Capítulo 7

Outros seus ensinamentos, falsificações aportadas à Bíblia, interpretações peculiares 

 

 

OUTROS SEUS ENSINAMENTOS  

O nome de Deus 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . As Testemunhas de Jeová afirmam que o nome pessoal de Deus é Jeová: ‘O nome "Jeová" é um verbo hebraico e quer dizer literalmente "Ele ordena o que seja", isto é, para um propósito. Ao fazer conhecido este nome de maneira especial ao seu profeta Moisés, fê-lo ao mesmo tempo em que declarou seu propósito relativo ao seu povo escolhido, que estava então em escravidão ao Egipto’ ( Seja Deus verdadeiro, pag. 30). O nome Jeová ‘é a mais conhecida forma, em português, do nome divino’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 1023), ou seja, YHWH, o tetragrama - do grego tetra ‘quatro’, e gramma ‘letra’ -, o nome de Deus em hebraico. As Testemunhas de Jeová reconhecem porém que ‘os hebraístas em geral preferem ‘Yahweh’ considerando-a a pronúncia mais provável’ (op. cit., pag. 1025). Todavia, elas dizem, que ‘parece não haver nenhum motivo para abandonar, em português, a forma bem conhecida, "Jeová", em favor de alguma outra forma sugerida’ ( ibid ., pag. 1025). Mas então é apenas uma questão de pronúncia dado que elas preferem pronunciar o Tetragrama sagrado YHWH ‘Jeová’ em vez de ‘Yahweh’? Não, não é simplesmente uma questão de pronúncia. Há algo mais. As Testemunhas de Jeová acusam tanto os Católicos como os Protestantes de ter privado o povo do conhecimento do nome de Deus, porque o teriam tirado das várias traduções da Bíblia por eles feitas. ‘O nome de Deus é pois JEOVÁ. Mas muitos que professam adorar a Deus desrespeitaram tal nome. Alguns até o tiraram das suas traduções da Bíblia, substituindo-o com os títulos ‘Senhor’ e ‘Deus’. Esta prática não só esconde o ilustre nome de Deus, mas também confunde o Senhor Jeová com o Senhor Jesus Cristo e com outros ‘senhores’ e ‘deuses’ a que a Bíblia se refere’ (‘ Venha o Teu Reino’, Impresso na  Rep. Fed. da Alemanha 1981, pag. 16-17), e ainda: ‘Portanto, fazendo as modernas traduções da Bíblia, os teólogos e os tradutores da cristandade preferem abandonar o Tetragrama ou o mais compreensível Jeová ou Yahweh e substituí-lo com alguma expressão que soe mais neutral como Senhor’ (A Sentinela , 15 de Abril de 1969, pag. 250). Isto constitui uma profanação do nome de Deus, coisa que vai contra as palavras que Jesus disse para dizer a Deus: "Santificado seja o teu nome" (Mat. 6:9). Que fizeram pois as Testemunhas de Jeová? Consideraram oportuno recolocar no seu lugar o Tetragrama, que com base nos seus cálculos na Bíblia apareceria cerca de 7.000 vezes. No Antigo Testamento, por elas chamado também Escrituras Hebraicas, ‘este nome, simbolizado por estas quatro consoantes hebraicas, ocorre num total de 6.823 vezes’ (Seja Deus verdadeiro , pag. 23), no Novo Testamento, por elas chamado também Escrituras Gregas Cristãs, ocorre 237 vezes. Por quanto diz respeito aos motivos com que explicam a falta do Tetragrama tanto nos manuscritos do Antigo Testamento como nos do Novo eles são os seguintes. ‘As Escrituras Hebraicas foram traduzidas primeiro para o grego cerca de 285-247 A.C.; mas algum tempo antes os Hebreus já haviam começado a deixar de pronunciar o nome, devido ao medo supersticioso de tomá-lo em vão. Por isso quando liam e chegavam ao nome, pronunciavam em seu lugar a palavra Adonai (Senhor) ou Elohim (Deus). Eis por que ao fazerem a primeira tradução para o grego conhecida como a Versão dos Setenta (LXX) os tradutores seguiram o costume hebraico e traduziram os supracitados substitutos do nome de Deus na sua versão grega’ (op. cit. , pag. 23) [ 1 ]. ‘Por que, então, o nome não aparece nos manuscritos das Escrituras Gregas Cristãs, o chamado Novo Testamento, que nos chegaram? Evidentemente porque quando foram feitas essas cópias (a partir do III século E.C) o texto original dos escritos dos apóstolos e dos discípulos já tinha sido alterado. Portanto copistas posteriores devem ter substituído o nome divino na forma do Tetragrama com Kyrios e Theos ...’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 1028). Estando assim as coisas para o Novo Testamento, segundo a Torre de Vigia, os seus tradutores consideraram oportuno repor o Tetragrama, na forma de Jeová, no seu lugar. E se gabam de ter feito isso: ‘Uma tradução que corajosamente restabelece o nome de Deus com boa autoridade é a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs ’ (O nome divino que durará para sempre , pag. 27). Eis, pois, por que substituíram Kyrios ‘Senhor’, ou Theos ‘Deus’ com Jeová em 237 casos. Além de tudo isto as Testemunhas de Jeová sustentam que para estabelecer um relacionamento pessoal com Deus é preciso conhecer e usar o seu nome: ‘Conhecer e usar o nome de Deus é o único modo para achegar-se a Deus e estabelecer com ele um relacionamento pessoal’ (A Sentinela , 15 de Outubro de  1982, pag. 31); ‘O único modo em que alguém pode achegar-se a Deus e ter um relacionamento pessoal com ele é conhecê-lo por nome, Yahweh ou Jeová, e aprender a usar respeitosamente tal nome ao adorá-lo’ ( A Sentinela , 1 de Maio de 1982, pag. 9). Isto explica o porquê de elas se esforçarem tanto para fazer conhecer o nome Jeová às pessoas, pois só desta maneira elas podem instaurar uma relação pessoal com Deus. Só desta maneira elas podem ser salvas: ‘Se quiser obter a salvação, precisará também conhecer e honrar o nome de Deus’ ( A verdade que conduz à vida eterna, pag. 127); ‘Porque aqueles que não o usam não podem ser identificados com os que Deus escolhe como ‘povo para o seu nome’ ( Poderá viver para sempre no paraíso na terra , pag. 44). Fazendo esta obra de divulgação do nome Jeová elas consideram seguir o exemplo de Cristo que disse: "E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer ainda" (João 17:26). ‘Jesus tornou conhecido a outros o nome de Deus, Jeová...’ ( Poderá viver para sempre no paraíso na terra , pag. 184). 

Confutação. Antes de tudo consideramos ter que falar, se bem que brevemente, da origem da palavra portuguesa Jeová. O nome de Deus era escrito em hebraico apenas com as consoantes YHWH, o Tetragrama, e a uma certa altura, como se tinha difundido entre os Hebreus a ideia que era errado até pronunciar o nome de Deus (sobre o período em que esta ideia se afirmou há grande incerteza e as ideias entre os estudiosos variam), o Tetragrama começou a ser normalmente lido Adonay (Senhor), ou Elohim (Deus) [ 2 ] no caso em que o Tetragrama já era precedido por Adonay, para evitar a repetição deste último termo. Sobre as quatro consoantes que formam o Tetragrama foram colocadas as vogais de Adonay de maneira que quando o leitor se deparava com o Tetragrama pronunciava Adonay. Entre o V e o VIII século depois de Cristo os Massoretas (um grupo de copistas hebreus) vocalizaram o Tetragrama com as vogais de Adonay , isto é,  a o a , só que a primeira a , por uma lei fonética hebraica tornou-se e com as novas consoantes. Eis assim que o Tetragrama foi feito Ye -Ho -Wa- H. Assim o nome de Deus YHWH, na língua hebraica, tornou-se YEHOWAH [ 3 ]. É necessário dizer, porém, que os Hebreus não aceitam esta pronúncia do nome de Deus, porque consideram que a pronúncia mais correcta do Tetragrama seja YAHWEH. Na Jewish Encyclopedia por exemplo na palavra ‘Jehovah’ lê-se: ‘A mispronunciation (introduced by Christian theologians, but almost entirely disregarded by the Jews) of the Hebrew ‘YHWH’, the (ineffable) name of God (the tetragrammaton or ‘Shem ha-Meforash’). This pronunciation is gramattically impossible...’ ( Jewish Encyclopedia , New York 1904, vol. VII), ou seja: ‘Uma pronúncia incorrecta (introduzida por teólogos cristãos mas quase inteiramente desprezada pelos Hebreus) do Hebraico ‘YHWH’ o nome (inefável) de Deus (o tetragrama ou ‘Shem ha-Meforash’). Esta pronúncia é gramaticalmente impossível...’. Jeová é a adaptação portuguesa da forma distorcida YEHOWAH do nome hebraico de Deus. Jeová é portanto na realidade uma palavra fictícia. Mas como também vimos as Testemunhas de Jeová movem acusações contra os tradutores das Bíblias porque omitiram o Tetragrama, ou pelo menos Yahweh, todas as vezes que ele ocorre tanto no Antigo Testamento como no Novo. A este propósito dizemos as seguintes coisas. Por quanto diz respeito às Escrituras do Antigo Pacto, sem querer entrar em discussão se as primeiras versões da Setenta continham ou não o Tetragrama hebraico, dizemos que teria sido oportuno que os modernos tradutores dos Escritos do Antigo Pacto se ativessem escrupulosamente aos originais hebraicos e portanto que pusessem Yahweh, que é a pronúncia correcta do Tetragrama hebraico, ou pelo menos o seu significado que é ‘Aquele que é’ onde estava o Tetragrama [ 4 ]. Por quanto diz respeito porém aos Escritos do Novo Testamento as coisas são diferentes, porque não há a mínima prova que nos originais havia 237 vezes o Tetragrama e que os copistas o substituíram com Senhor e com Deus, com efeito, entre as muitas cópias em grego do Novo Testamento não há nenhuma cópia em que aparece o Tetragrama. Aqui verdadeiramente é preciso dizer que a inserção da palavra Jeová por parte dos ‘tradutores’ da Novo Mundo foi um acto não corajoso, mas presunçoso (Como veremos a seguir, em alguns casos a inserção de Jeová no lugar de Senhor teve o objectivo de não fazer crer que Jesus Cristo é Deus. Portanto o que esses tradutores fizeram foi tudo menos restabelecer o nome divino no seu lugar!!). Estando, pois, assim as coisas a respeito dos Escritos do Novo Testamento, isto é, que originariamente em nenhum deles em algum sítio no lugar de Senhor ( Kyrios ) ou Deus (Theos) aparecia o Tetragrama, deve ser feita esta necessária observação. Ainda que muitos tradutores do Antigo Pacto no lugar do Tetragrama tenham posto, conforme os casos, ‘Senhor’ ou ‘Deus’, o facto de diversos versículos do Antigo Pacto (onde é mencionado o sagrado Tetragrama) quando são citados no Novo Testamento serem citados com ‘Senhor’ no lugar do Tetragrama [ 5 ], faz perceber que nos dias de Jesus e dos apóstolos pronunciar em voz alta ou escrever no lugar do Tetragrama (presente em muitos versículos do Antigo Pacto) o nome Senhor era uma coisa comum e normal que não constituía uma ofensa ou um ultraje ao nome de Deus. Após ter portanto demonstrado que a palavra Jeová é uma palavra fictícia e que a sua inserção nos Escritos do Antigo Testamento no lugar do Tetragrama não constitui algo de louvável porque os ‘tradutores’ da Novo Mundo deveriam colocar ‘Yahweh’ e não ‘Jeová’ [ 6 ], e que a sua inserção no Novo Testamento foi presunção, alguém perguntará: o que importa, pois, responder às Testemunhas de Jeová quando nos perguntam como se chama Deus? Para nos atermos escrupulosamente à Escritura era preciso repetir-lhes o Tetragrama YHWH cuja pronúncia é Yahweh, isto é, Aquele que é. Ele é o Eu sou o que sou como disse a Moisés (cfr. Ex. 3:14) [ 7 ] e o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Por experiência sei que quando se lhes responde desta maneira as Testemunhas de Jeová ficam admiradas e agradadas de encontrar finalmente alguém que ‘conhece’ o nome de Deus. E portanto não insistem mais sobre a questão do nome.

Mas a este ponto temos de confutar a asserção das Testemunhas de Jeová segundo a qual se alguém não conhece o nome hebraico de Deus não pode instaurar uma relação pessoal com Ele e não pode obter a salvação e não se pode identificar com o povo para o seu nome. Porque se é verdade que o nome de Deus é Yahweh , já não é verdade que quem não conhece que o nome hebraico de Deus é Yahweh não pode instaurar uma relação com Ele e ser por ele salvo e agradável aos seus olhos. E para demonstrar isto tomarei os exemplos de Abraão, Isaque e Jacó. Por que razão tomar eles? Porque segundo quanto disse Deus a Moisés eles não conheciam o nome de Deus, ou seja Yahweh . "Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o Senhor. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como El-Shadday (o Deus Todo-Poderoso); mas pelo meu nome, Yahweh (Aquele que é), não lhes fui conhecido" (Ex. 6:2-3). No entanto, apesar disso Deus "não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus..." (Heb. 11:16). Isto porquê? Porque eles agradaram a Deus pela sua fé. De Abraão está dito que pela fé, "sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia" (Heb. 11:8), que "creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça" (Gen. 15:6), que pela fé, "ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado..." (Heb. 11:17). De Isaque é dito que pela fé "abençoou Jacó e a Esaú, no tocante às coisas futuras" (Heb. 11:20). De Jacó é dito que pela fé "quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou, inclinado sobre a extremidade do seu bordão" (Heb. 11:21). Eis de que maneira agradaram a Deus os patriarcas, porque creram n`Ele (não porque conheciam o seu nome YHWH). E esta ainda é a maneira para agradar a Deus, crendo n`Ele. Com efeito, o escritor aos Hebreus diz que "sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Heb. 11:6). Com toda a importância, portanto, que tem o facto de o nome de Deus ser YHWH, não se pode dizer que para agradar a Deus é preciso conhecer este seu nome, da maneira que entendem as Testemunhas de Jeová. Abraão foi chamado amigo de Deus porque creu em Deus e fez o que é justo aos seus olhos, sem conhecê-lo com o nome de Yahweh . E o homem pode ainda ser chamado amigo de Deus como o foi Abraão; se seguir as pisadas de fé do patriarca. Em outras palavras se ele crer n`Aquele que ressuscitou dentre os mortos Jesus Cristo nosso Senhor. Para ser salvo, justificado, regenerado e entrar assim a fazer parte do povo sobre o qual é invocado o nome de Deus não é necessário conhecer o nome hebraico de Deus, isto é, Yahweh. O que é necessário fazer é crer com o próprio coração em Jesus Cristo, com efeito, Paulo e Silas assim responderam ao carcereiro de Filipos quando este todo trémulo lhes perguntou: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (Actos 16:31). Paulo diz aos Romanos: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rom. 10:9). Mais uma vez o apóstolo Paulo, que conhecia o nome hebraico de Deus e o respeitava, não fala de ter que conhecer o nome de Deus e usá-lo apropriadamente para ser salvo. Eu o posso dizer por experiência pessoal, porque na noite que fui salvo por Deus e entrei num relacionamento pessoal com Ele porque me tornei um seu filho não fui salvo porque depois que me disseram que o nome de Deus é Yahweh eu o invoquei com esse nome, mas fui salvo porque depois que ouvi falar pela enésima vez do que Jesus Cristo tinha feito também por mim morrendo sobre a cruz e ressuscitando ao terceiro dia me reconheci diante de Deus um pecador e invoquei Deus para que me perdoasse todos os meus pecados; coisa que Ele logo fez mediante o sangue de Jesus Cristo. Por quanto diz respeito ao nome de Deus, que Ele se fez conhecer a Moisés com o nome de Yahweh o vim a saber com o passar do tempo. Mas isto não acrescentou nada ao meu relacionamento com Deus porque eu já o conhecia mediante o seu Filho Jesus. O repito, com a devida importância que damos à questão do nome hebraico de Deus, com todo o respeito que nutrimos pelo santo nome de Deus, temos de dizer que nós não fomos salvos porque viemos a saber que YAHWEH é o seu nome em hebraico. 

Vimos antes que as Testemunhas de Jeová tomam as palavras de Jesus que disse ter feito conhecer o nome do seu Pai aos seus discípulos para sustentar não só que Jesus se esforçou para fazer conhecer o nome hebraico de Deus YHWH mas também que elas como seus fiéis seguidores fazem o mesmo em relação aos religionistas deste tempo! Mas as coisas são verdadeiramente assim como elas dizem? Não, de modo nenhum, porque quando se lê que Jesus disse: "E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer ainda..." (João 17:26) não se deve entender com isso que Jesus veio para fazer saber aos Judeus que o nome de Deus era YHWH porque os Judeus já sabiam que Deus era Aquele que é, de facto tinham as Escrituras do Antigo Pacto onde estava dito que a Moisés Deus se revelou como Aquele que é, o Eu sou. Mas antes que Jesus veio para fazer conhecer pessoalmente Deus, porque só através dele os Judeus podiam conhecer pessoalmente Deus. Ele disse de facto: "Ninguém conhece... quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Lucas 10:22). E que é assim o demonstra também o facto de Jesus àqueles Judeus que consideravam conhecer o nome de Deus mas que o contrastavam ter dito: "Vós não o conheceis" (João 8:55) e também: "Não me conheceis a mim, nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai" (João 8:19). Portanto o facto de saber que o nome hebraico de Deus é YHWH não significa automaticamente conhecer Deus ou conhecer o seu nome, porque muitos Judeus embora sabendo-o não conheciam ainda Deus. E as coisas não mudaram, porque os Judeus ainda hoje embora podendo dizer que YHWH é o nome original de Deus, e embora podendo dizer que a sua pronúncia mais correcta seja YAHWEH, na realidade não o conhecem porque recusam crer no seu Filho. E isto se pode dizer além dos Judeus também das Testemunhas de Jeová, elas sabem que o nome hebraico de Deus é YHWH, mas apesar disso não o conhecem pessoalmente. Porquê? Porque não conhecem Jesus Cristo. E portanto elas na realidade ainda não conhecem o nome de Deus. Conhecer o seu nome significa portanto conhecer a pessoa de Deus, conhecimento que se adquire só quando alguém se arrepende e aceita Jesus Cristo. E que por fazer conhecer o nome de Deus não se deve entender fazer saber que o seu nome original hebraico é YHWH o se pode também deduzir pela pregação de Paulo no Areópago em Atenas, de facto Paulo depois de ter dito aos Atenienses que tinha encontrado até "um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO" (Actos 17:23) e que lhes anunciaria esse que eles adoravam sem conhecê-lo, na sua pregação não mencionou o nome hebraico de Deus YHWH, mas disse que Ele era Aquele que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, que dava a todos a vida, a respiração e todas as coisas, que de um só homem fez todas as raças dos homens determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que os homens o buscassem. Depois disse-lhes que não deviam crer que a Divindade seja semelhante ao ouro, à prata, ou à pedra esculpida pela imaginação do homem, e por fim anunciou-lhes o arrependimento, o dia do juízo e a ressurreição d`Aquele que Deus estabeleceu para julgar os homens naquele dia. 

Vejamos agora como Jesus chamou Deus. Jesus o chamou Pai, Deus, Senhor do céu e da terra, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e sobre a cruz Eloí ou Elí. E como nos disse ele para nos dirigirmos a Deus quando lhe oramos? Nos disse para chamá-lo "Pai nosso" (Mat. 6:9). Se ele, pois, que conhecia plenamente Deus não disse que quando nós invocamos Deus o devemos chamar com o seu nome original YHWH, consideramos que não seja indispensável usar este apelativo quando nos dirigimos a Deus. Para dar um exemplo que explique este conceito dizemos que acontece aquilo que acontece quando um filho (seja pequeno ou já adulto) se dirige ao seu pai terreno. Como o chama? O chama papá, ou pai. Mas não tem também ele um nome? Certamente que tem, mas o seu filho o chama papá e pai porque tem com ele uma relação filho-pai. Pode-se dizer porventura que um filho não honra o seu pai porque não o chama com o seu nome de registo civil? E quem ousaria dizer isso? Qual é o pai que se o seu filho o chamar papá o censuraria porque não o chamou José, ou Tiago ou outro? Julgo que não exista. E portanto, queríamos perguntar às Testemunhas de Jeová: e por que é que Deus, que é o nosso Pai celestial, não iria gostar ou iria ficar indignado connosco porque não o chamamos YHWH? Por que é que haveria de acusar-nos de não santificar o seu nome só porque não usamos o seu nome quando nos dirigimos a Ele? Não se percebe como Deus que é bom possa censurar os seus filhos por não o chamarem com o seu nome hebraico YHWH ou Yahweh , enquanto os pais segundo a carne, que Jesus chamou maus, não ousariam censurar os seus filhos por lhes chamarem papá! Não, não é como dizem as Testemunhas de Jeová, porque santificar o nome de Deus não significa chamar Deus com o Tetragrama, mas observar os seus mandamentos que ele nos deu através do seu Filho. Desta maneira se santifica o nome de Deus que é invocado sobre nós. 

 

O pré-conhecimento e a predestinação 

A doutrina das testemunhas de Jeová . Eis sumariamente o que dizem as Testemunhas de Jeová sobre a presciência de Deus e sobre a predestinação. ‘Se Deus tivesse já pré-conhecido e preordenado com milénios de antecipação exactamente quais indivíduos receberiam a salvação eterna e quais a destruição eterna, se poderia perguntar que sentido teria a sua ‘paciência’ e quanto seria sincero o seu desejo que ‘todos alcancem o arrependimento’ ( Estudo perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 643). Por quanto diz respeito aos ‘eleitos’, ou seja, aos 144.000 a Torre de Vigia afirma: ‘Deus tem pré-conhecimento do eleito; mas isso não significa que ele escolheu pré-conhecer os indivíduos, mas que propôs ou predestinou que houvesse uma tal companhia eleita. (...) Ele não precisava preocupar-se com os indivíduos ou os seus nomes e identidades pessoais. Ele simplesmente determinou de antemão ou predestinou quais seriam os requisitos para a comunidade desta classe e que padrões teriam de atingir e que qualidades teriam de manifestar’ (The Kingdom Is at Hand, 1944, pag. 291-292), e ainda: ‘Deus pré-conheceu e preordenou a formação desta classe (mas não dos indivíduos particulares que a constituiriam). (...) ele preestabeleceu ou preordenou o ‘modelo’ ao qual deveriam conformar-se todos os que a seu tempo seriam chamados a fazer parte dela, tudo segundo o seu propósito. Deus preordenou também as obras que eles deveriam fazer e previu que seriam provados por causa dos sofrimentos que o mundo lhes proporcionaria’ (Estudo perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 648). E para testificar que aquele que foi chamado para fazer parte desta ‘classe’ não está automaticamente seguro da sua salvação, precisamente porque não foi pré-conhecido e predestinado individualmente à salvação eterna tomam o exemplo de Paulo e dizem que ‘não se considerava individualmente predestinado à salvação eterna’ (op. cit. , pag. 648) e ainda que ‘o apóstolo Paulo exprimiu a confiança que lhe seria reservada a coroa da justiça, mas o fez apenas quando teve a certeza de estar próximo do fim da sua vida humana’ (ibid. , pag. 648). Por quanto diz respeito às ‘outras ovelhas’ a Torre de Vigia afirma que ‘qualquer um pode fazer parte desta grande multidão de pessoas semelhantes a ovelhas que hão-de ganhar a vida eterna numa terra paradisíaca’ (Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado , pag. 196) [ 8 ].

Por quanto diz respeito àqueles que recusarão converter-se ao Senhor até ao fim (se tenha presente porém a respeito, a sua doutrina sobre a ‘segunda possibilidade’ para muitos daqueles que não obedeceram a Deus durante a sua vida) a Torre de Vigia diz que Deus não os predestinou à destruição eterna endurecendo-os, porque o seu destino é fruto apenas da sua decisão. Segundo a Torre de Vigia, na verdade, Deus não endurece os corações de alguns segundo o beneplácito da sua vontade. De Judas Iscariotes por exemplo dizem que ‘não se pode dizer que Deus tenha preordenado ou predestinado Judas a comportar-se assim’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 646). As razões que são adoptadas são que Deus fez o homem totalmente livre de escolher ou rejeitar Deus, e que Ele é justo e por isso uma tal conduta não se lhe ajusta. Se ele agisse assim seria injusto. E depois a lógica, com efeito, um semelhante modo de agir de Deus não é razoável! [ 9 ] E por fim, mas não por isso menos importante, a razão que Deus não é omnisciente, ou melhor, que Ele não pré-conheceu todas as coisas nos mínimos detalhes. Eis quanto dizem: ‘Ele tem a capacidade de ver e conhecer todas as coisas, passadas presentes e futuras, mas pode também afastar de si certo conhecimento se quiser. Portanto, pode recusar olhar para o futuro se quiser. E parece efectivamente que ele preferiu não olhar para o futuro no caso de Adão e Eva. Porquê? Porque exercer o pré-conhecimento sem que existissem certas condições precedentes com base nas quais determinar o resultado lógico a esperar-se equivaleria à predestinação ao destino eterno da criação’ (Despertai !, 22 de Março de 1974, pag. 29-30). Esta presciência de Deus é chamada pela Torre de Vigia ‘presciência selectiva’: ‘Por presciência selectiva entende-se que Deus podia decidir não pré-conhecer indiscriminadamente todas as acções futuras das suas criaturas’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. II, pag. 642). Eis por que, segundo a Torre de Vigia, Jesus não foi predestinado a se oferecer a si mesmo como sacrifício de resgate pelos pecados dos homens: ‘A seu tempo Jeová Deus encarregou o seu próprio Filho primogénito de assumir o profetizado papel de ‘descendente’ e tornar-se o Messias. Nada indica que este Filho fosse ‘predestinado’ a tal papel ainda antes da sua criação ou antes da rebelião no Éden’ (op. cit., pag. 647). 

Confutação. Nos encontramos pela enésima vez diante de estranhos ensinamentos que somos obrigados a confutar por amor da verdade e para fazer justiça à Palavra de Deus. Começamos por dizer que é falso que Deus decidiu não pré-conhecer uma parte das coisas futuras, porque se fosse assim Ele não seria mais Omnisciente como diz a sua Palavra. "O Senhor é um Deus que sabe tudo" (1 Sam. 2:3), e neste tudo estão todas as coisas passadas, todas as coisas presentes, e todas as que acontecerão e que ainda não aconteceram. Entre estas últimas por exemplo estão todas as palavras que nós ainda havemos de proferir, com efeito, Davi diz: "Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda" (Sal. 139:4), todos os dias que nós havemos de viver porque no seu livro foram escritos todos os dias ordenados para nós quando nem um deles havia ainda (cfr. Sal. 139:16). Entre elas estão também todos aqueles eventos descritos no Apocalipse que devem acontecer, e lendo-os se pode dar conta da abundância de detalhes que Deus pré-conheceu. Poderíamos prosseguir, mas nos ficamos por aqui. Portanto também a queda de Adão foi por Deus pré-conhecida, e com a sua queda a entrada no mundo do pecado? Certamente, Deus sabia perfeitamente tudo o que sucederia no jardim do Éden ainda antes de criar todas as coisas. Eis por que Jesus Cristo é chamado "o cordeiro sem defeito e sem mancha, preordenado antes da fundação do mundo..." (1 Ped. 1:19-20); porque Deus já tinha formado em si mesmo, antes de fundar o mundo, o desígnio de enviar na plenitude dos tempos o seu Filho para resgatar os homens do pecado que passaria a eles através daquele único homem, isto é, Adão. Nada o apanhou de surpresa. Não é verdade, portanto, que Deus decidiu enviar o seu Filho ao mundo depois que Adão pecou, porque esta sua decisão remonta a tempo antes da fundação do mundo. Mas porquê negar a Deus a presciência de todas as coisas que devem acontecer? O vimos; porque as Testemunhas de Jeová desta maneira querem demonstrar que o destino dos homens não foi já estabelecido por Deus. Em outras palavras, elas reduziram a presciência de Deus para não ter que admitir a predestinação. Modo este de agir que nos ensina ainda uma vez como todas as vezes que se procura fazer prevalecer a lógica em vez da Palavra de Deus se começa a falar contra Deus. Tendo portanto demonstrado que não existe esta ‘presciência selectiva’ de Deus, segundo a qual algumas coisas as teria pré-conhecido e outras teria recusado pré-conhecê-las, passemos à predestinação. É claro que tendo Deus o conhecimento de todas as coisas que acontecerão e sendo Omnipotente ele pode a seu agrado fazer acontecer todas as coisas que quer e que pré-conheceu sem que alguém lho impeça. A sagrada Escritura está cheia de exemplos que mostram que Deus efectua tudo o que pré-conheceu e preanunciou, seja de bom ou de mau. Nós não os citaremos todos por brevidade, mas só alguns que têm relação com a predestinação para salvação e a para perdição. Isaque tinha casado com Rebeca, e depois que ela ficou grávida aconteceu que as crianças lutavam dentro dela. Vendo isto, ela foi consultar Deus que lhe respondeu: "... o maior servirá ao menor" (Gen. 25:23). Porquê esta inversão na ordem das coisas, feita por parte de Deus, dado que sabemos que habitualmente é o menor a ter que servir o maior? A esta pergunta responde Paulo dizendo: "Para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama" (Rom. 9:11). Isto é, para que todos compreendessem que Deus elege para salvação quem Ele quer, independentemente das obras daquele que Ele elege, porque a sua eleição depende exclusivamente da Sua vontade. Mas então Deus é injusto? Porque a Escritura diz que amou Jacó, mas aborreceu Esaú ainda antes que nascessem e que tivessem feito algum bem ou mal. De modo nenhum, porque Ele disse a Moisés: "Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer" (Ex. 33:19). Ele portanto tem misericórdia de quem quer, mais precisamente daqueles que ele pré-conheceu e predestinou para serem justificados. Paulo diz de facto: "Porque os que pré-conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou" (Rom. 8:29-30). 

Mas Deus também endurece quem quer a fim de mostrar a sua ira e o seu poder para com uma parte da humanidade. E naturalmente tudo isto foi estabelecido por Ele ainda antes que os indivíduos que ele escolher ou rejeitar tivessem nascido ou ouvido falar dele e das suas ordens. Isto o ensina, além do exemplo de Esaú supracitado (porque depois que nasceu ele foi endurecido para que vendesse a sua primogenitura a Jacó), também o exemplo de Faraó que ainda antes que Moisés fosse ter com ele para dizer-lhe que deixasse ir livre o povo de Israel (mas é claro que podemos dizer ainda antes que ele nascesse) tinha sido predestinado por Deus a ser endurecido. O motivo? O disse o próprio Deus a Faraó através de Moisés: "Para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (Ex. 9:16). Além destes dois exemplos temos também o exemplo de Judas Iscariotes e da besta que deve vir. Com efeito, de Judas se deve dizer que foi endurecido por Deus para que traísse o Mestre e fosse para a perdição, e tudo isto, como disse Jesus, "para que a Escritura se cumprisse" (João 17:12). Dizer que Judas não foi predestinado por Deus a ir para a perdição significa não manejar bem a Escritura para própria confusão. E da besta também se deve dizer que será endurecida por Deus quando vier para que vá para a perdição porque está escrito que "está para subir do abismo, e vai-se para a perdição" (Ap. 17:8), o seu destino já foi marcado por Deus. Após ter visto isto, não nos surpreende ouvir Paulo dizer que a salvação não depende "do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia" (Rom. 9:16), ou Jesus dizer: "Ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido" (João 6:65), ou Lucas dizer que em Antioquia: "Creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna" (Actos 13:48). 

Algumas palavras do apóstolo Paulo agora para confutar a asserção que Paulo não se sentia individualmente predestinado à salvação eterna. O apóstolo disse "Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tess. 5:9); e: "Para mim ... o morrer é ganho" (Fil. 1:21); e ainda: "... cremos, por isso também falamos, sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus, e nos fará comparecer convosco na sua presença" (2 Cor. 4:13-14). Como se pode bem ver, à luz apenas destas poucas Escrituras deve-se afirmar que Paulo estava seguro da sua salvação. 

Não há nenhuma injustiça em Deus se ele, ainda antes da fundação do mundo, decidiu eleger alguns e rejeitar outros, porque Ele faz tudo o que quer. Mas quem somos nós para opormo-nos a Deus por ter estabelecido da mesma massa de barro fazer vasos para uso honroso e outros para uso desonroso? Porventura o barro se porá a dizer a Deus, por que fizeste assim? Mas nós não somos mais do que cacos entre outros cacos; como ousaremos contender com o nosso Criador? Não, não há absolutamente nada a dizer "se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória" (Rom. 9:22-23), os quais chamou não só dentre os Judeus, mas também dentre nós Gentios.

Que dizer então da vontade do homem se todos os seus caminhos dependem de Deus e o seu destino já foi marcado por Deus? Diremos que ela, com o desconhecimento do homem que vive ainda debaixo do poder das trevas, é moldada por Deus e dirigida na direcção por ele decretada, pelo que quem ele predestinou a ser justificado será feito idóneo por Deus (no tempo por ele fixado) para crer em Jesus Cristo através de uma infinita série de circunstâncias, enquanto quem foi preparado para a perdição não será por ele feito idóneo para crer. 

E que dizer então do após ter crido? Diremos isto. Quem creu deve procurar fazer firme a sua vocação e eleição perseverando na fé e sendo zeloso nas boas obras, porque esta é a vontade de Deus. Mas há a possibilidade que ele perca a justificação obtida? A resposta é sim, e a Escritura isso o ensina. Isso acontecerá no caso de ele recuar cometendo o pecado que é para a morte. Como se pode pois conciliar a doutrina da predestinação com a doutrina que diz que alguém que creu pode também perder a salvação? Certamente se pode conciliar, ainda que aparentemente pareça o contrário. Efectivamente, parece que estas doutrinas se anulam uma à outra, que são contraditórias, mas na realidade sabemos que não é assim. Nos encontramos diante de um daqueles mistérios presentes nas Escrituras que um dia nos será desvendado, mas que agora nos faz ficar pensativos. Pensativos, mas tranquilos, porque Deus conserva a paz aos que amam a sua palavra e a põe em prática. 

 

A Omnipresença de Deus  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Para as Testemunhas de Jeová Deus não é omnipresente. Eis o que dizem: ‘O verdadeiro Deus não é omnipresente, de facto é dito que tem um lugar de residência. (...) O seu trono está no céu’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 699) [ 10 ].

Confutação. Deus disse a Jeremias: "Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu o céu e a terra? diz o Senhor" (Jer. 23:23-24). E ainda Deus disse a Jó: "Quem prepara ao corvo o seu alimento, quando os seus pintainhos clamam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?" (Jó 38:41) Jó depois disse: que Deus "anda sobre as ondas do mar" (Jó 9:8); e: "Eis que ele passa junto a mim, e, não o vejo; sim, vai passando adiante, mas não o percebo" (Jó 9:11). Como poderia portanto Deus encher o céu e a terra e preparar aos corvos que existem sobre a face de toda a terra o seu alimento, e andar sobre as ondas do mar, não importa se estas ondas estão no oceano Atlântico, no Pacífico, ou no Índico, e como poderia passar junto de nós sem que nós o percebêssemos, se Ele não fosse omnipresente? O facto de Jesus ter dito que o céu é o trono de Deus e que o seu Pai estava nos céus não anula de modo nenhum a omnipresença de Deus porque o mesmo Jesus disse também: "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto" (Mat. 6:6), e: "Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta" (Mat. 6:26). Como poderia um Deus que não é omnipresente estar em secreto todas as vezes que um crente ora a ele no seu quarto? Como poderia um Deus que não é omnipresente alimentar todas as aves do céu que fazem os seus ninhos na terra? É claro que se Deus não é omnipresente, não o é também Jesus Cristo porque para elas Ele é apenas uma criatura. Mas então queríamos perguntar às Testemunhas de Jeová: Se é assim como vós dizeis como pôde Jesus dizer: "Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat. 28:20) e: "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mat. 18:20)? É lógica a resposta: Porque Ele é omnipresente, Ele é Deus. 

 

O Novo Pacto e a mediação de Jesus  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Para as Testemunhas de Jeová, dado que Deus estabeleceu o Novo Pacto com o Israel espiritual, ou seja, os 144.000, e o mediador deste pacto é Jesus, ‘em sentido estritamente bíblico Jesus é o ‘mediador’ apenas para os cristãos ungidos’ ( A Sentinela , 1 de Outubro de 1979, pag. 31). Portanto, com base neste seu ensinamento, da mediação de Jesus podem beneficiar apenas os membros do restante dos 144.000 ainda em vida, enquanto aqueles que fazem parte das ‘outras ovelhas’ não podem usufruir da mediação de Cristo. Destes é dito quanto se segue: ‘Reconhecem não ser israelitas espirituais incluídos no novo pacto de que Jesus é mediador e não fazer parte da ‘raça escolhida, do sacerdócio real, da nação santa’. De qualquer modo, tiram efectivamente benefício da actividade do novo pacto. Tiram benefício dele precisamente como no antigo Israel o ‘residente forasteiro’ tirava benefício por residir entre os israelitas que estavam incluídos no pacto da Lei. Para conservar a sua relação com o ‘nosso Salvador, Deus’, a ‘grande multidão’ deve permanecer unida ao remanescente dos Israelitas espirituais’ (A Sentinela , 1 de Junho de 1980, pag. 27). Em outras palavras, enquanto o mediador entre Deus e os ‘ungidos’ é Jesus, o mediador entre Deus e ‘as outras ovelhas’ é constituído por estes ‘ungidos’. Notai, de facto, que ‘as outras ovelhas’ para manter o relacionamento com Deus devem permanecer unidas ao remanescente dos 144.000. Mas há uma coisa mais que ensinam as Testemunhas de Jeová a propósito do Novo Pacto e da obra de mediação de Jesus, a saber, que o Novo Pacto um dia terá fim pelo que cessará também a mediação de Jesus. Eis as suas palavras: ‘Esse novo pacto entre o ‘nosso Salvador, Deus’ e o Israel espiritual continua enquanto houverem israelitas espirituais em carne e osso como ‘homens’ na terra. (...) Evidentemente o novo pacto se aproxima do fim da sua actividade que tem o objectivo de produzir 144.000 israelitas espirituais aprovados por Deus para que sejam unidos a Jesus Cristo no reino celestial, o governo ideal para a humanidade. Quando os últimos destes israelitas espirituais aprovados cessarem de ser ‘homens’ morrendo na terra e ressuscitando para participarem no reino celestial, então cessará também a função de Jesus Cristo como mediador’ ( ibid., pag. 26-27). Em outras palavras, para sermos mais precisos, o Novo Pacto e a mediação de Jesus cessarão quando o último dos 144.000 morrer e ‘ressurgir’! 

Confutação. Confutemos estas enésimas doutrinas de demónios. Não é assim como diz a Torre de Vigia porque Cristo Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, como diz Paulo a Timóteo (cfr. 1 Tim. 2:5); não existem no meio daqueles que crêem em Cristo pessoas de quem Jesus é o mediador e pessoas de quem não o é. Como todo o cristão pode dizer: Cristo me amou e se deu a si mesmo por mim, assim ele pode dizer: Cristo está à direita de Deus e intercede por mim. O apóstolo Paulo aos Romanos diz de facto: "Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Rom. 8:34). Por quem morreu Jesus? Pelos pecados só dos 144.000? De modo nenhum, mas pelos pecados de todos os homens. E por quem Ele ressuscitou? Só pelos 144.000? Não, mas por todos, para a sua justificação. E por quem pois intercede ele à direita de Deus? Só por uma parte dos seus filhos? De modo nenhum, mas por todos eles, sem acepção de pessoas. Glória a ele pelos séculos dos séculos. Amen. Vejamos agora a duração do Novo Pacto e da mediação de Jesus Cristo. A Escritura ensina que o Novo Pacto é eterno; diz de facto o escritor aos Hebreus: "Ora, o Deus da paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda boa obra..." (Heb. 13:20-21); e se tenha presente que Deus tinha predito este pacto eterno dizendo: "Convosco farei um pacto perpétuo" (Is. 55:3). Estando assim as coisas, também a mediação de Cristo jamais terá fim em prol daqueles que creram nele. É evidente o motivo; se o Novo Pacto de que ele é o mediador é eterno tem de ser, por conseguinte, eterna também a obra de mediação feita pelo seu mediador. E, de facto, isto é o que diz a Palavra de Deus quando testifica que Cristo foi feito por Deus Sumo Sacerdote para sempre: "Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Sal. 110:4). Aliás, uma das coisas que torna superior o Novo Pacto ao anterior é a sua duração, pois enquanto o primeiro pacto devia desaparecer o segundo deve durar eternamente. Paulo diz aos Coríntios por exemplo que "se aquilo que se desvanecia era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece" (2 Cor. 3:11). A mesma coisa deve ser dita também a respeito do mediador do Novo Pacto; ele é superior aos mediadores do Antigo Pacto, isto é, aos sumos sacerdotes, porque o seu sacerdócio é eterno. Aqueles pela morte eram impedidos de permanecer, enquanto o Sumo sacerdote do Novo Pacto, tendo ressuscitado, não pode mais morrer, pelo que pode interceder para sempre em favor daqueles que se chegam a Deus por meio dele. A ele seja a glória e o louvor eternamente. Amen [ 11 ].

 

O repouso sabático de Deus   

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Eis quanto afirmam as Testemunhas de Jeová sobre o sétimo dia em que Deus repousou: ‘Na época do apóstolo o sétimo dia durava há milhares de anos, e ainda não tinha terminado. O Reino milenário de Jesus Cristo, que as Escrituras identificam como ‘o Senhor do Sábado’ (Mt 12:8), faz evidentemente parte do grande Sábado, o dia de repouso de Deus. (Re 20:1-6) Isto indicaria que do início ao fim do dia de repouso de Deus passam milhares de anos (...) E porque o sétimo dia está em curso há milhares de anos, se pode racionalmente concluir que cada um dos seis períodos ou dias criativos seja longo e envolva no mínimo milhares de anos’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 596) [ 12 ].

Confutação. Mas as coisas não são assim como diz a Torre de Vigia porque esse dia que Deus santificou e abençoou e no qual repousou era um dia de vinte e quatro horas; como aliás o eram também os da criação conforme está escrito no fim de cada um deles: "E foi a tarde e a manhã" (Gen. 1:5,8,13,19,23,31) [ 13 ], e logo depois é precisado o número do dia passado. 

 

As calamidades naturais   

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Num artigo de título ‘Calamidades naturais Castigos de Deus?’ na revista Despertai! lê-se: ‘Hoje o Deus Todo-Poderoso julga comunidades inteiras? Não se pode negar que no passado Deus o tenha feito. (...) Mas que dizer de hoje? Em Mateus capítulo 24, Marcos capítulo 13 e Lucas capítulo 21, Cristo Jesus predisse que haveria um período de calamidades mundiais. Nestes capítulos deu um aviso profético acerca de acontecimentos e condições próprios da terminação do sistema de coisas, para que as pessoas reflexivas pudessem dar-se conta que ele tinha começado a reinar invisivelmente desde o céu. Estas profecias estão-se cumprindo hoje. Deve ser notado, porém, que no caso de cada um dos juízos acima mencionados, Jeová Deus deu avisos claros e repetidos antes que viesse a destruição [são os do dilúvio, da destruição de Sodoma e Gomorra e de Jerusalém, mencionados pouco antes] (Amós 3:7). Todavia, no caso das calamidades naturais do nosso tempo, os avisos vêm habitualmente de fontes seculares e se baseiam em observações científicas. (...) Com o aumento da população mundial, o homem foi morar para perto de muitos perigos potenciais. A procura de espaço onde viver e cultivar produtos alimentares leva a desmatar zonas que anteriormente estavam cobertas por florestas, o que às vezes agrava certas calamidades naturais provocadas por excessivas precipitações e pelo rápido escoamento superficial das águas pluviais. Não seria portanto justo dizer que as calamidades naturais são enviadas directamente pelo Deus Todo-Poderoso para punir os habitantes das zonas atingidas (...) não é o Deus Todo-Poderoso a causar estas calamidades..’ (Despertai! , 8 de Fevereiro de 1992, pag. 18-19). No seu livro Raciocínios à base das Escrituras lê-se: ‘ Não é Deus a causar terremotos, furacões, inundações, secas e erupções vulcânicas, coisas de que frequentemente hoje se tem notícia. Deus não se serve destes meios para punir as populações’ ( Raciocínios à base das Escrituras , pag. 359). 

Confutação. Ora, como vimos a Torre de Vigia não nega que no passado Deus tenha julgado populações inteiras e, de facto, considera que o dilúvio nos dias de Noé, a destruição de Sodoma e Gomorra e a da cidade de Jerusalém foram juízos divinos. Mas quando se trata das calamidades que atingem hoje populações inteiras então as coisas são diferentes, porque não é Deus que as envia mas trata-se apenas do cumprimento de predições feitas por Jesus. São, como já vimos, os sinais pelos quais os discípulos de Cristo perceberiam que Ele tinha começado a reinar desde o céu (esta sua asserção já a confutámos). Jesus as predisse somente, mas não é Deus que as envia. E depois, estas calamidades de hoje (terremotos, fomes, etc.) são preditas pelos cientistas que têm meios tecnológicos muito avançados, e já não pelo Senhor como fez no caso do dilúvio, da destruição de Sodoma e Gomorra e de Jerusalém. Mas as coisas não são assim, pelo simples motivo que a Escritura testifica que Deus não muda, que o seu modo de agir é o mesmo de há milhares de anos. Mas vamos por ordem. É absurdo afirmar que Jesus simplesmente predisse que neste nosso tempo (para as Testemunhas de Jeová desde 1914 em diante, enquanto na realidade esses eventos dizem respeito aos últimos dias em que já se encontravam os apóstolos e nos quais nos encontramos também nós) haveriam terremotos, fomes e pestilências mas não é Deus que as envia sobre os homens. Porquê? Porque Jesus tudo o que disse nos dias da sua carne o disse por ordem de Deus. Eis o que ele disse a propósito daquilo que dizia: "Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei-de dizer e sobre o que hei-de falar... Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito" (João 12:49-50), e também: "A palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou" (João 14:24). E dado portanto que a palavra de Jesus era a Palavra de Deus, e Deus vela sobre a sua palavra para a cumprir conforme Ele disse a Jeremias: "Eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la" (Jer. 1:12), e a Isaías: "Sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei" (Is. 46:11), por conseguinte, também todas as calamidades preditas por Jesus, como os terremotos, fomes e pestilências, são coisas que Deus faz acontecer. E depois nós dizemos: não se perceberia por que razão a destruição de Jerusalém, predita também ela por Jesus no mesmo discurso (cfr. Lucas 21:20-24) em que predisse terremotos, pestilências e fomes, e verificada no ano 70 por obra do exército romano, deva ser considerada um juízo de Deus contra a sua cidade por não ter conhecido o tempo no qual tinha sido visitada, enquanto os outros eventos desastrosos preditos contra as nações, como os terremotos, fomes e pestilências, não devam ser considerados juízos enviados por Deus contra as nações. Se Deus puniu Jerusalém enviando-lhe contra ela as legiões romanas, por que não haveria de ser ainda Ele a punir as nações enviando-lhes contra elas terremotos, pestilências e fomes? E depois dizemos ainda: é verdadeiramente sinal de falta de conhecimento das Escrituras fazer semelhantes afirmações quando no livro do Apocalipse estão preditos tantos juízos divinos contra a humanidade. Por exemplo quando foi aberto o quarto selo foi dado à morte e ao Hades o poder sobre a quarta parte da terra "para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra" (Ap. 6:8), e quando o sétimo anjo derramou a sua taça no ar (taça cheia da ira de Deus) "houve também um grande terremoto, qual nunca houvera desde que há homens sobre a terra, terremoto tão forte quão grande" (Ap. 16:18), para citar apenas alguns dos juízos de Deus que se devem ainda abater sobre a terra. Portanto, à luz das Escrituras os terremotos, as pestilências e as fomes são juízos enviados por Deus contra os homens rebeldes e iníquos ainda hoje. Como diz Amós: "Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?" (Amós 3:6) [ 14 ] E não há só estes juízos, mas também há as inundações devastadoras, os relâmpagos, doenças incuráveis de todo o género, etc. Em Jó de facto está escrito: "Ele retém as águas, e elas secam; solta-as, e elas inundam a terra" (Jó 12:15), e também: "Enche as mãos de relâmpagos e os dardeja contra o adversário" (Jó 36:32). Nas Crónicas está escrito do rei de Judá Jeorão que "o Senhor o feriu nas suas entranhas com uma enfermidade incurável" (2 Cron. 21:18). Ninguém pois vos engane irmãos com os seus vãos raciocínios; Deus é o mesmo de quando feria o mundo antigo com o dilúvio, de quando feriu Sodoma e Gomorra e Jerusalém por causa da maldade dos seus habitantes. Os seus juízos ainda hoje são por ele executados sobre a terra de variadas maneiras: demonstração esta que ele ainda ama a justiça e odeia a iniquidade; abençoa os justos, mas amaldiçoa os malvados; dá graça aos humildes mas resiste aos soberbos. Estes seus juízos são executados por ele quer a nível individual, quer a nível nacional; exactamente como nos tempos antigos sob os profetas. E não só, por vezes Ele preanuncia também aos seus servos os seus juízos contra terceiros com uma palavra de sabedoria. Em verdade, nada mudou no seu modo de agir. Glória ao seu nome eternamente. Amen.

 

Os milagres, as curas, e a expulsão dos demónios  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Por quanto diz respeito aos milagres, às curas e às expulsões dos demónios as Testemunhas de Jeová admitem que Jesus e os apóstolos nos seus dias os fizeram, mas hoje, dizem elas, Deus não concede mais fazer estas coisas, pelo que as que são feitas em nome de Jesus são falsas. Eis algumas suas afirmações. ‘Milagres semelhantes marcaram a transferência do favor de Deus para o novo sistema cristão. Uma vez estabelecido este facto, também tais milagres cessariam’ ( Despertai ! , 22 de Agosto de 1978, pag. 27)  e: ‘Uma vez estabelecido isto e o facto que Deus estava usando a congregação cristã, os milagrosos dons do espírito, incluindo o das curas, não foram mais necessários. Que dizer porém dos supostos milagres feitos hoje em nome de Jesus? Jesus mesmo disse que muitos lhe diriam: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demónios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ O que responderia Jesus? ‘Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei’. Jesus não negou que haveriam obras poderosas. Mas elas não seriam feitas mediante a sua autoridade, ‘em seu nome’. Seriam feitas mediante algum outro poder; por isso as definiu contra a lei..’ (A Sentinela , 15 de Dezembro de 1981, pag. 7).  

Confutação. Consideramos que também com esta sua doutrina as Testemunhas de Jeová mostram abertamente não crer na Palavra de Deus. O nosso Deus, o Deus de que falam as sagradas Escrituras, é um Deus vivo que não muda e hoje, como antigamente, faz curas e milagres no seio do seu povo. Jesus enquanto estava na terra disse aos Judeus: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5:17), e estas palavras, apesar de o Filho de Deus ter voltado para o Pai, são ainda verdadeiras, porque o Pai do nosso Senhor Jesus continua a operar milagres e curas, e por isso também o Filho continua a operar milagres e curas juntamente com o Pai, e com isto concordam as palavras do escritor aos Hebreus: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje, e eternamente" (Heb. 13:8). Se Deus não quisesse mais realizar curas e fazer milagres nesta geração porque cessou de operá-los, a Escritura seria anulada e Deus seria considerado um mentiroso; mas a Escritura diz: "Seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso" (Rom. 3:4). Portanto, seja reconhecido Deus verdadeiro, mas sejam reconhecidas mentirosas as Testemunhas de Jeová que contrastam a verdade. Elas mentem contra a verdade e se gloriam contra a verdade porque estão cheias de contenda e de toda a malícia e de todo o engano; não lhes deis ouvidos [ 15 ]. As Testemunhas de Jeová afirmam também que tanto aqueles que curam os doentes em nome de Jesus como aqueles que repreendem os demónios em nome de Jesus Cristo o fazem pela ajuda espiritual do diabo, o que equivale a dizer que o diabo ajuda os ministros de Deus a curar os enfermos e a expulsar os espíritos malignos. Mas isto não pode ser verdade porque o diabo é tanto contra aqueles que oram sobre os doentes em nome de Jesus para que eles sejam curados como contra aqueles que expelem os demónios em nome de Jesus. Ele não presta nenhuma ajuda nesta sua obra antes os contrasta. No tempo de Jesus haviam pessoas que raciocinavam como as Testemunhas de Jeová a respeito das obras poderosas de Deus realizadas pelo Espírito Santo, de facto encontramos escrito no Evangelho que os Fariseus caluniaram Jesus dizendo: "Este não expulsa os demónios senão por Belzebu, príncipe dos demónios" (Mat. 12:24). A esta sua absurda afirmação o Senhor respondeu assim: "Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demónios por Belzebu. E, se eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demónios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus. Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?" (Lucas 11:17-19; Mat. 12:28-29). Irmãos, ninguém vos engane, porque os demónios são expulsos pela ajuda do Espírito Santo e não pela ajuda de alguma força espiritual diabólica, porque Satanás não pode expulsar Satanás. Por quanto diz respeito à afirmação que Jesus teria dito que no futuro não seriam feitas obras poderosas em seu nome isso é falso porque Jesus na noite em que foi traído disse aos seus: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai" (João 14:12), e depois de ter ressuscitado disse aos seus discípulos: "E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demónios... porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão" (Mar. 16:17,18). Como podeis ver Jesus com estas palavras predisse que os que creriam nele expulsariam os demónios em seu nome e curariam os enfermos em seu nome. Estas palavras excluem da maneira mais categórica que hoje os que creram nele não podem expulsar os demónios e curar os enfermos em nome de Jesus. Que dizer então das palavras de Jesus citadas pelas Testemunhas de Jeová para sustentar que Jesus predisse que as obras poderosas que se fariam em seu nome seriam contra a lei? Dizemos que essas palavras não têm esse significado, de facto importa notar que Jesus não dirá a estes que essas coisas não as fizeram em seu nome, mas sim que a sua conduta era iníqua, o que é diferente. Aqueles a quem Jesus dirá essas palavras são homens que depois de terem recebido dons do Espírito Santo e tê-los exercitado por um tempo, se desviaram, se corromperam como animais irracionais e com as suas obras renegaram o Senhor que os tinha resgatado. São também os que embora orem sobre os doentes e repreendam os demónios em nome de Jesus conduzem uma vida no pecado e na rebelião. 

 

As línguas  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘O dom das línguas foi muito útil aos cristãos do século I para pregar a pessoas que falavam outras línguas’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 721); ‘Visto que o apóstolo inspirado disse que este dom cessaria, a prática moderna de falar em línguas não poderá vir da mesma fonte de que vieram as línguas dos primeiros cristãos’ (Despertai! , 22 de Agosto de 1978, pag. 28). Eis o que dizem as Testemunhas de Jeová a respeito das línguas. 

Confutação. Antes de tudo queremos fazer notar que elas erram ao dizer que o dom das línguas foi dado aos primeiros cristãos para pregar a pessoas de outra língua porque segundo a Escritura "o que fala em outra língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios" (1 Cor. 14:2). Em outras palavras os crentes que falavam em línguas não pregavam aos homens mas falavam a Deus, dando-lhe graças, bendizendo-o e orando pelos santos (cfr. Rom. 8:26-27; 1 Cor. 14:14-18; Ef. 6:18). Além disso não é verdade que as línguas cessaram porque Paulo diz aos Coríntios: "Havendo línguas, cessarão" (1 Cor. 13:8) referindo-se a algo que deve ainda ocorrer e não a algo já ocorrido. Mas quando cessarão? Quando vier a perfeição; isto o diz o próprio Paulo. E juntamente com as línguas cessarão também o conhecimento e as profecias (cfr. 1 Cor. 13:8-10) [ 16 ]. Mas enquanto não vier a perfeição as línguas continuarão a existir e com elas também o conhecimento e as profecias. 

 

As visões  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Para as Testemunhas de Jeová as visões de hoje são manifestações que não vêm de Deus; e de facto quando ouvem crentes dizer que tiveram visões que predizem eventos futuros ou que confirmam que os que morreram em Cristo estão no céu, a sua imediata reacção é que essas manifestações são do diabo. Porquê esta rejeição? Porque para elas a capacidade de predizer acontecimentos futuros cessou com a morte dos apóstolos: ‘Aqueles, que tinham o dom milagroso de profetizar eram capazes de predizer acontecimentos futuros, como fez Ágabo (...) Com a morte dos apóstolos não se transmitiram mais os dons do espírito, e tais dons milagrosos cessaram completamente quando aqueles que os tinham recebido desapareceram da cena terrestre’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, pag. 721,720) [17 ]. E os cristãos depois de mortos não podem ir para o céu com a alma porque eles não têm uma alma. Quem tem interesse em fazer crer semelhantes coisas é Satanás e não Deus: ‘O próprio Satanás continua a transformar-se em anjo de luz (...) Se é capaz de perpetuar a mentira fundamental que sempre sustentou - ‘Positivamente não morrereis’ - pode fazê-lo com os meios aparentemente mais inocentes e iluminantes’ (Despertai!, 22 de Abril de 1985, pag. 8). A propósito das visões de anjos elas dizem: ‘Desde que o apóstolo João recebeu a Revelação por volta do fim do primeiro século da nossa Era Comum, as aparições angélicas cessaram’ ( A Sentinela , 15 de Março de 1964, pag. 170). Portanto nem os anjos de Deus podem aparecer em visão!  

Confutação. Deus continua a falar por via de visões (como fazia exactamente nos dias dos profetas e dos apóstolos) porque a Escritura diz em Joel: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos" (Actos 2:17). E nós somos testemunhas disso que Deus prometeu através do profeta Joel. Com efeito, Deus dá visões acerca de coisas que hão-de acontecer, ainda antes que aconteçam, e por vezes por meio de visões faz ver crentes que morreram enquanto estão lá em cima no reino dos céus, e outras vezes em visões apareceram anjos de Deus. Por isso nós não podemos aceitar esta outra doutrina desta seita. Alucinações? Certo é que se aqueles que estão cheios de Espírito Santo são reputados bêbedos é inevitável que ao ouvi-los dizer que tiveram visões sejam considerados homens que têm alucinações. Os bêbedos de vinho esses sim têm alucinações, porque está escrito a propósito de quem se embebeda: "Os teus olhos verão coisas estranhas.." (Prov. 23:33); mas aqueles que pelo Espírito recebem visões não têm alucinações porque se encontram num perfeito estado de lucidez mental à diferença do bêbedo. Aqueles que dizem ter visões da parte de Deus são loucos enganados pelo diabo? Para as Testemunhas de Jeová sim, mas para nós que não somos deste mundo não. É de admirar estas suas afirmações? Não, porque elas não têm o Espírito de Deus, e por isso não podem receber as coisas do Espírito de Deus porque para elas são loucura. Paulo dizia: "Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio" (1 Cor. 3:18); isto é o que devem fazer os sábios deste mundo, isto é o que devem fazer os que se crêem inteligentes, para se tornarem sábios aos olhos de Deus; eles devem tornar-se loucos. Como? Arrependendo-se e crendo no Evangelho, e depois recebendo o dom do Espírito Santo e os dons do Espírito Santo. É melhor ser considerado louco e ir para o céu, do que ser considerado inteligente e ir para os tormentos do inferno. 

 

Os sonhos 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘Aqueles que procuram um significado nos seus sonhos frequentemente apontam os sonhos inspirados por Deus e narrados na Bíblia, perguntando: ‘Não poderiam haver também hoje alguns sonhos inspirados por Deus?’ É verdade que nos tempos bíblicos Deus se serviu de sonhos para comunicar com os seus servos (...). Todavia, o apóstolo Paulo escreveu: ‘Deus, que há muito, em muitas ocasiões e de muitos modos [também mediante sonhos], falou aos nossos antepassados por intermédio dos profetas, no fim destes dias nos falou por intermédio do Filho’. (Heb. 1:1,2) Na Bíblia temos o relato do que Deus nos disse por intermédio de seu Filho. Portanto não há necessidade que Jeová Deus nos fale por intermédio de sonhos. Se portanto vos perguntais o que vos reserva o futuro, ou se procurais a solução dos vossos problemas, podeis encontrar a resposta ou a solução não na interpretação dos vossos sonhos, mas na Palavra de Deus’ (Despertai! , 8 de Outubro de 1981, pag. 28).  

Confutação. Também este ensinamento é falso porque em nenhum lugar é dito que com a vinda do Filho de Deus à terra para anunciar-nos o Evangelho da paz, Deus tenha cessado de falar aos homens por via de sonhos. O facto de aos Hebreus estar escrito que nestes últimos dias Deus nos falou mediante o seu Filho, não significa que agora não se deve mais esperar sonhos da parte de Deus, tanto é que o profeta Joel disse: "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos" (Actos 2:17). Note-se que Deus disse que derramaria o seu Espírito e que os velhos teriam sonhos. Quando aconteceria isso? Nos últimos dias. E em que dias nós estamos? Nos últimos. Portanto Deus prometeu dar sonhos também nestes dias. E Ele está fazendo isso na sua fidelidade. Por via de sonhos fala a pessoas que estão longe d`Ele para trazê-las ao seu Filho Jesus Cristo e serem assim salvas; por via de sonhos fala aos seus filhos para consolá-los, exortá-los, e predizer-lhes eventos futuros (o matrimónio, o nascimento, a morte, a cura de alguém, etc.) ou revelar-lhes com quem se devem casar, qual ministério devem cumprir na sua casa, e muitas outras coisas. Ninguém pense que tudo isto seja contrário ao ensinamento da Palavra de Deus porque se enganaria; Deus não mudou, o seu modo de agir é o mesmo de há séculos, milénios atrás. O facto de hoje nós possuirmos a Escritura completa; no sentido que temos os Escritos do Antigo Testamento (a lei, os salmos e os profetas) nos quais há a promessa da vinda do Cristo, do Salvador do mundo; e os do Novo nos quais está relatada a vinda do Cristo, a sua mensagem, as suas obras e também muitas coisas que devem ainda acontecer; todos Escritos que formam um todo bem compacto e harmonioso, que nos ensinam, corrigem, instruem em justiça, exortam; digo, este facto não anula minimamente o falar de Deus através dos sonhos, porque os sonhos fazem parte das vias de que Deus se usa para falar aos homens. Como debaixo do Antigo Pacto, apesar de os Israelitas possuírem a lei de Moisés escrita em que estava revelada a vontade de Deus para o seu povo, Deus em muitas circunstâncias para dizer certas coisas a alguns se serviu de sonhos, assim ainda hoje debaixo do Novo Pacto, apesar de Deus ter querido que fosse escrita a vida de Jesus, as suas palavras, os seus milagres, e os ensinamentos dos apóstolos, Ele em diversas circunstâncias fala por via de sonhos. Glória ao seu nome eternamente. Amen. 

 

O divórcio 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . As Testemunhas de Jeová em caso de fornicação admitem o divórcio e que o cônjuge inocente passe a novas núpcias. Elas dizem: ‘...o adultério constitui um motivo válido para romper o vínculo conjugal em harmonia com os princípios divinos, e quando este motivo existe, o divórcio obtido determina a formal e definitiva dissolução da legítima união conjugal, consentindo ao cônjuge inocente recasar honradamente’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 715); e ainda: ‘...as palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9 indicam que o único motivo de divórcio que realmente rompe o vínculo conjugal é porneia por parte do próprio cônjuge. O seguidor de Cristo, tem neste caso a faculdade de se divorciar, se o desejar, e este divórcio lhe permitirá recasar com um cristão idóneo’ (op. cit ., pag. 714) [ 18 ]. É de ter presente por fim que para as Testemunhas de Jeová durante o milénio não será mais possível para os que forem casados e para os que se casarão se divorciarem e recasarem. ‘O profeta Moisés, por causa da dureza de coração dos israelitas decaídos, teve licença de lhes conceder a provisão de divórcio. Mas, o Moisés Maior, Jesus Cristo, o Rei, soerguerá a humanidade decaída à perfeição humana, e ele não fará a concessão de divórcio na nova terra’ ( Novos céus e uma Nova terra, pag. 359). Por esta afirmação se deduz que para elas Jesus Cristo cumprirá a lei durante o milénio, porque só então não permitirá o divórcio!  

Confutação. A Escritura não ensina de modo nenhum o que dizem as Testemunhas de Jeová porque ela permite ao marido traído repudiar a mulher que lhe foi infiel mas não lhe permite passar a novas núpcias. Jesus disse de facto: "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério" (Mat. 19:9). Porventura alguém dirá que ele dizendo "não sendo por causa de fornicação" subentendeu que neste caso lhe é lícito além de repudiá-la também recasar, mas a coisa não pode ser assim porque num outro lugar ele disse: "Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera" (Lucas 16:18). Como podeis ver nestas outras suas palavras, o marido é chamado adúltero não importa por qual razão deixa a sua mulher e casa com uma outra mulher. Portanto, também no caso de ele a repudiar por causa de fornicação e casar com uma outra ele comete adultério. Naturalmente o discurso vale também para a mulher; isto é, também ela se deixar o marido, porque lhe foi infiel, e for de outro homem, comete adultério, de facto Jesus disse: "E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera", e Paulo: "A mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver... De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem..." (Rom. 7:2,3). Só a morte do marido (infiel neste caso) lhe permite voltar a casar conforme está escrito: "Mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido... mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido" (Rom. 7:2,3). A mesma coisa deve ser dita para o marido cuja mulher lhe foi infiel, só a morte desta lhe permite casar-se licitamente com uma outra mulher. Por quanto diz respeito por fim ao facto de que só no novo mundo Jesus não permitirá o divórcio dizemos isto. O Filho de Deus quando veio à terra disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir..." (Mat. 5:17), e em particular em relação ao divórcio disse: "Foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério" (Mat. 5:31-32). Portanto, se Jesus disse ter vindo para completar a lei e os profetas, isso quer dizer que desde a sua vinda a lei e os profetas se devem considerar cumpridos. Em relação ao divórcio as coisas são claras; Jesus disse que é permitido repudiar a própria mulher por fornicação mas não recasar. Por isso sobre o divórcio não é necessário esperar o milénio para poder dizer que ele não será permitido por Jesus, porque ele foi abolido com a sua vinda. Em outras palavras Ele já proíbe divorciar e recasar também por causa de fornicação.  

 

O adorno das mulheres  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘As Escrituras não condenam o uso fino e modesto de cosméticos e adornos’ ( Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 592) [ 19 ]; ‘A Bíblia não proíbe vestir trajes elegantes ou usar jóias, mas manda que isso seja feito com modéstia e decoro’ (Estudo Perspicaz das Escrituras , vol. I, pag. 725). Eis por que muitas mulheres entre as Testemunhas de Jeová usam trajes elegantes, colares, brincos, braceletes, pintam-se em volta dos olhos, e põem batom nos lábios.

Confutação. A Escritura diz quanto se segue: "Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e pudor, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras" (1 Tim. 2:9-10); e também: "O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito benigno e pacífico, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam antigamente também as santas mulheres que esperavam em Deus..." (1 Ped. 3:3-5). Por quanto diz respeito ao uso da maquilhagem, não importa se creme ou pó para colorir o rosto, batom, ou outro produto, também ela não convém a uma mulher que faz profissão de servir a Deus. Na Escritura se diz sim que uma mulher pintou-se em volta dos olhos, mas ela não era uma santa mulher, mas Jezabel (cfr. 2 Re 9:30) conhecida pelas suas feitiçarias, pelas suas fornicações, e pela sua sede do sangue dos profetas de Deus. Os cosméticos, na altura parece que embelezam as mulheres, mas na realidade as destroem e as desfiguram. A mulher não deve mascarar-se maquilhando-se, mas deve conservar a pele do seu rosto assim como Deus lha deu, sem alterá-la de nenhuma maneira. As irmãs se lembrem que o seu corpo não é propriedade sua, sendo o templo de Deus. E quem destrói o templo de Deus será punido por Deus porque o templo de Deus é santo e Deus ordena não contaminá-lo mas conservá-lo em santidade e honra. 

 

O véu como cobertura na cabeça da mulher quando ora ou profetiza    

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Num artigo na Sentinela de título ‘A mulher cristã necessita da cobertura na cabeça: quando?’ lê-se: ‘...a cobertura na cabeça é necessária à mulher quando faz alguma função ou dever que deveria ser feito normalmente por um cristão dedicado, e que ela faz temporariamente ou por causa de circunstâncias especiais. (...) Há três situações fundamentais em que é necessário que a mulher dedicada use uma cobertura na cabeça. Estas são: 1) quando tem de orar ou ensinar na presença de seu marido, 2) se ensina a um grupo que inclui um irmão dedicado, e 3) quando, não havendo um homem qualificado, tem de orar ou presidir numa reunião da congregação. (...) Quanto à necessidade de as mulheres usarem uma cobertura na cabeça nas reuniões das testemunhas de Jeová, normalmente ela não surge na maioria das congregações. Como já foi notado, o princípio a aplicar é este: A cobertura na cabeça é necessária quando, em ausência de um homem qualificado, uma irmã tem de orar ou presidir numa reunião de congregação’ ( A Sentinela, 1 de Outubro de 1964, pag. 584,585,591). 

Confutação. As Testemunhas de Jeová como haveis podido ver consideram em algumas circunstâncias necessário que a mulher use uma cobertura na cabeça. Queremos, porém, fazer notar os erros que cometem também a respeito do ensinamento sobre a cobertura na cabeça da mulher. Antes de tudo erram em permitir à mulher ensinar porque a Escritura diz: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio" (1 Tim. 2:11-12). Portanto, é um contra-senso tornar necessário uma cobertura na cabeça para a mulher quando faz algo que não lhe é permitido pela Palavra de Deus. O apóstolo Paulo disse que "a mulher, por causa dos anjos, deve ter sobre a cabeça um sinal da autoridade da qual depende" (1 Cor. 11:10), e isto quando ora ou profetiza (e não também quando ensina). Mas é claro que dado que para as Testemunhas de Jeová a oração ainda subsiste pelo que uma mulher se pode encontrar a orar, mas o dom de profecia acabou de uma vez para sempre, não existe entre elas uma mulher que profetiza. Mas existem mulheres que ensinam; isto significa que Deus segundo elas não dá mais o dom de profecia às mulheres mas o dom de ensino sim. Quando é o contrário, isto é, que Deus não dá de modo algum o dom de ensinar às crentes, mas o de profecia sim. Em verdade as Testemunhas de Jeová desvirtuaram de novo a Palavra de Deus fazendo-lhe dizer coisas que não diz. E depois, nós dizemos, mesmo que uma mulher se pusesse a ensinar, fazendo algo que não lhe é permitido, porque alguns lho permitem, é preciso dizer que ela ensinando ou, melhor dizendo, tentando ensinar, com a cabeça descoberta não desonra a sua cabeça, porque é só no caso em que ela ora ou profetiza com a cabeça descoberta que desonra a sua cabeça. "Toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça" (1 Cor. 11:5), que é o homem em geral e portanto, mesmo se não está presente o seu marido porque está sozinha ou está em presença de outros irmãos, ela deve ter a cabeça coberta.   

O outro erro que as Testemunhas de Jeová fazem é que dizem que se há um ‘irmão’ qualificado que faz a oração, e portanto não há necessidade que a mulher a faça (por aqui se vê que o seu modo de orar difere notavelmente do nosso, porque nas nossas reuniões à mulher é sempre permitido orar - naturalmente ordenadamente e quando é o momento de orar em conjunto), à mulher não é necessário usar uma cobertura na cabeça. Mas é claro que nas nossas reuniões, como no momento de oração há a liberdade de orar em voz baixa juntamente com outros, e isto diz respeito tanto às mulheres como aos homens, as mulheres devem usar uma cobertura na cabeça quando oram. E mesmo que uma irmã orasse de maneira a que os outros que estão perto dela na sala não a ouvissem, isto é, mesmo que orasse em seu coração, como fez Ana, ela deve usar uma cobertura na cabeça. Portanto neste segundo caso por nós tomado em exame, se enquanto o testemunha de Jeová qualificado faz a oração a Deus, e a mulher que assiste participa em voz baixa na oração a Deus, ou participa nela orando em seu coração, ela deve usar uma cobertura na cabeça. Em outras palavras, para dizer que uma mulher testemunha de Jeová desonra a sua cabeça quando ora é necessário verificar-se que também ela está orando de alguma maneira enquanto o homem faz a oração. Nós consideramos que também quando o homem faz a oração entre elas é o momento da oração, portanto a mulher é bom que use uma cobertura na cabeça.  

Este nosso discurso teve o único fim de demonstrar como o Corpo Governante de certa maneira anulou também a ordem para a mulher de pôr o véu todas as vezes que há a oração. Mas é evidente que as Testemunhas de Jeová, estando ainda nas trevas, necessitam antes de tudo converter-se e sair desta seita. Portanto mesmo que ensinassem tudo de maneira correcta a respeito do véu para a mulher, o que de qualquer modo devem fazer é converter-se e sair do meio desta pseudo-igreja. 

 

O controle dos nascimentos   

A doutrina das Testemunhas de Jeová. ‘Há alguma objecção escritural acerca do uso das pílulas para o controle dos nascimentos? O uso de anticoncepcionais é uma coisa que diz respeito à decisão pessoal do casal interessado, porque a própria Bíblia não condena o controle dos nascimentos. (...) Quanto à questão das pílulas para o controle dos nascimentos, se forem usadas por uma mulher casada, ela deve ter o consentimento de seu marido. (...) a prática do controle dos nascimentos mediante o uso de pílulas fabricadas para tal objectivo não é proibida: a decisão de usar ou não usar tal produto é deixada ao casal’ (A Sentinela, 1 de Outubro de 1964, pag. 607).  

Confutação. Também este ensinamento da Torre de Vigia é falso porque se opõe à Escritura. Está escrito claramente que Deus disse no princípio da criação ao homem e à mulher: "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra..." (Gen. 1:28). Portanto, toda a tentativa humana de pôr um obstáculo à multiplicação é pecado. Não importa se esta tentativa é natural ou artificial, ela se opõe à vontade de Deus para o casal humano de procriar. E não nos venham dizer os contenciosos que a terra agora está cheia pelo que esta ordem já não é para os homens desta geração, porque a terra contém ainda muito lugar que não é habitado. E também não nos venham dizer que temem pôr no mundo filhos porque temem não lhes poder dar um futuro, porque quem confia em Deus não tem destes temores porque crê firmemente que Deus tomará conta de todos os filhos que lhe der protegendo-os e não lhes fazendo faltar nada. Se nem um pássaro está esquecido diante de Deus, como pode Deus esquecer-se dos filhos que deu a um casal que o teme? Se Deus prepara ao corvo o seu alimento para os seus pintainhos, se caça a presa para a leoa, quanto mais preparará o que comer aos seus filhos que confiam nele! Portanto não há desculpas diante de Deus. E por fim lembremos que Paulo disse a Timóteo que a mulher "salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer na fé, no amor e na santificação com modéstia" (1 Tim. 2:15), confirmando que é da vontade de Deus que a mulher dê à luz filhos. Quantos Deus quiser naturalmente e não quantos decide ter juntamente com o seu marido. Nos Salmos está escrito: "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum homem valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta" (Sal. 127:3-5). Portanto ó mulheres, tende filhos; não vos recuseis a serdes visitadas por Deus para não atrairdes um juízo de Deus sobre vós. E igualmente vós maridos, não impeçais a concepção, para não serdes punidos por Deus pela vossa rebelião. 

 

O juramento  

A doutrina das Testemunhas de Jeová . ‘Quando em tribunal é convidado a levantar a mão ou a pô-la sobre a Bíblia durante um juramento, o cristão, se o desejar, pode fazê-lo, recordando os exemplos bíblicos nos quais um juramento foi acompanhado por um gesto’ ( A Sentinela, 15 de Novembro de 1977, pag. 703). 

Confutação. Não, não é assim como diz a Torre de Vigia, porque nós, estando debaixo da lei de Cristo e não mais debaixo da de Moisés, somos chamados em qualquer circunstância a não prestar algum tipo de juramento. Jesus disse de facto: "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna" (Mat. 5:33-37). Como podeis ver Jesus Cristo proibiu jurar; portanto o preceito da Torre de Vigia que permite o juramento é um preceito de homens que se desvia da verdade que está em Cristo Jesus. O motivo pelo qual nós não devemos jurar com nenhum juramento? No-lo diz Tiago: "Para que não caiais em condenação" (Tiago 5:12). Nós Cristãos somos chamados a dizer a verdade em todas as circunstâncias; sabemos que Deus aborrece a mentira e que ele pune a falsa testemunha quer diga o falso testemunho depois de ter jurado, quer o diga sem fazer algum juramento, e isto nos incute temor. 

 

A dança 

A doutrina das Testemunhas de Jeová. Num artigo em Despertai! de título ‘Os jovens perguntam... A dança não é um divertimento inócuo?’ lê-se: ‘Pode-se dizer que todas as danças rápidas sejam apropriadas ou inocentes? Não, e importa ser cauteloso. O poder da música pode desencaminhar-te . Embora seja correcto encontrarem-se para se divertirem, em tais reuniões é necessário manter o certo refreio. (...)  Portanto quando se reúnem os jovens devem estar atentos para não abandonarem todo o refreio e ‘para não se deixarem levar pela música’ ( Despertai! , 8 de Outubro de 1984, pag. 11). Mais adiante é dito que quem segue os princípios cristãos evita sabiamente aquelas danças que são sexualmente provocantes. Falando depois da música que acompanha a dança é dito: ‘Igualmente importante é o tipo de música que se dança. É possível que gostes da música com o ritmo acentuado. Mas para desfrutá-la é preciso tocá-la num volume ensurdecedor? E é sábio tocar este tipo de música ininterruptamente?’ ( ibid., pag. 12). E a respeito das danças de música lenta é dito: ‘Se pois decidires executar danças lentas, cuida dos potenciais perigos. Alguns foram induzidos a cometer fornicação porque danças imodestas os tinham estimulado’ ( ibid. , pag. 12). Mas então uma Testemunha de Jeová pode dançar ou não? Pode dançar, mas ‘numa atmosfera sã e ao som de uma música apropriadamente escolhida’ (ibid., pag. 13). O artigo diz no fim: ‘Se fizeres uma festa em que se dança, por que não convidar os teus pais e algumas pessoas anciãs? Talvez possam ensinar-te um passo ou dois, e tu podes sentir a alegria de dançar junto com eles (...) Evita toda a música degradante e as canções com palavras discutíveis! Mantém a distracção no seu lugar para que não te roube demasiado tempo e atenções. Se seguires estas sugestões poderás divertir-te, e a dança será verdadeiramente um divertimento inócuo’ ( ibid., pag. 13). Como podeis ver está-se diante, na substância, da já vista dança num clima de são divertimento permitido pela igreja católica romana. 

Confutação. A Escritura diz: "Abstende-vos de toda espécie de mal" (1 Tess. 5:22) ou como traduziram outros "de toda a má aparência". Ela diz ainda que a graça de Deus que se há manifestado nos ensina a renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas (cfr. Tito 2:12), e que devemos despojar-nos "do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano" (Ef. 4:22), entre cujas concupiscências está também a da dança. Paulo diz também aos Coríntios: "Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (1 Cor. 6:19-20). Um discípulo de Cristo deve portanto abster-se de ir dançar seja para a discoteca ou para algum salão de dança, como também de organizar festas dançantes em sua casa. Não importa se a música será tocada por um grupo musical que tem fama de fazer música limpa em vez de algum cantor ou grupo satanista que usa palavras indecentes ou incita à violência ou ao sexo; não importa se a música será lenta em vez de acelerada, não importam estas diferenças, porque a música deste mundo jaz toda no maligno e qualquer dança que a acompanha, não importa de que género ela seja, é uma manifestação da carne. E quem está no Espírito, inclinando-se para as coisas do Espírito, evitará estas manifestações carnais que não glorificam a Deus. Sim, porque ele sabe que qualquer coisa que faz deve fazê-la para a glória de Deus e a dança mundana não leva a glorificar a Deus. Uma coisa completamente diferente deve-se dizer sobre a dança que glorifica a Deus conforme está escrito para louvar a Deus com danças (cfr. Sal. 150:4). Ela é consentida, mas porque é um tipo de dança impulsionada pelo Espírito de Deus que é santo. Mas quando se verifica este tipo de dança? Ela se verifica quando há uma autêntica manifestação de alegria por parte do povo de Deus. Por exemplo quando um cego recupera a vista, quando um coxo se põe a andar ou um morto ressuscita, ou quando um crente que se tinha desviado da verdade após muitos anos volta para o Senhor, ou quando um pecador se converte ao Senhor ou em outros eventos particulares. Não é algo de preparado, mas de extemporâneo que surge no momento porque se é movido pelo Espírito de Deus e para exprimir a alegria, e o louvor a Deus se começa a saltar e a dançar. Mas repito isto acontece só em ocasiões particulares. 

 

Piadas e anedotas  

A doutrina das Testemunhas de Jeová. ‘Piadas e anedotas limpas e sãs são óptimas no tempo e no lugar apropriados e divertem, e todos às vezes necessitamos de relaxar’ (Despertai!, 8 de Fevereiro de 1981, pag. 28). Isto é o que se lê num artigo em Despertai! intitulado ‘O sentido do humor: um dom de Deus’. Num outro artigo de um outro número de Despertai! lê-se: ‘... temperai a vida com uma pitada de humor. Descobri o sentido do humor. Cultivai-o. Vereis que fará maravilhas por vós e por quem vos está próximo’ (Despertai!, 22 de Maio de 1994, pag. 27). 

Confutação. A sagrada Escritura ensina que o nosso falar deve ser um falar grave, irrepreensível, para que os nossos adversários nada tenham que dizer contra nós. Eis quanto diz Paulo a Tito: "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós" (Tito 2:6-8). Também a Timóteo, que era também ele um ministro do Evangelho, Paulo diz uma coisa semelhante, de facto lhe diz para ser um exemplo para os crentes no falar (cfr. 1 Tim. 4:12). Ainda Paulo confirma que o nosso falar deve ser são e irrepreensível quando dirige esta exortação aos santos de Colossos: "A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um" (Col. 4:6); e também quando diz aos santos de Éfeso: "Mas a fornicação, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, acções de graças" (Ef. 5:3-4). Estas Escrituras excluem portanto que o nosso falar deva ser temperado com piadas e anedotas, porque estas coisas não fazem parte do sal de que deve ser temperado o nosso falar; estas coisas são na verdade chamadas pela Escritura chocarrices. Ninguém vos engane irmãos; as chamadas piadas e anedotas limpas e sãs na realidade não são sãs e limpas porque nelas estão presentes a mentira e a falsidade, como nas que são definidas porcas. São todas coisas porcas, contaminadas; na verdade elas não conferem graça a quem as ouve; não edificam. Alguém porventura dirá: Mas então sois por uma vida sempre de semblante carregado, trombudo? De modo nenhum, nós somos por uma vida feliz, alegre, mas esta felicidade e esta alegria da qual queremos esteja cheia a nossa vida é a que produz o Espírito Santo que habita em nós. Mas é evidente que para que esteja presente esta felicidade e esta alegria nós devemos andar pelo Espírito, isto é, seguindo os seus impulsos que nos empurram sempre a fazer o que é justo aos olhos de Deus. Nós portanto nos regozijamos no Senhor ao falar da sua salvação aos pecadores, ao falar com os irmãos das suas obras poderosas passadas e presentes, das suas revelações passadas e presentes, ao fazer boas obras, ao magnificar a Deus com os nossos louvores; nós nos regozijamos no Senhor ao ver os crentes andar na verdade, na santidade, no temor de Deus; nós nos regozijamos no Senhor ao meditar sobre as suas maravilhas que fez na nossa vida até ao presente; nós nos regozijamos ao meditar a sua palavra. Sim, o nosso coração transborda de alegria quando fazemos todas estas coisas. E não só, nos regozijamos também quando somos injuriados, vituperados, perseguidos por causa de Cristo; para nós portanto também as aflições são fonte de alegria. Seja pois posto de lado o humor das Testemunhas de Jeová e de quaisquer outros (entre os quais também o de muitos pregadores que estão presentes no meio das igrejas), que não faz mais do que entristecer o coração do justo, que não faz mais do que fazer a sabedoria perder todo o valor conforme está escrito: "Um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra" (Ecl. 10:1). Sei que se passa por louco ao recusar até o chamado humor limpo, mas não podemos fazer doutra forma; Jesus não brincava e não entretia os seus discípulos e as pessoas do mundo com piadas e anedotas ‘limpas’; também o falar dos apóstolos era privado destas piadas e destas anedotas. E nós queremos seguir o exemplo de Cristo e dos seus santos apóstolos; mesmo a custo de sermos rotulados de loucos. Antes dizemos: É inevitável que ao querer seguir o seu exemplo se seja definido louco. Não é alguma coisa que pode acontecer, mas algo que acontece forçosamente.  

 

As transfusões de sangue

A doutrina das Testemunhas de Jeová. As Testemunhas de Jeová, como já assinalamos, proíbem as transfusões de sangue, sob pena de expulsão da organização. Elas dizem: ‘Jeová Deus disse: ‘A alma [néphesh ] de todo tipo de carne é o seu sangue pela alma nele. Por conseguinte, eu disse aos filhos de Israel: "Não deveis comer o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é o seu sangue" (A Sentinela , 1 de Novembro de 1984, pag. 12) pelo que quem recebe o sangue de uma outra pessoa no seu corpo come o sangue e na lei Deus tinha dito que exterminaria do meio do povo quem comesse o sangue de qualquer animal (cfr. Lev. 17:10) [ 20 ].

Confutação. A propósito deste seu ensinamento deve ser dito isto. Antes de tudo é errado dizer que o sangue de uma pessoa é a sua alma ou que no sangue de uma pessoa esteja a alma dela porque, como vimos anteriormente, segundo a Escritura, a alma é algo de espiritual no interior do corpo do ser humano que quando ele morre sai dele e vai ou para o céu ou para o Hades conforme o indivíduo estiver salvo ou perdido. No sangue da pessoa está a vida biológica e não a alma. Façamos um exemplo com a Escritura: no livro do Apocalipse João diz: "Vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap. 6:9-10). Ora, como se pode bem compreender por estas palavras de João, ele viu as almas desses cristãos no céu; mas não viu o seu sangue no céu porque o sangue dessas pessoas ficou na terra. Não pode ser de outra forma dado que está escrito "que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus" (1 Cor. 15:50). Essas almas pediam a Deus para vingar o seu sangue e não a sua alma. E Deus vingará o seu sangue a seu tempo, com efeito, no Apocalipse está dito que quando o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas; as águas se tornaram em sangue. E o anjo das águas disse: "Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores" (Ap. 16:5-6). O erro das Testemunhas de Jeová é portanto o de chamar alma o sangue do homem quando ele não o é. Por quanto diz respeito à transfusão de sangue é necessário dizer que embora não consista em comer sangue de uma pessoa porque não lhe entra pela boca, pelo que não se pode citar para proibi-la a decisão dos apóstolos e dos anciãos em Jerusalém porque não é sangue de animal e nem se trata de ingeri-lo (se se tratasse de ingeri-lo então as coisas seriam diferentes: portanto não se pode pôr um crente que recebe uma transfusão de sangue nas veias ao mesmo nível de um outro que come o sangue de animais), importa contudo dizer que se um crente se abstém dela porque considera que o Senhor é poderoso para criar-lhe todo o sangue que ele necessita no corpo sem ter necessidade de receber sangue de terceiros, ele faz bem. Porque neste caso ele com a sua conduta mostra ter posto a sua confiança totalmente em Deus e não nos médicos. Este é um acto de fé que Deus premeia. Portanto abster-se das transfusões de sangue na necessidade porque se tem plena confiança em Deus é uma boa coisa. Ele é o Todo-Poderoso. Ele pode dar a quem necessita todo o sangue que precisa. 

 

O serviço militar e o civil 

A doutrina das Testemunhas de Jeová. As Testemunhas de Jeová recusam fazer o serviço militar, fazendo presente que os cristãos devem seguir a paz e não aprender a guerra. Mas além disso, elas recusam também fazer o serviço civil no lugar do militar. Elas dizem que ‘não é que elas sejam contrárias ao serviço civil como tal, mas, antes, é uma questão de estrita neutralidade. Por isso, qualquer trabalho que seja uma simples substituição do serviço militar não seria aceitável (...) O cristão é contrário a aceitar voluntariamente tal trabalho devido ao que a lei de Deus diz sobre o assunto: ‘Vós fostes comprados por um preço; parai de vos tornardes escravos de homens’ (l Cor. 7:23) A servidão civil em substituição do serviço militar seria igualmente censurável para o cristão. Com efeito, desta forma se tornaria parte do mundo, ao invés de manter-se separado, como Jesus ordenou’ (Despertai! , 8 de Junho de 1975, pag. 13). Eis, pois, o porquê de elas recusarem prestar também o serviço civil, porque segundo elas se tornariam escravos de homens e parte do mundo!  

Confutação. Estamos de acordo que os cristãos não devem fazer o serviço militar, porque a Palavra de Deus nos ordena que nós como filhos da paz devemos seguir a paz com todos, e não nos pormos a aprender a guerrear os homens com armas carnais. Mas nós não estamos de acordo com as Testemunhas de Jeová quando dizem não querer fazer também o serviço civil alternativo pelas referidas razões. Nós dizemos que dado que nesta nação há a oportunidade de se usar deste direito de fazer o serviço civil no lugar do obrigatório militar, o crente deveria aproveitá-la. Não se trata de embraçar armas ou de aprender a guerra e por isso pode ser realizado. Por quanto diz respeito às palavras de Paulo citadas pela Torre de Vigia dizemos que se se lerem no seu contexto se verá que Paulo não disse para não prestar este serviço ao Estado para não ficar escravo de homens, mas disse sim para não deixar impor a circuncisão se se foi chamado por Deus incircunciso, e não deixar remover a circuncisão se se foi chamado por Deus quando se era circunciso. Neste caso sim fica-se escravo de homens. Também no caso de se começarem a observar festas, dias e meses e preceitos como não proves, não toques e não manuseies se ficaria escravo de homens, porque se recairia debaixo da escravidão dos rudimentos pobres e fracos deste mundo que para nada servem [ 21 ]. Quanto ao facto de dizer que no caso de o cristão fazer o serviço civil se tornaria parte do mundo, dizemos que isso não é verdade. Antes consideramos que precisamente ali onde o cristão desempenharia o serviço civil teria uma grande oportunidade de fazer resplandecer a luz que está nele, testemunhando do Evangelho da graça a muitas pessoas que jazem nas trevas, e tendo uma conduta santa e pia. Naturalmente, este não é o caso das Testemunhas de Jeová porque elas não são cristãs por isso onde quer que estejam poderão no máximo mostrar apenas a aparência da piedade tendo negado o poder dela, mas não a luz do Senhor. Não estão salvas, não têm a vida eterna, se vestem mais ou menos como todos (em alguns casos os homens estão vestidos tão elegantemente, e as mulheres de maneira tão provocante que não se pode deixar de dizer que correm atrás das concupiscências do mundo [ 22 ]) vão para a praia pôr-se meias nuas e divertir-se no verão (e note-se que nos seus baptismos de massa as mulheres fazem-se baptizar até em fato de banho e em alguns casos estão em fato de banho também os homens que baptizam: que indecência!), têm a televisão, vão ao cinema, brincam e chocarreiam, que luz podem ver os outros nelas. Não verão antes trevas? E depois nos vêm falar de mundo, de separação do mundo? Mas se arrependam e se convertam a Cristo primeiro e então poderão começar a falar de separação do mundo; mas enquanto forem membros desta organização serão, para todos os efeitos , também elas parte deste mundo. Para concluir, é preciso dizer que o motivo verdadeiro pelo qual as Testemunhas de Jeová recusam fazer o serviço militar e o civil é porque elas consideram todo o serviço prestado ao Estado um serviço prestado a Satanás; e portanto na realidade elas não recusam ser militares porque são filhas da paz. Os filhos da paz são só aqueles que conheceram o Príncipe da paz; e elas não o são porque não o conhecem. Falai com elas da sã doutrina e vereis que elas não são pela paz mas são pela guerra; estão continuamente a resistir à verdade! "Eu sou pela paz; mas quando falo, eles são pela guerra" (Sal. 120:7).  

 

O ódio pelos inimigos 

A doutrina das Testemunhas de Jeová . Segundo quanto diz a Torre de Vigia alguns homens são odiáveis e não se devem honrar. ‘Aqueles que odeiam Jeová e o seu povo devem ser objecto de ódio, mas isto não quer dizer que aproveitaremos para fazer-lhes mal materialmente num espírito de malícia ou de desprezo, qualidades características do maligno, ao passo que o ódio puro não o é. Devemos odiar no sentido mais verdadeiro, isto é, nutrir extrema e activa aversão, considerar desprezível, odioso, nojento, detestar (...) Não odiamos aqueles que odeiam Jeová? Não podemos amar esses inimigos odiosos porque os