Capítulo 4

A Igreja, os sacramentos, os 144.000

 

A IGREJA 

A doutrina das Testemunhas de Jeová 

Lendo os livros e as publicações das Testemunhas de Jeová emerge de maneira clara que elas crêem ser os únicos verdadeiros cristãos e que todos os outros que se dizem cristãos são falsos. Segundo elas todas as organizações eclesiásticas, desde a igreja católica romana às denominações protestantes constituem a meretriz descrita no Apocalipse: a igreja católica é definida a mãe das meretrizes enquanto as denominações protestantes surgidas depois da reforma são as suas filhas. Elas pelo contrário, vale dizer, as Testemunhas de Jeová, saíram de Babilónia, ou seja, da religião falsa, e constituem a organização de Deus na terra, a genuína, a que possui a verdade e que escapará a Armagedom, ou seja, ao juízo de Deus contra as organizações satânicas, assim como são definidas por elas. Portanto, quem não faz parte das Testemunhas de Jeová não poderá não incorrer no juízo de Deus. Por esta razão elas andam de casa em casa; para convencer as pessoas a entrar na sua organização, única arca de salvação que sobreviverá a Armagedom [ 1 ]! Uma outra coisa que emerge de maneira clara lendo as revistas e os livros da Torre de Vigia é a nítida distinção que elas fazem entre os 144.000, ou seja, os ‘ungidos’ e ‘as outras ovelhas’. Recordemos brevemente a tal propósito que segundo este seu ensinamento a igreja de Deus, ou seja, a esposa de Cristo, é formada apenas pelos 144.000 (dos quais os últimos membros se encontram entre elas) e apenas estes estão destinados a reinar no céu com Jesus porque só eles podem nascer de novo, tornar-se filhos de Deus, ser justificados, e ser feitos reis e sacerdotes. Os outros, que formam ‘a grande multidão’ estão excluídos destes privilégios e estão destinados a reinar para sempre na terra. Em outras palavras segundo elas estas duas classes permanecerão separadas para sempre. A seguinte sua afirmação dá bem a ideia de quanto acabei de dizer: ‘... a Bíblia é terminante ao predizer que o número final dos membros da igreja celeste será de 144.000, segundo o decreto de Deus. (...) "A igreja," então, limita-se a este número escolhido (...) Todas as demais criaturas que receberão vida das mãos de Deus mediante o pacto do Reino não terão parte em "a igreja", mas viverão nesta terra sob o domínio de Cristo Jesus e da sua igreja nos céus’ (Seja Deus verdadeiro , pag. 112). E como se pode reconhecer a igreja na terra? ‘É da responsabilidade da verdadeira igreja olhar para que se faça tal pregação da mesma forma como Jesus a fazia; e somente a verdadeira igreja está fazendo hoje este trabalho. Vê-se, portanto, claramente qual é a verdadeira igreja e quem estão com ela associados na terra’ (ibid., pag. 115). 

Confutação

As Testemunhas de Jeová não são Cristãos, mas pessoas que jazem ainda nas trevas 

São as Testemunhas de Jeová com justa razão dignas de serem chamadas os únicos verdadeiros cristãos sobre a face da terra? De modo nenhum; porque os factos demonstram claramente que as Testemunhas de Jeová estão também elas como tantos outros no charco de lodo, na cova de perdição em que nós todos estávamos antes de conhecer Deus. E por isso estão ainda sem Cristo no mundo. Basta considerar as suas doutrinas (mesmo só as até aqui vistas) para se dar conta claramente disto. É verdade que elas mostram grande zelo por quanto diz respeito à divulgação da sua mensagem, é verdade que fazem alarde de diversas passagens da Bíblia para sustentarem esta sua mensagem, mas isto não significa absolutamente nada. Pode-se estar convencido de estar na verdade e na organização terrena certa e de divulgar a recta mensagem e estar ao mesmo tempo escravo do pecado, sobre o caminho da perdição. E de tais exemplos, isto é, de homens e mulheres que deram ouvidos às mais estranhas doutrinas e apesar disso crêem estar na verdade, e que fazem parte do único grupo de salvos existente na terra, mas na realidade estão debaixo do poder das trevas porque não conhecem o Senhor Jesus, há muitos deles na terra. Mas vamos agora demonstrar que as Testemunhas de Jeová fazem parte da ‘religião falsa’ (assim a chamam elas) mediante as suas próprias palavras que encontramos em A verdade que conduz à vida eterna. Neste livro no capítulo intitulado: ‘Como se Identifica a Religião Verdadeira’ encontramos escrito de que maneira se reconhecem os verdadeiros adoradores de Deus, isto é, aqueles de quem falou Jesus à mulher samaritana quando lhe disse: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4:23). Após terem dito: ‘Aquilo que realmente decide se somos verdadeiros adoradores de Deus não é apenas nossa afirmação ou mesmo nossas obras, aparentemente elogiáveis, mas termos realmente feito a vontade do Pai celestial..’ (A verdade que conduz à vida eterna, New York 1968, pag. 123); os escritores começam a enumerar os frutos pelos quais se reconhecem os verdadeiros adoradores de Deus.  

O primeiro é o amor, com efeito, lemos: ‘A Bíblia nos diz que "Deus é amor". Em harmonia com isso, Jesus mostrou que o sinal mais destacado dos que seguiriam seu exemplo em adorar a Deus seria o de que teriam amor entre si. Ele disse: "Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós’ (ibid., pag. 123). Bem dito; mas onde está nas Testemunhas de Jeová este amor de Deus por nós filhos de Deus? Não existe. Se elas dizem ser pessoas que creram em Deus, seguir as pisadas de Jesus, amar a Deus, por que é que não amam aqueles que foram gerados por Deus? Por que é que não amam os irmãos e as irmãs de Jesus? Não disse porventura João: "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido" (1 João 5:1)? Eis a prova que demonstra que elas estão ainda nas mais densas trevas; o facto de elas não nos amarem a nós que fomos gerados por Deus e adoptados como seus filhos. "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor" (1 João 4:8) diz João. Por esta razão podemos afirmar com toda a tranquilidade que as Testemunhas de Jeová não conhecem a Deus e por isso não estão entre os verdadeiros adoradores que adoram o Pai em espírito e em verdade. Se considerarmos bem as palavras e as atitudes das Testemunhas de Jeová para connosco filhos de Deus (tende presente que elas são chamadas a nutrir um ódio puro por nós) nos podemos aperceber que se assemelham aos Judeus que odiavam Jesus e o queriam matar. Porquê? Porque eles por um lado afirmavam ter como Pai Deus, e por outro recusavam ouvir as palavras de Jesus e queriam matá-lo. Mas que lhes disse Jesus? Ele disse-lhes: "Se Deus fosse o vosso Pai, vós me amaríeis, porque eu saí e vim de Deus... Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus" (João 8:42,44,47). Também nós podemos dizer coisas semelhantes às Testemunhas de Jeová que se gabam de conhecer Deus, de ter Deus como Pai mas não nos amam e recusam ouvir a verdade que lhes proclamamos. Se Deus é vosso Pai, por que é que não nos amais a nós que somos seus filhos? Porque o vosso pai é o diabo. Sim, o enganador de todo o mundo porque ele se usa também de vós para enganar as pessoas. Se sois de Deus por que é que não ouvis a palavra de verdade que vos anunciamos? Porque vós não sois de Deus mas do diabo que é inimigo da verdade. Mas porventura alguém dirá: ‘Elas entre si se amam!’. Não, não é de modo nenhum assim, o amor delas é apenas um aparente amor, algo que tem nome de amor mas não é o amor de Deus de que fala a Escritura. Quem as frequentou sabe muito bem isto; mas aliás o que se pode esperar de pessoas que ainda são escravas de Satanás e que estão por isso ainda debaixo do poder das trevas? Que se amem como Cristo nos amou? Mas se não conheceram Aquele que é amor como se amarão?  

Mas passemos aos outros sinais pelos quais se reconhecem os verdadeiros adoradores de Deus. ‘Outro sinal da religião verdadeira e dos que a praticam é o respeito pela Palavra de Deus. O Filho de Deus, quando estava na terra, forneceu o modelo neste sentido por mostrar o maior respeito pelas Escrituras inspiradas. Citou-as como autoridade final nas questões. Indicava continuamente aos seus ouvintes a Palavra de Deus, encorajando-os a que a lessem e aplicassem...’ (ibid., pag. 125). Bem dito; mas onde está este respeito pelas Escrituras nas Testemunhas de Jeová? Nós não o entrevemos. Começamos por dizer que os seus dirigentes contorceram as Escrituras fazendo-lhes dizer o que elas não dizem; isto bastaria para demonstrar que se há pessoas na terra que não respeitam a Palavra de Deus são precisamente os dirigentes desta organização (que são chamados ‘o escravo fiel e discreto’ e que fazem parte dos 144.000) que sem algum temor de Deus manipularam as sagradas Escrituras profanando-as (as suas manipulações as veremos mais adiante). Mas onde está este maior respeito pela Palavra de Deus nas Testemunhas de Jeová que negam os ensinamentos escriturais sobre a Trindade, sobre a divindade de Cristo, sobre a personalidade e divindade do Espírito Santo, sobre a justificação, sobre o novo nascimento, sobre a imortalidade da alma, sobre o inferno, sobre a Geena e sobre o tormento eterno para citar só alguns deles? Mas onde está este respeito pela Palavra de Deus nelas que interpretam de maneira fantasiosa e arbitrária muitas e muitas passagens da Escritura que de modo algum têm esse significado mas um outro? E depois, quando alguma vez as Testemunhas de Jeová indicam às almas a leitura da Palavra de Deus e a citam como autoridade final? Mas não é porventura verdade o contrário? Não é porventura verdade que a autoridade final que elas citam é a Torre de Vigia e que rebelar-se a ela, mesmo quando diz as coisas mais absurdas, significa rebelar-se a Deus que fala por meio dela, segundo elas? Mas que vão papagueando as Testemunhas de Jeová? Examinem os seus caminhos e se aperceberão que as suas próprias palavras testemunham contra elas de maneira eloquente!  

‘Um requisito adicional da religião verdadeira é que ela tem de santificar o nome de Deus (...) Se quiser obter a salvação, precisará também conhecer e honrar o nome de Deus’ (ibid., pag. 127). Ora, o nome de Deus é Yahweh que significa Aquele que é; as Testemunhas de Jeová porém o tornaram em português Jeová. Mas prescindindo por agora disto (sobre este assunto voltaremos mais à frente), nós dizemos: ‘Mas de que maneira santificam as Testemunhas de Jeová o nome santo de Deus? Chamando-o Jeová em vez de Deus? Mas não é esta a maneira em que se tem de santificar o nome de Deus, doutra forma Jesus e os apóstolos o deixariam dito. O nome de Deus o se santifica fazendo o que é justo aos olhos de Deus, e falando de maneira justa. Perguntemo-nos então: Qual é o comportamento das Testemunhas de Jeová? Como falam? As suas obras e palavras testemunham contra elas. Tomemos por exemplo o que elas dizem a respeito de Jesus Cristo o Filho de Deus: elas dizem que Jesus é uma criatura, a primeira criatura de Deus, o que está em nítido contraste com a Palavra de Deus que define Jesus Deus bendito eternamente. Isto significa desonrar o Filho, isto é, tirar-lhe a honra que tem como Deus, e não é coisa pouca. Mas o que disse Jesus? "Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou" (João 5:23). Portanto as Testemunhas de Jeová desconhecendo Cristo como Deus não fazem mais do que desonrar o Pai que o enviou. Reflictam bem, pois, nos seus caminhos, porque são precisamente elas que estão desonrando Deus e não aqueles que afirmam que Cristo é Deus. 

‘Os verdadeiros adoradores proclamam também o reino de Deus como verdadeira esperança do homem’ (ibid., pag. 128). Sim, é verdade que os verdadeiros adoradores proclamam o reino de Deus: Filipe de facto anunciava a boa nova relativa ao reino de Deus e Paulo também anunciava o Reino. É pois bíblico anunciar o Reino de Deus; mas não o reino da Torre de Vigia porque esse não é mais do que uma fábula artificiosamente composta para enganar as pessoas. Mas quando alguma vez na Escritura está escrito que o Reino de Deus é formado por 144.000 pessoas? Mas onde alguma vez se diz que só estes reinarão no céu com Jesus enquanto os outros reinarão na terra? Mas onde alguma vez está escrito que os crentes estão divididos em duas classes uma das quais tem a esperança celestial enquanto a outra uma terrena. Mas não disse porventura Paulo: "Fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação" (Ef. 4:4)? O Reino de Deus é o celestial no qual os homens podem entrar só nascendo de novo, isto é, arrependendo-se e crendo no nome do Filho de Deus que é o Soberano deste reino. O Reino de Deus é formado por todos aqueles que crêem em Cristo Jesus, nenhum excluído, porque está escrito que Jesus nos fez ser um reino. E por isso este reino se encontra na terra. 

‘Ainda outro requisito da religião verdadeira é que se mantenha separada do mundo e dos seus negócios’ (ibid. , pag. 129). 

É verdade que a igreja se deve manter pura do mundo; isto o diz Tiago (cfr. Tiago 1:27). Mas nós não vemos que as Testemunhas de Jeová se conservem puras do mundo; também elas se dão aos prazeres da vida, às mundanas concupiscências como tantos outros; por exemplo elas vão dançar, as mulheres se maquilham e se adornam com jóias de ouro, consideram ter o direito de impedir a concepção, vão ao cinema, vêem tranquilamente a televisão (tudo coisas que fazem porque lhes é ensinado que podem fazê-las), etc. Em que pois se diferenciam? Só no facto de não quererem fazer o serviço militar? Ou porventura por não quererem festejar os aniversários, o dia do pai e o da mãe ou a festividade do Natal [ 2 ]? Bem pouca coisa, verdadeiramente bem pouca coisa [ 3 ]. Portanto ainda uma vez temos que dizer que elas mesmas com as suas próprias palavras se declaram - sem se darem conta disso - não serem os verdadeiros adoradores de Deus. 

Mas no fim do capítulo encontramos escrito: ‘Então, quem é que forma o grupo dos verdadeiros adoradores hoje em dia? À base da evidência, conhecida e disponível a pessoas em todas as partes da terra, não hesitamos em dizer que são as testemunhas cristãs de Jeová. Para que possa partilhar desta convicção terá de chegar a conhecê-las bem. O melhor modo de fazer isso é assistir às suas reuniões no Salão do Reino das Testemunhas de Jeová’ (A verdade que conduz à vida eterna, pag. 130). Não, não é verdade; as Testemunhas de Jeová não são os verdadeiros adoradores de Deus porque não o conhecem. Elas são lobos devoradores disfarçados de ovelhas. Guardai-vos pois delas e mantende os vossos pés longe dos seus salões. 

O povo de Deus não está subdividido em duas classes que têm uma esperança diferente

As Testemunhas de Jeová com a sua doutrina sobre os 144.000 e as ‘outras ovelhas’ fazem aparecer o povo de Deus dividido em duas classes, uma para o céu e a outra para a terra, uma com uma esperança celestial e a outra com uma esperança terrena. Tudo isto - e o queremos declarar com força - vai contra o ensinamento da Palavra de Deus segundo a qual no meio do povo de Deus não há classes de nenhum género. Eis algumas passagens que o confirmam: Paulo diz aos Efésios: "Há um só corpo... como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação.." (Ef. 4:4); e aos Gálatas: "Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa" (Gal. 3:26-29). Mas considerai isto: ‘Pensais vós que o apóstolo Paulo, que não se esquivava de anunciar todo o conselho de Deus, e coisa alguma que fosse útil aos crentes, omitiria de falar claramente, em alguma das suas epístolas que temos, desta subdivisão do povo de Deus, entre ‘ungidos’ e ‘outras ovelhas’, entre crentes que vão para o céu para sempre e crentes que reinarão para sempre na terra, se esta doutrina tivesse sido uma das doutrinas fundamentais ou quanto menos uma das doutrinas a ter que ensinar? Não cremos de modo nenhum. Consideramos portanto que o facto dele, como também os outros escritores do Novo Testamento, terem calado sobre esta subdivisão quer dizer que ela não era ensinada à irmandade nos dias dos apóstolos. E como poderiam os apóstolos ensinar esta absurdidade? Temos pois que concluir que as Testemunhas de Jeová mais uma vez perverteram verdadeiramente os rectos caminhos do Senhor.

A igreja de Deus é a assembleia dos resgatados, dos eleitos, dos fiéis, dos chamados, dos santos; em outras palavras de todos aqueles que Cristo libertou do presente século mau. E ela não se pode identificar com um grupo particular porque é formada por homens e mulheres que fazem parte (humanamente falando) de organizações religiosas que têm nomes diversos. Ela certamente se reconhece também pelo facto de anunciar ao mundo o Evangelho do Reino em obediência à ordem de Cristo, mas este Evangelho que ela é chamada a anunciar não é de modo nenhum o da Torre de Vigia porque ele consiste no alegre anúncio que Jesus morreu pelas nossas ofensas e ressuscitou corporalmente (retomando portanto o seu corpo) para a nossa justificação. De maneira que todo aquele que crê no nome de Cristo recebe a remissão dos pecados e a vida eterna. 

 

OS SACRAMENTOS 

A doutrina das Testemunhas de Jeová  

O baptismo. Aos que se convertem à Torre de Vigia é requerido que se façam baptizar por imersão. O significado do baptismo para eles é este: ‘Ser posto debaixo das águas prefigura a morte da vontade própria de alguém, e ser levantado prefigura estar de pé e vivo para fazer a vontade de Deus’ (Seja Deus verdadeiro, pag. 294-295). Este baptismo é-lhes ministrado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, o que significa que eles têm de reconhecer Deus como Ser Supremo, têm de reconhecer a parte que o Filho desempenha no propósito de Deus e o que ele fez por eles, e têm de reconhecer também que o Espírito Santo é a força activa de Deus que os ajudará a cumprir a sua dedicação. As Testemunhas de Jeová rejeitam o baptismo dos infantes. Este baptismo na água é para todas as Testemunhas de Jeová; mas para a ‘classe ungida’ além dele há um baptismo que lhes é administrado por Cristo; este baptismo é chamado ‘baptismo do espírito santo’ e por vezes ‘baptismo com o espírito santo’. Ele indica que a pessoa foi baptizada no corpo de Cristo e foi baptizada na morte de Cristo; é de facto chamado também baptismo na sua morte. Elas dizem: ‘Os apóstolos fiéis de Jesus Cristo tinham sido todos baptizados na água (...). Mas não tinham ainda sido baptizados com o espírito santo quando Jesus fez notar que também eles deviam ser baptizados com um baptismo simbólico como o seu, um baptismo na morte. Portanto o baptismo na sua morte é uma coisa bem diferente do baptismo na água’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, pag. 301-302). Este baptismo não é para ‘as outras ovelhas’; elas estão excluídas dele porque elas não fazem parte do corpo de Cristo segundo as Testemunhas de Jeová; elas não fazem parte do Reino de Deus sendo que são apenas súbditos sobre os quais reinarão para sempre Cristo junto com os 144.000 [ 4 ].

A ceia do Senhor. A ceia do Senhor é pelas Testemunhas de Jeová chamada Comemoração ou refeição nocturna do Senhor. Ela é celebrada uma vez só por ano, a 14 do mês de Abibe ou Nisã; ou seja, no dia em que ocorre a Páscoa judaica. Ela é servida com pão não levedado e vinho fermentado e serve para fazer recordar o sacrifício de Cristo. Deve ser dito que elas rejeitam tanto a doutrina da transubstanciação como a da consubstanciação. Mas na Comemoração não podem participar todas as Testemunhas de Jeová, ou seja, os emblemas não podem ser tomados por todos mas apenas pelo remanescente dos 144.000 que se encontra entre elas que ascende a alguns milhares somente. E isto porque segundo a Torre de Vigia Jesus ‘falou de dois pactos concluídos com os seus discípulos e relacionados entre si, ‘o novo pacto’ e ‘um pacto para um reino’. Ambos os pactos tinham que ver com os participantes se tornarem compartilhadores com Cristo Jesus quais sacerdotes e reis’ (A Sentinela, 15 de Fevereiro de 1985, pag. 18) [ 5 ]. Os outros (isto é, ‘as outras ovelhas’), e são milhões em todo o mundo, podem apenas observar mas não participar. ‘Ora, apenas um remanescente de filhos espirituais está em vida e são estes a tomar justamente os emblemas. Isto, portanto, explica o motivo pelo qual a grande maioria das testemunhas de Jeová são observadoras e não participantes’ (A Sentinela , 15 de Fevereiro de 1985, pag. 17) [ 6 ]. Como podeis de novo ver esta dos 144.000 é uma doutrina que teve sérias repercussões também sobre a ceia do Senhor. Mas como fazem para confirmar que Cristo instituiu a ceia apenas para os 144.000? Além de afirmar que para tomar os emblemas é necessário estar seguro de ser filho de Deus, e que estes filhos de Deus são só 144.000 desde o dia de Pentecostes até hoje, elas dizem que para compreender se se é filho de Deus é necessário examinar-se a si mesmo; se o Espírito de Deus testificar que se é filho de Deus então podem-se tomar. É pois uma questão estritamente pessoal [ 7 ].

Confutação

O baptismo na água deve ser ministrado a pessoas que já são nascidas de novo e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, por isso reconhecendo a Trindade; isto não acontece no caso do baptismo das Testemunhas de Jeová pelo que ele é nulo  

Antes de tudo dizemos que embora o baptismo das Testemunhas de Jeová seja por imersão, e seja administrado em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ele não é válido porque a pessoa que se deixa baptizar tem de reconhecer para baptizar-se que Jesus Cristo não é Deus e que o Espírito Santo não é uma pessoa mas apenas uma força impessoal que ajuda os servos de Deus a fazer a sua vontade. Em outras palavras ele não pode ser considerado o baptismo na água que Jesus mandou aos seus discípulos administrar (cfr. Mat. 28:19) porque quer por parte de quem o ministra, quer pela parte de quem o recebe há o desconhecimento da Trindade, isto é, da doutrina que diz que a Divindade é composta por Deus Pai, o seu Filho, e o Espírito Santo. Tenha-se depois presente que com base na sua doutrina o baptismo na água precede sempre o novo nascimento, porque - como vimos antes - segundo elas quem o recebe se põe em condição de nascer de novo se esta for a vontade de Deus (e quem nasce de novo torna-se membro dos 144.000). O que faz claramente perceber que quem o recebe ainda não é nascido de novo (quer se torne depois um dos 144.000 ou nunca o se torne), e por isso ele não creu ainda com o coração em Jesus Cristo (enquanto elas dizem que creu) porque a Escritura diz que "todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus" (1 João 5:1). Enquanto nós sabemos por aquilo que ensina a Escritura que o baptismo deve ser ministrado só a pessoas que tendo realmente crido com o seu coração são (já) nascidas de Deus, e por isso são filhos de Deus pela sua fé em Jesus Cristo [ 8 ]. Não pode haver portanto verdadeiro baptismo na água antes de alguém nascer de novo. E por isso não se pode aceitar este seu baptismo na água ministrado em nome da Divindade por pessoas e a pessoas que não conhecem ainda Deus (porque não são nascidas de Deus). Estas são as razões pelas quais as Testemunhas de Jeová que se convertem a Cristo devem receber o verdadeiro baptismo, porque aquele que estas pessoas receberam nessa organização religiosa é um baptismo falso. 

Além disso é falso afirmar que após ter crido e ter sido baptizado é necessário o baptismo com o Espírito Santo para ser baptizado na morte de Cristo; porque a Escritura diz: "Ou não sabeis que todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo baptismo na morte..." (Rom. 6:3-4); o que significa que quando se é baptizado em nome de Cristo consequentemente se é sepultado com Cristo. Mas para elas não é assim, porque segundo elas nem todos aqueles que crêem e são baptizados entram a fazer parte do corpo de Cristo; porque a entrada no corpo de Cristo está reservada só aos 144.000. Só eles após o baptismo são gerados como filhos espirituais por Deus tendo o direito à vida eterna, e isto precisamente mediante este baptismo do ou com o Espírito Santo que os faz se tornarem parte dos ‘ungidos’ que restam na terra. Segundo elas de facto no dia de Pentecostes quando os discípulos foram baptizados com o Espírito Santo foram gerados como filhos espirituais e entraram a fazer parte dos 144.000 (cfr. Seja Deus verdadeiro , pag. 297-298) [9 ] (por isso Abraão, Isaque e Jacó e Davi e outros justos do passado que morreram antes do Pentecostes não podem também eles ir para o céu porque não fazem parte dos 144.000). Segundo elas foi nesse dia que os discípulos nasceram de novo! Mas isso é falso porque os discípulos que receberam o baptismo com o Espírito Santo no dia de Pentecostes já eram filhos de Deus ainda antes de serem baptizados com o Espírito Santo. De facto, Jesus os chamou "irmãos" (Mat. 28:10) após ter ressuscitado dentre os mortos; como poderia chamá-los irmãos se eles não fossem filhos de Deus? Não é porventura Jesus o primogénito entre muitos irmãos, isto é, o primogénito dentre todos os filhos de Deus? E depois ainda, mas não está porventura escrito que "todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus" (1 João 5:1), e portanto é um filho de Deus? Por isso se aceitarmos o facto que os discípulos de Jesus tinham crido que ele era o Cristo temos que aceitar, por conseguinte, o facto que eles já eram nascidos de novo antes de serem baptizados com o Espírito Santo no dia de Pentecostes. Mas então o que aconteceu aos discípulos no dia de Pentecostes quando eles foram baptizados com o Espírito Santo? Aconteceu que eles foram revestidos de poder do alto porque o Senhor lhes tinha dito que isto sucederia quando o Espírito Santo viesse sobre eles conforme está escrito: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (Actos1:8). E se tenha além disso presente que quando eles receberam este baptismo eles se puseram a falar em outras línguas conforme está escrito: "E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (Actos 2:4). Falar em outras línguas foi portanto o sinal exterior da ocorrida recepção do baptismo com o Espírito Santo. E isso ainda é o sinal exterior que testifica que um crente recebeu o baptismo com o Espírito Santo. Mas não para as Testemunhas de Jeová porque elas negam que o Espírito Santo ainda hoje conceda falar em outras línguas aos crentes que recebem o baptismo com o Espírito Santo como fez com os discípulos no Pentecostes porque as línguas cessaram. Portanto aqueles dos seus que dizem ser parte dos 144.000 porque ‘receberam’ o baptismo com o Espírito Santo não falam em outras línguas. E portanto? Portanto, isso confirma uma vez mais que estas pessoas não receberam de modo algum o baptismo com o Espírito Santo de que fala a Escritura. 

À luz da Escritura, portanto, cai também esta doutrina das Testemunhas de Jeová segundo a qual só aqueles que recebem o baptismo com o Espírito Santo após o baptismo na água nascem de novo e entram a fazer parte do corpo de Cristo. Uma coisa ainda deve ser dita: a distinção entre os 144.000 e as outras ovelhas teve uma nefasta consequência também sobre a doutrina do baptismo; de facto a anula. 

A ceia do Senhor foi instituída para todos os crentes sem distinção 

Começamos por dizer que não é verdade que Deus fez dois pactos, ou seja, o Novo Pacto e um ‘pacto para um reino’ apenas com os doze discípulos de Cristo porque estes eram parte dos 144.000 (e naturalmente também com aqueles que no futuro entrariam a fazer parte deste grupo); enquanto aqueles que não seriam dos 144.000, ou seja ‘as outras ovelhas’, não entrariam nem no Novo Pacto e nem neste ‘pacto para um reino’. E isto o dizemos porque o pacto é um só, é chamado Novo Pacto no sangue de Cristo, e foi feito por Deus com todos os crentes e não apenas com uma parte deles. E o mediador deste Novo Pacto é Cristo Jesus porque é ele o eterno sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, constituído por Deus a favor dos homens, que na plenitude dos tempos, ofereceu o seu sangue para fazer a propiciação dos nossos pecados. De facto, quando Jesus, na noite em que foi traído, deu o cálice disse aos seus discípulos: "Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós" (Lucas 22:20). Logo, se Cristo chamou esse único cálice o Novo Pacto em seu sangue e o seu sangue foi derramado também por todos nós que ainda não existíamos naquele tempo (segundo Mateus, de facto, Jesus disse que o seu sangue era "derramado por muitos para remissão dos pecados" [Mat. 26:28]), de onde desponta agora que há um outro pacto, isto é, um ‘pacto para um reino’, contraído apenas com os 144.000? Não está porventura escrito aos Hebreus que se o "primeiro [pacto] fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo" (Heb. 8:7)? O Novo Pacto é pois chamado o segundo. Ora, se o ‘pacto para um reino’ fosse um outro pacto concluído com o seu povo, certamente o escritor aos Hebreus falaria deste terceiro pacto, mas em toda esta epístola que trata amplamente a diferença entre o Antigo Pacto e o Novo, deste outro pacto não há o mínimo sinal. Porquê? Porque Deus fez com o seu povo um só pacto além daquele que fez nos dias de Moisés; o Novo Pacto, que é o segundo e que é eterno. E aqueles que mediante Cristo entraram neste Novo Pacto foram constituídos por Cristo herdeiros do Reino. 

Mas prossigamos com a nossa confutação. Nós perguntamos: ‘Se não se pode dizer que o corpo de Cristo foi dado apenas por aqueles doze discípulos e que o sangue de Cristo foi derramado apenas por aqueles doze discípulos que estavam presentes naquele aposento com Jesus, apesar de Jesus ter dito apenas a eles (quando deu-lhes o pão): "Isto é o meu corpo, que é dado por vós" (Lucas 22:19); e (quando deu-lhes o cálice): "Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós" (Lucas 22:20), como se pode dizer que o pão e o cálice do Senhor se devam dar apenas a uma parte dos crentes apenas porque naquela noite os discípulos a quem foram dados esses elementos eram apenas doze? E por fim dizemos que é verdadeiramente arbitrário afirmar que aqueles discípulos do Senhor a quem Jesus deu o pão e o cálice eram parte dos 144.000! Mas admitamos também que os discípulos do Senhor presentes naquele aposento fizessem parte dos 144.000; mas com que autoridade escritural se poderia afirmar que ‘as outras ovelhas’ não podem participar na ceia do Senhor porque não fazem parte dos 144.000? A resposta é nenhuma. Não é porventura verdade que o cálice da bênção que nós abençoamos é a comunhão com o sangue de Cristo? Não é porventura verdade que o pão que nós partimos é a comunhão com o corpo de Cristo? Por que então, se Cristo deu o seu sangue e o seu corpo por cada um de nós, se deveria negar os elementos que representam o seu sangue e o seu corpo a uma parte daqueles pelos quais Cristo deu tanto o seu corpo como o seu sangue? Porquê impedir-lhes de ter comunhão com o sangue e o corpo de Cristo?  

Por qualquer lado pois que se analise a instituição da ceia do Senhor emerge que nela podem e devem participar todos (e não só uma parte) aqueles que creram no nome de Cristo Jesus, porque eles são, em virtude da sua fé, todos filhos de Deus, com quem Deus fez o Novo Pacto no sangue do seu Filho. E em virtude deste pacto eles são herdeiros do Reino de Deus. 

 

Os 144.000

A doutrina das Testemunhas de Jeová 

No curso da exposição das doutrinas das Testemunhas de Jeová que fiz até agora emergiu diversas vezes que os 144.000 são uma classe de crentes a se stante (que se sustenta a si mesmo) para as Testemunhas de Jeová. Vamos agora falar daquilo que elas dizem a respeito do destino destes 144.000 após a sua morte e de como pode uma Testemunha de Jeová dizer que faz parte deles. As Testemunhas de Jeová afirmam que para o céu irão apenas os cento e quarenta e quatro mil que estão mencionados no livro do Apocalipse, enquanto todos os outros crentes reinarão na terra. ‘QUANTOS IRÃO PARA O CÉU? (....) Anos depois da sua volta ao céu, Jesus tornou conhecido o número exacto, numa visão dada ao apóstolo João, que escreveu: "Eu vi, e eis o Cordeiro em pé no Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil . . . que foram comprados da terra (.....) No entanto, os do "pequeno rebanho", que vão para o céu, não são os únicos que receberão a salvação. Conforme já vimos, terão súbditos terrestres felizes. Jesus se referiu a estes como suas "outras ovelhas", dos quais uma "grande multidão" está mesmo agora servindo a Deus fielmente..’ (A verdade que conduz à vida eterna, pag. 77). Elas dizem que destes cento e quarenta e quatro mil só um pequeno número resta ainda vivo na terra, e se encontra exclusivamente entre elas. Tenha-se porém presente a respeito desta ida para o céu dos 144.000, que as Testemunhas de Jeová negando que estes têm uma alma imortal que vive após a sua morte física, os fazem ir para o céu mediante a ‘ressurreição’. Em outras palavras elas afirmam que quando um destes 144.000 morre, é logo ‘ressuscitado’ espiritualmente (portanto esta sua ‘ressurreição’ não se pode ver com estes olhos porque é invisível) ‘ao som da última trombeta’ (porque para elas a última trombeta toca todas as vezes que morre um destes) e elevado ao céu para reinar com Cristo [ 10 ]. Uma outra coisa porém deve ser dita; como veremos melhor a seguir os 144.000 puderam começar a ir para o céu apenas a partir de 1918, data em que Cristo para elas assumiu o Reino, e houve a primeira ressurreição em que participaram o grosso dos 144.000 formado pelos apóstolos e pelos discípulos que morreram após o Pentecostes. ‘Ainda que os apóstolos e os outros escolhidos houvessem sido recebidos no pacto para o Reino ou igreja celeste, eles não foram imediatamente tomados para o céu e unidos com a Cabeça de "a igreja". Eles dormiram no túmulo até a primeira ressurreição na ocasião da vinda de Cristo Jesus ao templo de Jeová em 1918, quando foram exaltados à glória...’ (Seja Deus verdadeiro, pag. 111) [11 ]. Portanto, entre eles não estão Abraão, Isaque e Jacó, todos os profetas e todos os outros justos do Antigo Pacto; porque viveram e morreram antes do dia de Pentecostes, de que se fala nos Actos dos apóstolos no segundo capítulo. A respeito desta doutrina que apenas os cento e quarenta e quatro mil estão destinados a ir para o céu é preciso dizer que no início não era ensinada pelas Testemunhas de Jeová porque para elas também a grande multidão ia para o céu com eles: ‘Por muito tempo tinham considerado ‘a grande multidão’ como uma classe espiritual secundária que se associaria no céu aos 144.000 ungidos como damas de honra ou ‘companheiras’ desta Esposa de Cristo’ (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976 , pag. 155) [ 12 ] mas com o advento de Rutherford o destino da grande multidão mudou de rumo porque este, em 1935, disse primeiro de viva voz e depois escreveu que a grande multidão estava destinada a viver na terra e não no céu. Por quanto diz respeito ao anúncio oral desta ‘revelação’ lê-se no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976: ‘As incertezas sobre a ‘grande multidão’ foram eliminadas quando o irmão Rutherford considerou este assunto durante a assembleia que as testemunhas de Jeová realizaram de 30 de Maio a 3 de Junho em Washington, no Distrito de Columbia. Nesse discurso foi escrituralmente mostrado que a ‘grande multidão’ era sinónimo das ‘outras ovelhas’ do tempo do fim. Webster L. Roe recorda que num momento culminante J. F. Rutherford pediu: ‘Todos os que têm a esperança de viver para sempre na terra são convidados a levantarem-se’. Segundo o irmão Roe, ‘levantou-se mais de metade do auditório’, e o orador então disse: ‘OLHAI! A GRANDE MULTIDÃO!’ ‘No princípio houve um silêncio’, recorda Mildred H. Cobb, ‘depois uma alegre aclamação e o aplauso foi longo e ruidoso’ (ibid., pag. 155). Rutherford escreverá depois no seu livro Riquezas: ‘Os 144,000 são membros espirituais da organização de Deus, e estarão no céu para sempre; porém a "grande multidão" é constituída da classe das "outras ovelhas", os jonadabitas ou povo de boa vontade, que hão-de obter as riquezas da terra e morarão nela em paz e com alegria sem fim’. Mas como pode uma Testemunha de Jeová afirmar que faz parte desta classe dos 144.000? Eis como responde a esta pergunta um livro da Torre de Vigia. ‘COMO SE SABE QUE SE FAZ PARTE DO "PEQUENO REBANHO". Os membros do "pequeno rebanho" sabem que Deus os chamou à vida celestial. Como? Pela operação do espírito de Deus, que implanta e cultiva neles a esperança de vida celestial. O apóstolo Paulo, como um do "pequeno rebanho", escreveu: "O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo, desde que soframos juntamente, para que também sejamos glorificados juntamente"... A operação do espírito de Deus muda também toda a perspectiva de tal pessoa, de modo que seus pensamentos e suas orações se focalizam em servir a Deus, visando a esperança celestial. Estar com Cristo no céu é mais importante para tal do que quaisquer laços terrenos’ (A verdade que conduz à vida eterna, pag. 78). Como se pode bem ver a questão é inteiramente subjectiva. 

Confutação

Quem são os 144.000 segundo as Escrituras 

Para confutar esta falsa doutrina sobre os 144.000 me limitarei a recordar-vos quem são estes cento e quarenta e quatro mil de que fala João. 

João diz: "Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel:

Da tribo de Judá havia doze mil assinalados; 

da tribo de Rúben, doze mil; 

da tribo de Gade, doze mil; 

da tribo de Aser, doze mil; 

da tribo de Naftali, doze mil; 

da tribo de Manassés, doze mil; 

da tribo de Simeão, doze mil;  

da tribo de Levi, doze mil; 

da tribo de Issacar, doze mil; 

da tribo de Zabulom, doze mil;  

da tribo de José, doze mil;  

da tribo de Benjamim, doze mil assinalados" (Ap. 7:1-8). 

Mais adiante João diz ter visto o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e que com ele estavam estes cento e quarenta e quatro mil servos de Deus que tinham o seu nome e o do seu Pai escrito nas suas frontes; eles cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil assinalados. Depois o apóstolo diz deles: "Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis" (Ap. 14:4-5. Na edição Corrigida Fiel da tradução de João Ferreira de Almeida na última parte do versículo 5 tem "...porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus").  

Como se pode bem ver na primeira vez que João menciona os 144.000 faz perceber que ainda estavam na terra porque diz que o anjo que subia do lado do sol nascente clamou aos quatro anjos postos nos quatro cantos da terra para que não danificassem a terra, nem o mar, nem as árvores até que não tivessem assinalado com o selo na fronte os 144.000 servos de Deus. Pode-se confrontar este assinalar na fronte com o descrito em Ezequiel para perceber que os homens a assinalar ainda estavam na terra quando o anjo clamou. ".. e  clamou [o Senhor] ao homem vestido de linho, que trazia o tinteiro de escrivão à sua cintura. E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, mancebos e virgens, criancinhas e mulheres, até exterminá-los; mas não vos chegueis a qualquer sobre quem estiver o sinal; e começai pelo meu santuário" (Ez. 9:3-6). Por quanto diz respeito à segunda vez em que João fala dos 144.000 é dito que foram por ele vistos sobre o monte Sião com o Cordeiro. E nós sabemos que o monte Sião está na terra; todavia pode-se dizer que eles estavam no céu com o Senhor porque está escrito que seguem o Cordeiro para onde quer que ele vá, e depois porque é dito que foram comprados da terra, o que faz entender que não estavam mais na terra. Após ter dito isto passamos a descrever os 144.000. Ora, antes de tudo importa dizer que todos estes são homens (pelo que não há mulheres entre eles, como dizem as Testemunhas de Jeová) [ 13 ], que quanto à carne são Judeus de nascença, de facto está escrito claramente que por cada tribo de Israel há doze mil. Portanto a interpretação das Testemunhas de Jeová segundo a qual estes são ‘o Israel espiritual’ (para defender a doutrina que afirma que entre elas Gentias de nascença existe um restante destes cento e quarenta e quatro mil) é falsa porque é desmentida pela Palavra de Deus [ 14 ]. Depois importa dizer que eles não conheceram mulher, de facto está escrito que são virgens e que na sua boca não se achou engano. 

Mas além disso é necessário dizer que João viu no céu uma multidão de pessoas das quais ele não ouviu o número; era "uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando vestes brancas, e com palmas nas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: A Salvação pertence ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro" (Ap. 7:9-10). Segundo o que disse um dos anciãos a João estes "são os que vêm da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro" (Ap. 7:14). Portanto não haviam apenas os cento e quarenta e quatro mil no céu com o Senhor mas muitos e muitos outros. Mas há a dizer algo mais a propósito daqueles que vão para o céu e que João pôs por escrito, a saber, que João viu no céu, ainda antes que falasse dos 144.000 ou que os visse, vinte e quatro anciãos ao redor do trono de Deus: "Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro" (Ap. 4:4), e as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus conforme está escrito: "Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram..." (Ap. 6:9). Portanto João no céu viu primeiro vinte e quatro anciãos, depois as almas dos mártires, depois viu a grande multidão que vinha da grande tribulação. E não acabou aqui, porque ainda no Apocalipse encontramos escrito que dois ungidos que profetizarão por mil duzentos e sessenta dias e que serão mortos, que eles passados três dias "puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram" (Ap. 11:11-12). Como pode então ser Testemunhas de Jeová? Não vedes e reconheceis que para o céu irão mais do que 144.000 pessoas?  

Mas prossigamos com a confutação desta doutrina de demónios das Testemunhas de Jeová. Jesus disse: "Onde eu estiver, ali estará também o meu servo" (João 12:26), por isso não importa se quem serve o Senhor sobre esta terra é Judeu ou Gentio, casado ou solteiro, porque ele, segundo as palavras de Jesus, quando morrer será recebido em glória pelo seu Senhor no reino dos céus. Ele disse também: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mat. 5:10), e: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus..." (Mat. 5:11-12), e ainda: "Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam" (Mat. 6:19-20). Portanto nós dizemos, se Jesus disse aos seus discípulos que os perseguidos por causa da justiça são bem-aventurados porque o reino dos céus é o seu, que quando forem injuriados pelos homens por causa do seu nome deverão alegrar-se porque o seu galardão é grande no céu, e para não se ajuntar tesouros na terra mas no céu, isto significa que para os perseguidos por causa da justiça, para os injuriados por causa do seu nome, e para aqueles que ajuntam para si tesouros no céu, os espera o céu. Vejamos estas outras palavras de Jesus: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mat. 7:21). Como podeis ver, segundo Jesus no céu entrará todo o que tiver feito a vontade do seu Pai. Mas qual é esta vontade? Ei-la: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; que cada um de vós saiba possuir o seu corpo em santidade e honra; não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum..." (1 Tess. 4:3-6), diz Paulo aos Tessalonicenses. Por isso, ninguém pode dizer que o número daqueles que podem entrar no céu está limitado a 144.000 porque Jesus disse que aquele que tiver feito a vontade de Deus entrará nele.

A propósito de Abraão, Isaque e Jacó e os profetas do Antigo Pacto que para a Torre de Vigia não entrarão no reino dos céus porque não são parte dos 144.000, deve ser dito que segundo quanto disse o Senhor, eles entraram nele, de facto Jesus disse: "Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus..." (Mat. 8:11), e ainda: "Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora" (Lucas 13:28). 

Cristo nunca fez uma distinção entre os crentes, destinando uns a reinar no céu com ele e todos os outros a reinar na terra sob a sua direcção e a dos destinados ao céu. Esta distinção a fizeram as Testemunhas de Jeová e não tem nenhum fundamento escritural. Que dizer então das palavras de Jesus quando fala das outras ovelhas? Dizemos isto. Que quando Jesus disse: "Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor" (João 10:16), se referia àqueles dentre os Gentios que ele salvaria, e entre estes estamos nós. Como podeis ver Jesus disse que haveria um rebanho como também um pastor; portanto se o rebanho é um e é pequeno conforme está escrito: "Não temas, ó pequeno rebanho...." (Lucas 12:32), por conseguinte, também a estas outras ovelhas ao Pai agradou dar o reino porque Jesus dirigindo-se ao pequeno rebanho disse: "..a vosso Pai agradou dar-vos o reino". E portanto também estas outras vão para o céu. Como podeis ver as Testemunhas de Jeová se contradizem a elas mesmas! 

Todos aqueles que creram em Jesus fazem parte do pequeno rebanho de Jesus e por isso são herdeiros do reino celestial de Deus  

Por quanto diz respeito ao seu discurso supracitado que explica como se pode dizer que se faz parte do pequeno rebanho não é errado. O facto porém é que segundo elas o número daqueles que vão para o céu está restringido a cento e quarenta e quatro mil, dos quais apenas um pequeno remanescente resta vivo na terra, sendo que os outros já entraram no reino dos céus, e isto é falso. É verdade que o rebanho a quem Deus deu o reino é pequeno porque Jesus disse aos seus: "Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino" (Lucas 12:32); mas ele não é composto apenas de cento e quarenta e quatro mil pessoas que viveram desde o dia de Pentecostes até agora, mas por todos aqueles que no curso dos séculos seguiram e serviram a Cristo Jesus que são muitos mais. Queremos reiterar assim que o número dos que entraram no céu até este presente dia é muito superior a 144.000. E nós crentes ainda vivos somos também nós parte deste pequeno rebanho do Senhor a quem ao Pai agradou dar o reino, porque fomos constituídos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. De que maneira fomos constituídos herdeiros do reino dos céus? Nascendo de novo. Temos nos nossos corações o Espírito Santo de Deus que nos testifica que somos filhos de Deus conforme está escrito: "E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai" (Gal. 4:6). Por isso estamos seguros de que iremos para o céu quando morrermos apesar de sermos Gentios e não fazermos parte desse particular número de 144.000. Mas se tenha presente que nós quando morrermos iremos para o céu com a nossa alma e não em virtude de uma ‘ressurreição espiritual’ que ocorreria na morte (como testifica a Torre de Vigia em relação aos 144.000, porque ela nega a existência de uma alma imortal no interior dos seus presumidos 144.000). 

Portanto, para concluir; somente quando se tem o Espírito de Deus no próprio coração se pode dizer com absoluta certeza que se faz parte do pequeno rebanho herdeiro do reino celestial; e nós podemos afirmá-lo por isso mesmo. Graças a Deus por nos ter feito seus herdeiros. Amen. Dilectos, ninguém de maneira alguma vos engane dizendo-vos que o número dos que vão para o céu são só cento e quarenta e quatro mil porque esta doutrina não tem nenhum fundamento na Palavra de Deus; ela tem o seu fundamento em interpretações arbitrárias e absurdas que esta seita deu às Escrituras que dizem respeito a este particular número de Judeus resgatados. 

 

CONCLUSÃO

Neste capítulo dedicado à confutação das doutrinas da Torre de Vigia sobre a igreja, sobre as ordenanças, e sobre os 144.000 demonstrámos quanto as Testemunhas de Jeová mediante esta sua peculiar doutrina sobre os 144.000 desvirtuaram a doutrina sobre a igreja porque para elas a verdadeira igreja é composta apenas de 144.000 crentes;  a do baptismo na água porque sendo que se pode nascer de novo só depois dele mediante o baptismo com o Espírito Santo alguém que creu que Jesus é o Cristo não pode dizer ser nascido de novo antes de receber o baptismo na água, mas sobretudo antes de ter recebido o baptismo com o Espírito Santo; a doutrina relativa à ceia do Senhor porque apenas os componentes da classe dos ‘ungidos’ pode participar nela, os outros podem apenas ver; e por fim também a sobre o estado após a morte porque para elas para o céu vão apenas 144.000. No meio pois desta seita esta classe dos 144.000 ocupa uma posição nitidamente superior àquela das ‘outras ovelhas’; os primeiros estão destinados a reinar com Cristo os últimos estão destinados a ser súbditos com a tarefa de obedecer; os primeiros podem nascer de novo mediante o baptismo com o Espírito enquanto os outros não; os primeiros podem participar na Refeição nocturna os outros podem apenas ver; os primeiros vão para o céu mediante a ‘primeira ressurreição’ enquanto os outros viverão para sempre na terra. 

Tudo isto é inconciliável com o ensinamento de Cristo e o dos apóstolos; se lhe opõe de maneira nítida, evidente. Guardai-vos pois destas doutrinas das Testemunhas de Jeová; reprovai-as, confutai-as publicamente e privadamente. 

 

 

NOTAS

 

[ 1] Na Sentinela de 15 de Junho de 1965 lê-se: ‘Queremos nós ser destruídos com todos eles e perder a ressurreição dentre os mortos? Portanto saí de Babilónia a grande agora! Separai-vos da marcha internacional para Har-Magedon. Salvai-vos da Geena! (pag. 375). Portanto, em definitivo o motivo pelo qual esta Har-Magedon mete um terrível medo às Testemunhas de Jeová é porque lhes foi dito que quem for destruído nessa batalha não terá a oportunidade de voltar à vida durante o milénio porque será precipitado na não-existência. Não haverá nenhuma ressurreição, nenhuma prova, nenhuma possibilidade de se ganhar o direito à vida eterna!! A Torre de Vigia portanto com a sua Har-Magedon iminente consegue manter escravas muitas almas e incitá-las a ir convencer os outros. [ ç ]

 

[ 2] As Testemunhas de Jeová não festejam o Natal porque o consideram uma festa de origens pagãs. Tenha-se presente porém que nos dias de Russell e por alguns anos sob Rutherford o Natal era festejado pelos Estudantes da Bíblia. A celebração do Natal foi abolida de facto em 1928. As Testemunhas de Jeová portanto rejeitam a data de 25 de Dezembro como data da natividade de Jesus. Isto não significa porém que elas não tenham estabelecido nenhuma data sobre o nascimento de Jesus, com efeito, para elas ele ‘nasceu no mês de etanim (setembro-outubro) de 2 a.E.C’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, Roma 1992, pag. 1065). No seu livro Novos céus e uma Nova terra são um pouco mais precisos porque dizem que nasceu por volta de 1° de outubro do ano 2 a.C (cfr. Novos céus e uma Nova terra, pag. 154). [ ç ]

 

[ 3] Uma outra coisa de que as Testemunhas de Jeová dizem abster-se é da política; elas fazem presente que como Testemunhas de Jeová não podem fazer compromissos com os governos satânicos deste mundo porque não são deste mundo. E a tal respeito fazem presente que a igreja católica romana e muitas igrejas protestantes, ao contrário, estes compromissos os fizeram com os governos deste mundo. No entanto, porém, também elas pediram e obtiveram do Estado italiano o reconhecimento jurídico, e sabe-se que para obter este reconhecimento do Estado é preciso descer a algum compromisso porque o Estado põe condições bem precisas que para serem satisfeitas levam a ter que pisar a Palavra de Deus em diversos pontos.  Mas esta é uma coisa conhecida; uma coisa muito menos conhecida é a tentativa de compromisso que os dirigentes da Torre de Vigia procuraram fazer a seu tempo com o regime de Hitler. Ora, não é difícil achar-se em livros e em revistas da Torre de Vigia discursos que contam como muitas Testemunhas de Jeová, durante o nazismo, perderam a vida por causa da sua nítida e firme posição contra os princípios do terceiro Reich de Hitler. Em Seja Deus verdadeiro lê-se por exemplo: ‘Vítimas da agressão nazi-fascista-vaticana, as testemunhas de Jeová sofreram indescritível tortura durante os doze longos anos de dominação nazista. Muitas selaram o seu testemunho com o seu sangue’ (Seja Deus verdadeiro, pag. 250). Estes discursos têm o intuito de demonstrar como as Testemunhas de Jeová, à diferença da igreja católica que fez a concordata com Hitler para escapar à perseguição nazista, não fizeram nenhum compromisso com Hitler. Mas o facto é que - como já dito - muitos não sabem que na realidade a Sociedade da Torre de Vigia fez a tentativa de cativar o favor do regime ditatorial de Hitler, tentativa porém que resultou vã porque as autoridades nazistas recusaram prestar atenção aos pedidos da Sociedade, pelo que a perseguição contra elas foi inevitável. Rutherford e os seus estreitos colaboradores procuraram salvaguardar a filial alemã da perseguição nazista atacando os Hebreus (tende presente que as Testemunhas de Jeová primeiro sob Russell e depois sob Rutherford - sob este só até 1932 porque nesse ano Rutherford renegou a sua posição a favor dos Hebreus tida desde o início da sua presidência - tinham apoiado a causa sionista), a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a Liga das Nações. As seguintes palavras extraídas de dois documentos oficiais da Torre de Vigia endereçados aos funcionários do governo nazista e ao próprio Hitler o fazem compreender bem. ‘Esta companhia do povo alemão, constituída por cidadãos pacíficos e observantes das leis em representação de muitos outros de todas as partes da Alemanha, que se esforçam lealmente em operar para o seu bem-estar, reuniu-se em Berlim neste 25° dia do mês de Junho de 1933, para declarar alegremente a sua completa devoção a Jeová, o Deus Todo-Poderoso, e ao seu reino regido por Cristo Jesus, que derramou o seu sangue para resgatar a raça humana. (...) Fomos acusados falsamente pelos nossos inimigos de ter recebido ajudas financeiras para a nossa obra dos Hebreus. Nada está mais longe da verdade. Até agora os Hebreus não contribuíram para a nossa obra nem com um centavo. Nós somos fiéis seguidores de Cristo Jesus e cremos nele como Salvador do mundo, enquanto os Hebreus o rejeitam totalmente e negam com vigor que ele seja o Salvador do mundo enviado por Deus para o bem do homem. Isto, por si só, deveria constituir prova suficiente para desmentir todas as acusações de que nós recebemos apoio dos Hebreus e portanto que as acusações contra nós são malignamente falsas e provêm certamente de Satanás, o nosso grande inimigo. O império maior e mais opressivo da terra é o anglo-americano. Ou seja, o império britânico, do qual os Estados Unidos da América fazem parte. Foram os negociantes sem escrúpulos hebreus do império britânico-americano que constituíram a Alta Finança com o objectivo de explorar e oprimir os povos de muitas nações. Isto é verdadeiro de modo particular para as cidades de Londres e de New York, as fortalezas da Alta Finança. Este facto é tão notório na América que há um provérbio respeitante à cidade de New York que diz: ‘Os Hebreus a possuem, os Católicos irlandeses a governam, e os Americanos pagam as contas’. (...) O actual governo da Alemanha se enfileirou abertamente contra os opressores da Alta Finança e contra a perniciosa influência religiosa que é exercida nas vicissitudes políticas da nação. Esta é exactamente a nossa posição; a nossa literatura além disso explica a razão pela qual existe a opressiva Alta Finança e a perniciosa influência religiosa, pois as Sagradas Escrituras mostram claramente que estes instrumentos opressivos procedem do Diabo, e o completo alívio deles será possível somente quando chegar o Reino de Deus regido por Cristo. É por isso impossível que a nossa literatura ou a nossa obra possam de algum modo constituir um perigo ou uma ameaça para a paz e a segurança do estado. (...) Um atento exame dos nossos livros e da nossa literatura mostrará claramente que os mesmos altos ideais partilhados e promulgados pelo actual governo nacional são reiterados e postos em grande relevo nas nossas publicações, e mostrará que Jeová Deus fará de modo que no tempo oportuno tais altos ideais se realizem para benefício de todas as pessoas que amam a justiça e que obedecem ao Altíssimo. Não é verdade, portanto, que a nossa literatura e a nossa obra constituam uma ameaça para os princípios do actual governo; vice-versa nós somos os mais acesos apoiantes dos seus nobres ideais. (...) Foi na América que a nossa organização sob a guia evidente do seu presidente sublinhou com grande ênfase que a Liga das Nações não é uma instituição desejada por Jeová Deus, porque é opressiva e injusta. Foi tal situação, existente naquele tempo, que nos levou a usar o modo de exprimir-nos que aparece nos nossos livros quando neles se fala da Liga das Nações e é chamada a atenção para o facto que tal Liga das Nações nunca poderá trazer paz e bênçãos aos homens (...) Nós fazemos por isso apelo ao elevado sentido de justiça do governo e da nação e pedimos com o máximo respeito que seja revogada a ordem de proibição da nossa obra, e que nos seja dada a oportunidade de ser ouvidos com imparcialidade antes de ser julgados (...) Tomamos portanto a Resolução que cópias desta Declaração sejam respeitosamente entregues aos altos funcionários do governo (...)’ (citado por Achille Aveta - Sergio Pollina, I Testimoni di Geova: martiri o opportunisti? , [As Testemunhas de Jeová: mártires ou oportunistas?] Napoli 1990, pag. 67,70,71,73,74,78). A Hitler foi escrito: ‘Honorável Senhor Chanceler do Reich, Em 25 de Junho de 1933 realizou-se na Sporthalle Wilmersdorf de Berlim uma assembleia dos Estudantes da Bíblia alemães (as testemunhas de Jeová), na qual tomaram parte 5.000 delegados em representação de muitos milhões de alemães que há muitos anos são não só amigos mas também seguidores deste movimento. O objectivo da reunião era o de encontrar meios e formas de informar Você, Senhor Chanceler, e os outros preeminentes membros do Governo do Reich alemão, além dos governos dos Lánder (estados), do que se segue: (...) foi dito no curso da assembleia, como se evidencia da Declaração, que os Estudantes da Bíblia se estão batendo pelos mesmos elevados princípios e ideais éticos pelos quais luta o governo nacional da Alemanha (...). Foi também dito no curso do congresso que não há absolutamente nenhum contraste entre os Estudantes da Bíblia alemães e o governo nacional do Reich alemão, mas que, ao contrário, por quanto diz respeito aos objectivos puramente religiosos e às metas apolíticas dos Estudantes da Bíblia, pode afirmar-se categoricamente que eles estão em plena harmonia com os mesmos objectivos do Governo do Reich alemão. Alguns dos nossos livros foram banidos porque se disse que continham expressões excessivamente críticas. Os delegados ao congresso precisaram a respeito que  (....) aquilo que nos nossos livros pode parecer agressivo, portanto, em relação à finança, à política ou ao catolicismo romano (ultramontano), se refere exclusivamente aos opressores do povo e do estado alemão, e não aos alemães que se batem contra tais injustiças. (...)’ (op. cit., pag. 79,82-83). [ ç ]

 

[ 4] Este baptismo - segundo elas - é aquele com o Espírito Santo que receberam os discípulos em Jerusalém no dia de Pentecostes; pelo que se tenha presente que as Testemunhas de Jeová quando falam de baptismo com o Espírito Santo entendem um baptismo que faz nascer de novo e faz entrar no corpo de Cristo: ‘A pessoa ‘nasce de espírito’ no tempo do seu baptismo com tal espírito’ (Raciocínios à base das Escrituras, pag. 51), um baptismo com o Espírito Santo porém sem o sinal das línguas porque para elas, como veremos, as línguas cessaram. [ ç ]

 

[ 5] ‘Os contraentes desse pacto são Jeová Deus e os seus filhos espirituais, os quais colectivamente formam o Israel espiritual (...) Estes são os mesmos que Jesus introduz num ‘pacto para um reino’, e que portanto serão por fim usados, junto com o seu Rei Jesus Cristo, para transmitir as vivificantes bênçãos de Jeová a todas as famílias da terra’ (ibid., pag. 13) Como veremos depois, o Corpo Governante para sustentar este ‘pacto para um reino’ feito por Deus apenas com os discípulos de Cristo manipulou palavras de Jesus. [ ç ]

 

[ 6] Porventura alguém quererá saber como respondem os dirigentes das Testemunhas de Jeová à pergunta do porquê de os seus ‘ungidos’ tomarem parte na ceia do Senhor quando, segundo as palavras de Paulo, quem nela participa anuncia a morte do Senhor "até que ele venha" (1 Cor. 11:26). Em outras palavras, se como dizem eles Jesus veio em 1914 como é que os 144.000 tomam parte ainda na ceia do Senhor? Pois bem, eles respondem dizendo que esse "até que ele venha" significa ‘até que ele leve para si os últimos deles desta terra e morada para a morada invisível e reino celestial. Isto explica por que os ‘remanescentes’ ainda na terra continuam a celebrar a refeição nocturna do Senhor’ (Vida eterna na liberdade dos filhos de Deus, USA 1967, pag. 137). Como podeis ver, estas pessoas têm uma astuta resposta também para explicar esta sua evidente contradição. Na verdade a Bíblia nas suas mãos é como argila que eles moldam a seu agrado para fazer-lhe dizer o que querem. Ai deles; por isso serão culpados. Cuidai irmãos de vós mesmos, procurai manejar bem a palavra de verdade para não cairdes em contradição e serdes obrigados depois a dizer uma absurdidade após outra para sustento de doutrinas não bíblicas! Que aquilo que as Testemunhas de Jeová fazem vos sirva de lição e de aviso. Temei a Deus. [ ç ]

 

[ 7] A propósito da santa ceia as Testemunhas de Jeová afirmam que quando Jesus a instituiu não estava presente Judas Iscariotes, de facto dizem que este ‘saiu antes que Cristo instituísse a comemoração da sua morte’ (A Sentinela , 15 de Maio de 1969, pag. 319). Mas também isto é falso porque Lucas diz que quando Jesus, depois da ceia, deu o cálice aos apóstolos dizendo: "Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós" (Lucas 22:20) disse também: "Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa" (Lucas 22:21). Como podeis ver esse "está comigo à mesa" confirma de maneira clara que também Judas Iscariotes comeu o pão e bebeu o cálice naquela noite. Ele portanto saiu do aposento depois que Jesus instituiu a santa ceia. [ ç ]

 

[ 8] Tende ainda presente que como quando uma pessoa crê com o coração em Jesus Cristo nasce de Deus e torna-se um filho de Deus (cfr. 1 João 5:1; João 1:12-13), é justificado por Deus (cfr. Rom. 3:21-24,26; 5:1; Gal. 2:16; 3:24,26), é libertado do pecado (cfr. Rom. 6:17-18), obtém a remissão dos seus pecados (cfr. Actos 10:43), e a vida eterna (cfr. João 6:48), o baptismo não pode de algum modo preceder a obtenção da autoridade de ser chamado um filho de Deus, a obtenção da remissão dos pecados, da justificação, da libertação do pecado e a vida eterna. Para um ulterior aprofundamento sobre este assunto vejam-se no meu livro A igreja católica romana o primeiro capítulo (onde tratei de maneira aprofundada a doutrina da salvação só pela fé) e o segundo (onde confutei a doutrina católica sobre o baptismo). [ ç ]

 

[ 9] Faço notar de passagem que como no Apocalipse é dito que os 144.000 são virgens porque não se contaminaram com mulheres (cfr. Ap. 14:4) o apóstolo Pedro e os outros apóstolos que como ele eram casados não podem ser parte dos 144.000. [ ç ]

 

[ 10] Dentro de não muitos anos se virá a criar um problema entre as Testemunhas de Jeová, porque por aquilo que se sabe a maior parte dos componentes do remanescente dos 144.000 que se encontra entre elas é composto por pessoas que têm mais de setenta anos e portanto não muito longe da morte. Quando portanto todos morrerem, virá a faltar na Sociedade ‘o escravo fiel e discreto’ que alimenta espiritualmente as Testemunhas de Jeová por todo o mundo. Conhecendo porém a esperteza desta classe dirigente que está em Brooklyn é de se esperar uma outra sua astuta movimentação para procurar resolver este outro inconveniente muito embaraçante. Seguramente já estão pensando lá nas suas câmaras secretas em como enfrentar a situação. [ ç ]

 

[ 11] Algumas perguntas surgem ao ouvir dizer às Testemunhas de Jeová que entre elas actualmente um certo preciso número de pessoas são parte dos 144.000. Por exemplo é de perguntar às Testemunhas de Jeová: ‘Se a maior parte dos 144.000 ‘foi para o céu’ em 1918, sob a presidência de Rutherford, ter-se-á de concluir que só a partir desse ano se pôde começar a dizer quantos lugares vazios restavam no céu; mas com base em que critério foi estabelecido que na terra restavam apenas esse preciso número de pessoas pertencentes a esta classe? Quem disse quantos tinham sido os ‘ressuscitados’ dentre todos os cristãos que morreram após o Pentecostes de 33 d.C? Ponhamos o caso que foi dito que o número dos ‘ressuscitados’ nesse ano tinha sido de 100.000; como se chegou a estabelecer com precisão esta cifra? E depois: se a sua ‘ressurreição’ foi invisível como se pôde saber quem tinham sido aqueles que tinham ‘ressuscitado’ e aqueles que não tinham ‘ressuscitado’? Porventura a resposta será que a cifra dos ‘ressuscitados’ foi revelada por Deus a Rutherford. Neste caso porém seria de dizer-lhes: Como podeis confiar nesta ‘revelação’ quando outras ‘revelações’ de Deus a Rutherford se manifestaram depois com o tempo erros, e portanto imposturas? Por exemplo aquela sobre a ressurreição dos patriarcas que tinha sido fixada com a habitual precisão para 1925. Se Rutherford se enganou grandemente ao dizer que em 1925 se verificaria a ressurreição visível dos patriarcas, como podeis crer que ele disse a verdade quando disse que em 1918 se tinha verificado a ‘ressurreição invisível’ do grosso dos 144.000? [ ç ]

 

[ 12] Russell de facto tinha ensinado que também eles iriam para o céu: ‘... o Senhor Jesus, nosso Advogado, o Capitão da nossa Salvação que leva os verdadeiros eleitos à glória por meio do sacrifício voluntário, levará também os membros da grande multidão a uma bênção espiritual - à perfeição num plano inferior de ser-espírito - porque tiveram confiança nele e não renegaram nem o seu nome nem a sua obra’ (Estudos das Escrituras, vol. VI). [ ç ]

 

[ 13] ‘... não significa que os 144.000 fossem todos homens’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. I, pag. 727). [ ç ]

 

[ 14] As Testemunhas de Jeová entendem espiritualmente as coisas que estão escritas no Apocalipse quando elas o querem, de facto, não entendem espiritualmente as palavras: "Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste um reino e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap. 5:9-10). Aqui, de facto, dizem que se trata dos 144.000 que são pessoas de toda a tribo, e língua, e nação, e povo que foram compradas para Deus por Cristo. Mas não podem fazer corresponder as coisas porque destes reis e sacerdotes é dito que reinarão sobre a terra e não no céu. Para então não fazer dizer a João o que nunca disse é preciso entender literalmente quer as suas palavras em relação aos 144.000 segundo as quais eles são das doze tribos de Israel, quer essas em relação aos homens de toda a tribo, língua, nação e povo. 

Faço além disso notar que para a Torre de Vigia enquanto os membros das doze tribos de Israel mencionadas em Apocalipse 7:4-8 são os ‘israelitas espirituais’ herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, que reinarão no céu com Jesus para sempre e que ‘julgarão’ os habitantes da terra durante o milénio, os membros das doze tribos de Israel de que falou Jesus aos apóstolos quando disse: "Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel" (Mat. 19:28), são ‘o mundo da humanidade que não faz parte da classe real e sacerdotal e que será julgado por aqueles que se sentam sobre os tronos celestiais’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. II, pag. 1140). Como podeis ver, interpretando as coisas desta maneira o Corpo Governante faz dizer à Escritura tudo o que quer. Mas é evidente que também nas palavras de Cristo por doze tribos de Israel é preciso entender Judeus segundo a carne; neste caso porém são Judeus que não tendo crido no nome do Filho de Deus entrarão em juízo, e Cristo naquele dia dará aos seus apóstolos a autoridade de julgá-los. [ ç ]

 

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