitar que os leitores da sua Bíblia pensem que Jesus é Deus porque possui um nome que é sobre todo o nome. Também neste caso importa dizer que com este acréscimo fazem parecer Jesus simplesmente como uma criatura de Deus que recebeu de Deus um nome que está acima do nome de qualquer outra criatura de Deus. Lembrai-vos que o objectivo a que se tinham proposto os ‘tradutores’ da sua Bíblia, não era o de traduzir fielmente os textos originais; porque eles partiam do pressuposto que Jesus Cristo não podia ser Deus pois segundo eles isso era irracional, e por isso os textos que directamente ou indirectamente testificavam a divindade d`Ele deviam ser adaptados à sua aberrante convicção segundo a qual Jesus é a primeira criatura de Deus e não o Criador que é bendito eternamente. 

• Na epístola de Pedro está escrito: "Indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Ped. 1:11). Desta maneira o apóstolo afirma implicitamente que o Espírito Santo de Deus que estava nos profetas e que moveu os profetas a falar dos sofrimentos que a Cristo haviam de vir e da glória que se lhes havia de seguir era também o Espírito de Cristo. 

Mas isto não agrada às Testemunhas de Jeová que procuram anular a Divindade de Cristo e de facto na sua Bíblia lê-se: ‘Eles investigaram que época específica ou que sorte de [época] o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam’. Desta maneira o leitor da sua Bíblia não pode ler que o Espírito que estava nos profetas era de Cristo porque eles colocaram no lugar de "o Espírito de Cristo" ‘o espírito neles indicava a respeito de Cristo’. 

• Na carta de Paulo aos Colossenses está escrito: "Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Col. 2:9).  

Enquanto na sua versão lê-se: ‘Porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina’. Neste caso eles substituíram "a plenitude da divindade" com ‘a plenitude da qualidade divina’ pondo ‘qualidade divina’ no lugar de "divindade", e isto ainda para não fazer parecer Cristo Deus. 

• Ainda na carta aos Colossenses está escrito: "O qual é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas" (Col. 1:15-17). Da forma como Paulo escreveu emerge que Cristo Jesus é Deus e que por ele foram criadas todas as coisas, como diz também João quando testifica: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dela, e sem ela nada do que foi feito se fez" (João 1:3). 

Mas que fizeram os ‘tradutores’ dentre as Testemunhas de Jeová? Tornaram as palavras de Paulo assim: ‘Ele é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação; porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, quer sejam tronos, quer senhorios, quer governos, quer autoridades. Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele. Também, ele é antes de todas as [outras] coisas e todas as [outras] coisas vieram a existir por meio dele’. Como podeis ver eles, antes da palavra "coisas", colocaram a palavra ‘outras’ entre parênteses, e isto o fizeram em todos os quatro casos em que a palavra "coisas" é mencionada. Porquê este acréscimo? Porque pondo outras coisas fazem parecer que Deus criou primeiro Cristo Jesus e depois que por intermédio dele criou todas as ‘outras coisas’. Assim fazem passar pela enésima vez Cristo Jesus por uma criatura.  

• Na segunda epístola de Pedro está escrito: "Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que connosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (2 Ped. 1:1).  

Enquanto na sua versão lê-se: ‘Simão Pedro, escravo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que obtiveram uma fé, tida por igual privilégio como a nossa, pela justiça de nosso Deus e [do] Salvador Jesus Cristo’. Neste caso eles acrescentaram ‘do’ entre parênteses para não fazer ler ao leitor que Jesus Cristo é tanto o nosso Deus como o nosso Salvador; portanto para anular a divindade de Cristo. 

• Aos Coríntios Paulo diz que os príncipes deste século não conheceram a sabedoria de Deus, "porque, se a conhecessem, nunca crucificariam o Senhor da glória" (1 Cor. 2:8). 

Jesus neste caso é chamado o Senhor da glória, mas os tradutores dentre as Testemunhas de Jeová para não fazer crer que Jesus é o Rei da glória de que se fala nos Salmos (cfr. Sal. 24:7-10), e por isso para não fazer crer que Jesus é o Senhor dos exércitos, modificaram as palavras em ‘pois, se [a] tivessem conhecido, não teriam pregado o glorioso Senhor numa estaca’. Neste caso "o Senhor da glória" passou a ser ‘o Senhor glorioso’. 

• Aos Coríntios Paulo diz: "Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo" (2 Cor. 4:6). 

Mas elas na sua versão alteraram este versículo para levar o leitor a concentrar a sua atenção em Deus e não em Cristo, e para fazer isso fizeram desaparecer a glória de Deus na face de Cristo que é uma prova da divindade de Cristo. Eis, de facto, como se lê na sua versão: ‘Porque é Deus quem disse: "Da escuridão brilhe a luz", e ele tem brilhado sobre os nossos corações, para iluminá-los com o glorioso conhecimento de Deus pelo rosto de Cristo’.

• Na primeira epístola de João está escrito: "E nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 João 5:20). 

Mas na sua versão lê-se: ‘E nós estamos em união com o verdadeiro, por meio do seu Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna’. Neste caso elas deixaram intacta a segunda parte deste versículo, mas adulteraram a primeira para não fazer parecer Jesus Cristo o verdadeiro Deus. Notai de facto que elas desta maneira fazem ler que os crentes estão em união com o verdadeiro, (isto é, com Deus), por meio do seu Filho Jesus Cristo, e não mais que os crentes estão naquele que é o verdadeiro Deus, isto é, no Filho de Deus. 

• No livro do profeta Jeremias está escrito: "Tu és o grande, o poderoso Deus cujo nome é o Senhor dos exércitos" (Jer. 32:18). Estas palavras de Jeremias ligadas com as do profeta Isaías que se referem ao Cristo "Será chamado... Deus Poderoso" (Is. 9:6) fazem claramente perceber que Jesus Cristo é Deus. 

Os tradutores da Torre de Vigia as desvirtuaram tornando-as assim: ‘.... o [verdadeiro] Deus, o Grande, o Poderoso’.

 

A perfeita e estreita unidade do Filho com o Pai  

Agora queria fazer-vos notar como os ‘tradutores’ desta seita modificaram algumas passagens que testificam que Cristo Jesus é o Filho de Deus co-eterno com o Pai e que ele estava estreitamente unido ao Pai também nos dias da sua carne. 

• Em João está escrito: "E a Palavra se fez carne, e habitou entre nós, cheia de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai" (João 1:14). João testificou assim que eles viram a glória de Cristo Jesus que era a glória do unigénito Filho de Deus vindo de junto do Pai. 

Mas como as Testemunhas de Jeová não crêem que o Filho de Deus fosse da mesma substância com o Pai porque consideram a Palavra inferior a Deus e não Deus então elas tornaram estas palavras assim: ‘De modo que a Palavra se tornou carne e residiu entre nós, e observamos a sua glória, uma glória tal como a de um filho unigénito dum pai’. E assim o leitor da sua Bíblia compreende que a glória de Cristo não era a glória do Unigénito Filho de Deus que tinha vindo da parte de Deus, mas uma glória como a que recebe um filho unigénito da parte de seu pai. 

• Na epístola aos Hebreus lê-se: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho..." (Heb. 1:1-2). 

Mas na Tradução do Novo Mundo de 1984 a mesma passagem lê-se assim: ‘Deus, que há muito, em muitas ocasiões e de muitos modos, falou aos nossos antepassados por intermédio dos profetas, no fim destes dias nos falou por intermédio dum Filho...’. Desta maneira os seus tradutores conseguiram atenuar a relação que há entre o Pai e o Filho, porque em vez de "pelo Filho" colocaram ‘por intermédio dum Filho’. Na versão de 1967 o versículo estava traduzido correctamente, de facto lê-se: ‘no fim destes dias nos falou por intermédio do Filho’. 

• Em João está escrito que Jesus disse aos Judeus: "Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai" (João 10:37-38).

Mas na sua versão lê-se: ‘Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Se as faço, porém, mesmo que não me acrediteis, acreditai nas obras, a fim de que saibais e continueis a saber que o Pai está em união comigo e eu em união com o Pai’. Esta distorção se fez necessária para sustentar que Deus Pai não é omnipresente. Ele em outras palavras não podia estar no céu e ao mesmo tempo em Jesus. 

• Ainda em João está escrito que Jesus disse a Felipe: "As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim..." (João 14:10-11). 

Mas na sua versão lê-se: ‘As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece em união comigo, está fazendo as suas obras. Acreditai-me que estou em união com o Pai e que o Pai está em união comigo’. O motivo desta enésima distorção é o mesmo citado anteriormente. 

 

A morte de Cristo na cruz  

Para as Testemunhas de Jeová Cristo não morreu na cruz mas numa estaca; e para sustentar isso os tradutores da sua Bíblia colocaram a palavra estaca ou estaca de tortura no lugar da palavra cruz [ 28 ], como por exemplo nestas passagens. 

• "... vós matastes, crucificando-o (ou pregando-o na cruz) pelas mãos de iníquos" (Actos 2:23) passou a ser: ‘...vós fixastes numa estaca pela mão de homens contrários à lei’.

• "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gal. 6:14) passou a ser: ‘Que nunca ocorra que eu me jacte, excepto da estaca de tortura de nosso Senhor Jesus Cristo". 

A Escritura afirma que Cristo foi pregado na cruz  e não colocado numa estaca porque Pedro, como o já citei acima, no dia de Pentecostes, disse aos Judeus: "A este, que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos" (Actos 2:23). Certo, é verdadeira também a palavra que o mesmo Pedro disse em casa de Cornélio: "Ao qual mataram, pendurando-o num madeiro" (Actos 10:39. Aqui a palavra grega para madeiro é xulon, como também no versículo seguinte aos Gálatas), e a escrita na lei em referência à maldição de que Cristo se carregou: "Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (Gal. 3:13); mas vos recordo que este madeiro em que Jesus foi pendurado era uma cruz e não uma estaca [ 29 ].

 

A vinda de Cristo

Nas Escrituras do Novo Testamento é mencionada diversas vezes a palavra grega parousia que pode ser traduzida com ‘presença’ ou ‘vinda’ conforme o contexto; mas quando é usada em referência ao aparecimento de Cristo é traduzida com ‘vinda’ (Almeida) porque o contexto o permite, e de facto isto é o que fizeram todos os tradutores de Bíblias. Ora, esta palavra grega foi traduzida pelos tradutores da versão Novo Mundo sempre com a palavra ‘presença’, mesmo quando ela está ligada ao aparecimento da glória do nosso Senhor Jesus Cristo. Surge a pergunta: ‘Por que não quiseram traduzir parousia com ‘vinda’ quando ela se refere à vinda de Cristo do céu?’ A resposta é porque a doutrina de Rutherford não lho permitia porque ela afirma que Cristo já voltou em 1914 mas de maneira invisível e portanto ‘a sua segunda presença’ começou desde esse ano. Em outras palavras porque eles queriam provar que a volta de Cristo seria uma invisível ‘presença’ e não um evento visível e glorioso verificável por todos. Eis um versículo em que a palavra parousia foi traduzida correctamente com ‘presença’ sem alterar o significado da frase. Paulo diz aos Filipenses: "E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para vosso progresso e gozo na fé; para que o motivo de vos gloriardes cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha presença (parousia) de novo convosco" (Fil. 1:25-26). Eis, ao contrário, agora dois versículos onde o termo parousia foi oportunamente traduzido com ‘vinda’ em relação à vinda de pessoas. Paulo diz aos Coríntios: "Regozijo-me com a vinda (parousia ) de Estéfanas..." (1 Cor. 16:17); e também: "Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda (parousia) de Tito..." (2 Cor. 7:6).  

Citemos agora alguns versículos em que é mencionada a palavra parousia em referência à segunda vinda de Cristo para fazer compreender como o tê-la traduzido com ‘presença’ fez violência ao significado que tem a palavra no contexto. 

• Mateus diz: "E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda (parousia ) e do fim do mundo?" (Mat. 24:3). Mas na sua versão lê-se: ‘Enquanto estava sentado no Monte das Oliveiras, aproximaram-se dele os discípulos, em particular, dizendo: "Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?’. 

• Paulo diz aos Tessalonicenses: " Ora, quanto à vinda (parousia)  de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso entendimento..." (2 Tess. 2:1-2). Mas na sua versão lê-se: ‘No entanto, irmãos, com respeito à presença de nosso Senhor Jesus Cristo e de sermos ajuntados a ele, solicitamo-vos que não sejais depressa demovidos de vossa razão...’. 

• Em Tiago está escrito: "A vinda (parousia ) do Senhor está próxima" (Tiago 5:8). Mas eles traduziram assim: ‘Porque se tem aproximado a presença do Senhor’. 

• João diz na sua primeira epístola: "E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda (parousia)" (1 João 2:28). Enquanto na sua versão lê-se: ‘Assim, pois, filhinhos, permanecei em união com ele, para que, quando ele for manifestado, tenhamos franqueza no falar e não sejamos envergonhados para nos afastar dele na sua presença’.

• Na segunda epístola de Pedro está escrito: "Virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda (parousia)?..." (2 Ped. 3:3-4). Enquanto os seus tradutores as tornaram assim: ‘Virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: "Onde está essa prometida presença dele?...’. 

Volto a precisar que o ponto sobre o qual importa reflectir é que parousia é bom traduzi-la com ‘presença’ quando o contexto o permite, mas quando está em referência ao aparecimento de Cristo do céu é bom traduzi-la com ‘vinda’ para não alterar o significado do texto. Como podeis ver nos casos aqui supracitados em que as Testemunhas de Jeová traduziram parousia com ‘presença’, pode-se constatar uma alteração do significado do texto, mas aliás isso é o que elas se tinham proposto, fazer crer às pessoas que a volta de Cristo seria uma invisível presença. Em suma, importa reconhecer pela enésima vez que os tradutores da sua Bíblia quando fizeram essa tradução em vez de traduzir fielmente as Escrituras adaptaram as Escrituras às suas perversas doutrinas e se usaram de qualquer meio, de qualquer pretexto, para alcançarem o seu fim desonesto que era o de enganar multidões de pessoas. 

Uma observação deve ser feita por fim acerca da seguinte pergunta que os discípulos dirigiram a Jesus no monte das Oliveiras: "Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua ‘presença’..?", que elas embandeiram continuamente em todas as suas publicações quando falam da volta de Cristo ocorrida em 1914. Ora, elas colocaram ‘presença’ no lugar de "vinda" para fazer parecer que os eventos que Jesus descreveu-lhes na resposta (guerras, pestilências, fomes, terremotos) eram o sinal pelo qual eles perceberiam que ele tinha voltado de maneira invisível, portanto o sinal pelo qual perceberiam que o evento se tinha já verificado. Mas este raciocínio é anulado pelas seguintes palavras que Jesus disse aos seus discípulos ainda nessa resposta: "Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas" (Mat. 24:32-33). Ora, quando se vêem os ramos de uma figueira brotar folhas se percebe que está próximo o verão, mas não que o verão já veio; assim Jesus disse que quando estas coisas fossem vistas suceder ele não tinha já vindo, mas estava para vir. 

 

A personalidade e divindade do Espírito Santo 

Vejamos agora algumas Escrituras respeitantes ao Espírito Santo que os ‘tradutores’ da versão do Novo mundo manipularam para poder sustentar que Ele não é uma pessoa. Antes de examiná-las é necessário dizer que eles colocaram sempre Espírito Santo em minúsculo e nunca em maiúsculo; este gesto não é sem significado. O significado é que eles não consideram o Espírito Santo nem divino e nem uma pessoa a par de Deus e do seu Filho, e o motivo é para fazer parecer aos leitores o Espírito Santo uma coisa e não uma pessoa divina como efectivamente é.  É verdade que nos manuscritos mais antigos do Novo Testamento todas as letras de cada palavra eram maiúsculas e portanto o facto de pôr algumas palavras em maiúsculo e outras em minúsculo é subjectivo por parte dos tradutores; mas o facto de encontrar sempre Espírito Santo em minúsculo precisamente na tradução daqueles que negam a personalidade e a divindade do Espírito Santo com tanta veemência e estultícia não pode passar despercebido. Ele não pode senão reflectir a mentalidade daqueles que fizeram essa tradução. Vejamos agora as passagens por eles adulteradas. 

• No livro do Génesis está escrito: "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" (Gen. 1:2). 

Enquanto na sua versão lê-se: ‘Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força activa de Deus movia-se por cima da superfície das águas’. Como podeis ver, os tradutores da sua Bíblia modificaram a primeira passagem da Escritura que se refere ao Espírito de Deus, pondo ‘a força activa de Deus’ no lugar de "Espírito de Deus". No original hebraico está Ruwach que significa Espírito, e não força activa. 

• Paulo diz a Timóteo: "Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé..." (1 Tim. 4:1).  

Mas na sua versão lê-se: ‘No entanto, a pronunciação inspirada diz definitivamente que nos períodos posteriores de tempo alguns se desviarão da fé...". Neste caso para não fazer ler que o Espírito fala (o que se ajusta a uma pessoa) e anuncia as coisas vindouras o que se ajusta só a Deus conforme está escrito em Isaías: "Quem há, como eu, feito predições ...?" (Is. 44:7) os abomináveis tradutores fizeram desaparecer "o Espírito expressamente diz..." e colocaram ali ‘a pronunciação inspirada diz...’. Em suma nos encontramos diante de uma tradução das Escrituras verdadeiramente manipulada. 

• Paulo diz no fim da segunda epístola aos Coríntios: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2 Cor. 13:15).  

Mas na sua versão lê-se: ‘A benignidade imerecida do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a participação no espírito santo sejam com todos vós’. Como podeis ver na sua tradução no lugar de "do Espírito Santo" foi posto ‘no espírito santo’ quando no original grego está "do" em vez de ‘no’; porquê esta distorção? Para não fazer aparecer o Espírito Santo ao mesmo nível do Pai e do Filho, ou seja, para não fazê-lo parecer uma pessoa mas sim como uma força emanada de Deus. 

• Na primeira epístola de João está escrito: "Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus" (1 João 4:2). 

Mas na sua versão desaparece "o Espírito de Deus", de facto lê-se: ‘Obtendes o conhecimento da expressão inspirada da parte de Deus pelo seguinte: Toda expressão inspirada que confessa Jesus Cristo como tendo vindo na carne origina-se de Deus’. Também aqui a distorção tem como fim o de não atribuir ao Espírito Santo uma personalidade. 

 

A justificação  

No Evangelho escrito por Lucas na parábola do Fariseu e do publicano está escrito que Jesus disse a propósito do publicano que tinha implorado a Deus para que tivesse piedade dele, à diferença do Fariseu que se tinha exaltado porque se considerava justo: "Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele..." (Lucas 18:14); o que significa que o publicano voltou para casa justificado enquanto o Fariseu não. 

Mas na Bíblia das Testemunhas de Jeová lê-se: ‘Digo-vos: Este homem desceu para sua casa provado mais justo do que aquele homem...’. O que significa que os dois desceram para casa justificados, só que o publicano foi mais justificado do que o outro. Mas isto não pode ser porque só um dos dois desceu para sua casa justificado - mais precisamente o publicano - porque só um dos dois se humilhou; o outro, isto é, o Fariseu não pôde descer para casa justificado de nenhuma maneira porque se tinha exaltado e Deus o tinha humilhado. Nós não sabemos o motivo exacto desta manipulação; mas conhecendo a doutrina sobre a justificação das Testemunhas de Jeová, segundo a qual na prática os 144.000 são mais justificados do que as ‘outras ovelhas’ perante Deus podemos supor que o motivo seja este; isto é, fazer parecer verdadeira esta sua aberrante doutrina sobre a justificação. Doutra forma não se explica a razão da inserção deste erro na sua Bíblia.  

 

A salvação 

• Na epístola de Paulo aos Romanos está escrito: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rom. 10:13); e nós sabemos que Jesus Cristo é o Senhor que salva aquele que o invoca e portanto ele é o Deus poderoso para salvar a quem pertence a salvação. 

Mas na Bíblia das Testemunhas de Jeová lê-se: ‘Todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo’. Desta maneira desaparece o Senhor Jesus e o seu lugar é tomado por Deus. Não que Deus não salve, mas nesse lugar está Senhor em referência a Jesus porque pouco antes Paulo tinha dito: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rom. 10:9) o que significa que para ser salvo é necessário invocar Cristo o Senhor, com efeito, pouco depois diz o apóstolo que com a boca se faz confissão para a salvação. 

• Ainda nesta epístola está escrito: "Com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" (Rom. 10:10). Aquilo que é necessário crer é que Deus ressuscitou dentre os mortos Jesus, enquanto aquilo que é necessário confessar é que Jesus é o Senhor. Quem crê e confessa estas coisas é justificado e salvo dos seus pecados. 

Mas na versão da Torre de Vigia lê-se: ‘Porque com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação’. Porquê colocar ‘se faz declaração pública’ em vez de ‘se faz confissão’? Para infundir a ideia nas Testemunhas de Jeová que se quiserem ser salvas de Armagedom devem andar de casa em casa a pregar a mensagem da Torre de Vigia. Com efeito, para a Torre de Vigia para ser salvo é necessário fazer esta obra de declaração pública. No fim da sua Bíblia de 1987 (Ed. Italiana) entre os Assuntos bíblicos de conversação na palavra ‘Testemunho’ na letra A é dito ‘Todo o cristão deve testemunhar, anunciar a boa notícia’ e para sustentar que ‘declaração pública traz salvação’ é citado precisamente Romanos 10:10. Atenção, não é que com isto neguemos que os crentes devam testemunhar do Senhor e da palavra da sua graça; mas apenas que as palavras de Paulo sobre a confissão não têm o significado que lhes dão as Testemunhas de Jeová. Porque como se obtém a justiça no próprio momento em que se crê com o coração que Deus ressuscitou dentre os mortos Jesus, assim se é salvo dos pecados no próprio momento em que se faz confissão que Jesus é o Senhor. Que esta foi uma outra hábil distorção do grego é provado pelo facto de o verbo grego homologeo que significa ‘confessar’ ou ‘reconhecer’, que está presente em Romanos 10:10 e que eles traduziram com ‘fazer declaração pública’, nestes outros versículos do Novo Testamento ter sido por eles traduzido com confessar: ‘Se confessarmos (homologeo) os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a injustiça’ (1 João 1:9); ‘Quem confessa (homologeo) o Filho, tem também o Pai’ (1 João 2:23); ‘Todo aquele que faz a confissão (homologeo ) de que Jesus Cristo é o Filho de Deus....’ (1 João 4:15). Na passagem aos Romanos traduzir o verbo homologeo com ‘fazer declaração’ até se poderia aceitar, mas com esse ‘pública’ colocado depois de ‘fazer declaração’ a tradução resulta infiel e as palavras de Paulo assumem um outro significado. De facto, enquanto da tradução correcta se evidencia que para ser salvo do pecado é necessário confessar que Jesus Cristo é o Senhor - coisa que se pode fazer tanto em privado (por exemplo no próprio quarto sozinho) como publicamente (por exemplo em ocasião de uma reunião de culto em que há outros que nos ouvem) -, da tradução infiel das Testemunhas de Jeová resulta que para ser salvo (da batalha de Armagedom) é preciso andar de casa em casa a ‘fazer declaração pública’ da mensagem da Torre de Vigia. 

 

A permanência de Cristo Jesus em nós  

Eis como os ‘tradutores’ das Testemunhas de Jeová modificaram algumas passagens da Escritura para não fazer crer que Cristo permanece nos crentes porque segundo elas também isto é irracional. Aliás, se para elas Deus não é omnipresente como poderia sê-lo o seu Filho que para elas é ‘um deus’? 

• "Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós... Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto" (João 15:4,5) passou a ser: ‘Permanecei em união comigo, e eu em união convosco...Quem permanece em união comigo, e eu em união com ele, este dá muito fruto’. 

• "Estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gal. 2:20) tornou-se: ‘Estou pregado na estaca junto com Cristo. Quem vive não sou mais eu, mas é Cristo quem está vivendo em união comigo..". 

• "Se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça" (Rom. 8:10) tornou-se: ‘Se, porém, Cristo está em união convosco, o corpo, deveras, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça’. 

• "Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós?" (2 Cor. 13:5) tornou-se: ‘Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em união convosco?’. 

 

A verdade de Cristo em nós  

• Na segunda epístola aos Coríntios lê-se: "Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será tirada nas regiões da Acaia" (2 Cor. 11:10). 

Mas na sua versão lê-se: ‘É verdade de Cristo, no meu caso, que não se fará parar esta jactância minha nas regiões da Acaia’. 

 

O testemunho de Deus em nós mesmos  

Na primeira epístola de João lê-se: "Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho..." (1 João 5:10). 

Mas na sua Bíblia lê-se: ‘Quem deposita a sua fé no Filho de Deus, este tem o testemunho no seu próprio caso...’. Desta maneira a Torre de Vigia não faz ler que todo aquele que crê em Cristo tem o testemunho de Deus no seu próprio coração, porque fez desaparecer "em si mesmo". E depois: mas que significa ‘tem o testemunho no seu próprio caso’? Julgamos que esta distorção tenha sido feita para sustentar que o testemunho dado aos 144.000 e às ‘outras ovelhas’ é diferente um do outro. Com efeito, os primeiros sabem - em virtude do testemunho do Espírito nos seus corações - ser parte do ‘pequeno rebanho’, enquanto os outros, ainda que exerçam fé em Jesus como os 144.000 não têm este mesmo testemunho, mas um outro, aquele que indica a sua posição, que diz que eles não são parte do ‘pequeno rebanho’ mas da ‘grande multidão’. 

 

A predestinação  

• Na epístola aos Romanos está escrito: "Portanto, tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece" (Rom. 9:18). 

Mas na sua versão lê-se: ‘Assim, pois, ele tem misericórdia de quem quiser, mas deixa ficar obstinado a quem quiser’. Como se pode bem ver a segunda parte deste versículo foi corrompida porque pela sua leitura não se compreende que é Deus a endurecer a quem quer. Esse ‘deixa ficar obstinado a quem quiser’ é muito menos forte do que "a quem quer endurece", porque indica que o seu coração se endurece por si e não que ele se endurece porque Deus o endurece. O verbo grego usado por Paulo neste versículo é skleruno que significa ‘endurecer’ ou ‘tornar obstinado’. 

• Ainda aos Romanos está escrito: "E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Rom. 9:22-24). 

Mas na sua versão lê-se: ‘Se Deus, pois, embora tendo vontade de demonstrar o seu furor e de dar a conhecer o seu poder, tolerou com muita longanimidade os vasos do furor, feitos próprios para a destruição, a fim de dar a conhecer as riquezas de sua glória nos vasos de misericórdia, que ele preparou de antemão para glória, a saber, nós, a quem ele chamou não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações, [o que tem isso]?’. Esse ‘embora tendo vontade’ colocado no lugar de "querendo mostrar" não torna claro que Deus quis suportar com muita paciência os vasos da ira preparados para a perdição. Em outras palavras, segundo a sua passagem Deus tolerou os vasos da ira preparados para a perdição não porque quis mostrar a sua ira mas embora (ou ainda que, ou se bem que) tendo vontade de demonstrar a sua ira. Enquanto Paulo disse claramente que Deus suportou os vasos da ira preparados para a perdição para mostrar a sua ira e o seu poder. 

• Ainda nesta epístola lê-se: "Pois quê? O que Israel busca, isso não o alcançou; mas os eleitos alcançaram; e os outros foram endurecidos..." (Rom. 11:7). 

Mas na sua versão lê-se: ‘O que então? A própria coisa que Israel está buscando seriamente, não obteve, mas os escolhidos a obtiveram. Os demais tiveram as suas sensibilidades embotadas’. Também neste caso pela leitura da sua passagem não se evidencia claramente que foi Deus a endurecer estas pessoas. Lê-se apenas que estas pessoas tiveram as sensibilidades embotadas e nada mais.

• No livro dos Actos lê-se: "E creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna" (Actos 13:48). 

Na sua versão lê-se em contrapartida: ‘Todos os correctamente dispostos para com a vida eterna tornaram-se crentes’. Também neste caso a Palavra de Deus foi corrompida, porque da forma como eles traduziram o sentido da frase de Lucas ficou muito menos forte. Com efeito, Lucas diz que creram aqueles que tinham sido preordenados para a vida eterna por Deus, enquanto eles lhe fazem dizer que creram aqueles que tinham uma disposição para a vida eterna. Esse ‘correctamente dispostos para’ não é de modo nenhum "ordenados para". 

Mas por que é que todas estas passagens foram corrompidas? Porque, como já vimos, a Torre de Vigia rejeita a predestinação tanto dos justos para a glória como dos ímpios para a perdição. 

 

A existência da alma, do espírito e a imortalidade da alma 

As Testemunhas de Jeová para sustentar as suas mentiras sobre a alma e sobre o espírito apoiam-se em Escrituras distorcidas pelos seus tradutores. Vejamo-las de perto. 

• Paulo aos Tessalonicenses diz estas palavras: "O próprio Deus da paz vos santifique completamente; e todo o vosso ser, o espírito, a alma e o corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tess. 5:23). 

Mas na sua versão elas foram manipuladas assim: ‘O Deus de paz vos santifique completamente. E o espírito, e a alma, e o corpo [composto] de vós, [irmãos], que em todo respeito seja preservado são, dum modo inculpe, na presença de nosso Senhor Jesus Cristo’ (Ed. 1967). Tudo isto para não fazer parecer que o homem é formado por três partes distintas e cindíveis que são o espírito, a alma e o corpo. 

• Na epístola aos Hebreus está escrito: "Mas chegastes... aos espíritos dos justos aperfeiçoados" (Heb. 12:22-23). 

Mas na sua versão está escrito: ‘Mas, vós vos chegastes... às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados ’. Notai que os "espíritos dos justos" tornaram-se para elas ‘as vidas espirituais dos justos’. Esta manipulação tem como fim o de fazer crer que no homem não existe um espírito. 

• Paulo disse a Timóteo: "O Senhor seja com o teu espírito" (2 Tim. 4:22. A mesma distorção foi feita em Fil. 4:23 e Gal. 6:18). 

Mas elas para não fazer crer que o homem possui um espírito e que o Senhor possa estar com o seu espírito o tornaram assim: ‘O Senhor [esteja] com o espírito que [mostras]’. Tornaram assim uma passagem clara, numa passagem obscura. Talvez alguém queira saber qual é o significado desta sua tradução. Bom, eis o que vem dito num artigo de título ‘O Senhor seja com o espírito que mostrais’ publicado na Sentinela: ‘Cada um de nós tem um certo espírito. Isto é, tem uma particular disposição, inclinação ou força que o leva a agir (...) Paulo desejava que Deus, mediante o Senhor Jesus Cristo, aprovasse a força que animava Timóteo, força que o levava a operar’ (A Sentinela, 1 de Dezembro de 1977, pag. 720,721).  

• Jesus disse a um dos ladrões que estavam na cruz: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:43), fazendo-lhe claramente perceber que naquele mesmo dia quando ele morresse iria para o paraíso.  

Mas as Testemunhas de Jeová mudaram a pontuação alterando-lhe o significado, de facto na sua tradução lê-se: ‘Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso’. Lendo este versículo deste modo parece que Jesus não lhe disse que naquele mesmo dia ele iria para o paraíso com ele, mas que ele iria para lá mais adiante (para elas irá para lá na ressurreição). Eis como os seus tradutores desvirtuaram as palavras de Jesus! Para vos fazer compreender como mudando a pontuação e o lugar das palavras numa frase dá-se à frase um outro significado dou-vos este exemplo. Jesus na noite em que foi traído disse a Pedro estas palavras: "Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes tenhas negado que me conheces" (Lucas 22:34), mas se as se distorcerem da mesma maneira em que fizeram as Testemunhas de Jeová com a passagem supracitada elas passam a ser: ‘Digo-te, Pedro, hoje: não cantará o galo antes que três vezes tenhas negado que me conheces.’ Neste caso resultaria que Jesus não tinha especificado a Pedro o dia em que ele o negaria mas lhe tinha dito apenas que o negaria, o que podia acontecer ou naquele próprio dia ou também no dia seguinte ou ainda no dia seguinte ao seguinte ou noutra altura qualquer. Mas isto não se poderia aceitar porque Jesus disse a Pedro que ele o negaria naquele dia, mais precisamente naquela mesma noite; e de facto assim aconteceu. Assim também ao ladrão Jesus disse que iria para o paraíso naquele específico dia e não num dia futuro; e assim foi. Uma pontualização deve ser feita a respeito destas palavras de Jesus ao ladrão. Nos manuscritos mais antigos do Novo Testamento estas palavras estão sem pontuação pelo que se se quisesse poder-se-ia pôr nelas também a pontuação colocada pelas Testemunhas de Jeová. Mas esta pontuação não teria sentido por duas razões; antes de tudo porque Jesus não consideraria necessário pontualizar que aquele era o dia em que lhe fazia a promessa porque ele sabia que não podia haver no futuro um outro dia na terra em que lha fazer; e depois em segundo lugar tendo presente as seguintes palavras que o ladrão dirigiu a Jesus: "Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" (Lucas 23:42) se pode bem compreender que as palavras de Jesus tinham o intuito de tranquilizar esse homem naqueles momentos tão difíceis para ele, e portanto se deve deduzir que Jesus pretendeu dizer-lhe que naquele mesmo dia ele iria para o paraíso. O ladrão queria que Jesus se lembrasse dele quando entrasse no seu reino (não sabemos quando o ladrão pensava que Jesus entraria no seu reino, mas da forma como falou parece que se referia a um tempo longínquo) e Jesus o tranquilizou prometendo-lhe que naquele mesmo dia ele iria para o paraíso. Mas depois, se considerarmos o facto que Jesus cria na imortalidade da alma, e sabia o que esperava os justos quando morriam na fé é perfeitamente normal que Jesus lhe tenha dito que naquele mesmo dia ele iria para o paraíso e não nalgum longínquo futuro; quiçá, eventualmente na ressurreição dos mortos [30 ].

• Jesus disse a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá..." (João 11:25). Com estas palavras o Senhor pretendeu dizer claramente que com a morte para o crente não acaba tudo, ou seja, que não cessa de viver, porque continuará a viver sob uma outra dimensão num lugar de consolação que nós sabemos da ressurreição de Cristo em diante ser o céu. 

Mas na versão do Novo Mundo lê-se que Jesus disse a Marta: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, viverá [outra vez]’. Desta maneira quem lê estas palavras não pensa que o crente logo que morre vive no céu, mas que ele depois de morto viverá outra vez. Esse ‘outra vez’ colocado entre parênteses para a Torre de Vigia significa voltar a viver quando houver a ressurreição durante o milénio. Elas efectivamente excluem que quem crê nele logo que morre vai imediatamente para o céu (excepto os membros da classe ‘ungida’ naturalmente). Poderia porém também significar que cada membro dos 144.000 ainda que morra viverá imediatamente outra vez participando na ‘primeira ressurreição’. Na sua Bíblia (Ed. Italiana), entre os Assuntos bíblicos de conversação, João 11:25 é colocado na palavra ‘Ressurreição’ com do lado esquerdo a expressão ‘Assegurada a quem mostra fé’.

• Lucas diz que quando Jesus disse à filha de Jairo que estava morta: "Menina, levanta-te" (Lucas 8:54), aconteceu que "o seu espírito voltou" (Lucas 8:55). Como podeis ver por vós mesmos o facto de o espírito dessa menina ter voltado a ela quando Jesus a chamou de novo à vida, demonstra que não só há um espírito no homem, mas também que ele sai do corpo quando o homem morre.

Mas esta fiel tradução não agradou às falsas testemunhas e por isso colocaram: ‘E o fôlego voltou-lhe’ (Ed. 1967). E tudo isto para fazer parecer a ressurreição dessa menina como uma simples retoma das funções respiratórias dela e para não fazer crer aos homens que o espírito dessa menina voltou a ela. Em outras palavras quando ela ressuscitou aconteceu que ela recomeçou a respirar, mas não que o seu espírito voltou a ela porque segundo elas não existe um espírito no homem que parte dele quando morre!  

• Em Tiago preferiram pôr ‘fôlego’ em vez de espírito e sempre pela mesma razão, de facto em vez de traduzir: "Como o corpo sem o espírito está morto..." (Tiago 2:26), traduziram: ‘Como o corpo sem fôlego está morto...’ (Ed. 1967). A palavra grega traduzida nestas passagens com ‘fôlego’ é pneuma. Mas esta palavra grega significa também ‘espírito’, ou seja, a parte do ser criado por Deus que se encontra no homem e que após a morte continua a existir conforme está escrito no Eclesiastes: "Antes que… o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Ecl. 12:7). É claro que os seus tradutores nestes casos quiseram traduzir a palavra grega pneuma com ‘fôlego’ porque lhes interessou grandemente. Consideraram podê-lo fazer, mas quando não puderam porque o contexto não o permitia então traduziram ‘espírito’. O seguinte exemplo explica tudo isto. Em Mateus está escrito: "E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito" (Mat. 27:50); mas na sua versão lê-se assim: ‘Novamente, Jesus clamou com alta voz e entregou o [seu] fôlego’ (Ed. 1967). Neste caso preferiram traduzir pneuma com ‘fôlego’ para fazer passar aos símplices que elas engodam que a morte não é mais do que uma cessação das funções respiratórias e que não consiste numa partida do espírito que há dentro do homem. Mas esta tradução não lhes foi possível na passagem transcrita por Lucas: "E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46), onde aparece a mesma palavra grega pneuma. Elas, com efeito, traduziram assim: ‘E Jesus exclamou com voz alta e disse: Pai, às tuas mãos confio o meu espírito’ porque pensaram que pareceria irracional ao leitor que Jesus pusesse nas mãos de Deus o seu fôlego. Em suma as Testemunhas de Jeová onde puderam distorceram as Escrituras astutamente e de muito bom grado, mas quando não puderam remediaram este seu inconveniente dando às passagens escritas claramente um outro significado. 

(Atenção; na sua edição de 1984 estes versículos foram corrigidos, porque em Lucas traduziram: ‘E voltou-lhe o espírito..’, em Tiago: ‘Como o corpo sem espírito está morto...’, e em Mateus: ‘Novamente, Jesus clamou com alta voz e entregou o [seu] espírito’. Se tenha presente porém que elas à palavra ‘espírito’ não dão o mesmo significado que lhe damos nós.). 

• Paulo diz aos Coríntios: "Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista); mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Cor. 5:6-9). Ora, a expressão "deixar este corpo" usada pelo apóstolo Paulo demonstra que quando se morre parte-se deste corpo, e é claro que para partir deste corpo é necessário que haja algo no interior dele que parta, o que nós sabemos ser a alma. 

Mas as Testemunhas de Jeová não crendo que no homem haja a alma que quando ele morre sai do corpo (porque da forma como elas falam a alma é o ser humano e por isso ela permanece na terra, ou melhor, no túmulo a dormir até à ressurreição) modificaram as palavras desta maneira: ‘Temos, portanto, sempre boa coragem e sabemos que, enquanto tivermos o nosso lar no corpo, estamos ausentes do Senhor, pois estamos andando pela fé, não pela vista. Mas, temos boa coragem e bem nos agradamos antes de ficar ausentes do corpo e de fazer o nosso lar com o Senhor’. Pondo ‘ficar ausentes do corpo’ no lugar de "deixar o corpo", fizeram dizer ao grego aquilo que quiseram porque o grego ekdemesai ek tu somatos significa ‘partir, sair do corpo’ e não ‘ficar ausentes do corpo’. Em outras palavras, neste caso o verbo grego é um verbo de ‘movimento’ e não de ‘estado’ (como na passagem "vivemos ausentes do Senhor"), mas elas colocaram ‘ficar ausentes do corpo’ (que significa ficar distantes do corpo) em vez de "deixar o corpo" que significa partir do corpo. Esta manipulação foi feita para não fazer crer aos leitores da sua Bíblia que quando os crentes morrem saem (ou partem) do corpo para ir habitar com o Senhor.  

• Na sua segunda epístola a Timóteo Paulo escreveu: "Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo" (2 Tim. 4:6), fazendo perceber a Timóteo que ele estava para provar a morte, e que quando morresse partiria do seu tabernáculo e iria imediatamente ter com o Senhor ao céu. 

Mas os seus tradutores adulteraram também estas palavras do apóstolo para não fazer crer que Paulo tinha esta certeza de ir habitar com Jesus para o céu no mesmo dia em que morresse, de facto as tornaram assim: ‘Pois, já estou sendo derramado como oferta de bebida, e o tempo devido para o meu livramento é iminente’. Pondo ‘livramento’ no lugar de "partida", fazem pensar que Paulo estivesse falando do livramento que ele experimentaria na volta de Cristo ressuscitando dentre os mortos e indo ter com Cristo. Lembremos que em virtude da sua doutrina sobre a ‘ressurreição’ dos 144.000 Paulo ressuscitaria em 1918. 

• Paulo diz aos Filipenses: "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho... Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne" (Fil. 1:21,23-24). 

Mas os tradutores que se baseiam nos ensinamentos da Torre de Vigia contorceram estas palavras para adaptá-las à sua heresia segundo a qual quando o cristão morre não vai logo habitar com Cristo mas adormece até à ressurreição. Eis, com efeito, como as tornaram: ‘Pois, no meu caso, viver é Cristo, e morrer [é] ganho. Ora, se for para continuar a viver na carne, é isto fruto da minha obra — e ainda assim não dou a conhecer que coisa a seleccionar. Estou sob pressão destas duas coisas; mas o que desejo é o livramento e o estar com Cristo, pois isto, decerto, é muito melhor. No entanto, para mim é mais necessário permanecer na carne por vossa causa’. Como podeis ver o texto no conjunto tornou-se incompreensível, mas o que aqui queria limitar-me a dizer é que eles colocando a palavra ‘livramento’ no lugar de "partir" fazem pensar às pessoas que Paulo aqui não estava falando da sua morte e do facto que ele desejava partir do corpo para ir habitar logo com Jesus, mas que ele desejava a volta de Cristo porque então obteria o livramento da morte. Para eles é como se Paulo tivesse dito: Não vejo a hora de morrer para estar com Cristo na sua volta, na ressurreição final! Mas é claro que se tivesse sido assim Paulo nunca teria chamado o morrer ganho porque não ganharia absolutamente nada na sua morte pois iria para o túmulo dormir (como afirmam as falsas testemunhas) à espera da ressurreição que lembro ainda, para Paulo, era a ‘primeira ressurreição’ ocorrida em 1918 [ 31 ].

 

Quem entrará no reino dos céus  

• Jesus disse: "Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus" (Mat. 5:19). 

Mas na sua versão lê-se: ‘Quem, portanto, violar um destes mínimos mandamentos e ensinar a humanidade neste sentido, será chamado ‘mínimo’ com relação ao reino dos céus. Quanto àquele que os cumprir e ensinar, esse será chamado ‘grande’ com relação ao reino dos céus’. Porquê esta distorção? Porque pondo ‘com relação ao reino dos céus’ em vez de "no reino dos céus" fazem crer que os lugares no reino dos céus estão verdadeiramente limitados a cento e quarenta e quatro mil e portanto não podem entrar nele todos os crentes. 

• Na epístola aos Hebreus está escrito: "Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade" (Heb. 11:16). 

Mas na sua versão lê-se: ‘Mas agora procuram alcançar um [lugar] melhor, isto é, um pertencente ao céu’. Esta distorção tem o objectivo de não fazer crer que Abraão, Isaque e Jacó desejassem ir para o céu, a sua pátria, onde Deus lhes preparou uma cidade. E isto porque segundo a sua doutrina eles, não fazendo parte dos 144.000, estavam destinados a viver sobre a terra e não no céu, portanto não podiam desejar ir para o céu. Esse lugar melhor ‘pertencente ao céu’ é a terra paradisíaca  em que eles viverão depois que forem ressuscitados. É bom notar que o termo grego epouranios que significa ‘celestial’ e que está presente no supracitado versículo, foi por eles traduzido desta maneira nestes outros versículos na carta aos Hebreus: ‘Por conseguinte, santos irmãos, participantes da chamada celestial (epouranios)...’ (Heb. 3:1); ‘...prestam serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais (epouranios )....’ (Heb. 8:5); ‘...mas, as próprias coisas celestiais (epouranios ), com sacrifícios melhores do que tais sacrifícios...’ (Heb. 9:23); ‘Mas, vós vos chegastes a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial (epouranios) ...’ (Heb. 12:22). Portanto, o facto de em Hebreus 11:16 o mesmo termo ter sido traduzido com ‘pertencente ao céu’ e não com ‘celestial’ ou com ‘que está no céu’ demonstra pela enésima vez que quando os ‘tradutores’ da Torre de Vigia tiveram que traduzir certos versículos que iam contra certas suas doutrinas os corromperam. Estamos seguros que se as palavras de Hebreus 11:16 se referissem aos 144.000 (isto é, a alguém que viveu depois do dia de Pentecostes) o grego epouranios teria sido traduzido com ‘celestial’.   

 

A ressurreição  

Na epístola aos Filipenses Paulo escreveu: "Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos" (Fil. 3:10-11). 

Mas na Bíblia das Testemunhas de Jeová lê-se a propósito da ressurreição: ‘[para ver] se de algum modo consigo alcançar a ressurreição [a ocorrer] mais cedo dentre os mortos’. O porquê da inserção deste inexistente ‘a ocorrer mais cedo’ é devido ao facto de segundo as Testemunhas de Jeová a primeira ressurreição ser a que teve lugar em 1918 em que participaram os dos 144.000 que estavam mortos, e como esta é a primeira ressurreição em ordem de tempo entre todas as ‘ressurreições’ da Torre de Vigia e nessa devia participar e nela participou também Paulo, então quiseram fazer dizer a Paulo que ele queria alcançar a ressurreição que devia ter lugar em 1918. Que manipuladores e enganadores são os da Torre de Vigia! 

 

As penas eternas 

Em Mateus está escrito: "E irão estes para o tormento eterno..." (Mat. 25:46). 

Mas na sua versão está escrito: ‘E estes partirão para o decepamento eterno....’, onde o termo decepamento quer significar aniquilamento, mas resulta ser também uma contradição porque o decepamento é um facto de um momento e não pode durar eternamente. A distorção tem o objectivo de não fazer crer que as penas dos iníquos serão eternas. O grego tem kolasis que significa ‘punição’ ou ‘tormento’. 

 

O baptismo 

Paulo diz aos Coríntios: "De outra maneira, que farão os que se baptizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se baptizam por eles?" (1 Cor. 15:29). 

Na sua versão lê-se em contrapartida: ‘Senão, que farão os que estão sendo baptizados com o objectivo de [serem] mortos? Se os mortos absolutamente não hão-de ser levantados, por que estão sendo também baptizados com o objetivo de [serem] tais?’ Como se pode bem ver as palavras de Paulo foram desvirtuadas. A razão é para negar que no seio da Igreja de Corinto haviam alguns que se faziam baptizar em favor dos mortos, e para tornar esse baptismo ‘vicário’ [ 32 ] um baptismo que influi no futuro de quem é baptizado. Elas afirmam de facto: ‘Não se trata de um baptismo a que um cristão se sujeita em favor de alguém já morto, mas é antes algo que influi no seu próprio futuro. Em que sentido pois esses cristãos se baptizavam ‘com o objectivo de serem mortos’ ou eram ‘baptizados na sua morte’? Eram imersos num modo de viver que os levaria a morrer fiéis, como Cristo, e com a esperança de uma ressurreição semelhante à sua para a vida espiritual imortal’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 303). 

 

A ceia do Senhor  

• Jesus disse aos seus discípulos: "E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas provações. E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino..." (Lucas 22:28-30). 

Mas na sua versão lê-se: ‘No entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino...’. Baseando-se nesta passagem as Testemunhas de Jeová dizem que Cristo deu o pão e o cálice apenas àqueles com quem fez este pacto para o reino, que faziam parte dos 144.000. Os outros como não entram neste pacto para o reino, logo estão excluídos deles. Em outras palavras esta passagem serve para sustentar a sua doutrina sobre a ceia do Senhor limitada aos 144.000. 

• Em Mateus, a propósito da instituição da santa ceia lê-se que "enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados" (Mat. 26:26-28). 

Mas na sua versão lê-se que "ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: "Tomai, comei. Isto significa meu corpo." Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: "Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há-de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados’. Como se pode bem ver por duas vezes o verbo ser foi substituído com significar. A Torre de Vigia porém o mesmo verbo não o substituiu com significar quando Jesus disse: "Eu sou a porta" (João 10:9), ou quando disse: "Eu sou a videira verdadeira" (João 15:1). Por que então nessas palavras de Jesus referentes ao pão e ao vinho "isto é" foi mudado em ‘isto significa’? Para sustentar que o pão e o vinho da santa ceia são símbolos do corpo e do sangue de Cristo e confutar assim a doutrina da transubstanciação (mudança de substância) ensinada pela igreja católica romana. Ora, estamos de acordo em dizer que neste caso o verbo ser quer dizer significar, mas ninguém tem o direito de mudar as palavras de Jesus. Se ele disse "isto é o meu corpo" e "isto é o meu sangue" as suas palavras devem permanecer tal e qual. Portanto esses tradutores erraram ao mudar as palavras de Jesus. 

• Nos Actos dos apóstolos está dito: "E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.." (Actos 2:46). 

Mas na sua versão lê-se: ‘E dia após dia assistiam constantemente no templo, de comum acordo, tomando as suas refeições em lares particulares e participando do alimento com grande júbilo e sinceridade de coração..’. Como podeis ver o "partindo o pão" dos primeiros discípulos, que era a celebração da ceia do Senhor nesta sua versão desapareceu e no seu lugar há um ‘tomando as suas refeições em lares’. Isto porque para a Torre de Vigia a Comemoração (a ceia do Senhor) deve ser feita só uma vez por ano, pelo que querem fazer crer que também nos dias dos apóstolos ela era celebrada só uma vez por ano. 

 

O repouso do sétimo dia  

No livro do Génesis depois que Deus terminou a obra da criação está escrito: "E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera" (Gen. 2:3). 

Mas na versão da Bíblia das Testemunhas de Jeová lê-se: ‘E Deus passou a abençoar o sétimo dia e a fazê-lo sagrado, porque nele tem repousado de toda a sua obra que Deus criara com o objectivo de [a] fazer’. 

Como podeis ver segundo a Bíblia da Torre de Vigia Deus está ainda repousando da obra da criação porque o sétimo dia ainda dura. Mas o verbo hebraico vayshbóth é um passado remoto (‘repousou’) portanto não pode ser traduzido com ‘tem repousado’. Esta manipulação a fizeram para sustentar a sua doutrina que diz que o sétimo dia de repouso dura há milhares de anos. É de notar, porém, que na Tradução do Novo Mundo a passagem na epístola aos Hebreus que diz: "Porque em certo lugar disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia" (Heb. 4:4), não foi adulterada. No entanto, esse "certo lugar" onde está dito que Deus repousou de todas as suas obras no sétimo dia é precisamente no Génesis, no mesmo lugar onde na sua versão se lê: ‘nele tem repousado..’!  

 

A pregação pelas casas  

As Testemunhas de Jeová dizem que andar de casa em casa a anunciar a boa nova do reino de Deus é bíblico porque o fizeram antes delas os apóstolos. Ora, prescindindo do facto que elas não vão anunciar a Boa Nova do Reino de Deus porque anunciam um outro Evangelho e um outro Jesus, importa dizer que o que dizem não é verdade, antes é verdade o contrário, isto é, que Jesus ordenou aos que enviou a pregar para não andarem de casa em casa conforme está escrito em Lucas: "Não andeis de casa em casa" (Lucas 10:7). É bom dizer porém a este ponto, que elas para sustentar este seu modo de agir citam estas duas passagens da sua tradução: a primeira se refere aos apóstolos em Jerusalém: ‘E cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus’; a segunda faz parte do discurso de Paulo aos anciãos de Éfeso: ‘Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa’. Mas ambas estas passagens foram distorcidas porque a sua verdadeira tradução é esta: "E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo" (Actos 5:42); e: "Nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas.." (Actos 20:20).  

Como podeis ver a Escritura não diz de modo nenhum que os apóstolos andavam de casa em casa como fazem as Testemunhas de Jeová, muitas vezes até de manhã cedo, para anunciarem a sua mensagem, mas uma outra coisa, isto é, que anunciavam a Boa Nova também nas casas. É preciso sempre ter presente que naqueles tempos as igrejas se reuniam nas casas dos crentes e portanto para os apóstolos era perfeitamente normal anunciar o Evangelho pelas casas. 

Também Jesus anunciou o Evangelho nas casas; mas não é que andasse de casa em casa; ele "andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus" (Lucas 8:1), mas não andava de casa em casa. Quando anunciou o Evangelho nas casas ele o fez porque tinha sido convidado por alguém a ir a sua casa; alguns exemplos para clarificar isto. Lucas diz: "E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; e tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra" (Lucas 10:38-39); portanto Jesus nessa casa pôs-se a anunciar a Palavra de Deus. Lucas diz ainda: "Aconteceu num sábado que, entrando ele em casa de um dos principais dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando.." (Lucas 14:1), e após ter curado o homem hidrópico, Jesus, "disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos, dizendo-lhes: Quando por alguém fores convidado às bodas...." (Lucas 14:7-8); e depois quando "ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus" (Lucas 14:15), Jesus contou uma outra parábola, a do homem que fez um grande banquete e mandou o seu servo chamar os convidados. Tudo isto nos mostra que quando Jesus era convidado por alguém a ir a sua casa ele entrava na casa e ali anunciava a palavra de Deus. Mas daí a dizer que Jesus andava de casa em casa como fazem as Testemunhas de Jeová vai um abismo. 

 

A bandeira

No livro dos Números lê-se: "Disse o Senhor a Moisés e a Arão: Os filhos de Israel se acamparão junto à sua bandeira, segundo as insígnias da casa de seus pais..." (Núm. 2:1-2). 

Mas como a Torre de Vigia ensina que não se deve saudar a bandeira do Estado fez a passagem passar a ser assim: ‘Jeová falou então a Moisés e a Arão, dizendo: "Os filhos de Israel devem acampar-se, cada homem junto à sua divisão [de três tribos], junto aos sinais para a casa de seus pais...’. 

 

Conclusão sobre esta parte

Após ter visto de que maneira a Comissão de Tradução da Torre de Vigia manipulou tantas passagens da sagrada Escritura a fim de confirmar as perversas doutrinas da organização, se se relerem as suas declarações sobre as outras traduções da Bíblia ter-se-á que reconhecer que elas se condenaram com as suas próprias palavras. Porque aquilo que elas acusaram os outros de ter feito o fizeram também elas. E não só isso, ter-se-á também que reconhecer que aqueles que fizeram a ‘tradução’ da Bíblia das Testemunhas de Jeová com ‘justa’ razão julgaram oportuno não revelar a sua identidade; de facto não é dito como se chamam aqueles que a fizeram, ela permanece anónima. É evidente, pois, que desta maneira nenhum deles assumiu a responsabilidade dela, evitando o risco de serem chamados a responder pessoalmente pela sua obra infiel [ 33 ].

 

INTERPRETAÇÕES PECULIARES  

Uma das características das seitas é a de interpretar as sagradas Escrituras de maneira arbitrária para fazer parecer as suas estranhas doutrinas ou as suas práticas anti-escriturais como coisas verdadeiras que têm o favor da Palavra de Deus e portanto do próprio Deus. Elas têm, pois, todo o interesse em dar significados arbitrários a determinadas passagens da Escritura. Em outras palavras, para estes, não é mais a doutrina que se ensina que deve adequar-se à palavra de Deus e portanto corrigida se errada, mas deve ser a Palavra de Deus que se deve adequar às suas doutrinas e por isso se a Palavra de Deus não corresponde com as suas heresias fazem de tudo para interpretá-la de maneira tal a fazer-lhe dizer que eles têm razão. Este modo de agir está presente entre os Mórmons, na igreja da Unificação fundada por Moon, na igreja de Deus Mundial fundada por Armstrong, para citar apenas algumas destas seitas; e está presente também nas Testemunhas de Jeová. Também elas não fazem excepção, também elas se especializaram na maquinação do erro; já vimos aqui e ali que estranhos significados elas dão a diversas passagens da Escritura, desde passagens que falam dos 144.000 às que falam da dissolução deste céu e desta terra e da criação de novos céus e nova terra. Queremos ver outros estranhos significados que elas deram ou que dão a determinadas passagens da Escritura para sustentar as suas mentiras. 

 

O despojamento dos Egípcios  

William J. Schnell escreveu: ‘Servindo-se do slogan ‘Propagandeemos, Propagandeemos, Propagandeemos o Rei e o Reino’, os chefes da Torre de Vigia, claramente, esperavam suscitar um conflito electrizante e assim, com discrição, cobrir o verdadeiro objectivo da sua campanha: vender livros, folhetos e revistas publicados e impressos pela Sociedade, para obter dinheiro, construir o nervo da Organização mundial e difundir esse seu género de pensamento! Desde esse momento em diante, para demonstrar a legalidade e a correcção da sua campanha, os chefes da Torre de Vigia continuaram a utilizar o ambiente histórico da Escritura. Para a construção da sua Organização serviram-se, como esquema, das experiências de Israel que ia desenvolvendo-se como nação, desde o Êxodo à construção do templo de Salomão. Pode-se deduzir que usaram a Escritura do Êxodo e especialmente Êxodo 11:2,3 "Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios". A Sociedade da Torre de Vigia serviu-se desta passagem para sustento do seu pensamento e para dar aparência de legalidade ao seu sair e despojar as pessoas do mundo - que ela chamava precisamente ‘egípcios’ - com o objectivo de construir a sua Organização’ (William J. Schnell, op. cit., pag. 29-30). Este significado dado a essas palavras de Deus é completamente falso pelas seguintes razões; em primeiro lugar foi uma precisa ordem dada por Deus ao seu servo Moisés para que se cumprisse o que Deus tinha dito a Abraão centenas de anos antes, a saber: "Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza" (Gen. 15:14). Depois deve ser dito que a ordem de Deus aos Israelitas não consistia em ir vender alguma coisa aos Egípcios em troca de prata e ouro, mas apenas em  ir-lhes pedir jóias de prata e jóias de ouro. Não se instaurou nenhuma relação de compra e venda entre os Israelitas e os Egípcios. Tudo coisas estas que não se podem dizer a respeito da ordem dos chefes da Torre de Vigia de ir vender livros e folhetos que falavam do fim do mundo. Quero por fim, irmãos, vos pôr de sobreaviso contra aqueles que no meio do povo de Deus se usam destas mesmas palavras de Deus dirigidas a Moisés para sustentarem que é justo pôr à venda pregações de viva voz, ensinamentos escritos ou outra coisa que concerne ao reino de Deus; estes erram grandemente porque está também escrito que Jesus dirigiu esta ordem aos seus discípulos quando os enviou a pregar o Reino e a curar os enfermos: "De graça recebestes, de graça dai" (Mat. 10:8). Nenhum destes faladores vãos portanto vos engane com estes seus vãos raciocínios.  

 

Parábola dos trabalhadores das diversas horas  

Ainda William J. Schnell diz que em 1931 a Sociedade Torre de Vigia interpretou a Parábola dos trabalhadores das diversas horas desta maneira: ‘Com o objectivo de criar um apoio escritural para a mudança que aportava, passando de uma classe limitada de servos de Cristo para a vasta população de escravos que a Torre de Vigia queria receber na organização, os chefes da Sociedade fizeram recurso à parábola dos trabalhadores das diversas horas (Mateus 20:1-16). Explicaram que a Torre de Vigia era ‘a vinha de Deus’ e os doze anos, de 1919 a 1931, as doze horas do dia. Afirmaram que o dia de trabalho já tinha chegado ao fim e que a Torre de Vigia, como ‘Escravo fiel e discreto’ a quem tinham sido dados todos estes bens, estava para pagar o denário. Na convenção de Columbus (Ohio), em 1931, isto é, no fim do dia descrito pela Torre de Vigia, a Sociedade deu aos seus novos convertidos e a outros que estavam com eles, o novo nome de ‘Testemunhas de Jeová’. Este foi o seu denário’ (ibid., pag. 54-55). Que dizer? Temos que verdadeiramente constatar que os chefes desta seita também então tinham uma astúcia diabólica. Mas como se pode dar um tal absurdo significado a esta parábola de Jesus? Jesus contou essa parábola para explicar que naquele dia "os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos" (Mat. 20:16), de facto nela se diz que o senhor da vinha disse ao seu mordomo que chamasse os trabalhadores para pagar-lhes, começando pelos últimos (os da hora undécima), até aos primeiros (os contratados de madrugada) (cfr. Mat. 20:8). 

 

A história do rico e de Lázaro  

Está escrito: "Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não! pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite" (Lucas 16:19-31). Vimos que esta história ensina claramente que após a morte a alma do homem continua a existir e que para os ímpios na sua morte aquilo que os espera é o Hades, ou seja, um lugar de tormento. Mas como explicam esta história contada por Jesus as Testemunhas de Jeová que negam a imortalidade da alma e a existência do inferno? Desta maneira: ‘Isto é uma parábola, e uma parábola é um quadro simbólico e figurativo que representa uma realidade. (…) Com esta parábola Jesus fez uma profecia que está-se cumprindo em seu ambiente moderno desde 1918 E.C. Aplica-se a duas classes que existem hoje na terra. O homem rico representa a ultra-egoísta classe do clero da "cristandade", que está agora alienada de Deus e morta para o seu favor e atormentada pela verdade proclamada. Lázaro representa o restante do "corpo de Cristo" e também aquela classe de pessoas que são de boa vontade. Estes, abandonando a religião, recebem o favor de Deus e o conforto mediante a sua Palavra’ ( Seja Deus verdadeiro , pag. 77,78) [ 34 ]. Que dizer? Em verdade as Testemunhas de Jeová "nada sabem, nem entendem; porque se lhe untaram os olhos, para que não vejam, e o coração, para que não entendam" (Is. 44:18).  

 

O servo fiel e prudente

Jesus disse aos seus discípulos: "Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens" (Mat. 24:45-47). No livro Seja Deus verdadeiro encontramos escrito quem é este servo fiel e prudente: ‘A agência que o Senhor usa para distribuir ou dispensar a sua verdade é chamada o seu "servo fiel e prudente". "Quem é pois o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier [ eltón ], achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens." (Mateus 24 :45-47, Almeida) Isto claramente mostra que o Senhor usaria uma só organização, e não uma multidão de diferentes seitas em conflito para distribuir a sua mensagem. O "servo fiel e prudente" é uma companhia que segue o exemplo do seu Chefe. Esse "servo" é o restante dos irmãos espirituais de Cristo (...) Desde o ano de 1918 E .C, até a presente data esta classe do "servo" tem publicado a mensagem de Deus à cega "cristandade" que ainda se alimenta das tradições religiosas dos homens’ (Seja Deus verdadeiro , pag. 188). Este significado é confirmado pela revista Sentinela nestes termos: ‘Jesus (..) confiou ‘todos os seus bens’ sobre a terra (os interesses terrenos do seu reino) a cristãos fiéis ungidos, que ele próprio chamou ‘o escravo fiel e discreto’ (...) Um remanescente deste ‘escravo fiel’ vive ainda hoje sobre a terra. As suas tarefas incluem o receber e o transmitir a todos os servos terrenos de Jeová alimento espiritual no tempo apropriado. Eles ocupam uma posição semelhante à de Paulo e seus colaboradores; com referência às maravilhosas verdades que Deus dá ao seu povo, ele disse: Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito (...) É indispensável que na família de Deus todos se submetam lealmente aos ensinamentos e às disposições do grande Teocrata, Jeová, e do seu Filho Rei, Cristo Jesus, transmitidos mediante o ‘escravo fiel’ sobre a terra...’ (A Sentinela, 1 de Novembro de 1982, pag. 17). E isto porquê? Porque nós ‘precisamos de ajuda para entender a Bíblia, e não podemos encontrar a orientação bíblica de que precisamos fora da organização do escravo fiel e discreto’ (A Sentinela, 15 de Agosto de 1981, pag. 19). Eis uma outra arbitrária interpretação dada pela Torre de Vigia a palavras de Jesus. A razão é - como podeis bem perceber - a de fazer parecer o restante dos 144.000, que é dito estar presente na Organização Torre de Vigia, como aquele que foi constituído por Cristo para dar o puro alimento espiritual ao seu povo. E deste ‘escravo fiel e discreto’ a secção que ocupa a parte preeminente é o Corpo Governante que tem sede em Brooklyn. É preciso dizer porém que este servo fiel e prudente, antes de Rutherford estar à frente da Sociedade, era nada menos do que Charles Russell; depois com Rutherford que modificou alguns ensinamentos de Russell tornou-se subitamente o restante dos 144.000! Que dizer? Até os significados alegóricos mudam na sociedade Torre de Vigia conforme a necessidade. Mas há mais; segundo a doutrina da Torre de Vigia Cristo depois de ter voltado em 1914, em 1918 inspeccionou a ‘casa de Deus’ (chamam assim a Sociedade da Torre de Vigia) ‘e encontrou um grupo internacional de cristãos que publicavam verdades bíblicas a empregar quer no interior da congregação, quer no exterior na obra de pregação. Em 1919 aconteceu precisamente quanto predito por Cristo: ‘Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens’... Esses verdadeiros cristãos entraram na alegria do seu Senhor. Tendo-se mostrado ‘fiéis em poucas coisas’, foram designados pelo Senhor ‘sobre muitas coisas’ (A Sentinela , 15 de Março de 1990, pag. 14). Mas vejamos o actual significado dado ao ‘servo fiel e prudente’. Ele é arbitrário porque Cristo não designou nenhum grupo de pessoas como seu intermediário entre Deus e os homens cuja orientação é indispensável para compreender a Palavra de Deus, mas enviou o Espírito Santo o qual nos guia na verdade. Certo, o Senhor tem os seus servos fiéis no meio do seu povo que são chamados a apascentar e a instruir os crentes, mas eles não ocupam de modo algum a posição despótica que este chamado restante de 144.000 possui no meio das Testemunhas de Jeová. Como Deus não constituiu o Magistério da igreja católica romana para fazer compreender a verdade aos homens, assim da mesma maneira não constituiu o Corpo Governante da Torre de Vigia para dar a verdade aos homens. Nós podemos dizer - sem medo algum de ser desmentidos - que este chamado ‘escravo fiel e discreto’ não é mais do que uma sinagoga de Satanás que com fingidas palavras mantém subjugadas milhões de pessoas em todo o mundo. Faz-lhes crer que aquilo que ele escreve e diz é a Palavra de Deus lhe ‘revelada’ por Deus quando não o é - porque é veneno mortífero, e isto o demonstrámos amplamente na nossa confutação - ; e faz-lhes crer que não aceitar o seu alimento significa rebelar-se a Deus para dano da sua vida. Enquanto rebelar-se a estes faladores vãos e enganadores e filhos do diabo chamados falsamente ‘escravo fiel e discreto’ não é senão a melhor decisão que pode tomar uma Testemunha de Jeová na sua vida se quiser ser salva pelo Senhor. Em outras palavras uma Testemunha de Jeová se quiser ser salva deve deixar de ouvir o Corpo Governante da Torre de Vigia, e deve voltar-se para o Senhor para ouvir a sua voz e somente a sua. Só então achará a verdadeira liberdade, e o perdão dos seus pecados. Mas enquanto considerar a Torre de Vigia o porta-voz de Deus na terra não haverá para ela alguma luz, mas só trevas, só dores, só infelicidade. Isto o confirmam plenamente todos os nossos irmãos que antes de se converterem ao Senhor fizeram parte desta seita. Quando Jesus falou do servo fiel e prudente se referiu aos seus servos por ele constituídos na sua Igreja para ministrar a Palavra aos santos que na sua volta serão achados pelo seu senhor a cumprir fielmente o seu ministério.  

 

"Todo olho o verá"  

No livro do Apocalipse encontramos escrito: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém" (Ap. 1:7). Ora, como os manipuladores da Bíblia neste caso não manipularam as palavras "todo olho o verá"; a Torre de Vigia para evitar que os leitores possam compreender bem as palavras, a saber, que a volta de Cristo será visível e não um evento invisível, interpretou estas palavras desta maneira. Aqui a Bíblia fala de ‘ver’ não com os olhos físicos, mas no sentido de ‘compreender’. Por isso "todo olho o verá" significa que então todos perceberão ou reconhecerão que Cristo está presente; ‘...’verão’ - isto é, compreenderão mentalmente - a presença e a revelação de Cristo por causa da súbita mudança de circunstâncias que se abaterá sobre eles’ ( A Sentinela, 1 de Junho de 1982, pag. 7). Mas as coisas não são de modo nenhum assim porque os anjos que apareceram aos discípulos de Jesus enquanto este ia para o céu visto pelos seus lhes disseram: "Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há-de vir assim como para o céu o vistes ir" (Actos 1:11). Como virá então? De maneira visível, com as nuvens, de modo que será visto por todos. Mais uma vez se tem que reconhecer quão loucas são as interpretações que a Torre de Vigia dá às passagens da Escritura que anulam as suas doutrinas. 

 

As autoridades superiores  

Paulo diz aos Romanos: "Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores...." (Rom. 13:1). A propósito do significado destas palavras lê-se numa publicação da Torre de Vigia de 1946 quanto se segue: ‘a doutrina (...) que as autoridades políticas da organização visível de Satanás são as "autoridades superiores" (de Romanos 13:1 é uma) perversão da Escritura, (...) (é uma) errónea aplicação religiosa da Escritura (...). Em 1929 irrompeu a luz clara. Nesse ano The Watchtower publicou a exposição bíblica de Romanos capítulo 13. Demonstrou que Jeová Deus e Cristo Jesus, antes que os regentes e governadores mundanos, são "As Autoridades Superiores" (...) Esta revelação da verdade vital libertou os espíritos do povo consagrado de Deus (...) Essa verdade os habilitou a permanecer como o "liberto do Senhor" (A verdade vos tornará livres, Brooklyn 1946, pag. 315-316) [ 35 ]. Como podeis ver em 1946 entender que as autoridades superiores eram os governadores da terra significava perverter a Escritura por obra de Satanás, enquanto entender que as autoridades superiores eram Deus e Jesus Cristo significava entender correctamente a Escritura. Logo supérfluo será dizer que naquele tempo todos os que diziam que as autoridades superiores eram os governadores da terra eram pela Torre de Vigia atacados e reputados mentirosos, enganados pelo Sedutor de todo o mundo (como são etiquetados por ela hoje todos os que crêem na Trindade, na imortalidade da alma, na existência do inferno, etc.). Mas eis que em 1963 aquela que por muitos anos tinha sido considerada uma revelação divina de verdade vital que tinha libertado o espírito do povo consagrado de Deus, foi abandonada e não mais reputada tal. A Torre de Vigia explica assim esta radical mudança de ponto de vista a respeito das autoridades superiores: ‘... alguns anos atrás tivemos uma excelente série de artigos na Sentinela sobre as ‘autoridades superiores’. (Números de 1° Junho - 1° Julho de 1963) Antes que fossem publicados esses artigos, sabíamos e ensinávamos que Jeová é o Altíssimo, e que Jesus Cristo é segundo a Ele em poder e autoridade. Sabíamos que deveríamos ser pessoas observantes da lei, mas que, quando houvesse um conflito entre a lei do homem e a de Deus deveríamos obedecer a Deus como governante antes que aos homens. Estas verdades essenciais são as mesmas hoje como antes; não mudaram. De qualquer modo, mediante atento exame das Escrituras compreendemos que certos versículos da Bíblia se deviam aplicar de modo diferente. Por exemplo, demo-nos conta que as ‘autoridades superiores’ mencionadas em Romanos 13:1 são não Jeová Deus e Jesus Cristo, mas os governantes políticos. Isto vale também para Tito 3:1 e 1 Pedro 2:13,14’ (A Sentinela, 15 de Abril de 1967, pag. 255). Portanto, a Torre de Vigia reconheceu implicitamente não ter examinado atentamente por muitos anos as Escrituras que falavam das autoridades superiores. Este é um claro exemplo de como no curso do tempo as interpretações da Torre de Vigia a respeito desta ou daquela passagem podem mudar radicalmente. Mas também um exemplo de como os homens que não conhecem Deus chamam as trevas luz. Note-se, de facto, que a interpretação que as autoridades superiores eram Deus e Jesus Cristo, que é errada, naquele tempo era chamada substancialmente luz clara. Ah, quantas interpretações arbitrárias e falsidades de todo o género são feitas crer ainda às Testemunhas de Jeová que são luz clara mas de luz têm só o nome porque são trevas profundas. Ó homens e mulheres que destes ouvidos à Torre de Vigia, arrependei-vos dos vossos pecados e crede no Filho de Deus para obterdes a remissão dos vossos pecados; então sim para vós aparecerá a luz clara e percebereis ter jazido, com o vosso desconhecimento, nas trevas mais profundas. Mas reflecti; não poderá ser que muitos e muitos outros ensinamentos que a Torre de Vigia vos dá apoiando-se em certos versículos da Bíblia, que são reputados verdadeiros, são na realidade mentirosas interpretações bíblicas que nada têm a ver com a verdade? Nunca pensastes que as ‘verdades essenciais’ que vós aceitastes da Torre de Vigia não sejam mais do que falsas explicações de algumas passagens da Bíblia? 

 

As duas testemunhas  

No livro do Apocalipse encontramos escrito: "Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram. Mas deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias. Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra. E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto. Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem. E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará. E jazerão os seus corpos  na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egipto, onde também o seu Senhor foi crucificado. Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados. E os que habitam sobre a terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra. E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu" (Ap. 11:1-13). Ora, as coisas que João escreveu devem ser entendidas literalmente e devem ainda acontecer. Mas assim não é para a Torre de Vigia que interpretou as palavras de João de maneira toda pessoal. Com efeito, ela explica as palavras de João nestes termos. ‘O templo aqui mencionado não pode ser um templo literal (...) Tratava-se do grande templo espiritual em que encontram cumprimento os tipos proféticos do tabernáculo (...) Trata-se da verdadeira tenda, que Jeová, e não um homem erigiu (....) podemos concluir que o Santo do tabernáculo simboliza a condição santa desfrutada primeiro por Cristo e depois pelos membros ungidos do sacerdócio real dos 144.000 enquanto estão ainda na terra, antes de penetrar através da ‘cortina’ (...) Mas que dizer do pátio interno..? Ele representa a perfeita condição do homem Jesus que o fez idóneo para oferecer a sua vida em favor da humanidade. Representa também a justa condição como santos de que desfrutam os seus seguidores ungidos enquanto estão na terra, condição lhes atribuída na base do sacrifício de Jesus (....)  O facto de a João ser ordenado medir o santuário do templo e os sacerdotes que nele adoram significa que nada pode impedir o cumprimento dos propósitos de Jeová com respeito à disposição do templo e àqueles que têm relação com ela, e que tais propósitos estão para realizar-se (...) A cidade santa é a Nova Jerusalém posteriormente descrita em Revelação e que agora é representada na terra pelo remanescente dos cristãos ungidos no pátio interno do templo (...) Pisar eles equivale portanto a pisar a própria cidade (...) (As duas testemunhas) ‘eram testemunhas que proclamavam o seu dia de vingança, um dia que faria também as nações se lamentarem... A classe de João devia pregar esta mensagem por um tempo preestabelecido: 1260 dias, ou 42 meses, exactamente quanto devia durar o pisamento da cidade santa. Parece tratar-se de um período de tempo literal, sendo expresso em dois modos diferentes, primeiro em meses e depois em dias. E além disso, no início do dia do Senhor houve um período assinalado de três anos e meio durante os quais as vicissitudes do povo de Deus corresponderam aos acontecimentos aqui profetizados, a começar pelo rebentar da primeira guerra mundial na última parte de 1914 até aos inícios de 1918’. Por quanto diz respeito aos inimigos que querem danificar as duas testemunhas são chefes da cristandade que ‘desafiaram os Estudantes da Bíblia, dizendo que nunca tinham frequentado as escolas teológicas’. O fogo que saiu da sua boca representa o livro O mistério consumado publicado pelos Estudantes da Bíblia em 1917, junto com o Mensal dos Estudantes da Bíblia , um folheto de que foram distribuídas 10 milhões de cópias. Em particular o livro encontrou muita oposição ‘todavia, os servidores de Deus continuaram a contra-atacar com ardentes números de um folheto de quatro páginas intitulado Notícias do Reino’. A autoridade de fechar o céu representa o facto que ‘de 1914 a 1918 o remanescente ungido chamou intrepidamente a atenção para a sequidão espiritual da cristandade e advertiu do ardente juízo a que ela ia de encontro na vinda do grande e tremendo dia de Jeová..’. A autoridade de transformar as águas em sangue significa que durante a primeira guerra mundial ‘os irmãos de Cristo, as duas testemunhas, desmascararam o efeito mortífero das ‘águas’ que a cristandade dava a beber aos seus rebanhos’. O homicídio das duas testemunhas é interpretado desta maneira: ‘De 1914 a 1918 as nações estiveram empenhadas na primeira guerra mundial. Os sentimentos nacionalistas eram muito fortes, e na primavera de 1918 os inimigos religiosos das duas testemunhas aproveitaram-se da situação. Exerceram pressões sobre o poder judiciário do Estado assim que ministros responsáveis da Sociedade (Watch Tower) foram presos após falsas acusações de sedição. Os seus fiéis colaboradores ficaram petrificados. A actividade do Reino quase cessou. Foi como se a obra de pregação fosse morta’. Para entender-se, aqui se faz referência ao juiz Rutherford e aos seus colaboradores postos na prisão. Isto alegrou muito a cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egipto: ‘Ela representa a cristandade - o equivalente moderno da Jerusalém infiel - organização cujos componentes tinham muitas razões para se alegrarem quando calaram a pregação fastidiosa das duas testemunhas’. Mas estas duas testemunhas depois de terem sido ‘mortas’ ressuscitaram em 1919 ‘quando Jeová restituiu plena vitalidade às suas ‘defuntas’ testemunhas [ 36 ]. Que surpresa para os perseguidores! Os cadáveres das duas testemunhas tinham subitamente voltado a estar vivos e de boa saúde. Para aqueles eclesiásticos foi um comprimido amargo que tiveram que engolir, tanto mais que os ministros cristãos cuja prisão tinham urdido estavam de novo livres, para serem a seguir completamente ilibados. A surpresa havia de tornar-se ainda maior quando, em Setembro de 1919, os Estudantes da Bíblia realizaram uma assembleia em Cedar Point (Ohio, Usa). Ali, J.F. Rutherford, o presidente da Sociedade há pouco tempo solto, entusiasmou os presentes com o seu discurso ‘Anunciai o Reino’ (...) Contra sua vontade a cristandade teve que reconhecer que o Deus dos Estudantes da Bíblia tinha feito algo de grande ao reavivar a actividade cristã deles’ (Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, Roma 1988, pag. 161-170). Que dizer desta outra sua interpretação? Poucas palavras apenas: é uma loucura! Nós ficamos admirados em constatar não só que os dirigentes desta seita tenham a coragem de escrever tais absurdidades e divulgá-las, mas também em constatar que há muitas pessoas que aceitam cegamente esta sua interpretação a estas palavras de João sem pô-la minimamente em dúvida. Efectivamente os dirigentes das Testemunhas de Jeová não se envergonham de dizer coisas absurdas e de ser escarnecidos por causa delas, e aqueles que põem neles a sua confiança não se envergonham também eles de sair a difundir tais absurdidades. Esta interpretação dada pela Torre de Vigia sobre as duas testemunhas nos faz perceber, antes de tudo, a astúcia que possuem estas pessoas; depois quanto é forte o vitimismo que querem difundir entre as Testemunhas de Jeová e como procuram parecer de toda a maneira vítimas perseguidas pela sociedade satânica. Todos estão contra elas, do primeiro ao último, todos querem aniquilá-las, todos querem silenciá-las, todos ninguém excluído! E por qual motivo? Porque elas são os únicos que pregam o Reino, dizem elas. Mas as coisas não são assim. A Sabedoria diz que "o homem de maus intentos será odiado" (Prov. 14:17), por isso as Testemunhas de Jeová são odiadas pelos homens porque elas agem com malícia em relação às pessoas (basta considerar a manipulação das Escrituras que fizeram para sustentar as suas heresias) e divulgam muitas absurdidades. Até os católicos - e está tudo dito - que anularam o Evangelho com a sua tradição escreveram muitos livros contra as Testemunhas de Jeová denunciando as doutrinas delas; e devemos dizer que sobre diversos pontos doutrinais conseguem confutar bastante bem as doutrinas das Testemunhas de Jeová. É claro, de qualquer forma, que entre eles e as Testemunhas de Jeová a diferença é mínima, no sentido que embora a igreja católica por um lado diga crer na Trindade, na Divindade de Cristo, na personalidade e na divindade do Espírito Santo, na imortalidade da alma, na existência do inferno e do tormento eterno, e defenda estes pontos dos ataques das Testemunhas de Jeová, por outro introduziu no curso dos séculos heresias de perdição que anularam a Palavra de Deus e fecharam o Reino dos céus a multidões de pessoas. Portanto os Católicos estão perdidos como as Testemunhas de Jeová; muda só o nome da organização de que fazem parte, mas estão ambos sobre o caminho da perdição. 

Estas interpretações supracitadas nos devem servir de exemplo a nós crentes; quero dizer que nos devem fazer perceber que não se podem de modo algum interpretar as Escrituras ao nosso agrado para defender os nossos interesses ou doutrinas erradas se não se quiser ficar confundido. Sim, porque quando se interpreta a Palavra arbitrariamente fica-se confundido, por força das circunstâncias, porque se removem os limites antigos postos pelos profetas e pelos apóstolos através do Espírito Santo.  

 

CONCLUSÃO

O testemunho de uma ex-Testemunha de Jeová   

Vimos ao longo da nossa confutação de quão maléfico e intrincado é o sistema doutrinal da Torre de Vigia. Não há pois a mínima dúvida: quem dá ouvidos aos ensinamentos da Torre de Vigia é escravo do pecado e não conhece a verdade, e por isso está ainda debaixo do poder de Satanás. Mas Deus é mais poderoso do que Satanás e demonstrou várias vezes ser capaz de libertar também quem, na sua ignorância, serve a Torre de Vigia pensando servir Deus e agradar-lhe pela obra que faz. Ele é o Todo-Poderoso e não existe um sistema doutrinal excogitado por Satanás do qual Ele não possa tirar os homens. No seio da irmandade espalhada por todo o mundo há vários testemunhos de Testemunhas de Jeová que foram salvas pelo Senhor e libertadas portanto do jugo opressor desta seita. Um dos mais conhecidos é certamente o de William J. Schnell contido no seu livro Trinta anos escravo da Torre de Vigia. Eis como o Senhor o salvou após trinta anos de intenso serviço para a Torre de Vigia. O capítulo do livro de que extraio estas palavras é intitulado significativamente ‘A saída do labirinto’. ‘Lendo a Palavra de Deus sem o vinho inebriante da Torre de Vigia, a pouco e pouco comecei a readquirir o meu equilíbrio espiritual. À medida que vinha ao conhecimento dos propósitos de Deus em Jesus Cristo, me dava conta que devia falar sem medo, acautelar as pessoas, desmascarar este horrível monstro que tinha crescido nos passados setenta anos por ameaçar de destruição o mundo cristão! Podia sentir claramente o secreto incitamento do Espírito Santo que me inspirava a fazê-lo. Não me iludia porém que a batalha já estivesse vencida. Ai de mim, eu era um cobarde. Já tinha experimentado o que estes meus ex-irmãos podiam fazer-me. E, tendo eu feito este género de coisas a outros, podia sempre intuir o que estavam para fazer a mim. Parece além disso que, após ter eu atormentado e torturado os outros por trinta anos, me tivesse tornado mais sensível às torturas e aos tormentos que agora eles infligiam a mim. Aprendi-o através da experiência e isso foi para mim como um inferno! No primeiro momento crítico cedi, e tentei sufocar os insistentes incitamentos do Espírito Santo recorrendo ao álcool que, naturalmente, no fim, piorou desmesuradamente a minha condição. Para destruir-me deste modo, alguns dos meus inimigos me obtinham o dinheiro para a compra de tais bebidas. Oh, como tinha medo! Os que tinham recebido a tarefa da Sociedade de vigiar sobre mim, continuavam a fazer surgir novos medos, a lançar diversas calúnias. Sem dúvida tinham um amplo e fértil terreno. Por todos estes anos não tinha vivido como um cristão leal e tinha adaptado a minha vida a uma dupla moral. A consciência, pois, atormentava-me e esta gente o sabia e aproveitou-se disso. Hipocritamente e malvadamente me tinham feito perceber como poderiam fazer-me afundar no abismo. E efectivamente eu, que me tinha tornado um beberrão, fisicamente e mentalmente doente, cheio de temores e de fobias, encontrava-me numa condição que me estava conduzindo à morte. Por fim uma noite não aguentei mais. Estava só em casa - minha mulher tinha ido fazer uma visita aos pais. Caí de joelhos. Lancei-me sem reservas sobre o Senhor. Por toda a noite dei livre desafogo a uma confissão de todo o mal cometido como escravo da Torre de Vigia (...) Fiz correr diante do Senhor, nessa noite, o elenco de todos os meus pecados, de todas as minhas iniquidades, de todas as minhas faltas, mas também Lhe agradeci porque, apesar de tudo, não me tinha abandonado. Agradeci-Lhe por me ter preservado e por todas as coisas maravilhosas que tinha feito por mim enquanto cometia essas culpas. Finalmente, ao amanhecer, prometi ao Senhor com um voto que escreveria todas estas coisas se Ele me libertasse do vício de beber e do medo das terríveis coisas que as Testemunhas de Jeová me ameaçavam. A oriente despontava o dia e eu levantava-me como um homem livre salvo pela graça divina. Deus tinha ouvido as minhas orações. Encontrava-me calmo, sossegado, com a paz na mente e no coração. Levantava-me sabendo que nunca mais seria atormentado pelo medo da Sociedade Torre de Vigia, e das Testemunhas de Jeová com todas as suas ameaças, e livre do terrível vício da bebida. Deus me tinha perdoado e pela primeira vez em trinta anos senti verdadeiramente uma paz que vai além da compreensão humana. Tudo isto aconteceu em Abril de 1952, e agora, quando finalmente estou para acabar o livro, é o mês de Setembro de 1971. A coisa maravilhosa é que em todos estes anos nunca mais desejei uma bebida alcoólica. O vício desapareceu naquela manhã de Abril de 1952 junto com os meus medos. Como explicá-lo? É a obra do Senhor em resposta à minha oração. É maravilhoso! Libertado da minha dupla aflição - o medo do monstro Torre de Vigia e a embriaguez  - comecei o meu ‘caminho no Espírito’. As espias tinham a impressão de atemorizar-me como no passado; nada sabiam do que tinha acontecido entre mim e o Senhor, nem sabiam do meu voto. Num domingo ao fim da tarde de 1953, discretamente, abandonei o Salão do Reino para não mais ali voltar. (...) Outrora amava frequentar as reuniões. Nunca tinha perdido uma. Mas quando o Senhor me libertou do hipnótico encanto da religião da Torre de Vigia, libertou-me também de todo o desejo de dirigir-me para o Salão do Reino. Libertou-me do desejo do vinho inebriante da Torre de Vigia e ao mesmo tempo do vício do álcool. Em Agosto de 1954, exactamente trinta anos após ter sido enleado na rede da Torre de Vigia, tornava público o meu propósito de publicar as minhas Confissões de uma Testemunha de Jeová convertida, para desmascarar a Organização Torre de Vigia. Recebi muitas ameaças e comentários desfavoráveis; mas não fiquei de modo algum perturbado com isso. Tinha saído do labirinto da Torre de Vigia para entrar na ‘liberdade da glória dos filhos de Deus’ (Romanos 8:21). Pela primeira vez alimentava-me unicamente da Palavra da verdade divina, e a verdade me tinha feito livre (João 8:32)’ (William J. Schnell, op. cit. , pag. 241-244). 

O porquê de as Testemunhas de Jeová não aceitarem muitas doutrinas nos ensina a não apoiarmo-nos no nosso discernimento  

A razão pela qual as Testemunhas de Jeová rejeitam muitas doutrinas claramente e inequivocamente ensinadas pela Escritura é a seguinte: elas não aceitam tudo aquilo que não se pode explicar com a razão ou dito de outra maneira tudo aquilo que elas julgam irracional. Esta, de facto, é a maneira em que elas julgam se uma doutrina é verdadeira ou falsa; se é compreensível para a mente humana e responde à lógica então é verdadeira, se ao contrário para elas não é compreensível e é irracional então a rejeitam como diabólica. Elas afirmam, de facto, a tal propósito que nós todos ‘podemos nos assegurar do que é certo somente por meio de um processo racional sobre a Palavra de Deus’ (Citado por Walter Martin in op. cit., pag. 140). Apoiando-se portanto neste parâmetro de medida rejeitam diversas doutrinas bíblicas. 

Façamos alguns exemplos para fazer entender isto.

Ÿ As Testemunhas de Jeová não conseguem conceber um Deus composto por três pessoas divinas e distintas mas ao mesmo tempo perfeitamente unidas entre elas, como são o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e portanto como tudo isto para elas é uma negação da razão rejeitam a doutrina da Trindade. 

Ÿ As Testemunhas de Jeová dizem a propósito do Espírito Santo: o Espírito Santo não pode ser uma pessoa porque como podiam cerca de cento e vinte pessoas no Pentecostes ser baptizadas com uma pessoa ou cheias de uma pessoa? E assim, como não conseguem compreender como o Espírito Santo possa vir morar numa pessoa ou em mais pessoas mediante a fé, chegam à errada conclusão que o Espírito Santo é só uma força emanada de Deus e nada mais. 

Ÿ Elas recusam aceitar que Jesus Cristo era Deus nos dias da sua carne porque se fazem esta pergunta: ‘Mas se Jesus era Deus como pôde morrer na cruz?; para elas portanto seria ‘irracional’ (porque a razão do homem não pode conceber uma tal coisa) crer na divindade de Cristo porque Deus é imortal e não pode morrer, enquanto Jesus morreu. Chegam por isso à conclusão que aqueles que sustentam que Jesus é Deus são pessoas enganadas por Satanás. 

Ÿ Elas definem a doutrina da existência do fogo eterno e do tormento eterno destinado aos pecadores além de contrária ao amor de Deus também irracional. Elas não podem aceitar com a razão o facto que Deus destine a um tormento eterno os iníquos, porque dizem que Deus é amor e não pode atormentar pela eternidade criaturas suas. Vai contra a razão de facto que criaturas de Deus sejam atormentadas por Deus pelos séculos dos séculos!! 

Em suma para as Testemunhas de Jeová, Deus dá sempre amplas razões e bases lógicas para compreender tudo o que diz respeito à sua natureza e ao seu modo de agir e como estas doutrinas acima expostas, segundo elas, não têm bases lógicas, elas não as aceitam. E assim criaram a ideia que na Escritura não há mistérios: dizem de facto que na Escritura há só ‘segredos sagrados’ mas não mistérios. Sustentam que segredo é simplesmente aquilo que não foi tornado conhecido, enquanto mistério é o que não pode ser compreendido. Nenhuma delas vos engane com estes vãos raciocínios feitos para confundir-vos, porque o mistério é também um segredo, doutra forma, cessaria de ser tal e porque na Escritura há muitas coisas a que não sabemos dar uma explicação lógica e que não conseguimos compreender. Mas apesar disso nós as aceitamos e não fazemos como os racionalistas que rejeitam o que Deus afirma na sua Palavra só porque não podem explicá-lo com a sua limitadíssima mente. Quando o homem diz: ‘Não aceito tudo aquilo que não posso explicar com a razão ainda que Deus o diga’, demonstra a sua arrogância e a sua estultícia, porque esquece ou ignora que Deus não é um homem como nós com uma inteligência e com uma sabedoria limitadas que age e fala como um mortal. Seria preciso um livro à parte para falar de algumas das muitas coisas misteriosas presentes na Escritura que nós filhos de Deus, ainda que tenhamos "a mente de Cristo" (1 Cor. 2:16) não conseguimos compreender em pleno; se Deus quiser, falaremos delas num próximo livro. Por agora nos limitamos a dizer que se as Testemunhas de Jeová deixassem de dar ouvidos aos vãos raciocínios que têm como fundamento os escritos de Russell e de Rutherford e se convertessem a Cristo Jesus então não falariam mais como fazem porque viriam ao conhecimento da verdade que está em Cristo Jesus e seriam renovadas no espírito da sua mente. 

Quanto a vós irmãos, vos exorto a continuar a reter tudo o que aprendestes no Senhor por aqueles que presidem sobre vós no Senhor, ou lendo por vós mesmos as sagradas Escrituras. Não ponhais em discussão nada do que diz a Escritura ainda que vós não consigais entender plenamente esta ou aquela doutrina. O amor tudo crê o que Deus diz na sua Palavra, ainda que permaneçam aspectos de doutrinas bíblicas que não nos são revelados e nós não conseguimos compreender. Lembrai-vos que Deus não é um homem, que Ele é imensamente maior do que o homem; pelo que não é possível compreender plenamente tudo o que Ele diz e faz. Mas também sabemos que Ele é bom, justo, santo, veraz, pelo que não pode haver naquilo que ele diz ou faz nada de injusto, de tortuoso, de falso. Eventualmente algo poderá nos parecer ilógico ou irracional, mas isso apenas porque a nossa mente tem um limite. Vos lembrais do que Pedro disse a Jesus, depois que Ele disse aos seus discípulos que devia morrer e ressurgir ao terceiro dia? Disse-lhe: "Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso" (Mat. 16:22). Mas que lhe respondeu Jesus? "Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens" (Mat. 16:23). Pedro não percebia por que Jesus devia morrer? Provavelmente para ele era algo de irracional, de ilógico, de anti-escritural. Mas não para o Senhor que compreendia as coisas do seu Deus e seu Pai e conhecia o que dele se achava nas Escrituras. Também numa outra ocasião Pedro recebeu uma admoestação do Senhor porque não queria sujeitar-se à vontade de Deus. Na noite em que Jesus foi traído, quando o Senhor se aproximou para lavar-lhe os pés, ele disse a Jesus: "Senhor, tu lavas-me os pés a mim?" (João 13:6) E porquê estas palavras? Provavelmente, porque também desta vez isso lhe parecia ilógico, irracional, e até anti-escritural. Mas não para o Senhor, o qual lhe disse: "O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás" (João 13:7). Pedro portanto não percebia ainda o porquê desse gesto de Jesus também para com ele, mas depois o entenderia. E poderíamos tomar também o exemplo de Jó para explicar isto. Quais foram as palavras de Jó em relação a Deus no meio da sua grande aflição? Foram palavras de censura, porque tudo aquilo que lhe acontecia lhe pareceu uma injustiça de Deus; algo de ilógico, de irracional. Mas que lhe respondeu Deus? "Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?" (Jó 38:2) e depois prosseguindo muitas outras coisas. Então, e só então Jó reconheceu ter falado mal, e se arrependeu disso. Ele percebeu que não deveria pôr em discussão a operação de Deus só porque não a compreendia e aparentemente parecia uma injustiça. 

Um juízo final sobre as Testemunhas de Jeová e qual o comportamento a ter em relação a elas

Após ter examinado as doutrinas da Torre de Vigia à luz das sagradas Escrituras tem que se reconhecer que as Testemunhas de Jeová estão longe do Senhor não conhecendo a verdade que está em Cristo Jesus e por isso estão ainda mortas nas suas ofensas e nas suas transgressões. Os membros das Testemunhas de Jeová não se podem pois chamar de cristãos, mas tem que se chamá-los de falsos cristãos, porque dos cristãos têm só a aparência, visto que deram ouvidos a uma bagagem de doutrinas que não se atêm de modo algum à Palavra de Deus e que anulam de maneira evidente muitos e muitos ensinamentos da Escritura. Doutrinas perversas, doutrinas de demónios, que porém eles apresentam com versículos bíblicos, com palavras doces e por vezes afectuosas. Cuidai pois de vós mesmos irmãos, porque por detrás de toda a sua doçura e gentileza se escondem demónios que os movem e os incitam a proclamar essas suas doutrinas com o intuito de procurar seduzir-vos e arrastar-vos para longe da verdade que conhecestes. Não penseis que as Testemunhas de Jeová vos querem levar a viver para sempre numa terra paradisíaca, porque aqueles que dão ouvidos às suas doutrinas nunca viverão numa terra paradisíaca, mas sim no lago ardente de fogo e enxofre juntamente com o seu pai, isto é, o diabo. E não vos admireis em constatar que com elas não estais nem de acordo nem em comunhão; o motivo é que elas fazem ainda parte dos  filhos do diabo. 

Qual o comportamento a ter então com elas quando vierem bater à porta de vossa casa? Antes de responder a esta pergunta é bom que tenhais presente quanto lhes é dito sobre o comportamento a ter para convosco. No seu livro Manual da Escola do Ministério Teocrático lê-se quanto se segue em referência ao ‘tacto’ que os proclamadores devem usar em relação ao dono da casa: ‘No ministério de casa em casa, podeis mostrar tacto começando a vossa conversa com assuntos que interessam ao dono da casa e mostrando como o reino de Deus proverá a solução. Fazei apelo ao amor da pessoa pela justiça, à sua razão e ao seu desejo de coisas melhores. (...) Em vez de falar sobre assuntos que suscitam controvérsia, fazei pois apelo às coisas que as pessoas em geral aceitam como justas’ (Manual da Escola do Ministério Teocrático, Brooklyn, New York, 1971, pag. 70),  e também que o tacto ‘implica o cálculo do tempo, isto é, que se determine o tempo certo para dar certas informações’ (op. cit. , pag. 71). Eis por que quando as Testemunhas de Jeová vêm bater à porta de vossa casa e vós lhes abris, elas começam sempre por fazer-vos perguntas como: ‘O que pensa do ódio que existe no mundo? Pensa que ele acabará? É possível que os homens possam amar-se? Não queria que ele acabasse?’ Porque a elas foi dito para não entrar logo no mérito da sua mensagem com o seu interlocutor porque ele poderia recusar-se desde logo a pôr-se a discutir com elas. Portanto primeiro lançam a coisa no geral, depois se vêem que o dono da casa exprime um mínimo de desejo que as coisas corram melhor, ou eventualmente diz que não nutre nenhuma esperança que as coisas melhorem, então começam a falar do reino milenário vindouro, para depois prosseguir com a terrível chacina de Armagedom e pouco a pouco com o resto da sua mensagem que se pode resumir assim: Armagedom está próximo, saí da Babilónia a Grande e uni-vos a nós, para evitardes ser destruídos por Jeová e não ter mais a possibilidade de viver na terra paradisíaca. E naturalmente sair da Babilónia significa ter que rejeitar a Trindade, a divindade de Cristo, a personalidade e divindade do Espírito Santo, o inferno, a imortalidade da alma e por aí fora. Como responder-lhes então quando vos fizerem estas perguntas gerais para apalpar o terreno? Tendes diversas possibilidades; eu menciono porém só duas. Podeis lhes dizer desde logo que segundo a promessa de Deus vós aguardais novos céus e nova terra em que habita a justiça, pelo que credes que um dia todo o mal que há neste mundo cessará. Neste caso, divergireis logo com o seu significado dos novos céus e da nova terra porque como haveis visto elas os entendem de uma maneira contrária à Escritura. Virá logo ao de cima portanto a questão dos 144.000 que compõem os ‘novos céus’ e o seu papel no propósito de Deus, mas podem vir ao de cima também outras coisas, como Armagedom, o milénio, e as doutrinas coligadas. Uma outra possibilidade que tendes é a de dizer-lhes logo que sois discípulos de Cristo e que mediante a fé em Cristo tendes tudo plenamente, tendes a remissão dos pecados, tendes a salvação, tendes a vida eterna, tendes a paz de Deus, a alegria da salvação, uma consolação eterna, tendes o Espírito Santo nos vossos corações que clama: Aba! Pai!, e portanto que não vos falta nada, absolutamente nada. Tudo isto porque o Senhor Jesus vos salvou, perdoou e deu a vida eterna. Habitualmente, se lhes se diz logo isto, vos dirão que sois bem-aventurados e estão contentes por vós! ‘Bem-aventurado você’, me respondeu mais do que uma Testemunha de Jeová! ‘Disseste bem’, respondi eu, ‘sou bem-aventurado em Cristo Jesus’. Mas prossegui dizendo-lhes que também elas podem ser bem-aventuradas como vós se se arrependerem dos seus pecados e crerem em Jesus. Ao que ouvireis vos responderem: ‘Mas nós cremos em Jesus, no seu sacrifício. Mas à pergunta: ‘Estais salvos dos vossos pecados, estais certos que os vossos pecados vos foram perdoados? A resposta será: ‘Nós pedimos todos os dias perdão dos nossos pecados a Deus! ou: ‘Ninguém pode dizer estar salvo, porque poderá abandonar o Senhor como fez Judas’ e ainda: ‘Mas quem perseverar até ao fim será salvo’. Então, a esta altura é bom que preciseis o que entendeis com o dizer ter sido salvos, a saber, que vós mediante a fé em Cristo fostes libertados da escravidão do pecado, precisando que isto não significa que vós não pecais porque se dissermos que não pecamos fazemos Deus mentiroso e a verdade não está em nós. E que esta salvação a haveis obtido quando vos reconhecestes pecadores diante de Deus e lhe haveis implorado para que tivesse piedade de vós (contai-lhes pois a vossa experiência pessoal com o Senhor). Insisti muito na libertação do pecado que haveis experimentado, porque elas ainda não a experimentaram dado que segundo a Torre de Vigia a experimentarão no fim do milénio, se se ativerem às leis de Deus. Dizei-lhes que ela se pode experimentar agora, basta invocar Jesus Cristo. Naturalmente ao prosseguir o discurso com elas sobre a salvação inevitavelmente extrairão o discurso sobre os 144.000 porque segundo a Torre de Vigia, só eles podem ser justificados, nascer de novo, ser constituídos reis e sacerdotes e ir para o céu e por aí fora. Ao que será preciso explicar-lhes que o Corpo de Cristo é formado por todos aqueles que creram em Jesus Cristo e não só por 144.000 crentes (que são exclusivamente Judeus de nascença, que não conheceram mulher e são irrepreensíveis). E prosseguindo com o discurso poderão vir ao de cima todas as suas outras doutrinas que sereis chamados a confutar. É claro, porém, que as coisas podem tomar uma outra direcção desde o início; tudo depende da forma como responderdes e de quem são as Testemunhas de Jeová que tendes pela frente. O Senhor guiará as coisas como ele decidiu e vos colocará nos lábios as palavras certas a dizer-lhes; eu apenas fiz presente duas maneiras em que se pode iniciar o discurso com elas e como rebater algumas suas afirmações. Por onde quer que seja que o discurso se inicie, vos exorto a insistir sobre o arrependimento e a remissão dos pecados, exortando-as a arrepender-se e a crer em Jesus. E adverti-as que se não se arrependerem quando morrerem irão para as chamas do Hades primeiro, e depois no dia do juízo para as chamas do lago ardente de fogo e de enxofre. Lembrai-vos que são também elas almas enganadas pela diabo, que necessitam ouvir falar da salvação que está em Cristo Jesus. É o Senhor portanto que vo-las põe no caminho para que evangelizeis também elas. Elas pensam porém evangelizar-vos a vós. Disse-me por exemplo, com orgulho um dia uma Testemunha de Jeová, após ter falado com ela por mais de uma hora: ‘Lembra-te que fui eu que vim a tua casa e não tu a mim’. Sim, isso é verdade, lhe respondi, mas lembra-te que fui eu que te anunciei o Evangelho da graça e não tu a mim! Em relação à vossa atitude para com elas, procurai mostrar-lhes amor quando lhes falais, não sejais ásperos nem malcriados, porque estas atitudes não convêm a santos. Mas o amor seja sempre acompanhado por gravidade e por franqueza. E por fim orai por elas para que Deus as salve. 

Dilectos no Senhor termino com estas palavras, estai firmes na fé; combatei por ela corajosamente, proclamai o Evangelho da graça de Deus e confutai as heresias de perdição que se erguem contra ele. A Deus seja a glória eternamente. Amen. 

 

 

NOTAS

 

[ 1] A respeito da tradução denominada Septuaginta as Testemunhas de Jeová consideram que as primeiras cópias desta tradução continham o Tetragrama. ‘É verdade que as cópias mais completas da Septuaginta actualmente conhecidas seguem uniformemente o costume de substituir o Tetragrama pelas palavras gregas Kyrios (Senhor) ou Theos (Deus). Estes manuscritos principais, porém, remontam apenas ao quarto e ao quinto séculos E.C. Descobriram-se recentemente cópias mais antigas, embora em forma fragmentária, que provam que cópias anteriores da Septuaginta continham o nome divino. Uma delas são os restos fragmentários dum rolo de papiro duma parte de Deuteronómio, alistado como Papiro Fouad Inventário N.° 266. Apresenta regularmente o Tetragrama, escrito em caracteres hebraicos quadrados, em cada ocorrência no texto hebraico traduzido. Os peritos datam este papiro como do primeiro século a.E.C, e portanto foi escrito quatro ou cinco séculos antes dos manuscritos já mencionados’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, pag. 1023-1024). [ ç ]

 

[ 2] Elohim literalmente significa ‘Deuses’ mas é acompanhado pelo verbo no singular. Eis por que está escrito que no princípio "Elohim (os Deuses) criou os céus e a terra" (Gen. 1:1) e não ‘criaram os céus e a terra’. Este nome de Deus no plural portanto subentende a Trindade. [ ç ]

 

[ 3] O tradutor moderno dos Escritos do Antigo Testamento se encontrou pois, por quanto diz respeito à tradução de YHWH, perante três possíveis soluções: 1) deixar inalterado o Tetragrama, 2) substituir o Tetragrama com o seu apelativo, isto é, com Senhor ou Deus, 3) transliterar o Tetragrama usando as vogais de Adonay. Alguns optaram por esta última solução, por isso em diversas Bíblias aparece YEHOWAH. [ ç ]

 

[ 4] YAHWEH é o nome de Deus mais empregado do Antigo Testamento. A grande maioria das Bíblias o traduz geralmente com "Senhor" [ ç ]

 

[ 5] Eis alguns destes versículos. As palavras de Davi: "Disse YHWH ao meu Senhor" (Sal. 110:1) foram citadas por Jesus desta maneira: "Disse o Senhor ao meu Senhor" (Mat. 22:44). As palavras de Amós: "diz YHWH, que faz estas coisas" (Amós 9:12) foram citadas por Tiago desta maneira: "diz o Senhor que faz estas coisas" (Actos 15:18). As palavras de Joel: "Todo aquele que invocar o nome do YHWH será salvo" (Joel 2:32) foram citadas tanto por Pedro como por Paulo desta maneira: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Actos 2:21 e Rom. 10:13). [ ç ]

 

[ 6] Fazemos notar que ao inserir o nome Jeová no Velho Testamento, os ‘tradutores’ dentre as Testemunhas de Jeová incorreram neste erro. Eles fizeram dizer à Escritura que Abraão chamou Deus com o seu nome YHWH, isto é, Yahweh, porque puseram: ‘Disse então: "Jeová, se eu tiver agora achado favor aos teus olhos, por favor, não passes por teu servo’ (Gen. 18:3), quando nós sabemos que Deus não se tinha feito conhecer a Abraão com este nome porque quando Ele falou a Moisés lhe disse: "Eu sou o Senhor. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como El-Shadday (o Deus Todo-Poderoso); mas pelo meu nome, Yahweh (Aquele que é), não lhes fui conhecido" (Ex. 6:3). É claro, pois, que se Deus disse essas palavras a Moisés isto significa que o patriarca Abraão não podia ainda conhecer Deus pelo nome Yahweh. O patriarca na verdade o conhecia com o nome de El-Shadday, isto é, o Deus Todo-Poderoso, mas não por esse de Yahweh, isto é, de Aquele que é. Como podeis ver os manipuladores das Escrituras neste caso, colocando Jeová nesse lugar, fizeram ‘dizer’ a Deus uma mentira. E depois as Testemunhas de Jeová nos vêm dizer para honrar o nome de Deus chamando-o Jeová! Quando os seus ‘peritos bíblicos’, porque assim são chamados por elas os tradutores da sua Bíblia, se permitiram fazer Deus ser chamado de Jeová pelo patriarca Abraão quando este não conhecia ainda Deus por este nome. Mas naturalmente elas ignoram isto. [ ç ]

 

[ 7] Conheço uma irmã em Cristo, que, pouco tempo depois de ter conhecido o Senhor, como lhe era dito com insistência por seu filho, que é uma Testemunha de Jeová, que o nome de Deus é Jeová e que assim importa chamá-lo, pôs-se na sua simplicidade e com fé a orar a Deus para que lhe fizesse saber Ele qual é o seu nome. (Ainda esta irmã não sabia que Deus tinha feito conhecer o seu nome a Moisés). E Deus a atendeu. Um dia enquanto se encontrava em casa ouviu diante dela uma voz autorizada que lhe disse: ‘Eu sou’. [ ç ]

 

[ 8] A respeito desta outra classe, porém, as coisas não são realmente assim porque por exemplo Adão, Eva, Caim, muitos Sodomitas, aqueles que pereceram no dilúvio, e os religionistas do tempo de Jesus, e os que perecerão na batalha de Armagedom nunca terão a possibilidade de entrar a fazer parte destas ‘outras ovelhas’, tendo sido ‘predestinados’ por Deus a não voltar mais à vida!! [ ç ]

 

[ 9] Cabe perguntar às Testemunhas de Jeová se, pelo contrário, é razoável que a Judas elas não lhe dêem a possibilidade de voltar à vida durante o milénio, e juntamente com Judas haja uma fileira de mortos condenados por elas ao esquecimento pela eternidade!! Seria este um comportamento justo por parte de Deus?!! [ ç ]

 

[ 10] Rutherford, o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia, disse também o local exacto onde se encontrava o trono de Deus: ‘A grandeza em tamanho de outras estrelas ou planetas é pequena quando comparada com as Plêiades em importância, porque as Plêiades são o local do eterno trono de Deus’ (J.F. Rutherford, Reconciliação, Watchtower Bible and Tract Society of New York, 1928, pag. 14). Este seu enésimo estranho ensinamento foi depois abandonado pela Sociedade. [ ç ]

 

[ 11] Se tenha presente que para as Testemunhas de Jeová enquanto o Novo Pacto um dia cessará, o ‘pacto para um reino’ do qual dissemos antes é afirmado ser um outro pacto que Jesus fez com os seus apóstolos durará para sempre: ‘O pacto entre Jesus Cristo e estes reis associados permanece em vigor para sempre’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. II, pag. 508). É supérfluo dizer que esta é uma outra estranheza da teologia da Torre de Vigia. A Escritura ensina que Deus fez um só pacto através de Jesus Cristo e ele se chama Novo Pacto e é eterno; e neste pacto há a promessa do Reino para todos aqueles que crêem no Filho de Deus, sem distinção alguma. [ ç ]

 

[ 12] Faço notar que actualmente este ‘dia de repouso’ não é dito ser da duração de sete mil anos, como ao contrário era ensinado com força pela Torre de Vigia anos atrás: ‘Medidos pela extensão do "sétimo dia" no qual Deus descansou da sua obra e ficou restaurado, cada um desses dias seria de 7.000 anos’ (Seja Deus verdadeiro, pag. 154). Segundo esta sua passada doutrina, como Adão foi criado no fim do sexto dia da semana criativa, mais precisamente em 4026 a.C (esta é a data que a Torre de Vigia estabelece para a criação do homem), e dado que Deus começou a repousar logo depois de tê-lo criado, mais precisamente no Outono desse ano (4.026 a.C), e este sétimo dia era da duração de sete mil anos (como aliás também os seis dias que passaram, pelo que os seis dias criativos eram 42.000 anos - 7.000 x 6) nós viveríamos neste sétimo ‘dia’ durante o qual Deus ainda está repousando. Ele, portanto, segundo os cálculos passados da Torre de Vigia devia acabar em 2975. Mas como recém-dito, agora a duração do sétimo dia é indeterminada, sempre, de qualquer modo, superior aos sete mil anos. O motivo deste seu alongamento é este. Sendo a data da criação de Adão colocada em 4026 a.C e a do início do repouso de Deus ainda nesse ano, o milénio, que faz parte deste sétimo dia, já deveria ter começado há algumas décadas, enquanto elas ainda esperam o começo dele. Lembramos que a predição da Torre de Vigia que fixava a batalha de Armagedom e o início do Milénio em 1975 se baseava nesta ‘confiável cronologia bíblica’; assim era chamada. Agora ao contrário, como visto acima, o sétimo dia de repouso, segundo ainda ‘uma confiável cronologia bíblica’ feita pela Torre de Vigia, dura no mínimo milhares de anos. Podem ser oito, nove, dez, ou mais, milhares de anos. Talvez dentro de alguns anos nos dirão com precisão quanto. Mas é claro que assim falando sobre o sétimo dia, também os seis dias criativos não são mais de sete mil anos cada um como a Torre de Vigia afirmou por muitos anos. Portanto o chamado ‘escravo fiel e discreto’ desta maneira procurou remediar uma situação difícil; contradizendo-se porém pela enésima vez. [ ç ]

 

[ 13] É claro que embora não esteja escrito a propósito do sétimo dia ‘e foi a tarde e a manhã’ não se pode dizer que o dia de repouso ainda está durando. [ ç ]

 

[ 14] Jeremias diz que pela ira de Deus "treme a terra" (Jer. 10:10); e temos um exemplo disso quando Deus enviou um grande terremoto contra Israel nos dias do rei Uzias, terremoto predito através de Amós nestes termos: "Eis que farei oscilar a terra debaixo de vós, como oscila um carro carregado de feixes" (Amós 2:13) e também: "[A terra] levantar-se-á toda como o Nilo, será agitada e abaixará como o rio do Egipto" (Amós 8:8). Por quanto diz respeito às pestilências recordemos que Deus feriu com a peste os seus inimigos diversas vezes: "Uma terça parte de ti morrerá de peste" (Ez. 5:12) disse Deus contra Jerusalém. Por quanto diz respeito às fomes recordemos a fome que Deus enviou contra Israel nos dias do rei Acabe por causa da maldade do povo; foi Deus a não fazer chover sobre a terra (por três anos e seis meses) conforme já tinha avisado na lei: "O céu que está sobre a tua cabeça será de bronze, e a terra que está debaixo de ti será de ferro" (Deut. 28:23). [ ç ]

 

[ 15] Porventura alguém perguntará: Que deve fazer então uma Testemunha de Jeová quando está doente se Deus deixou de fazer curas e milagres? O encontramos escrito no seu livro Estudo Perspicaz das Escrituras : ‘De qualquer modo, quando um servo de Deus está doente fisicamente, é justo que ore a Jeová para que lhe dê a força de ânimo necessária para suportar a doença, e a força espiritual para permanecer íntegro durante tal período de fraqueza da carne’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 182-183). Portanto, ele não deve pedir a Deus para curá-lo!! Ele, não pode curar, deixou de fazer curas, portanto é completamente inútil invocá-lo a tal propósito para que o cure!! Os médicos os pode chamar, Deus não!! E assim enquanto o diabo continua a enganar as pessoas com falsas curas, Deus teria deixado há muito tempo de curar as doenças através dos seus servos! Aliás o milénio, em que não haverão mais doenças, está iminente, por que pois haveria Deus de pôr-se a curar? Como é totalmente diferente o nosso Deus que diz que se está alguém doente entre nós ele deve chamar os anciãos da igreja e eles devem orar sobre ele ungindo-o com azeite em nome do Senhor, e  a oração da fé salvará o doente e Ele o levantará (cfr. Tiago 5:14-15). E como se comporta de maneira completamente diferente o crente que põe toda a sua confiança no Senhor invocando-o e dizendo-lhe: "Cura-me, ó Senhor, e serei curado" (Jer. 17:14). Porventura alguém quererá saber o que dizem as Testemunhas de Jeová a respeito das palavras de Tiago: "Está alguém entre vós doente? Chame os anciãos da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará".  Bom, eis a sua interpretação: ‘As orações feitas em favor de outros servos de Deus são eficazes. O indica Tiago 5:13-18, onde o cristão espiritualmente doente é exortado a deixar que os anciãos de congregação orem sobre ele, untando-o com óleo em nome de Jeová’ (...) Além de orar com a pessoa, os anciãos procuram restabelecer a sua saúde espiritual exprimindo pensamentos escriturais comparáveis a óleo lenitivo’ (A Sentinela, 15 de Novembro de 1990, pag. 21). Notai que a doença é espiritual, mas também que o óleo com que se deve ungir o doente não é óleo natural mas óleo espiritual, neste caso o óleo representa pensamentos escriturais! Em verdade esta gente foi enganada pelo Corpo Governante de Brooklyn. [ ç ]

 

[ 16] A propósito da abolição do conhecimento de que fala Paulo, as Testemunhas de Jeová dizem quanto se segue: ‘Examinando o contexto se percebe que o apóstolo Paulo quis dizer que o conhecimento sobrenatural, o qual era um milagroso dom do espírito santo, a seu tempo cessaria. (...) De modo coerente, portanto, o ‘conhecimento’ mencionado não era o comum conhecimento que se obtém pela experiência, pela observação, pelo estudo de livros, ou mesmo pela Bíblia. Era conhecimento sobrenatural fornecido por meio do espírito santo. (...) Podia haver uma questão ou um problema, e Deus fornecia a solução por meio de alguém que tinha o dom da ‘palavra de conhecimento’ (...) Este sobrenatural conhecimento existiria sempre entre os cristãos? Não. Com efeito, nem todos o tinham no primeiro século. (...) Portanto a necessidade dos dons milagrosos, incluindo o ‘conhecimento’, cessaria’ (A Sentinela, 15 de Maio de 1969, pag. 605). Esta é a escapatória a que recorreram as Testemunhas de Jeová perante a afirmação de Paulo sobre a abolição do conhecimento. E elas pela enésima vez, não manejando bem a palavra de verdade, ficam confundidas. Antes de tudo deve ser dito que o dom de palavra de conhecimento não foi por Deus ainda abolido porque Ele o distribui ainda no seio da sua Igreja para a edificação dela, e depois deve ser dito que o conhecimento de que fala Paulo é o conhecimento de tudo o que diz respeito a Deus. Em outras palavras, enquanto nós agora temos na globalidade um conhecimento parcial das coisas que Deus diz e faz porque os seus caminhos são inescrutáveis e os seus juízos insondáveis, e a sua sabedoria e o seu conhecimento são infinitos, então, isto é, quando chegar a perfeição, teremos um conhecimento pleno. Estando assim as coisas, é claro que quando chegar a perfeição será abolida também a palavra de conhecimento, que é a revelação sobrenatural de um facto que aconteceu ou que está acontecendo. Digo quando chegar a perfeição porque ela ainda não chegou. E aqui é bom que saibais que um outro erro que cometem as Testemunhas de Jeová é o de dizer que a perfeição de que Paulo fala nesta circunstância já chegou (eram obrigadas a dizer isto porque doutra forma não poderiam dizer que o que é em parte foi abolido). Eis o que dizem: ‘Além disso, com o tempo o cristianismo firmemente se estabeleceria e organizaria. Portanto a necessidade dos dons milagrosos, incluindo o ‘conhecimento’, cessaria. (...) Hoje a Bíblia está disponível em todo o mundo em centenas de línguas. À diferença das primeiras congregações cristãs, temos agora as Escrituras Gregas Cristãs completas, contendo profecias de que podemos ver o cumprimento assim como informações sobre a aplicação de profecias das Escrituras Hebraicas. Os verdadeiros adoradores têm à disposição numerosos livros e revistas com material escritural preparado pela classe do ‘escravo fiel e discreto’ de cristãos ungidos’ (A Sentinela, 15 de Maio de 1969, pag. 605). Também este discurso não colhe perante o ensinamento da Escritura porque Paulo falando da perfeição que devia ainda vir não se referia à ‘perfeição’ da Torre de Vigia, mas a outra perfeição, isto é, àquela que os santos obterão na ressurreição quando forem ressuscitados e transformados, obtendo um corpo incorruptível, imortal e glorioso. Portanto Paulo se referia ao dia do Senhor e não ao tempo em que o cânon da Bíblia estaria completo e o conhecimento da Palavra de Deus aumentaria. Em verdade as Testemunhas de Jeová estão longe da verdade. [ ç ]

 

[ 17] Tomei estas suas palavras para demonstrar que elas rejeitam as visões acerca de coisas futuras, porque como elas consideram que Deus não dá mais a capacidade de predizer acontecimentos futuros (ainda que elas façam confusão ao dizer que mediante o dom de profecia eram preditos eventos futuros, porque com o dom de profecia não se predizem eventos futuros, mas se fala aos homens uma linguagem de edificação, de exortação e de consolação), está implícito que se um crente diz ter tido uma visão em que Deus lhe disse que acontecerá um determinado evento, elas não a aceitarão como uma manifestação divina. [ ç ]

 

[ 18] Faço presente que quando as Testemunhas de Jeová falam de porneia (termo grego que é traduzido com fornicação) se referem a toda a forma de relação sexual ilícita fora do matrimónio incluindo também a homossexualidade e a bestialidade (cfr. ibid., pag. 714). [ ç ]

 

[ 19] A respeito do uso dos cosméticos lê-se em Despertai!: ‘PRECAUÇÕES INERENTES AOS COSMÉTICOS. 1. Todo o produto de maquilhagem pode conter bactérias nocivas, portanto renovai a vossa provisão de quatro em quatro meses aproximadamente. 2. Quando comprardes um novo rímel, deitai sempre fora a escova velha. 3. Lavai as mãos antes de aplicar qualquer cosmético. 4. Se a maquilhagem requer o emprego de água, usai água, não saliva. 5. Limpai os pincéis e tudo o que usais para a maquilhagem uma vez por semana. 6. Tende os lápis para os olhos afiados para eliminar as bactérias. Limpai os afiadores dos lápis com um pedaço de algodão embebido em álcool. 7. Tende as embalagens bem fechadas para evitar que o produto se contamine ou se estrague. 8. Não useis os cosméticos alheios: podem estar contaminados. 9. Não apliqueis cosméticos sobre a pele irritada ou danificada. 10. Mantende os cosméticos longe do alcance das crianças. 11. Quando se verificar uma reacção negativa, interrompei o uso do produto. Se o problema persistir, consultai o médico, entregando-lhe a embalagem do cosmético, o rótulo e as instruções que a acompanhavam. 12. Informai o fabricante ou o distribuidor indicado no rótulo de qualquer reacção negativa de um cosmético.’ (Despertai! , 22 de Agosto de 1984, pag. 23). E todas estas coisas as ensina aquele que é chamado ‘escravo fiel e discreto’! [ ç ]

 

[ 20] Além disso elas dizem quanto se segue: ‘Visto que era proibido introduzir no próprio corpo o sangue de uma outra criatura, segue-se necessariamente que era errado dar o próprio sangue para fazê-lo infundir no corpo de uma outra pessoa. Isto está implícito no máximo mandamento da Lei que diz: ‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente (Mt 22,37). E o que quer dizer amar a Deus com toda a nossa alma? O sangue é a alma (Dt 12,23). Não podemos tirar do nosso corpo parte do sangue, que representa a nossa alma, e ainda amar a Deus com toda a nossa alma, porque tirámos parte da nossa alma, do nosso sangue’ (Da brochura: Sangue, Medicina e a Lei de Deus, Watch Tower and Tract Society of New York, Inc., s.d, pag. 8). Pelo que elas proíbem também doar sangue, porque consideram que se o fizessem não poderiam mais amar a Deus com toda a sua alma. Estando assim as coisas, se deveria portanto deduzir que se um crente perde um pouco de sangue independentemente da sua vontade porque se fere, não pode mais amar a Deus com toda a sua alma porque perde parte da sua alma. Note-se por isso a qual conclusão absurda se chegaria se se dissesse que o sangue é a alma do homem. [ ç ]

 

[ 21] Leia-se a tal propósito a carta de Paulo aos Gálatas e o segundo capítulo da sua carta aos Colossenses para perceber isto. [ ç ]

 

[ 22] Porventura alguns de vós se perguntarão por que é que muitas Testemunhas de Jeová, tanto homens como mulheres, andam vestidas de maneira tão vistosa que não se pode não notá-las. Pois bem, o motivo é porque lhes é dito para se fazerem atraentes. Na sua revista Despertai! lê-se por exemplo: ‘Não custa nada em termos de dinheiro. Faz-vos parecer mais atraentes. Dá-vos um maior sentido de segurança. De que se trata? Da capacidade de combinar ou harmonizar as cores das roupas a usar’ (Despertai! , 8 de Outubro de 1990, pag. 15). Atrair, atrair, a palavra de ordem que lhes é dirigida é atrair. Portanto, além das jóias e da maquilhagem, é recomendado às mulheres também um vestuário atraente. Que coisa pode brotar de tudo isto? Que muitas delas, seguindo estes conselhos, se fazem atraentes e provocantes para os homens e portanto para elas este aspecto exterior serve de isca para poder aproximar os homens e falar-lhes, e convidá-los para os seus salões. Sabe-se, aliás que o homem muito facilmente se deixa prender pelos lábios maquilhados de uma mulher, ou pelas suas jóias, ou por alguma sua roupa provocante. A mesma coisa, de qualquer modo, deve ser dita para os homens, porque também eles com o seu modo de vestir atraente conseguem atrair as pessoas do sexo oposto. Sabe-se, com efeito, que às mulheres agrada o homem elegante, trajando cores vistosas. Se depois se tiver presente que as Testemunhas de Jeová acompanham tudo com palavras doces e lisonjeiras, não é de surpreender que muitas raparigas e mulheres carregadas de pecados e levadas de várias concupiscências com muita facilidade caiam nas suas redes e se associem a elas. Estai atentos irmãos e irmãs, e não vos deixeis enganar pela sua bela aparência porque por detrás de tudo isso se esconde a antiga serpente. [ ç ]

 

[ 23] Ouvi o que a Torre de Vigia afirmou a respeito das predições contidas na Bíblia: ‘Há uma razão pela qual as profecias contidas na Bíblia continuam a cumprir-se, também no nosso século vinte. A razão é que estas profecias não são as predições de simples homens que procuram fazer interpretações privadas sobre o resultado provável da tendência dos acontecimentos mundiais. (...) Como as profecias da Bíblia são de Deus por meio do seu espírito santo, simplesmente têm de cumprir-se’ (Holy Spirit-The Force Behind the Coming New Order!, pag. 60). Tomando a ideia destas suas palavras dizemos quanto se segue a respeito das predições feitas por Russell, Rutherford e Knorr: ‘A razão pela qual as suas predições não se cumpriram, é que eram as predições de simples homens que procuravam fazer interpretações privadas sobre o resultado provável da tendência dos acontecimentos mundiais. Como elas não tinham sido pronunciadas por Deus por meio do seu Espírito Santo, simplesmente não puderam cumprir-se’. [ ç ]

 

[ 24] Se tenha presente que também sobre o regresso dos Judeus carnais à Palestina a Torre de Vigia mudou de doutrina no curso do tempo. O primeiro presidente Russell sustentava que o regresso dos Judeus carnais à Palestina fazia plenamente parte do plano de Deus. Eis quanto declarou: ‘Estamos perfeitamente garantidos pelo veredicto profético que a reconstituição de Israel no território da Palestina é um dos acontecimentos que se verificarão no dia do Senhor. Nota bem que tal profecia não pode ser de algum modo interpretada simbolicamente. Não está no Céu a Canaã à qual estão destinados os Hebreus, mas na terra’ (Estudos das Escrituras, vol. III, pag. 228). O segundo presidente, ou seja, Rutherford num primeiro tempo defendeu com força as ideias de Russell. Eis o que escreveu no seu livro Consolação para os Hebreus de 1925: ‘A reconstrução da Palestina portanto começou, e prossegue bem. Isto ocorre manifestamente em cumprimento da profecia anunciada como promessa de Jeová, e deveria ser suficiente para suscitar a mais respeitosa atenção e o mais profundo interesse entre aqueles que crêem que Jeová é Deus. Foi o grande Deus Jeová que vaticinou, por meio de homens que criam nele, os casos que hoje vemos desenvolver-se na Palestina. Nunca será suficientemente apreciado o privilégio de viver na terra no momento da realização desta profecia (pag. 13). ‘Todos aqueles que lêem esta profecia podem encher-se de alegria; porque o tempo do seu cumprimento se consumou!... O presente capítulo é dedicado à meditação de tal realidade; chegou o momento de Israel ser consolado (pag. 67). Já foram fundadas oitenta e nove colónias na Palestina... Os hebreus plantam vinhas e gozam o fruto delas, isto é, começa a cumprir-se a profecia: ‘E eles construirão casas e as habitarão, etc...’ (pag. 83). ‘Todo o hebreu que tenha seguido atentamente as nossas exposições, as quais se baseiam exclusivamente na Sagrada Escritura, deverá convencer-se que é da vontade de Deus que os Hebreus voltem à posse da Palestina... e que Deus mantém além disso tal promessa... É em cumprimento da profecia que os Hebreus agora se reúnem na Palestina’ (pag. 155). Mas alguns anos depois, ‘o amigo dos Hebreus conhecido em todo o mundo’, assim era chamado Rutherford, passou a dizer que as profecias de Ezequiel se aplicavam hoje ao Israel espiritual. Era o ano de 1932, e a Torre de Vigia  nos faz saber que naquele ano: ‘se publicaram o segundo e o terceiro volume do livro Reivindicação, que tratavam os restantes vinte e quatro capítulos da profecia de Ezequiel. Por meio destes livros Jeová revelou ao seu povo que as profecias acerca da restauração não se aplicavam aos terrestres, naturais, circuncisos Judeus ou Israelitas, mas se aplicavam ao fiel remanescente do Israel espiritual desde o ano de 1919 E.C’ (A Sentinela , 1 de Agosto de 1966, pag. 469-470). Ela reconhece portanto que até àquele ano tinham dado ouvidos a uma falsa doutrina: ‘Só em 1932 nos demos conta de ter seguido uma falsa pista no que dizia respeito aos Judeus naturais. Como muitos outros, esperávamos vê-los voltar à Palestina para ter de novo nesse lugar o favor de Deus e que fossem usados por ele como parte terrena do seu instrumento no reino milenário de Cristo’ (A Sentinela , 15 de Setembro de 1963, pag. 563). Com Knorr a posição foi confirmada: ‘Muitos chefes judeus acreditam que a Bíblia ampara a sua pretensão de que serão congregados na sua "Terra Santa da Palestina". (...) Eles não compreendem (...) que o cumprimento completo ou maior aplica-se ao "Israel de Deus" composto de "Judeus interiormente" ou Israelitas espirituais que saem do cativeiro deste mundo babilónico. A partir de 1919 E .C. têm sido estes reunidos na condição terrestre em que receberam o favor de Jeová Deus como testemunhas dele e como embaixadores do seu reino estabelecido nas mãos do seu Messias’ (Seja Deus verdadeiro, pag. 203-204). Para Knorr o movimento hebraico para o regresso à Palestina tinha sido arquitectado pelo inimigo! [ ç ]

 

[ 25] A palavra grega theios que significa ‘divina’ encontra-se por exemplo nestas passagens do Novo Testamento: "Visto como o seu divino (theios ) poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina ( theios)..." (2 Ped. 1:3-4). [ ç ]

 

[ 26] Faço notar que enquanto Jesus pouco antes de morrer entregou o seu espírito nas mãos do Pai, Estêvão antes de morrer o entregou nas mãos do Senhor Jesus Cristo. Portanto ele dizendo essas palavras pôs o Filho ao mesmo nível do Pai, reconhecendo implicitamente a sua Divindade. Porquê? Porque no Eclesiastes está dito que o espírito volta "a Deus que o deu" (Ecl. 12:7). [ ç ]

 

[ 27] Russell sustentava que Jesus Cristo foi adorado na terra. ‘Pergunta: Foi ele realmente adorado, ou a tradução é defeituosa? Resposta: Sim, nós cremos que o nosso Senhor, enquanto estava na terra, foi realmente adorado’ ( Watch Tower Reprints, III, 15 de Julho de 1898, pag. 2337; edição inglesa). A Sentinela de 15 de Outubro de 1945 comentando Hebreus 1:6 afirmou: ‘Visto que Jeová Deus reina como Rei por meio de Sião... todo aquele que o queira adorar, deve também adorar e prostrar-se diante do principal representante de Jeová, isto é, Jesus Cristo, o Seu Co-regente no Trono da Teocracia. Os santos anjos obedeceram alegremente à ordem divina e demonstraram a sua adoração do novo Rei de Jeová e a sua submissão a ele, participando na sua ‘guerra no céu’ contra Satanás e os seus anjos maus’. Portanto, nesse ano ainda era correcto adorar Cristo porque ele era o representante de Jeová. Nos anos posteriores, porém, as coisas mudaram, com efeito, lê-se na Sentinela de 15 de Junho de 1965: ‘É anti-bíblico que os adoradores do vivente e verdadeiro Deus prestem adoração ao Filho de Deus, Jesus Cristo’ (pag. 383), e: ‘... não se deve adorar Jesus, porque adoramos só Jeová Deus’ (pag. 384). [ ç ]

 

[ 28] As Testemunhas de Jeová na sua mania de distinguir-se de todos aqueles que se dizem cristãos, na sua versão colocaram ‘segredo sagrado’ no lugar de mistério, ‘congregação’ no lugar de igreja, e ‘benignidade imerecida’ no lugar de graça; ‘túmulos memoriais’ no lugar de túmulos. [ ç ]

 

[ 29] A palavra grega para cruz é stauros . Deve ser dito porém que esta palavra grega significa também ‘estaca’. Os Romanos, que no tempo de Jesus ocupavam a terra de Israel, crucificavam os condenados à morte não numa estaca mas numa cruz. E isto foi amplamente demonstrado pela história. Mas para confirmação adicional, dizemos que Deus também deu visões a alguns crentes em que fez ver Jesus Cristo quando sofreu na cruz. Conheço uma irmã em Cristo que depois que lhe foi falado da salvação que está em Cristo Jesus, um dia enquanto assistia a uma reunião de evangelização foi arrebatada em êxtase e Deus mostrou-lhe a cena atroz do Gólgota quando Jesus pendurado na cruz sofreu pelos nossos pecados. Ela diz que o viu pregado a uma cruz, e não a uma estaca, na verdade, viu os seus braços estendidos e pregados ao madeiro de uma cruz (isto é, à trave horizontal). Mas Jesus depois que morreu na cruz ressuscitou dentre os mortos. O seu corpo, aquele mesmo corpo com que Ele tinha morrido, foi por Deus transformado num corpo glorioso e imortal, e com esse apareceu aos seus discípulos e às mulheres. Jesus homem ressuscitou; Ele vive e não pode mais morrer; Ele destruiu a morte e trouxe à luz a imortalidade. A Ele, o nosso bem-aventurado Salvador e Senhor, seja a glória eternamente. Amen. [ ç ]

 

[ 30] Para a Torre de Vigia esse homem ‘ressuscitará’ durante o milénio e viverá no paraíso terrestre, porque ele não fazia parte dos 144.000 tendo morrido antes do Pentecostes. Eis por que Jesus lhe prometeu que estaria com ele no paraíso: ‘Onde é o Paraíso? Pois bem, onde era o paraíso que Deus fez ao início? Era na terra, não é verdade? Deus colocou o primeiro casal humano no belíssimo paraíso chamado jardim do Éden. Por isso quando lemos que este ex-malfeitor estará no Paraíso, deveríamos imaginar mentalmente esta terra transformada num belíssimo paraíso em que viver...’ ( Poderá viver para sempre no paraíso na terra, pag. 170-171). Já demonstrámos que esse homem naquele próprio dia foi com a alma para o paraíso, isto é, para um lugar de conforto e repouso no mundo invisível. Aqui queremos fazer notar que esta explicação das Testemunhas de Jeová contradiz não só a Palavra de Deus mas até a sua doutrina, porque se as coisas fossem verdadeiramente assim, com esse homem na terra paradisíaca deveria estar também Jesus durante o milénio, porque Jesus lhe disse: "Estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:43), enquanto para a Torre de Vigia Jesus não estará na terra durante o milénio mas no céu e não poderá sequer ser visto da terra! Eis pois os hábeis apanhados por Deus na sua própria astúcia pela enésima vez. [ ç ]

 

[ 31] Se tenha sempre presente que mesmo se para as Testemunhas de Jeová Paulo e os seus cooperadores faziam parte dos 144.000, eles dado que deveriam entrar no céu só em 1918 com a ‘ressurreição’ do primeiro grupo dos 144.000, não podiam ir logo para o céu na sua morte. Pelo que além de fazer crer que no interior de Paulo e dos seus cooperadores não havia uma alma imortal que na morte ia ter com o Senhor, os tradutores com as suas distorções se tinham proposto fazer crer que estes membros dos 144.000 não teriam ido logo para o céu com a sua ‘ressurreição espiritual invisível’ (como elas dizem acontecer aos 144.000 que morrem agora) porque deviam esperar 1918 antes de estar presentes com o Senhor no céu. Em outras palavras, estas distorções servem para fazer crer que as ‘outras ovelhas’ não têm uma alma imortal que após a morte continuará a viver com o Senhor, e que os primeiros 144.000 não tendo uma alma tiveram que esperar a ‘volta’ invisível de Cristo para poder ir para o céu em 1918 na primeira ressurreição!! [ ç ]

 

[ 32] Seja bem claro, de qualquer modo, que Paulo não exortou os crentes de Corinto a fazer-se baptizar pelos mortos; dizemos isto porque os Mórmons tomam estas palavras para sustentar o seu baptismo pelos mortos a que estão obrigados os Mórmons a fim de salvar aqueles que morreram privados do conhecimento do Evangelho ‘restaurado’. [ ç ]

 

[ 33] W. Cetnar, que foi uma testemunha de Jeová de 1940 a 1962 (recordamos que a primeira edição completa da Bíblia da Torre de Vigia remonta a 1961), e que nos anos cinquenta prestou serviço na sede central de Brooklyn das Testemunhas de Jeová na qualidade de colaborador de T. J. Sullivan, membro do Corpo Governante, com importantes encargos organizativos, disse a propósito dos tradutores da Tradução do Novo Mundo: ‘Conhecendo os tradutores, (...) também eu, se tivesse estado na Comissão, teria querido que o meu nome permanecesse secreto! A razão de tal anonimato dos tradutores é dupla: 1) De tal modo não se podiam nem controlar nem avaliar as suas qualificações. 2) Assim fazendo não haveria ninguém que assumiria a responsabilidade da tradução. (...) Pelo que eu pude observar, aqueles que participavam nestas reuniões para a tradução eram N.H. Knorr, F.W. Franz, D.G. Gangas, M.G. Henschel e A.D. Schoeder. À parte o Vice-Presidente Franz, nenhum dos membros da Comissão tinha tido um ensino escolar suficiente para torná-los capazes de funcionar como tradutores da Bíblia, e o de Franz era muito limitado (...)’ (citado por P. Hedley in Perché hanno lasciato i Testimoni di Geova [Por que deixaram as Testemunhas de Jeová], Napoli 1980, pag. 100,283). [ ç ]

 

[ 34] Fazemos notar que as Testemunhas de Jeová para sustentar esta interpretação adulteraram as seguintes palavras de Jesus: "E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão..." (Lucas 16:22). Com efeito, na sua Bíblia elas tornaram-nas assim: ‘Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição junto ao] seio de Abraão’. 

Esta distorção tem o intuito de sustentar o significado alegórico que a Torre de Vigia deu à história do rico e do Lázaro. Para elas, com efeito, Lázaro representa o restante do ‘corpo de Cristo’ (para nos entendermos os 144.000) e também aquela classe de pessoas que são de boa vontade (as chamadas ‘outras ovelhas’) enquanto o seio de Abraão representa o favor de Deus e o conforto que obtêm as pessoas recém-citadas abandonando a religião falsa!! Eis o porquê da inserção desse ‘a posição junto ao’ na história do rico e do Lázaro, porque o seio de Abraão representa a posição espiritual privilegiada dos ‘Lázaro’. [ ç ]

 

[ 35] (Parêntesis não no texto). Faço notar que Russell sustentava que as autoridades superiores eram os governadores da terra, enquanto Rutherford sustentava que eram Deus e Jesus Cristo (cfr. J.F. Rutherford, Salvação, 1939, pag. 226-227). [ ç ]

 

[ 36] Rutherford e os seus amigos em Junho de 1918 tinham sido condenados a oitenta anos de prisão por propaganda derrotista (vinte anos por cada um dos quatro pontos de acusação). Em Março de 1919, após uma propaganda jornalística bem organizada e uma petição de setecentas mil assinaturas feita pelos membros da Sociedade, Rutherford e companheiros foram soltos e obtiveram a liberdade provisória após o pagamento de uma caução. E assim eles puderam sair da prisão para a alegria de todas as Testemunhas de Jeová. Em Maio daquele mesmo ano as suas condenações foram revogadas. [ ç ]

 

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