Capítulo 3

A justificação, o novo nascimento, a salvação

 

A JUSTIFICAÇÃO 

A doutrina das Testemunhas de Jeová 

Eis o que ensinam as Testemunhas de Jeová a propósito do como se é justificado por Deus: ‘Muitos protestantes crêem na justificação, ou no ser declarado justo, só pela fé, e pensam que crer em Jesus garanta a salvação..’ (A Sentinela, 1 de Dezembro de 1985, pag. 6), e: ‘..crêem que para ser salvo seja suficiente crer em Jesus e, portanto, que a justificação preceda o baptismo’ (ibid. , pag. 7) e também: ‘O conceito da justificação sustentado pelos protestantes, segundo os quais o cristão é declarado justo com base nos méritos do sacrifício de Cristo, está sem dúvida mais perto do ensinamento da Bíblia’ (ibid., pag. 7) (do que quanto o está o católico exposto pouco antes). Já estas declarações bastariam para compreender que a justificação proclamada pelas Testemunhas de Jeová não é a bíblica; mas nós queremos prosseguir e expor a sua doutrina sobre a justificação a fim de manifestá-la a todos vós na sua inteireza. É bastante complicado expor esta sua doutrina sobre a justificação porque nela encontramos duas justificações, a dos 144.000 e a das ‘outras ovelhas’ que são diferentes uma da outra; mas consideramos que é necessário expô-la para desmascará-la.   

Antes de tudo, elas afirmam que ‘o sacrifício de resgate de Cristo torna possíveis duas esperanças, uma celestial e outra terrena’ e que ‘para alimentar uma ou outra esperança é preciso estar-se numa condição justa aos olhos de Deus’ (ibid., pag. 7). Por quanto diz respeito à esperança celestial ela é possuída só pelos 144.000, por quanto diz respeito à esperança de viver na terra paradisíaca ela é possuída por todos os outros que constituem a grande multidão ou ‘as outras ovelhas’. Vejamos agora de perto como elas falam desta condição justa diante de Deus (a justificação) em relação a estas duas classes de pessoas.  

A justificação dos 144.000. À pergunta: ‘Quem são os que foram justificados, ou declarados justos, no curso do actual sistema de coisas?’ ( ibid., pag. 9-10), elas respondem que são ‘aqueles que Jeová escolheu para formar os justos ‘novos céus’, o governo do Reino regido pelo Rei Jesus Cristo’ e ‘segundo quanto está revelado, o número destes ‘santos’ escolhidos para governarem com o Cordeiro Jesus Cristo no celestial monte Sião é de 144.000’ (ibid. , pag. 10); em outras palavras, elas afirmam que só estes possuem uma justificação ‘completa’ (a chamamos assim para distingui-la daquela da outra categoria de pessoas que trataremos depois). Com efeito, o ensinamento da justificação exposto por Paulo na carta aos Romanos é usado por elas em relação aos 144.000! Os 144.000 ‘santos’ são definidos ‘justos que foram aperfeiçoados’; estes depois que morrem para o pecado são despertados para novidade de vida, e Deus tendo-os declarado justos os pode gerar pelo seu Espírito para que sejam seus filhos espirituais. Tornam-se assim Israelitas espirituais e herdeiros de Deus. São eles que reinarão no céu com Cristo, com efeito, na sua morte (se permanecerem fiéis até ao fim da sua vida terrena) serão ‘ressuscitados’ (elas usam este verbo impropriamente, porque não se trata de uma ressurreição corporal mas de uma ‘ressurreição espiritual’ de que a Escritura não diz absolutamente nada) e irão para o céu com Cristo. Lembramos que destes 144.000, segundo quanto elas dizem, a maior parte já morreu e aqueles que estão vivos se encontram exclusivamente entre as Testemunhas de Jeová. A este ponto é lícito perguntar-se: ‘Mas como pode uma Testemunha de Jeová tornar-se um destes ‘ungidos’ justificados com esta esperança celestial, ou seja, qual é o caminho que deve seguir para ser levada salva para o céu? A resposta se pode resumir nestas fases: antes de tudo deve crer que Deus existe e que é o galardoador dos que o buscam, crer que a Bíblia é a verdade de Deus e a guia segura do homem, e deve aceitar Jesus como seu Salvador; esta fé produzirá nela o arrependimento dos seus pecados. A fé e o arrependimento exigem que a pessoa renuncie a si mesma e se dedique a fazer a vontade de Deus. E esta sua renúncia ela a deve manifestar através do baptismo por imersão que simboliza a sua dedicação. É dito que Deus declara justa uma pessoa quando exerce fé no sangue de Cristo (e portanto antes do baptismo), de facto lê-se em Seja Deus verdadeiro: ‘Cristo Jesus actua então [depois que alguém exerceu fé e se dedicou a si mesmo a Deus] como advogado, cobrindo os pecados dela pelo mérito do Seu sacrifício, e portanto as pessoas em tais condições são ‘justificadas pelo sangue de Cristo’ ( Seja Deus verdadeiro, pag. 297), mas na verdade a justificação acontece após o baptismo, isto é, após o acto que simboliza a dedicação. Mas quando? Na Sentinela a propósito daquele que entra a fazer parte dos 144.000 lê-se: ‘Se este homem permanecer fiel, Jeová não só se abstém de imputar-lhe os seus delitos, mas lhe atribui realmente a justiça’ (A Sentinela, 1 de Dezembro de 1985, pag. 9) e que aqui se fala da fidelidade até à morte o se deduz também desta outra expressão a respeito dos 144.000: ‘Se permanecerem fiéis até ao fim da sua vida terrena, morrem literalmente e são ressuscitados para uma herança incorruptível...’ (ibid., pag. 12). Portanto, destas suas últimas afirmações se evidencia que esta justificação os ‘ungidos’ não a obtêm nem antes do baptismo e nem logo após o baptismo, mas a obterão só no fim da sua vida se se mostrarem obedientes à sociedade da Torre de Vigia (na verdade, pude comprovar que a Torre de Vigia é ambígua sobre quando são ‘justificados’ os 144.000). A esta altura (após o baptismo) Deus lhe dá o Espírito Santo e a adopta como filho espiritual. E desta maneira ela nasce de novo e torna-se rei e sacerdote. Mas ela ainda não tem a vida eterna mas só a esperança da vida eterna diante dela, esperança que ela deve buscar como uma recompensa. Só depois de se ter mostrado fiel a Deus demonstrando com os seus actos a sua eleição, entre os quais o principal é o de pregar o Evangelho do Reino (o seu Evangelho bem entendido) ela obterá a vida eterna [ 1 ]; portanto no fim da sua vida. Na realidade os membros dos 144.000 uma vez ‘justificados’ deverão se sacrificar a eles mesmos (como Jesus fez consigo mesmo) para obter o direito de participar na vida celestial com Cristo depois de mortos [2 ].

A justificação das ‘outras ovelhas’. Mas vejamos agora as chamadas outras ovelhas, que constituem a maioria, para ver de que maneira elas são justificadas diante de Deus segundo a Torre de Vigia. Antes de tudo também elas, para serem justificadas, devem exercer fé em Deus e em Cristo, e após se terem arrependido devem dedicar a sua vida a fazer a vontade de Deus manifestando tudo isto com o baptismo e com uma vida dedicada a Deus. Mas à diferença dos 144.000, de quem é dito que recebem a justificação (a plena para nos entendermos) quando crêem, destes não é dita a mesma coisa sobre a justificação. Eis como fala a Torre de Vigia a seu respeito: ‘As ‘outras ovelhas’ reunidas neste tempo do fim formarão a ‘grande multidão’ que o apóstolo João viu em visão (...) Por causa da sua fé no sangue derramado do Cordeiro é lhes atribuído um certo grau de justiça (...) O facto de os componentes das ‘outras ovelhas’ serem amigos de Deus e de agora já gozarem de uma condição relativamente justa aos olhos de Deus é também tornado claro pela profecia de Jesus relativa ao ‘sinal da sua presença’ (...) os componentes da ‘grande multidão’ que sobreviverão à ‘grande tribulação’ não estão já declarados justos para a vida (...) ainda que Deus os tenha já considerado justos em relação à humanidade em geral e como seus amigos, eles necessitam de ajuda adicional, ou de cumprir outros passos, antes de poderem ser declarados justos para a vida (..) Depois da prova final serão declarados justos para a vida ..’ (A Sentinela, 1 de Dezembro de 1985, pag. 17-18). ‘No fim do reinado milenário de Cristo, depois de passarem aprovados pela prova do juízo final esses conseguirão o seu direito de vida ou justificação da parte de Jeová Deus...’ (Seja Deus verdadeiro , pag. 277). Elas explicam este conceito dizendo que por agora as ‘outras ovelhas’ que põem a sua fé em Jesus têm o seu nome escrito num livro de memórias; se depois passarem a prova, no fim do milénio o seu nome será escrito no livro da vida. ‘O próprio Jeová então os declarará justos em sentido completo. Serão justificados para viver eternamente’ ( A Sentinela, 1 de Dezembro de 1985, pag. 18).  

Confutação

A justificação de que fala a Escritura se obtém só pela fé, e é possuída por todos aqueles que creram em Jesus sem alguma distinção 

A justificação das Testemunhas de Jeová em relação aos 144.000 (que elas se esforçam para sustentar com as Escrituras) se demonstra não ser a justificação de que fala a Escritura antes de tudo porque a justificação de que fala a Escritura se obtém de Deus antes do baptismo só pela fé em Cristo conforme está escrito: "O justo pela sua fé viverá" (Hab. 2:4), (portanto sem fazer nenhuma obra justa) e não depois como dizem as Testemunhas de Jeová [ 3 ]. E depois porque a justificação de que fala a Escritura é possuída por todos aqueles que se arrependeram e creram em Cristo Jesus sem distinção alguma. São conversas vãs aquelas que querem fazer crer que a justificação de que Paulo fala aos Romanos se refere à possuída só pelos cento e quarenta e quatro mil. Mas desde quando é que Paulo fez alguma diferença entre a justificação dos 144.000 e a do resto dos crentes? A justificação de que fala Paulo em todas as suas epístolas (como também a santificação e redenção que se obtêm juntamente com ela) a obtêm todos aqueles que crêem, de facto Paulo disse aos Judeus de Antioquia da Pisídia: "Seja-vos pois notório, varões, que... de todas as coisas… por ele é justificado todo o que crê..." (Actos 13:38,39). Como podeis ver o "todo o que crê" anula toda esta doutrina da justificação relativa aos 144.000, porque mostra que todos aqueles que crêem são justificados por Deus. E isto - me repito, mas é necessário fazê-lo - acontece no mesmo instante em que a pessoa crê; não após o baptismo (porque é mediante o acto de fé individual que se obtém a justiça de Deus em Cristo, e este acto precede sempre o baptismo na água) [ 4 ], não dias após ter crido ou meses ou anos após ter demonstrado determinados actos de fidelidade a Deus e não é também algo que acontece no tempo. Com efeito, a Escritura diz que quando Abrão creu, Deus lhe imputou logo a sua fé como justiça conforme está escrito: "E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça" (Gen. 15:6); naquele mesmo dia ele foi pois justificado, não algum tempo depois, eventualmente quando foi circuncidado ou quando ofereceu em sacrifício o seu filho Isaque. Este exemplo escritural faz perceber como e quando Deus declara uma pessoa justa na sua presença; ele o faz com base na sua fé, não com base no seu comportamento, e portanto no momento em que ela crê e não tempo depois que ela creu. E tudo isto porque a justificação se obtém somente pela fé, sem fazer obras justas, conforme está escrito: "... Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo..." (Gal. 2:16), e: "... Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei" (Rom. 3:28), e ainda: "Justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo..." (Rom. 5:1). E a propósito de Abrão deve ser dito também isto para confutar e confundir as Testemunhas de Jeová. Ora, segundo elas, Abrão não fazia parte dos 144.000 e portanto ele não foi justificado para a vida (isto é, não obteve a justificação completa), mas, estranhamente, as Testemunhas de Jeová dizem que o ensinamento da justificação exposto por Paulo aos Romanos é usado em relação aos 144.000! Perguntamos portanto a esta gente: como é que o apóstolo Paulo para falar da justificação completa dos 144.000 tomou como exemplo de homem justificado plenamente Abrão que não era dos 144.000? Se Abrão não foi justificado para a vida e por isso tem também ele de passar a prova do milénio para ser declarado tal para a vida, como é que a justificação por ele obtida se refere aos 144.000 que não têm de passar a prova do milénio? E depois ainda: como é que o pai de todos os que crêem, teria sido destinado por Deus a viver na terra, enquanto os seus filhos no céu? Por que razão os seus filhos (os 144.000) deveriam estar no céu a comandar também sobre o seu pai? O discurso das Testemunhas de Jeová sobre a justificação dos 144.000 portanto, ainda uma vez, se demonstra falso. A verdade é que Abrão, embora não fazendo parte dos 144.000 (mas não pelos motivos adoptados pelas Testemunhas de Jeová), foi justificado plenamente por meio da sua fé, e tinha uma esperança celestial porque esperava ir para a sua pátria celestial, de facto aos Hebreus está dito dele e de outros: ‘...Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial" (Heb. 11:16). E nós que cremos em Cristo obtivemos a mesma justificação de Abrão, que é nosso pai, e desejamos, como o desejou ele a seu tempo, uma pátria melhor do que a nossa terrena, isto é, a celestial.  

Queremos recordar depois que quando Deus justifica o homem mediante a fé lhe doa também a vida eterna, por isso quem é justificado está seguro de ter a vida eterna conforme está escrito: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna" (1 João 5:13) e ainda: ‘...para que, sendo justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna" (Tito 3:7). Mas isto não está presente na teologia da Torre de Vigia porque da forma como ela fala ninguém pode dizer ter a vida eterna. Nem sequer os 144.000? Nem sequer eles, porque estes devem primeiro se sacrificar a eles mesmos na terra antes de obter a vida eterna. Por aquilo que se lê nos seus livros, de facto, o homem a vida eterna não a recebe em dom de Deus pelos méritos e o sacrifício de Cristo, mas a obtém em virtude dos seus méritos e dos seus sacrifícios terrenos [ 5 ]. Obras, obras, obras; destas se ouve elas sempre falar; como se a vida eterna tivesse sido posta à venda por Deus. Na substância a sua mensagem é idêntica à da igreja católica romana; a vida eterna a se tem que ganhar. Mas elas erram grandemente porque a vida eterna é o dom de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor, que se obtém só por fé conforme está escrito: "Aquele que crê tem a vida eterna" (João 6:47), e também: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna" (João 3:36). Glória a Deus de geração em geração. Amen.  

E dizemos ainda que quando Deus justifica o homem o salva também, por isso ele está seguro de estar salvo; mas também este conceito não está presente na teologia desta seita porque ninguém pode dizer possuir a salvação com absoluta certeza desde que crê. Nem sequer os 144.000? Nem sequer eles, porque eles devem primeiro mostrar-se obedientes a Deus até à morte. Nenhum deles pode dizer estar salvo enquanto não tiver terminado a sua vida terrena [ 6 ]. Em outras palavras as Testemunhas de Jeová não importa se são ‘ungidos’ ou ‘as outras ovelhas’ não se permitem dizer que foram salvas ou que possuem a vida eterna porque dizer isso, para elas, é presunção; por isso quando nos ouvem afirmar que fomos salvos e temos a vida eterna nos acusam de ser presunçosos. Mas porventura é presunção afirmar ter o que Deus na sua grande misericórdia nos deu gratuitamente? De modo nenhum, mas para elas é. O motivo? Estão ainda perdidas, e por isso se sentem culpadas e impossibilitadas de dizer que estão salvas ou que têm a vida eterna. Não é pois por serem humildes e modestas (como elas dizem) a razão porque não dizem que foram  salvas e que têm a vida eterna; mas por elas estarem ainda perdidas. 

Alguém poderia dizer então: ‘Mas como é que então aqueles que constituem o chamado restante dos 144.000 que se encontra no meio delas não é acusado de presunção como nós? No entanto também deles é dito que foram justificados como diz Paulo aos Romanos, também deles é dito que são nascidos de novo e são filhos de Deus. A razão é que também estes que formam esta classe de Testemunhas de Jeová não tendo sido verdadeiramente justificados dos seus pecados e não tendo ainda recebido a vida eterna não podem dizer que foram  salvos e que têm a vida eterna; e por isso os seus companheiros não os acusam de presunção como fazem em relação a nós. 

Para resumir portanto brevemente, a doutrina sobre a justificação dos ‘144.000’ não é, de modo nenhum, verdadeira mas é falsa, antes de tudo porque não existe na Escritura uma justificação reservada só a estes 144.000, e depois porque na realidade esta justificação se baseia nos méritos do homem e não nos méritos de Cristo; nas obras e não na fé. Na realidade é o seu sacrifício pessoal (dos chamados ungidos) que fará que no fim da sua vida lhes seja atribuída realmente a justiça, e não a fé no nome de Jesus que lhes é imputada como justiça no próprio momento em que eles crêem. Não vos deixeis enganar pelos seus discursos recheados de versículos bíblicos nos quais parece que estes ‘ungidos’ são justificados por fé, porque as coisas não são de modo nenhum assim como parece.  

O obra de Cristo foi perfeita, por isso quem crê n`Ele está já desde agora seguro da sua justificação e da sua salvação 

Vamos agora despender algumas palavras também a propósito da justificação das ‘outras ovelhas’. As coisas são claras: também por quanto diz respeito à justificação das ‘outras ovelhas’ ela não é aquela de que fala a Escritura. Isto se compreende bem lendo expressões como ‘é lhes atribuído um certo grau de justiça’ (A Sentinela, 1 de Dezembro de 1985, pag. 17), ‘já gozarem de uma condição relativamente justa aos olhos de Deus’ (ibid., pag. 17), ‘antes de poderem ser declarados justos para a vida’ (ibid., pag. 17), ‘depois da prova final serão declarados justos para a vida’ (ibid ., pag. 18), ‘O próprio Jeová então os declarará justos em sentido completo...’ ( ibid., pag. 18). A sagrada Escritura afirma de maneira inequívoca que a pessoa que se arrepende e põe a sua fé no sangue de Cristo é justificada plenamente por Deus, não em parte, não relativamente pelo que tem de esperar o fim do Milénio antes de ser justificada plenamente. Quando Deus justifica o pecador lhe imputa mediante a fé a Sua justiça que é Cristo Jesus; Paulo diz que Cristo para nós foi feito por Deus justiça (cfr. 1 Cor. 1:30), portanto ele é a nossa justiça diante de Deus. E dado que Cristo cumpriu a lei sem nunca pecar, a justiça que é acreditada àquele que crê em Jesus é completa. Em outras palavras quem é justificado por Deus é considerado aos olhos de Deus como alguém que nunca tinha pecado, porque Deus lhe apaga todos os seus velhos pecados e deles não se lembra mais. Por isso ele está seguro de estar salvo; porque foi justificado dos seus pecados. Por que, ao invés, as Testemunhas de Jeová (quer as que são consideradas parte dos 144.000, quer as que são consideradas ‘as outras ovelhas’) não estão seguras de estar salvas? É simples: porque elas não obtiveram a justificação de que fala a Escritura; justificação, o repito, completa e plena não faltando coisa alguma e que o homem obtém logo quando se arrepende e crê em Cristo. Eis agora algumas Escrituras que testificam o que acabámos de dizer: Paulo diz aos Colossenses: "Vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos" (Col. 2:13), e aos Romanos diz: "Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rom. 5:9). Notai no primeiro versículo as palavras "todos os delitos" que testificam a plena justificação que se obtém em Cristo, e no segundo versículo as palavras "sendo agora justificados" que testificam que Deus já nos justificou e por isso nenhum crente necessita esperar o fim do Milénio antes de dizer ter sido justificado plenamente por Deus. Ele tem a fé em Jesus e por isso a justiça de Deus baseada na fé; já desde agora. Aquilo que o crente deve fazer portanto é reter esta justiça até à vinda do Senhor, a fim de ser achado em Cristo tendo não uma justiça sua, mas aquela que se tem pela fé em Cristo "a justiça que vem de Deus pela fé" (Fil. 3:9), como diz Paulo. Se se considerar bem este estranho ensinamento da parcial justificação das ‘outras ovelhas’ para o tempo presente, se tem de convir que ele é um ataque descarado ao valor e ao poder da expiação feita por Cristo Jesus. Ele de facto atribui ao sangue de Cristo um poder relativo; não um poder absoluto tal a cancelar os pecados e tornar o homem logo perfeitamente justo diante de Deus e reconciliá-lo logo com ele plenamente em virtude da oferta do corpo de Cristo, porque afirma que a plena reconciliação entre os crentes (que não fazem parte dos 144.000) e Deus terá lugar no fim do Milénio quando Deus justificará plenamente as outras ovelhas: ‘O próprio Jeová então os declarará justos em sentido completo (...) Serão justificados para viver eternamente. Deus os adoptará como seus filhos terrenos (...) No universo será restabelecida a paz e a harmonia. As ‘coisas sobre a terra’ e as ‘coisas nos céus’ serão plenamente reconciliadas com Deus (....) A misericordiosa disposição da justificação tomada por Jeová terá conseguido o seu objectivo’ (A Sentinela, 1 de Dezembro de 1985, pag. 18). Este seu ensinamento é um duro ataque à doutrina da expiação de Cristo porque a faz passar por incompleta e por isso não plenamente eficaz [ 7 ]. Nós o rechaçamos e o anulamos proclamando o que a Escritura diz a respeito da expiação feita por Cristo para reconciliar-nos com Deus. 

Ÿ João diz: "E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19:30). Portanto a obra consumada por Cristo na cruz foi completa e não necessita ser completada por nenhum acto humano. 

Ÿ O mesmo apóstolo diz na sua primeira epístola: "Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1:7). Logo, como o sangue de Cristo purifica plenamente quem se atém aos seus ensinamentos temos de concluir que ele é suficiente para ser salvo. Isto é confirmado pelas seguintes palavras, já citadas antes, de Paulo aos Romanos: "Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rom. 5:9). 

Ÿ Na carta aos Hebreus está escrito: "Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efectuado uma eterna redenção" (Heb. 9:11-12), e ainda: "E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna" (Heb. 9:15). Portanto Cristo Jesus mediante o derramamento do seu sangue nos adquiriu uma salvação eterna e nos fez idóneos para receber a herança eterna nos prometida por Deus. O seu sangue é suficiente para receber a salvação da alma, não há necessidade de esperar algum outro evento para receber a salvação porque ela já está disponível na sua plenitude. Podemos pois afirmar que o derramamento do sangue de Cristo assegura a todo aquele que nele crê uma bênção eterna, e imediatamente. Glória ao seu santo nome. Amen. 

Ÿ Ainda aos Hebreus está escrito: "Porque com uma só oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados" (Heb. 10:14). Portanto todos aqueles que creram no nome do Filho de Deus foram aspergidos com a aspersão que purificou a sua consciência das obras mortas. Enquanto os sacrifícios expiatórios oferecidos segundo a lei não podiam tirar os pecados da consciência dos que os ofereciam, mediante o sacrifício de Cristo os crentes foram aperfeiçoados, quanto à consciência, e isto uma vez para sempre.  

Ÿ Está escrito na epístola aos Coríntios: "E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando [aos homens] os seus pecados" (2 Cor. 5:18-19). Também estas palavras fazem compreender que em virtude do sangue de Cristo nós fomos reconciliados com Deus de maneira plena. Isto pôde acontecer porque a obra que Cristo realizou na cruz foi completa. Eis por que quando se fala com as chamadas Testemunhas de Jeová da remissão dos pecados e da redenção que nós recebemos mediante a fé em Cristo, elas fazem aqueles estranhos raciocínios como se ninguém pudesse estar seguro de estar perdoado ou salvo durante a sua vida terrena e quem diz está-lo é um presunçoso. Mas aliás está escrito: "Nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados" (Col. 1:13-14). Portanto nós não somos de modo nenhum presunçosos ao afirmar que em Cristo fomos salvos e purgados de todos os nossos pecados mediante o seu sangue. 

Ÿ Paulo diz aos Efésios: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Ef. 1:3), e também: "Nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus" (Ef. 2:6). Nós crentes em virtude do sacrifício expiatório realizado por Cristo fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais; este "todas" significa qualquer, portanto, é completamente errada a doutrina das Testemunhas de Jeová que considera o sacrifício de Cristo como insuficiente para nos fazer receber agora a plena justificação. 

Ÿ Pedro diz na sua segunda epístola: "O seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude" (2 Ped. 1:3). Pedro aqui diz que Deus, em Cristo, nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade: portanto o sacrifício de Cristo é completamente suficiente para fazer receber todas as bênçãos aos homens, nenhuma excluída; por isso também a plena justificação dos seus pecados. Mas isto agora, não no fim do milénio. 

Ÿ Paulo diz aos Colossenses: "Nele tendes tudo plenamente" (Col. 2:10), portanto nós em Cristo temos tudo, absolutamente tudo. Temos o Espírito de adopção pelo qual clamamos ‘Aba’ Pai, temos a redenção, a remissão dos nossos pecados, a vida eterna, a consciência pura, a fé mediante a qual agradar a Deus, a paz de Deus que excede todo o entendimento, a alegria da salvação, a esperança da glória de Deus, a sabedoria de Deus, o conhecimento de Deus, a força, o amor de Deus nos nossos corações. Que diremos pois? Que nos falta alguma coisa para sermos salvos e para sermos abençoados por Deus ou que ainda não estamos plenamente justificados pelo que devemos esperar o fim do reino milenário? De modo nenhum. 

Algumas palavras por fim sobre a sua doutrina segundo a qual os nomes dos que crêem em Cristo serão escritos no livro da vida no fim do Milénio se eles forem achados dignos [8 ]. Ela é uma impostura. Os nomes dos justos já estão escritos no livro da Vida do Cordeiro e o estão desde a fundação do mundo (cfr. Ap. 13:8; 17:8) e não necessitam de ser ainda transcritos para ele. Paulo dizia dos seus cooperadores: "Cujos nomes estão no livro da vida" (Fil. 4:3) [ 9 ], e não: ‘Cujos nomes serão escritos no livro da vida no fim do milénio se....’. Mas que vão papagueando as Testemunhas de Jeová? Sabei-o irmãos; na Escritura não existe a passagem do nome dos crentes do livro das memórias para o livro da vida. Certo, o nome daquele que está escrito no livro da vida será riscado deste livro se ele renegar o Senhor porque está escrito: "Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu livro" (Ex. 32:33); mas se ele crer no Senhor até ao fim permanecerá nele escrito de maneira clara pela eternidade. 

 

O NOVO NASCIMENTO 

A doutrina das Testemunhas de Jeová 

Vejamos agora qual é o ensinamento da Torre de Vigia acerca do novo nascimento. Falarei antes de tudo do ‘objectivo pelo qual Deus faz nascer de novo alguns’, assim como elas falam dele. Mas para compreender este objectivo é preciso falar em primeiro lugar dos propósitos de Deus para a terra e o homem do ponto de vista da Torre de Vigia.  

Depois que Deus criou o homem e a mulher ordenou-lhes que crescessem, que se multiplicassem, que enchessem a terra e que a sujeitassem. Eles eram filhos de Deus porque eram perfeitos. Deus os tinha colocado num jardim delicioso e podiam dizer-se verdadeiramente felizes. A terra inteira com base no que eles deviam fazer por ordem de Deus tornar-se-ia um paraíso povoado de criaturas humanas perfeitas como eles. Esta era a esplêndida perspectiva que eles tinham diante de si. Mas eles transgrediram a ordem de Deus e Deus ‘os expulsou da sua família de filhos e os condenou à morte’. Assim ‘nem os nossos primogenitores nem algum dos seus descendentes puderam cumprir o mandato original que Deus deu à família humana’. Mas, de qualquer modo, o propósito de Deus relativamente à terra e ao homem será cumprido; como? A resposta é: ‘Por meio de um descendente como Deus predisse no jardim do Éden e como prometeu também a Abraão. O apóstolo Paulo mostra que esse descendente é primariamente Jesus Cristo (....) Como podia Jesus Cristo fazer cumprir o original propósito de Deus? Em primeiro lugar, tirando a condenação debaixo da qual se encontra a família humana por causa da rebelião de Adão’ (A Sentinela, 1 de Fevereiro de 1982, pag. 18-19). Isto ele fez ‘morrendo em sacrifício na estaca de execução’ quando deu a sua vida como preço de resgate. ‘Ele abriu assim à descendência de Adão o caminho para reentrar na aprovada família de Jeová..’ (ibid., pag. 19). Mas antes de morrer Jesus teve que também ele nascer de novo; e de facto Jesus nasceu de novo. Onde e quando? A Torre de Vigia nos faz saber que isso aconteceu no Jordão depois que João o baptizou, quando o Espírito desceu sobre ele. Eis as palavras: ‘Ali, por meio do espírito santo, Deus tinha gerado Jesus como Filho espiritual (...) Jesus tornou-se de tal modo não só um espiritual Filho de Deus mas também o Messias, o Cristo ou Ungido que devia ser rei do reino de Deus (....) Jesus tinha sido gerado pelo espírito, era ‘nascido de novo’ (ibid. , pag. 19). Depois que Jesus morreu, ressuscitou (tenhamos sempre presente porém o que a Torre de Vigia ensina a respeito da ressurreição de Cristo), e foi exaltado por Deus Pai; de maneira que ele ‘pode agora fazer cumprir o propósito que Deus teve na origem relativamente à terra e ao homem (...) Jesus Cristo fará todas estas coisas sozinho? (...) Não. Participarão com ele no cumprimento destas profecias messiânicas alguns que viveram como criaturas humanas na terra, precisamente como ele. Mas para poder participar no governo do Reino de Cristo devem primeiro, como ele ‘nascer de novo’ enquanto estão na terra’ (ibid., pag. 19-20). Quantos são estes? Quem são? A Torre de Vigia o diz: ‘..são comparativamente poucos os que ‘nascem de novo’ (...) O apóstolo João diz ter visto 144.000 israelitas espirituais selados nas suas testas, e 144.000 em pé no monte Sião com o Cordeiro Jesus Cristo (...) Só estes ‘nascem de novo’. Juntamente com o seu Senhor e Mestre, Jesus Cristo, eles formam o reino pelo qual Jesus ensinou aos seus seguidores a orar. Constituem o ‘descendente de Abraão’ mediante quem se abençoarão todas as nações’ (ibid., pag. 20-21). E estes ‘ungidos’, como Jesus, devem pregar a boa notícia e produzir o fruto do Espírito até ao fim da sua vida terrena, porque ‘só demonstrando-se fiéis até à morte os ungidos podem esperar receber a coroa da vida..’ ( ibid., pag. 20). Vimos portanto o porquê de para a Torre de Vigia ser necessário que alguns nasçam de novo como Jesus, quantos são e quais são as suas obrigações na terra. Agora vamos explicar como se nasce de novo para a Torre de Vigia e como pode uma pessoa saber se está entre esses 144.000 ‘nascidos de novo’. Para nascer de novo os futuros discípulos devem executar seis distintos passos que, de qualquer modo, devem executar todos aqueles que ‘desejam tornar-se verdadeiros cristãos e obter a salvação, quer a recompensa final seja celestial ou terrena’ (ibid., pag. 22).  

1) ‘Antes de tudo devem adquirir conhecimento exacto de Jeová Deus, seu Criador (...) e de seu Filho, Jesus Cristo...’ (ibid., pag. 22). 

2) ‘O conhecimento por si só, porém, não chega. É necessário exercer fé...’ (ibid., pag. 23). 

3) ‘A primeira obra que se deve realizar para dar prova da própria fé é a do arrependimento ...’ (ibid., pag. 23). 

4) ‘Não chega porém deixar simplesmente de fazer o que é pecaminoso. É necessário executar o passo da conversão...’ ( ibid., pag. 23). 

5) ‘Portanto, como Jesus se apresentou no Jordão para fazer a vontade do seu Pai, assim todos aqueles que desejam tornar-se seguidores de Jesus Cristo, independentemente da esperança, devem realizar o passo seguinte, isto é, apresentar-se a Deus. Hoje isto inclui o fazer a dedicação a Jeová...’ (ibid., pag. 23). 

6) ‘Depois, como sexto passo, devem simbolizar esta dedicação e fazer dela uma aberta confissão submetendo-se ao baptismo como se submeteu Jesus...’ ( ibid., pag. 23). 

Mas executando todos estes passos se está seguro de ser nascido de novo, ou seja, se nasce automaticamente de novo? Absolutamente não. A Torre de Vigia diz de facto: ‘Adquirir conhecimento de Jeová Deus e de Jesus Cristo, exercer fé, arrepender-se, converter-se, dedicar-se e ser baptizado; é com estes passos que automaticamente o indivíduo ‘nasce de novo’? De modo nenhum! (...) Tudo o que pode fazer a pessoa que realiza os supracitados passos é pôr-se em condição de ‘nascer de novo’, se esta for a vontade de Deus ’ (ibid., pag. 23). 

Vejamos agora então o papel que Deus tem neste chamado ‘novo nascimento’. ‘..A este ponto é Deus a agir em favor daqueles que se compraz de chamar ao reino celestial (...) Aos que Deus declara justos é por isso atribuído o direito à vida humana perfeita. Por tal motivo Jeová Deus pode agora agir directamente sobre eles mediante o seu espírito (..) Os que Deus declara justos são agora gerados como seus filhos espirituais. Como? Por meio do seu espírito santo ou força activa, que faz agir em seu favor, pelo que podem ‘nascer de novo’...’ (ibid., pag. 24). Mas como podem saber se eles estão verdadeiramente entre os ‘eleitos’? Mediante o testemunho do Espírito porque ‘a respeito destes ‘eleitos’ o apóstolo Paulo declarou: ‘O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus’ (...) Enquanto eles mantiverem uma boa relação com o seu Pai celestial, ele, mediante as suas provisões, os reforça na convicção de que são deveras cristãos ‘nascidos de novo’ (ibid., pag. 24). 

Mas é possível que alguém que seguiu todos os seis passos citados se possa enganar e diga ser nascido de novo quando não o é? Certamente; de facto a Torre de Vigia no fim do seu longo discurso sobre o novo nascimento diz: ‘Todo aquele que se tenha dedicado e tenha sido baptizado em tempos relativamente recentes e que julga ser ‘nascido de novo’ faz bem em reflectir seriamente nas seguintes questões: Que razões tens para pensar que Jeová Deus tenha posto em ti esta esperança? Não pode dar-se que o teu sentimento seja um resíduo da errónea crença que tinhas antes quando estavas em Babilónia a Grande, isto é, que o céu é o destino de todos os bons? Ou pode dar-se que te sentes assim por causa de grande perturbação interior? Pode dar-se que tu tenhas primeiramente lutado contra a ideia mas que ela tenha gradualmente prevalecido? Todavia, ela prevaleceu porque tu o quiseste, talvez até inconscientemente? Tais conflitos não provam de per si que és ‘nascido de novo’ ( ibid. , pag. 25).  

Confutação

O novo nascimento se experimenta quando alguém se arrepende e crê em Jesus e não está limitado aos 144.000

Passemos agora a confutar este falso ensinamento sobre o novo nascimento que a Torre de Vigia dirige aos homens. O faremos falando do novo nascimento ensinado pela Escritura indo sublinhando os erros da Torre de Vigia.  

Jesus falou do novo nascimento a Nicodemos, um dos principais dos Judeus, que tinha ido ter com ele de noite. Jesus disse-lhe: "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito" (João 3:3-8). Das palavras de Jesus sobre o novo nascimento se evidencia que para entrar e para ver o Reino de Deus é indispensável nascer de novo. As seguintes expressões: "...não pode ver o reino de Deus... não pode entrar no reino de Deus... Necessário vos é nascer de novo.." o demonstram. Portanto todos os que querem entrar no Reino de Deus que está nos céus têm que nascer de novo, de outro modo ficarão de fora. Mas por que é que os homens têm que nascer de novo para poder entrar no Reino de Deus? Porque eles estão mortos nas suas ofensas e nos seus pecados privados da vida de Deus (cfr. Ef. 2:1). O novo nascimento é de facto uma ressurreição espiritual que permite àquele que está morto espiritualmente ressuscitar e tornar-se vivo do ponto de vista espiritual e portanto apto para entrar no Reino de Deus. A este ponto é lícito perguntar-se: "Mas quantos podem nascer de novo?" Todos aqueles que o quiserem. Precisamos porém, que com esta expressão não entendemos dizer que aqueles que nascem de novo experimentam o novo nascimento porque eles o querem, porque eles o experimentam porque Deus o quer, de facto está escrito que eles "não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:13), e também: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra de verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" (Tiago 1:18). Com a referida expressão queremos dizer somente que nós não conhecemos o número exacto daqueles que Deus decretou gerar pela sua Palavra e por isso dizemos a todos os homens que eles têm que nascer de novo para entrar no reino de Deus; uma coisa sabemos; eles não são 144.000! Seja bem claro isto; não tem qualquer fundamento escritural dizer que só 144.000 podem nascer de novo, ou que Deus tinha estabelecido fazer nascer de novo só este número de pessoas. Certo, também este número de eleitos dentre a nação de Israel segundo a carne (portanto não há Gentios entre eles) foi por Deus antes da fundação do mundo preordenado a nascer de novo; mas juntamente com eles Deus tinha decretado fazer renascer, além de muitos outros, também uma grande multidão de pessoas que ninguém pode contar (os que vêm da grande tribulação), e nos referimos àquela que João viu no céu. Sim, no céu; porque elas estavam diante do trono de Deus no céu e não em algum lugar sobre a face da terra (cfr. Ap. 7:9-10). Como se pode pois afirmar que só 144.000 podem nascer de novo, quando João viu no céu, no Reino de Deus, muitas e muitas outras pessoas? Não se pode; mas as Testemunhas de Jeová o fazem, para dano seu porque são elas que por isso serão culpadas.    

É preciso dizer que este falso ensinamento sobre o número daqueles que podem nascer de novo a Torre de Vigia o faz porque segundo ela só este número de eleitos entrará no céu; os outros, isto é, ‘as outras ovelhas’ ficarão de fora, mais precisamente na terra. Para ela, de facto, os 144.000 são os únicos dentre as criaturas terrenas a reinar com Cristo do céu sobre a terra; quando a Escritura não faz distinção entre uma classe destinada a reinar no céu e uma outra a reinar sobre a terra. Mas o outro erro que ela faz é o de dizer que os 144.000, dado que devem juntamente com Cristo abençoar todas as nações porque juntamente com ele formam a descendência de Abraão, devem nascer de novo como nasceu de novo Cristo no Jordão! Mas desde quando é que na Escritura está escrito que a descendência de Abraão é formada por 144.001 pessoas, isto é, por Cristo mais os 144.000? Cristo é a descendência de Abraão, e juntamente com ele dado que os crentes são um em Cristo e o corpo de Cristo também são descendência de Abraão todos os crentes conforme está escrito: "E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa" (Gal. 3:29). E depois, mas desde quando é que a Escritura diz que Cristo nasceu de novo? Ele não necessitava nascer de novo; ele no Jordão não se tornou o Filho de Deus porque já o era, de facto aos doze anos disse aos seus pais: "Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai?" (Lucas 2:49); ele no Jordão não se tornou o Cristo porque ele já o era porque o anjo disse aos pastores quando Jesus nasceu: "Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11). Mas que vão papagueando as Testemunhas de Jeová? Ainda uma vez constatamos a veracidade das palavras: "Um abismo chama outro abismo..." (Sal. 42:7) e como as conversas vãs e profanas roem como gangrena. 

Vimos portanto que o novo nascimento o podem experimentar todos e o experimentam todos aqueles que Deus decretou fazer nascer de novo (dos quais só ele conhece o número deles, que é nitidamente superior a 144.000). Mas como se pode nascer de novo? Pela pregação que Jesus Cristo dirigia aos Judeus, tendo presente que as palavras que ele disse a Nicodemos: "Necessário vos é nascer de novo" eram dirigidas a todos os Judeus (e não Judeus naturalmente), se evidencia que para nascer de novo é necessário arrepender-se e crer no Evangelho conforme dizia Jesus aos Judeus: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mar. 1:15). Não é pois necessário o baptismo na água para nascer de novo? Não; porque o novo nascimento o se experimenta quando alguém se arrepende e crê no Filho de Deus, e não quando é imerso nas águas baptismais ou quando sai fora delas. O baptismo representa aquilo que o crente já experimentou pela fé no Cristo de Deus, isto é, o novo nascimento; a imersão é o sepultamento com Cristo, o sair da água a ressurreição com Cristo. Alguém dirá: Mas não está porventura escrito que se nasce de novo da água? Sim, mas ela não é a água do baptismo, mas a Palavra de Deus que na Escritura é simbolizada pela água conforme está escrito em Isaías: "Como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Is. 55:10-11). 

O novo nascimento é uma experiência real que se está perfeitamente consciente de experimentar quando ela acontece e se está perfeitamente seguro de tê-la vivido depois que a se experimentou; e isto apesar de nós não conseguirmos explicar como ela tenha podido realizar-se na nossa vida porque é obra inescrutável operada por Deus pela sua Palavra e pelo seu Santo Espírito. Podemos compará-la à saída de um morto da sepultura onde tinha sido sepultado; à saída de um prisioneiro de uma prisão, à saída para a luz do sol de uma pessoa fechada por anos num quarto escuro; à recuperação da vista por um cego de nascença, ao ser libertado de fortes e pesadas correntes; em suma queremos dizer que quem a experimentou sabe o que sentiu quando nasceu de novo porque foi uma experiência que marcou a sua existência de maneira radical. Aquilo que se experimenta quando se nasce de novo é a salvação, o perdão de todos os velhos pecados; o desaparecimento portanto daquele sentido de culpa que aflige o homem sem Deus; por isso quem nasce de novo está imediatamente seguro de ter sido salvo, de ter sido purificado de todos os seus pecados e de não ter mais a consciência que o acusa. E isto produz logo nele um grande gozo, um gozo profundo que jorra de Cristo que vem morar no seu coração; e juntamente com o gozo uma paz profunda, verdadeira, que vem ainda de Cristo. Ele torna-se assim um filho de Deus; como? O vimos; mediante o arrependimento e a fé em Cristo. Mas está seguro de ser um filho de Deus? Certamente. Em razão de quê pode dizer ser um filho de Deus? Em virtude daquilo que diz a Palavra de Deus; "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (João 1:12), e também: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos" (1 João 3:1); e em virtude do testemunho do Espírito Santo que veio morar no seu coração, de facto está escrito: "Recebestes o Espírito de adopção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rom. 8:15-16). E portanto ele está seguro de ser um herdeiro de Deus e um co-herdeiro de Cristo; ele está seguro de ter a vida eterna porque tem no coração aquele que é a vida eterna; e por isso sabe que quando morrer irá habitar no céu com Cristo e com os outros santos à espera da ressurreição. Tudo isto não existe no novo nascimento pregado pelas Testemunhas de Jeová porque ele apenas tem o nome de novo nascimento, mas na verdade é uma maquinação do adversário para manter as pessoas longe do novo nascimento e por isso da salvação. Basta considerar que elas afirmam que após ter adquirido conhecimento de Deus e de Jesus Cristo, exercido fé, após o arrependimento, a conversão, a dedicação e o baptismo, uma pessoa não nasce automaticamente de novo mas se põe ‘em condição de nascer de novo se esta for a vontade de Deus’ para compreender quanto é falso este seu novo nascimento. Mas desde quando é que na Escritura está escrito que alguém depois que se arrependeu e creu no Filho de Deus pode nascer de novo se esta for a vontade de Deus? Mas como se pode dizer tais absurdidades quando é manifesto que quem se arrependeu e creu em Cristo já é nascido de novo, e não deve pôr-se em condição de nascer de novo se esta for a vontade de Deus. Deus quis fazer nascer de novo aquele que se arrependeu e creu em Cristo; isto ensina a Escritura; sejam postas de lado as conversas vãs das Testemunhas de Jeová!  

Mas dizemos também isto; como vós sabeis também ‘as outras ovelhas’ que não fazem parte dos 144.000 devem fazer esses seis passos para serem salvas; mas por aquilo que nos é dado a compreender lendo a teologia da Torre de Vigia, estas outras ovelhas à diferença dos 144.000, embora exerçam a sua fé em Deus e em Cristo não são feitas renascer de novo por Deus e não são consagradas por ele nem reis e nem sacerdotes. Porque estas são prerrogativas que cabem apenas ao pequeno restante dos 144.000 que se encontra ainda na terra. Mas isto não concorda com o ensinamento da Escritura. João diz de facto que "todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus" (1 João 5:1), e também: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" (1 João 5:4-5). Como podeis pois ver por vós mesmos, todos aqueles que se arrependem dos seus pecados e crêem que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, são gerados de novo por Deus e são declarados pela Escritura nascidos de Deus e vencedores sobre o mundo. É absurdo pois afirmar que alguém pode crer que Jesus é o Cristo, que ele é o Filho de Deus e não ser nascido de novo ao mesmo tempo como no caso das ‘outras ovelhas’!  

E depois nós dizemos: não está porventura também escrito que "qualquer que ama é nascido de Deus" (1 João 4:7)? Por que então afirmar que as ‘outras ovelhas’ não são nascidas de Deus, quando também elas amam a Deus e aqueles que foram por ele gerados [ 10 ]?

Além disso, dizemos que todos aqueles que crêem, sendo que são nascidos de novo, são também sacerdotes de Deus; de facto Pedro após ter dito no início da sua primeira epístola: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos..." (1 Ped. 1:3-4), afirma: "Mas vós sois... o sacerdócio real.." (1 Ped. 2:9). Vedes? Todos aqueles que foram gerados de novo, ou seja, que renasceram são sacerdotes de Deus. E portanto todos aqueles que creram no Filho de Deus são sacerdotes. E, ainda segundo a Escritura, todos aqueles que creram foram feitos também um reino e reinarão com Cristo sobre a terra, de facto João diz que Cristo "nos fez ser um reino e sacerdotes para Deus e seu Pai" (Ap. 1:6), e que ouviu as criaturas viventes e os vinte e quatro anciãos afirmar: ".. E com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste um reino e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap. 5:9-10). 

Como podeis ver a Escritura ensina que todos aqueles que crêem são nascidos de Deus e, por conseguinte, são reis e sacerdotes pela graça de Deus; nenhuma distinção é feita entre os crentes a tal respeito. 

 

A SALVAÇÃO

A doutrina das Testemunhas de Jeová 

As Testemunhas de Jeová ensinam que quando Adão pecou, além de se tornar escravo do pecado e de transmitir esta escravidão aos seus descendentes, perdeu também o direito a viver eternamente na terra. Por quanto diz respeito às palavras que Deus lhe tinha dito: "No dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gen. 2:17), elas se cumpriram no dia que Adão desobedeceu, mas este dia, com base na sua interpretação, não é um dia de vinte e quatro horas: e o confirmam fazendo notar que Adão morreu fisicamente aos 930 anos [11 ]! ‘O que Adão tinha perdido era a vida humana perfeita, sem pecado, com a perspectiva da vida eterna’ (A Sentinela , 15 de Março de 1981, pag. 9), e para que o género humano pudesse ser libertado da escravidão do pecado e readquirir o que de precioso Adão tinha perdido e feito perder era necessário que fosse pago um preço correspondente. Era necessário com base na lei: "Darás vida por vida" (Ex. 21:23), que alguém oferecesse uma vida perfeita sem pecado para resgatar o género humano da escravidão do pecado e dar-lhe a perspectiva de viver eternamente na terra. Nenhum homem nascido com o pecado poderia portanto oferecer este resgate a Deus; mas Deus enviou o seu Filho (que porém segundo elas não é Deus porque também ele foi criado um dia), que em virtude do facto de ter nascido sem pecado e de durante a sua vida nunca ter pecado, mediante a sua morte pôde oferecer este preço de resgate. ‘Como Adão Jesus era perfeito. À diferença de Adão, permaneceu obediente (...) Por isso Jesus possuía a única coisa equivalente a uma vida humana perfeita: uma outra vida humana perfeita (..) Portanto na sua morte ele sacrificou algo que equivalia exactamente à vida humana perfeita perdida por Adão’ (op. cit., pag. 9). O preço do resgate foi pois pago, e aqueles que querem ser libertados do pecado e receber a vida eterna devem exercer fé em Jesus Cristo: assim dizem elas. Mas vejamos agora a maneira em que se é salvo segundo a Torre de Vigia porque por esta se percebe como para as Testemunhas de Jeová a salvação se obtém por obras e não somente pela fé em Cristo como ensina a Escritura. Primeiro é necessário dizer porém que quando as Testemunhas de Jeová falam da salvação se referem quer à salvação da escravidão do pecado, quer à salvação do presente século mau, e por fim, e queremos dizer sobretudo, à salvação da destruição de Armagedom. William Schnell no seu livro Trinta anos escravo da Torre de Vigia diz a propósito dos componentes da classe ‘Jonadabe’, isto é, das chamadas outras ovelhas destinadas a viver sobre a terra, quanto se segue: ‘Com cuidado foi lhes ensinado que se permanecessem dentro das fronteiras da Organização sem se desviarem, se seguissem religiosamente todas as suas instruções, ouvindo atentamente a endoutrinação da Torre de Vigia, saindo como Proclamadores e fazendo um escrupuloso e regular relatório do tempo gasto para isso, então talvez no Armagedom fossem salvos’ (William Schnell, Trent’anni schiavo della Torre di Guardia [Trinta anos escravo da Torre de Vigia], Napoli 1983, pag. 130) [ 12 ]. Mas as Testemunhas de Jeová quando falam de salvação nunca se referem à salvação das chamas do Hades e das do lago ardente de fogo e enxofre, porque para elas não existe um lugar de tormento para onde vão as almas dos pecadores à espera do juízo, e nem o fogo eterno onde os pecadores após a ressurreição serão lançados para ali ficarem para sempre. Mas o que se percebe lendo as suas revistas é que a salvação de que elas falam não é algo que o homem pode ter imediatamente da parte de Deus, e por isso estar seguro de possuí-la durante a sua vida, mas algo projectado sempre no futuro, algo a alcançar operando, em suma algo a poder-se merecer com o tempo pelo que ninguém pode dizer possuí-la agora (lembrai-vos das palavras de William Schnell supracitadas). E de facto isto o se percebe quando se fala com elas; à afirmação que o Senhor nos salvou dos nossos pecados reagem sempre citando as palavras de Jesus "aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mat. 24:13), como para dizer que é presunção afirmar ter sido salvo já desde agora. Por aqui se percebe que elas estão ainda perdidas escravas do pecado embora falem de salvação, de preço do resgate oferecido por Jesus, de libertação do pecado etc. 

Mas vejamos agora como se obtém a salvação para as Testemunhas de Jeová. ‘Senhores, o que tenho de fazer para ser salvo? Perguntou um aterrorizado carcereiro do primeiro século após ter assistido à milagrosa libertação de todos os seus prisioneiros, dentre os quais o apóstolo Paulo e o seu companheiro Silas. A resposta foi: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. O que comportava o ‘crer no Senhor Jesus e ser salvo’? Era suficiente dizer crer em Jesus e ter fé nele como ‘salvador do mundo’? Podemos compreendê-lo examinando o relato bíblico das milhares de pessoas salvas no primeiro século E.C’ [ 13 ] (A Sentinela, 1 de Fevereiro de 1984, pag. 6). Prosseguindo a Torre de Vigia diz: ‘Para ser salvo era necessário aprender a verdade da Palavra de Deus, estudar regularmente as Escrituras e aplicá-las à própria vida’ (op. cit., pag. 6) [14 ]! Mas para ser salvo para a Torre de Vigia é também indispensável desconhecer Jesus como Deus; eis as suas palavras: ‘..Para ser verdadeiramente salvo é necessário separar-se das religiões da cristandade que falsamente ensinam que Jesus é Deus’ (A Sentinela, 1 de Fevereiro de 1984, pag. 8) [ 15 ].

Confutação

A salvação é por fé e portanto por graça  

Como podeis ver a salvação para as Testemunhas de Jeová não se obtém pela fé, mas por meio do bom operar e isto está em aberto contraste com a Escritura que repetidamente diz que se é salvo pela fé e não em virtude de obras justas praticadas para que ninguém se glorie diante de Deus. Paulo diz aos Efésios: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef. 2:8), e a Tito escreve que "quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou..." (Tito 3:4-5) e aos Romanos diz que o Evangelho "é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Rom. 1:16), e também: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo..." (Rom. 10:9). Estas poucas Escrituras testificam que a salvação é totalmente gratuita porque a se obtém só por meio da fé, e portanto não se pode de nenhuma maneira merecer. As Testemunhas de Jeová anunciam portanto um outro Evangelho! 

Mas quero dizer algo mais que se evidencia claramente de todo o seu ensinamento sobre a salvação, que lembramos está estreitamente ligado à sua doutrina sobre o milénio, a saber, que na prática a Testemunha de Jeová que faz parte das ‘outras ovelhas’ não poderá dizer estar salva nem sequer no fim da sua vida terrena; quando muito poderá dizer que por ter crido em Jesus e feito boas obras e ter andado de casa em casa terá o direito de ser ressuscitada durante o milénio. E isto porque para ela o período decisivo de que dependerá a sua salvação eterna é o do milénio durante o qual se se mostrar obediente à Torre de Vigia lhe serão aplicados os benefícios do resgate de Cristo e será libertada plenamente da escravidão do pecado. E depois se tenha presente que no fim do milénio ela terá que passar a prova final quando Satanás procurar seduzir aqueles que estarão na terra paradisíaca. Portanto ela até ao fim do milénio jamais poderá estar segura de viver eternamente na terra. E depois deve ser dito que estando assim as coisas, à Testemunha de Jeová morta, comparando a sua sorte com a dos ‘ímpios’, não terá valido absolutamente nada ter ‘crido’ em Jesus e feito boas obras porque haverão muitos homens que ressurgirão durante o milénio como ela sem nunca terem tido a possibilidade de crer em Jesus e fazer as boas obras, aos quais será dada a mesma possibilidade de obter a vida eterna sobre a terra que será dada a ela. E não só isso, porque Deus, pelo que ensina a Torre de Vigia, quando fizer voltar à vida as Testemunhas de Jeová mortas e aqueles que não tinham sido Testemunhas de Jeová, não terá em nenhuma conta as suas obras feitas antes de morrer; nem as boas e nem as más. Portanto haverão muitos não-Testemunhas de Jeová que embora não tendo feito parte da Torre de Vigia e tendo vivido como pecadores impenitentes voltarão a viver sobre a terra com as suas mesmas possibilidades [16 ]. Não é esta uma clara absurdidade que brota desta sua doutrina sobre a salvação? Certamente que o é. Em verdade o Deus das Testemunhas de Jeová não é o Deus justo que nós conhecemos; porque tais coisas não podem proceder d`Ele. 

Também por quanto diz respeito à vida eterna é preciso dizer algo; antes de tudo como vimos há diferença entre vida eterna em relação aos 144.000 e vida eterna em relação às ‘outras ovelhas’ porque a primeira é ‘celestial’ enquanto a outra é ‘terrena’; e depois que ela não é possuída pelas Testemunhas de Jeová (nem pelo ‘remanescente dos 144.000’ e nem pelas ‘outras ovelhas’) porque segundo elas a vida eterna o remanescente dos 144.000 a receberão no fim da sua vida terrena se dela forem considerados dignos enquanto os outros a receberão no fim do milénio, se passarem a prova, e então finalmente poderão dizer tê-la recebido, ou melhor, merecido. Ora, prescindindo do facto de no meio do povo de Deus não haver pessoas destinadas a viver eternamente em dois lugares diferentes, um no céu e outro na terra; vejamos o que diz a Torre de Vigia a respeito da vida eterna. Comentando as palavras de Jesus: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16) (na sua versão lê-se: ‘a fim de que todo aquele que nele exercer fé..’) a Torre de Vigia afirma: ‘Sim, os que exercem fé em Jesus Cristo, mediante o qual Deus proveu o resgate, receberão a vida eterna que a deliberada desobediência de Adão lhes tinha subtraído’ (A Sentinela, 15 de Março de 1981, pag. 10). E quando receberão a vida eterna? No fim do Milénio naturalmente, depois que ocorrerem todas as suas previsões! Mas elas esquecem que a Escritura não só afirma que Deus "recompensará cada um segundo as suas obras; a saber: vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção..." (Rom. 2:6-7), mas também que aqueles que crêem em Cristo já têm a vida eterna permanecente neles mesmos conforme está escrito: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna..." (João 3:36); "Aquele que crê tem a vida eterna" (João 6:47); "Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6:40) (notai que o receber a vida eterna precede a ressurreição nas palavras de Jesus, enquanto na teologia da Torre de Vigia a vida eterna sobre a terra as Testemunhas de Jeová que morrem com a esperança terrena a poderão obter só depois de ressuscitarem após terem passado todas as provas); "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna" (1 João 5:13); "Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (João 5:24); estes são alguns dos versículos bíblicos que testificam de maneira clara que aqueles que crêem têm a vida eterna, e não têm que esperar o fim do milénio para recebê-la.  

 

CONCLUSÃO

Vimos pois a distinção que as Testemunhas de Jeová fazem, a propósito da justificação, entre os 144.000 e as outras ovelhas. Que dizer? Em verdade temos de reconhecer que a antiga serpente mais uma vez fazendo uso das Escrituras conseguiu enganar muitas pessoas. Pensai, segundo a teologia da Torre de Vigia, há duas distintas categorias de ‘crentes’ de que a dos 144.000 em virtude de uma diferente justificação obtida de Deus possui além dos privilégios que a outra não tem (recordamos de fugida o de comer os símbolos da ceia do Senhor) um destino diferente, de facto ela reinará no céu com Cristo enquanto os outros terão que ficar na terra. Em verdade as Testemunhas de Jeová fazem passar Deus por um Deus injusto, por um Deus que faz acepção de pessoas! E depois, ainda com base nesta doutrina: a Torre de Vigia faz passar a maior parte das passagens do Novo Testamento, aquelas que falam da justificação, da santificação, do sacerdócio, da nação santa, do selamento com o Espírito Santo, da esposa de Cristo, do corpo de Cristo e muitas outras (a lista é muito longa) como passagens que se referem à classe dos ‘ungidos’, ou seja aos cento e quarenta e quatro mil, e não a todos aqueles que creram, quando isso não é de modo nenhum verdade. Este modo de interpretar as Escrituras e de fazê-las entender às pessoas é verdadeiramente reprovável. Mas além disso vimos como a Torre de Vigia também quando fala da justificação não fala dela de maneira recta, nem no caso dos 144.000 nem no caso das ‘outras ovelhas’, porque na realidade não atribui só à fé no nome de Jesus o poder de justificar plenamente o homem porque segundo ela só a fé em Jesus é sempre insuficiente, é preciso as obras para obter a justificação. De maneira que os ‘ungidos’ a obterão se fizerem até à sua morte as obras ‘justificantes’ que prescreve a Torre de Vigia (e assim poderão ‘subir’ ao céu tendo a esperança celestial); enquanto todos os outros a obterão depois da ressurreição, mais precisamente depois de terem passado o ‘teste’ do milénio e o final que terá lugar no fim do milénio, só então os seus nomes serão escritos no livro da vida!  

Por quanto diz respeito ao novo nascimento - como pudestes ver - ele é só para os 144.000 (e não obstante isso estes entrarão no reino de Deus com base nos seus méritos!); todos os outros não o podem experimentar. À diferença pois da justificação, ‘as outras ovelhas’ neste caso não podem experimentar de nenhuma maneira o novo nascimento, nem sequer parcialmente. Mas estranha coisa ainda, não obstante isso, eles um dia poderão na mesma herdar a vida eterna (mesmo se só a terrena depois que passar o milénio)!! Portanto se pode até não nascer de novo e ter a vida eterna para a Torre de Vigia. Mas sobretudo para a Torre de Vigia se pode crer em Jesus e ao mesmo tempo não ser nascido de novo!! Nos encontramos pois diante das enésimas doutrinas de demónios, que porém são habilmente apresentadas com versículos bíblicos com o fim de fazê-las parecer bíblicas e portanto verdadeiras. 

Também a sua doutrina sobre a salvação está condicionada pela sua divisão entre os 144.000 e as ‘outras ovelhas’, com efeito, os primeiros serão levados salvos para o reino celestial na sua morte e os outros para o reino terreno no fim do milénio; naturalmente ambas as categorias obterão a ‘salvação’ com base nos seus méritos pessoais e não pela graça de Deus, porque só a fé em Jesus não lhes assegura automaticamente a salvação eterna. 

Estando assim estes seus ensinamentos vos digo pois pela enésima vez para vos guardardes das Testemunhas de Jeová porque estas suas doutrinas sobre a justificação, sobre o novo nascimento e sobre a salvação são heresias de perdição que não têm nada a ver com a verdade e que levam ao lago ardente de fogo e enxofre, porque anulam a graça de Deus. E não vos deixeis enganar pelos seus discursos recheados de versículos bíblicos. Sabei dilectos que mesmo quando elas citam os versículos da Bíblia e parece que estão fazendo um discurso recto também então elas estão procurando seduzir-vos e fazer-vos apostatar da fé que está em Cristo Jesus e fazer-vos perder a salvação que recebestes gratuitamente de Deus. São lobos prontos a devorar-vos, lembrai-vos disto! 

 

 

NOTAS

 

[ 1] Em Seja Deus verdadeiro lê-se: ‘Os membros ressuscitados e já reunidos com Cristo Jesus no templo provaram a sua fidelidade numa firme carreira de pregar e ministrar enquanto viviam na terra, e estão para todo o sempre nos céus...’ (pag. 114). [ ç ]

 

[ 2] Notai como aflora de maneira evidente nestes seus ensinamentos sobre a justificação o mérito do homem, o sacrifício humano em vista da vida eterna, e como a graça de Deus é anulada. [ç ]

 

[ 3] Notai também que igualmente o novo nascimento destes presumidos 144.000 é falso e não autêntico porque é dito que Deus gera estes ‘crentes’ depois que foram baptizados enquanto a Escritura afirma que o novo nascimento se experimenta antes do baptismo quando alguém se arrepende e crê; mas sobre isto voltaremos mais adiante. [ ç ]

 

[ 4] Nos Actos por exemplo está escrito que "muitos dos coríntios, ouvindo [Paulo], criam e eram baptizados" (Actos 18:8) e como Paulo pregava que "com o coração se crê para a justiça..." (Rom. 10:10), por conseguinte, os que ele baptizava já tinham sido justificados por Deus. [ ç ]

 

[ 5] Vede a parte onde falei de como e quando as ‘outras ovelhas’ obtêm a vida eterna, para perceber por que razão estas pessoas não podem dizer ter a vida eterna já desde agora, embora tendo crido. [ ç ]

 

[ 6] ‘...não significa que os que obtenham ‘a ressurreição de vida’ não superem uma prova antes de receber efectivamente a vida eterna’ (A Sentinela, 15 de Junho de 1965, pag. 374). Portanto, também os 144.000 para estarem seguros de que serão levados salvos para o reino celestial com Cristo têm de merecer a salvação. [ç ]

 

[ 7] Também Russell atacou a expiação de Cristo. A propósito do resgate pago por Cristo ele de facto declarou: ‘O ‘resgate por todos’ dado ‘pelo homem Cristo Jesus’, não dá e não garante a ninguém a vida ou a bênção eterna, mas ele garante a cada um uma outra oportunidade ou prova para a vida eterna’ ( op. cit., série I, pag. 173). Isto porquê? Porque para Russell, Jesus ‘se deu em resgate (preço correspondente) por todos a fim de podê-los abençoar todos e dar a cada homem uma prova individual de vida’ (ibid., pag. 172). Explicamos o sentido destas suas palavras. O resgate que Cristo pagou por todos assegura aos homens mortos apenas o retorno à vida no milénio (a libertação da morte que é a condenação passada a todos os homens) e a possibilidade de serem justificados e de merecerem a vida eterna na terra; enquanto para aqueles que estiverem vivos quando começar o milénio apenas a possibilidade de serem justificados e de merecerem a vida eterna na terra. ‘Essa prova decidirá, uma vez para sempre, quem sairá justo e santo de mil provas, e quem de mil provas sairá injusto, ímpio, e se contaminaria ainda’ (ibid., pag. 173). Desta prova milenial estão excluídos porém os membros do pequeno rebanho, porque para Russell apenas os membros do pequeno rebanho não teriam que passar a prova milenial para merecerem a vida eterna, porque eles a prova já a passam nesta vida. ‘...somente esses poucos (a igreja eleita e provada para o objectivo especial de trabalhar com Deus para a bênção do mundo, - dando agora testemunho, e depois - governando, abençoando e julgando o mundo na sua época de prova) - gozam já, até um certo ponto, dos benefícios do resgate, ou se encontram actualmente na prova para a vida’ (ibid., pag. 175). Eis pois o fim pelo qual Cristo se teria oferecido a si mesmo por todos, para dar a cada homem uma prova individual na terra para obterem a vida eterna. Aos membros da sua igreja (o pequeno rebanho) a prova lha dá agora na terra, enquanto a todos os outros lha dará durante o milénio. Na substância portanto se tem que dizer que as Testemunhas de Jeová, por quanto diz respeito ao valor e ao objectivo do resgate pago por Cristo, se atêm aos ensinamentos de Russell. Porque também elas afirmam que o resgate oferecido por Jesus oferece uma prova para a vida eterna tanto ao pequeno rebanho como a todos os outros; aos primeiros aqui na terra, aos outros durante o milénio. Preciso porém que permanecem diferenças entre o ensinamento de Russell e o das Testemunhas de Jeová, que veremos mais adiante. É evidente portanto a falsidade deste ensinamento sobre o resgate oferecido por Cristo; porque Cristo segundo quanto ensina a Escritura não se deu a si mesmo como preço de resgate por todos para oferecer a todos os homens (para as Testemunhas de Jeová porém não propriamente a todos) uma prova na terra, prova que se for por eles superada lhes permitirá merecer a vida eterna; mas ele se ofereceu a si mesmo por nós "para nos remir de toda a iniquidade" (Tito 2:14) e nos fazer servos da justiça, e para nos fazer assim herdeiros de uma herança eterna já desde agora. Portanto os benefícios do resgate de Cristo os podem experimentar e os experimentam apenas aqueles que crêem nele; para aqueles que morrem nas suas ofensas não haverá mais alguma vez a possibilidade de experimentá-los porque estão perdidos para sempre. [ç ]

 

[ 8] Eis o que dizem a respeito: ‘Em vista das suas perspectivas de vida, pode-se considerar que os seus nomes estejam escritos num livro de memórias. Este livro contém o nome dos que são considerados ‘justos’ por Jeová, tendo demonstrado a sua fé com obras de justiça e tendo a perspectiva de receber a vida eterna na terra. Seja como for, estes nomes não estão ainda escritos por Jeová no seu ‘livro da vida. (...) O nome dos que permanecerem leais a Jeová será indelevelmente escrito no ‘livro da vida’ (A Sentinela , 1 de Dezembro de 1985, pag. 15, 16, 18). [ ç ]

 

[ 9] Também as palavras que Jesus disse aos setenta quando estes voltaram contentes porque tinham constatado que até os demónios se submetiam ao nome de Jesus, a saber: "... alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus" (Lucas 10:20) confirmam que os nomes dos discípulos de Cristo já estão escritos no livro da vida. [ ç ]

 

[ 10] Nos deveriam explicar portanto as Testemunhas de Jeová por que é que as ‘outras ovelhas’ que são exclusivamente Testemunhas de Jeová e de quem é dito que amam a Deus, ao seu nome, e se amam mutuamente como Cristo mandou, não são nascidas de Deus. [ ç ]

 

[ 11] Adão - segundo a sagrada Escritura - morreu espiritualmente no mesmo dia em que desobedeceu a Deus e foi nesse dia que se cumpriram as palavras que Deus lhe tinha dirigido. Portanto a morte física que experimentou aos 930 anos não é a morte que Deus lhe tinha dito que provaria no dia em que lhe desobedecesse. [ ç ]

 

[ 12] Notai nestas suas palavras que a salvação de Armagedom não era dada por certa nem sequer para aqueles que se atinham às regras da sociedade e que trabalhavam na proclamação da mensagem da Torre de Vigia. Pude apurar pessoalmente que na realidade as Testemunhas de Jeová não estão seguras de que escaparão a Armagedom falando com uma Testemunha de Jeová que há diversos anos está na organização, de facto, à minha pergunta se estava certa de que escaparia a Armagedom respondeu-me que não o estava e não ousava dizê-lo para não pecar de soberba! [ ç ]

 

[ 13] E.C significa Era Comum porque a Torre de Vigia não diz depois de Cristo. Quando tem de indicar um período antes da vinda de Cristo põe a. E.C, isto é, antes da Era Comum. [ ç ]

 

[ 14] Para confirmação que a vida eterna para a Torre de Vigia não se a  pode obter por fé mas sim com as obras eis quanto dizem a propósito do ladrão que se arrependeu na cruz: ‘Embora o ladrão tivesse reconhecido a erroneidade da sua actividade criminosa em contraste com a inocência de Jesus (Lu 23:41), nada indica que tivesse aprendido a ‘odiar a maldade e a amar a justiça’; às portas da morte não estava obviamente em condição de se converter e praticar ‘obras dignas de arrependimento’; não tinha sido baptizado. (...) Parece portanto que uma vez ressuscitado ele receberá a oportunidade de empreender esta conduta’ (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. II. pag. 550) Em outras palavras, esse homem quando ressuscitar empreenderá o curso de reeducação previsto para os ‘ressuscitados’, que se ele passar lhe permitirá merecer finalmente a vida eterna! [ ç ]

 

[ 15] Portanto, é evidente que nós crentes para as Testemunhas de Jeová ainda estamos perdidos porque ainda não nos separamos dos que dizem que Jesus é Deus, e não nos unimos a elas! Esta afirmação é mais uma prova que as Testemunhas de Jeová apalpam no escuro e não sabem não só o que dizem mas também para onde estão indo. Mas nós sabemos para onde estão indo. A Escritura ensina que Jesus Cristo é Deus; Ele é Aquele poderoso para salvar, Ele é o nosso Deus que veio para nos salvar como tinha predito Isaías. Como poderíamos afirmar contemporaneamente que Jesus é o Salvador do mundo e ao mesmo tempo negar a sua divindade quando sabemos que a salvação pertence a Deus? Não podemos. Se é verdade que Jesus Cristo é o Salvador do mundo tem de forçosamente ser Deus. E isso o demonstrámos abundantemente em precedência. Como podeis ver Satanás consegue fazer as pessoas perdidas sentir-se seguras de si, seguras das mentiras que dizem. Neste caso o diabo consegue fazer as Testemunhas de Jeová sentir-se seguras, e fazer-lhes crer que para ser salvo de uma salvação verdadeira é necessário separar-se daqueles que dizem que Jesus é Deus. A verdade porém é que estas almas se querem ser salvas dos seus pecados, das chamas do inferno para onde estão indo, e da ira vindoura devem sair desse cárcere subterrâneo em que estão e entrar na casa de Deus formada por todos aqueles que creram em Cristo conforme está escrito: "A qual [a de Deus] casa somos nós..." (Heb. 3:6). E nesta casa espiritual se pode entrar só pela porta que é uma só, Cristo Jesus, Deus bendito eternamente (cfr. Ef. 2:22). [ ç ]

 

[ 16] Vede a parte onde tratei o milénio para compreender melhor quanto disse. [ ç ]

 

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